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Preso em Você - Capitulo 3

Lucas Marques

Sábado, 16 de Março de 2019, 23:01h.

Dia de estar em atendimentos no Drive Thru, estava anotando pedidos e recebendo dos clientes;

- Boa Noite, bem-vindo ao MC Donalds, posso anotar seu pedido? – Falo com o painel de pedidos abertos.

- Estava afim de um novinho assim da sua idade. – Escuto uma voz fina.

- Desculpe senhor não entendi! – Abro a tela da câmera.

- Que horas você sai em gato? Vamos dar um rolê! – Reconheci a voz antes de ter a imagem.

- Sei que é você João Paulo. – Ele começa a rir, junto ao Vitor e eu continuo. - Já vou sair, querem alguma coisa?

- Você seu gostoso! – Grita rindo.

Eles chegaram na janela que eu estava e apoio os cotovelos falando;

- Meu colega já chegou só vou me trocar! E JP, tenho a mesma idade que você viu. – Pisco para ele.

- Não parece ter 19 anos, está mais com cara de dezessete!

Fecho a janela atendendo outro cliente e eles estacionam mais à frente.

Em questão de dez minutos sai por uma das portas, despedindo dos amigos e entrando no carro. De camiseta justa, marcando os poucos músculos, uma bermuda jeans com alguns rasgos, tênis branco, cabelo meio que molhado e um perfume forte;

- Caralho meu irmão, passou perfume para não tomar banho foi? - Vitor brinca.

- Exatamente. - Lucas concorda rindo.

Eu não conhecia muito essa turma de amigos do Vitor, nem essa tal Natalia. Quando chegamos, fui cumprimentando todo mundo, o Vitor me apresentou é claro.

Ajudei o Vitor a levar as bebidas, eu arrumei elas no frízer.

Carnes na grelha, bebidas geladas, música alta e as meninas dançando. JP ficou arrumando carnes para todos, e também no Narguilé com Roger.

Eu estava conversando com a Natalia na cozinha quando ele entrou;

- Que vai fazer? - Ela pergunta.

- Caipirinha, aceitam? - Pegou a sacola de limões colocando na bancada.

Dizemos que sim, e ela continua o assunto;

- Eu passei em Educação Física, mas preferi veterinária. - Ela comenta.

- Para cuidar dos machos dela. – Ele se intromete.

Natalia faz uma careta para ele, e eu rindo;

- Gosto de Educação Física, voltei a treinar a pouco tempo também, só ganho peso quando estou frequentando academia, vai entender...

- Você estuda, trabalha e ainda tem tempo pra “rolê”? – JP fala comigo.

- Sim, não tenho país que me bancam tudo. – Levanto as mãos e ombros.

- JP acha que tem. - Naty provoca.

- Não preciso!

- Tem que sair da aba do Vitor, os pais dele têm dinheiro, ele tem futuro garantido, nós amigo temos que ralar.

- Deixei minha mãe em casa Nathalia! - Fala sem olhar para trás.

- Ele acha que esse rostinho lindo vai levar ele em algum lugar. – Ela fala comigo.

- Esqueceu de citar outra coisa. – Ele se vira, mostrando a faca no lugar do seu pau.

Sim, ele é o tipo, idiota de carteirinha da turma;

- Ela tem razão. – Digo olhando ele.

JP muda sua feição, todo lerdo e diz;

- Concorda que eu tenho um rostinho bonito?

- Não! Que é pobre e se não correr atrás vai ser deixado para trás pelos seus próprios amigos. – Falei olhando nos fundos dos seus olhos castanhos.

- Ela é um pé no saco, e você está ficando igual. – Ele me manda um beijo, ironizando.

Sai com a Natalia, ela foi fumar pouco do narguilé com o tal Roger, e eu procurando o Vitor;

- Lucas. – JP chama entregando o copo de caipirinha.

- Obrigado.

Olha, o garoto é um gênio da bebida viu, pois, o estava bom demais.

- Senta aqui amigo. – Natalia chama quando pega seu copo também.

Eu me virei para ir onde ela estava, e começa a tocar um Brega Funk. Gente eu que não tinha visto o Vitor, ele apareceu correndo.

E eu assustei porque todo mundo começou a gritar, e meio que abrir espaço na galera.

- Nossa música mano, Corre! – Ele grita com JP.

Um Brega funk, com direito a sarrada no ar tudo mais. A música? “Bagunçinha Brega Funk - Chileno”.


Aquele toque que não deixa ninguém parado. O que chamava a atenção era esses dois dançando.

Parece que tinha molas na cintura. E convenhamos, que delícia.

João Paulo é o moleque piranha, de cara lerda, e sorriso safado, dono de um belo par de pernas, barriga bonita, e braços fortes, por causa do trabalho, ele tem um cabelo grande, que ao olhar, a única coisa que pensa, é ele nunca corta. Fica muito de boné e os fios sob as orelhas, deixando ele mais novo. Minha opinião.

Vitor, é o príncipe encantado da turma, percebi isso no dia que jogamos, loiro, olhos claros, aquele tipo que todo mundo sonha, com várias tatuagens no corpo. Magro, pouca coisa mais alta que eu.

Final da música as meninas gritando;

- JP não dançou direito! - Gritou Carla.

Gente e eu já pensando, que estava bom.

- Vai tirar essa calça. - Naty fala.

- Calma, vou tirar. – Ele entra correndo.

- Também vou colocar uma bermuda. - Naty o segue.

João Paulo pegou no seu carro, uma bermuda que usa em clube. Aquelas de deixar qualquer um perdido.

Curta, de amarrar e rosa, com algumas palmeiras. Ele voltou, sem tenis, correndo, e mandando voltar a música.

Mas dessa vez as meninas juntaram na coreografia, era coisa de amigos, todos sabiam dançar.

Mas o show ficava por conta da dupla.

Eu dancei também, mas no meu canto com a Carla que também estava na dela.

E vem refrão com eles descendo rebolando até o chão, com umas sarradas de hipnotizar esses movimentos.

Passei a amar brega funk depois desse dia.

A música acabou, mas ninguém se sentou, e sim, seguiu dançando. Já bêbados, e funk era a melhor combinação.

Terceira música e Natália vem com uma disputa de dança;

- Meninos contra meninas! - Ela grita separando a turma.

- Não, sacanagem, só eu, Vitor que dançamos aqui... – JP fala olhando meninos. - Tom chega aí, falta mais um. – Ele me olha.

- Luquinhas dança, chega junto. - Vitor me puxa.

Cada música tinha dois refrãos, e cada turma dançava um.

Depois da segunda música eu a estava mandando quadradinho para elas, que foram sendo “eliminados”.

Fiquei no meio da roda, com a Natalia, ambos, dançando muito, que menina que dançava bonito viu.

Nem meninos nem meninas, eu e ela ganhamos, rsrs.

Na vibe da música alta, álcool no sangue, todos dançando, uns aos beijos, quando eu cansava me sentava com Roger fumando um pouco e voltava, para dançar.

Nestas festinhas com poucas pessoas, sempre tem os casais, e somente, eu, Natalia e Roger que estávamos tranquilos, digo, sem ninguém em vista. João Paulo iria entrar nesta lista se não fosse a Vanessa.

Uma garota mais baixa que eu, que não era de muitas palavras com as pessoas, ela chegou com poucos sorrisos e ficou sentada com o JP por um tempo;

- Natalia quem é aquela? – Falo ao seu lado, enquanto estava com a mangueira do Narguilé.

- Vanessa puta amigo. – Ela me cutuca.

Eu abro um sorriso, pela sua forma, e Natalia continua;

- Ela já brigou com a Carla, por ter dado em cima do Vitor.

- Ué mas Carla está aqui, e não fala nada? – Eu olho a turma deles.

- Carla é uma sonsa Lucas, se fosse eu já colocaria essa garota para fora pelos cabelos.

- Ela namora o João Paulo? – Bebo pouco da minha caipirinha.

- Não, eles só se pegam.... Acho que ela deu uma chave de coxa nele. E eu também nem me meto sabe. JP finge que não sabe o que essa garota apronta. Mas como para ele tudo é sexo, tanto faz.

- É o que parece.

O bom da Natalia é que ela sabia, tudo de todos, rsrs. Bem, essa garota foi embora, assim como muitos ao passar as horas.

Madrugada ficando uma turma mais “seleta”, JP colocou seu carro para dentro, Vitor fez o mesmo.

No painel do carro tinha um baralho, ele pegou então e já entrei falando;

- Pode arrumar a mesa que o pai vai dar aula!

Para aproveitar o Narguilé ficamos ao lado de Roger. JP jogou com o Vitor diziam ser invencíveis e era o parceiro da vida de Truco.

Mas ficamos bravos, pois eles roubavam muito;

- Não tem graça, eles não sabem jogar só fica roubando. - Naty senta brava. - Lucas joga com o JP, eu vou com o Vitor.

Me sentei de frente para ele, que estava embaralhando as cartas;

- Sabe jogar? – Ele olha.

- Mais ou menos. – Respondo sem muita confiança.

Iniciamos assim, mesmo, e olha que na primeira “mão”, ganhamos, e então ouvimos a voz divina de Roger dizendo;

- Apostam alguma coisa, sei lá, tira uma peça de roupa a cada ponto perdido. Para ficar mais interessante.

- Eu topo! – JP pega na mão dele.

Ele aperta cumprimentando, e continuamos o jogo.

Naty louca, tirou a blusa e a bermuda que usava, ficando de roupa íntima, assim como Vitor, eu e JP sem camisa somente, estávamos ganhando afinal de contas;

- Descobrimos nosso segredo Vitor! Sou eu que sou invencível! – JP estava todo alegre.

Roger então entra para jogar com Vitor, última rodada. Colocamos nossas roupas e não se tinha mais o que apostar.

Até vir Roger com a brilhante e enlouquecedora ideia;

- Vamos deixar isso como um jogo de homens! - Todos prestam atenção em sua fala. - Quem perder tem que entrar e fazer um vídeo aqui no Casarão dos Gonzaga. – Um silencio momentâneo se instaurou.

Um calafrio subiu em todo meu corpo, e João Paulo concordou quase ao mesmo tempo que o Vitor;

- Fechado! - Trocamos olhares.

- Não meninos! - Naty se intromete. - Não tem graça nenhuma!

- Gente para! É melhor não, Vitor você não vai! - Carla repreende ele.

- Gente que é isso? - Pergunto todo perdido.

- É uma mansão abandonada, a quatro ruas aqui para baixo, dizem ser mal-assombrada. - Roger diz com um sorriso maldoso no rosto.

- Ouvi dizer que fazem desova de corpos lá. – João diz.

- Uma noite, depois que eu deixei a Naty aqui na casa dela, indo para casa eu juro que vi uma imagem de alguém me olhando de uma das janelas do segundo andar. - Vitor deixa tudo mais interessante.

- Gente não tem graça alguma, a polícia fica vigiando aquele lugar, para idiotas iguais a vocês não ficarem invadindo... o Filho da minha patroa foi preso tentando pular aquele muro, sem contar que é muito perigoso, desde criança que aquele lugar é abandonado. - Naty já estava tensa.

- Mas que aconteceu com essa tal família? – Levo a mão no queixo, curioso.

- Eram praticamente donos de todas as terras da cidade, dizem que maltratavam e humilhavam seus funcionários, como escravos sabe. Minha mãe disse que eles se revoltaram e colocaram fogo na família dentro da casa. Desde então está abandonada, e agora é patrimônio da cidade. – JP diz com a voz mais grave parar enfatizar.

- Vamos apostar ou não? - Roger estende a mão para João Paulo.

- Apostado, quem perder entra lá e grava o vídeo. - Apertão as mãos.

- Bom que JP é o mais medroso da turma e aceitou essa loucura. - Vitor fala rindo.

- Não perdi uma, vai colocando seu celular para carregar pois logo terá um vídeo dentro da casa mal-assombrada mais conhecida do estado. - Encaro ele, que estava confiante assim igual a mim.

- Sei não cara. – Olho JP.

- Relaxa Lucas, estamos bem. - Ele fica me olhando e pisca.

Estendo a mão para o Vitor, que a aperta;

- APOSTADO!

- Meu Deus meninos são muito burro, isso vai dar merda, estou avisando. – Naty fica “possessa” de raiva conosco.

- Morte súbita, quem perder essa mão, perde a aposta. – Roger explica.

João Paulo embaralhou o máximo possível, Roger puxava pouco do Narguilé, Vitor puxando e tentando beijar a Carla que estava brava com ele. Virei o resto de minha bebida;

- Corta. – Roger pega o baralho.

Aguardo e então recebo as cartas, todos tensos, olhando, e então Carla sai de trás do Vitor com uma cara muito estranha.

Nem começamos a jogar, com as cartas entregues, Vitor mostra sua “mão”;

- Casal Preto.

Olhei João Paulo que de branco ele ficou translucido na hora. Roger gritando e batendo na mesa, e depois de uma noite ganhando, eu perdi sem jogar uma carta na mesa, Vitor estava com quatro de paus (ZAP) e Ás de espada, (Espadilha), jogo impossível de ganhar, com as cartas que eu e JP estávamos.

- Isso é brincadeira, não é? - Falo sem acreditar.

Poxa eu fiquei mal nesse momento. Levantamos, ele foi colocar a calça, pois ainda estava com a tal bermuda.

E então todo mundo saiu, deixamos carros, chaves, tudo, eu estava com meu celular e o JP com o dele.

Aquela galera andando na rua, na madrugada, indo fazer uma das maiores merdas de suas vidas.

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