• @rgpatrickoficial

Preso em Você - Capitulo 2

Sábado, 16 de Março de 2019, 22:15h

Nathalia é a amiga louca da turma, era uma das pessoas que mais tinha “resenhas” em sua casa, ela e Vitor.

A de hoje, deste sábado, era algo mais tranquilo, só nossa turma mesmo iria comparecer, até porque meio do mês, todos sem grana, e não éramos filhinhos de papai como o Vitor.

Eu estava com um “esquema” marcado essa noite, então coloquei uma calça jeans mais clara que eu tinha, camiseta de botões e mangas curtas, listrada. Meu cabelo estava grande, então o escondi com um boné, deixando fios soltos nas laterais sob as orelhas.

Sai do meu quarto, minha mãe de pé na cozinha e meu pai assistindo futebol;

- Corinthians perdendo de novo? – Pego a chave sob o balcão.

- Sim, só passo raiva com esse time. – Ele responde vidrado na TV.

- Vai sair de novo João Paulo? Estou fazendo janta. – Minha mãe, diz da cozinha.

- Vou em uma resenha na casa da Nathalia.

- Leva camisinha. – Meu pai diz.

Eu rindo respondo;

- Está no bolso.

- Não bebe e pega esse carro, está me ouvindo? – Ela segura meus braços beijando meu rosto.

- Pode deixar.

- Não quer jantar antes de ir?

- Estou bem, mãe, eu como alguma coisa por lá.

- Vai com Deus meu filho. – Ela beija minha testa.

E lá vamos nós, para mais uma noite. Parei para abastecer o carro do meu velho, e aproveitei comprei uma cerveja.

Quando cheguei na casa da “Naty”, vejo o carro do Vitor, estacionado, e escuto a música de dentro da casa. Não estava alta, e acho que nem os vizinhos se incomodariam.

Cheguei no portão que estava fechado e Roger chega na sua moto, ele veio subindo na calçada com ela, eu olhei para ele falando;

- Liga o farol alto aí. – Aponto para ele.

Já sabendo que vem merda, e fez o que eu mandei. Coloco o celular e as chaves no bolso e dou uns murros no portão, fazendo um barulho muito alto;

- POLICIA Abre agora. – Grito com a voz grossa.

De dentro escuto o Vitor;

- É o JP, só pode.

Todos calaram e escuto a Naty;

- Abaixa a música.

Olhei pelo pequeno espaço que tinha e ela estava vindo acompanhada, e então eu sai correndo, deixando o Roger sob sua moto.

Quando ele me vê correndo e deixando-o para trás ele começa a rir igual um idiota.

As meninas abriram o portão já putas;

- Porra Roger, brincadeira sem graça.

- Foi o viado do JP, não fui eu.... Vem aqui seu safado. – Ele grita apontando.

Elas olham e eu abaixado rindo da situação;

- Tinha que ser JP, que susto. – Naty diz abrindo o portão para Roger entrar com sua moto.

Entrei em seguida fechando o portão, cumprimento os meninos do FUT, que lá estavam, as meninas que cortavam uns “frios”, queijos e umas coisinhas a mais para tira-gostos.

- Vitor, trouxe bebida? - Falo baixo chegando nele.

- Não mano, vou ascender a churrasqueira aqui para a Naty e ir comprar.

- Beleza me chama vou contigo.

- Tranquilo.

Roger era o responsável pelo Narguilé em todas as festas, rsrs, ele chegava com sua maletinha, já procurando um canto onde sentar e começar a montar, “fazer sua arte na verdade”.

JP aqui é praticamente o DJ da festa, peguei minha JBL no carro, era um dos maiores modelos, a BOMBOX, aquela de alça como uma mochila de mão.

Liguei ela em um brega funk, por ser o que mais estava tocando na época.

Naty já saiu de dentro da casa “sarrando no ar”, ao seu lado eu fiz o mesmo, começamos a dançar e o Vitor lavando as mãos chama;

- Vamos lá mano.

- Vão onde? - Naty questiona.

- Comprar bebida. – Falo entregando meu celular para ela, por estar conectado as músicas.

Saímos no carro de Vitor, ele estava falando com alguém no WhatsApp a todo momento até a distribuidora, compramos as bebidas e no caixa pagando ele comenta comigo;

- Vamos pegar o Lucas no trampo dele beleza?


- Sim, de boa.

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