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Preso em Você - Capitulo 16

João Paulo – JP

Sábado, 10 de Agosto de 2019, 09:29h


Sai do futebol com a galera melhor que nunca, eu estava me sentindo bem, alegre, para cima, alto astral.

Cheguei em casa para trabalhar como se tivesse ganhado na mesa sena.

Eu me troquei, e cheguei na oficina batendo na porta;

- Pai! Pai! Cadê minha mãe? – Ele se assusta olhando de dentro do escritório.

- Na feira, sabe que todo sábado de manhã ela vai.

Cheguei nele, ao seu lado o abraçando;

- Diga, que temos hoje? – Abraço ele de lado.

- Que foi? Que felicidade é essa? – Ele olha tirando os óculos.

- Nada, eu só estou bem. – Sento na frente dele, olhando a fixa de serviços. – O Gol voltou? – Olho para trás. – Pai aquele motor foi para o saco não dá. – Digo ainda olhando para trás.

Ao me virar ele estava parado me encarando;

- Me dá isso, eu decido, agora fala, o que foi? – Ele puxa a folha.

- Nada. – Cruzo os braços olhando ele.

- João Paulo, eu te conheço, vai falando...

- Pai, se lembra da nossa conversa, eu, o senhor e Vitor?

- Sobre se apaixonar, haha? – Ele dá uma risada. – Sei sim.

- Deveria ter apostado, pois iria ganhar viu. – Apoio os braços na mesa olhando ele.

- Meu filho está apaixonado?

- Não sei exatamente, estou meio bobo, idiota na verdade. – Falo rindo.

- Deixa eu ver, o que está sentindo?

- Nada, e ao mesmo tempo tudo. Não quero ficar longe, se pudesse ficar o dia todo abraçado eu ficaria, pai eu gosto do cheiro do cabelo, do toque, do sorriso, puta merda como eu gosto do sorriso, dá risada, sei lá, não sei explicar.

Ele não diz nada, o safado se levanta e dá meia volta saindo da sala;

- Então, não vai dizer? – Olho para ele.

- Não vai querer saber. – Ele pega as ferramentas indo para um dos carros.

- Mas claro que quero, o que foi? – Sigo ele, que entra dentro de um dos carros, e liga a chave, quando chego na janela questionando ele, o velho apoia o braço dizendo.

- Você não está apaixonado.

Chego a fazer um biquinho, olhando para o lado, e antes de ele completar eu digo;

- É acho que não.

- É pior João Paulo.... As vezes acontece sabe, agora não sei se você é sortudo ou azarado.

- Que está falando?

- Você está amando meu filho. – Até sua voz sai mais emotiva.

- Não pode ser pai.

- Paixão também pode durar assim, mas acredite, seu velho sabe o que está falando.

Respirei fundo, e de preocupação, isso sim. Agora e estava fodido, literalmente.

Fui pegar o meu macacão e ele me chama atenção;

- João Paulo!

- Sim, pai.

- Só diga a ela, quando ter certeza que ela também te ama.

- E como vou saber quando ela estiver? Se não sei nem se eu estou.

- Você vai sentir meu filho.

Nesse dia ele não contou para minha mãe sobre nossa conversa, depois do almoço, fechamos mais cedo a oficina nesse sábado, era como se meu pai, adivinhasse o que viria.

Eu havia acabado de tomar um banho depois do trabalho e meu celular chamou, era a Isabela;

- Alô!

- JP?

- Sim, Isa, Boa Tarde.

- Oi, boa tarde. – Ela estava com uma voz meio que angustiada. – Desculpa ligar hoje JP, mas é que...

- Está tudo bem?

- Comigo sim, mas com o Giovani não. – Cheguei a sentar na cama, ouvindo ela dizer isso.

- Que aconteceu?

- Ele foi recusado novamente JP. – Deitei a cabeça na cama, péssimo por ouvir isso. – Está mal, ele chorou pedindo para eu não te contar. João, vai ver ele, só você para colocar aquele menino para cima.

- Eu to indo.

- Me avisa qualquer coisa.

- Tudo bem.

Desliguei o telefone e me troquei rapidamente, quando sai do quarto naquela correria, minha mãe já olha preocupada;

- Pai vou pegar o carro.

- Vai onde meu filho? – Ela diz da cozinha.

- O Giovani mãe, foi recusado de novo, por outra família, está muito mal, vou pegar ele e dar umas voltas.

- Vai com Deus querido. – Ela grita.

O abrigo não ficava muito longe de minha casa, e eu também estava com o "pé pesado".

Quando cheguei, por ser tarde de Sábado, eles ficavam com plantonistas, e fazendo deveres, o Giovani foi liberado das atividades do dia, por ter visita e tals.

Falei com eles e subi, no andar dos quartos quando entrei a cama dele ficava à esquerda, era a terceira.

Porra ver ele ali, cortou o coração! Giovani estava sentado ao lado da cama, no chão.

Me aproximei e sentei do seu lado, ele me olhou sem dizer nada, e achei certo também ficar calado, estamos em um nível de proximidade que olhares dizem tudo.

Abracei ele, que apoiou sua cabeça em meu peito e chorou, chorou muito, eu segurei, segurei para caralho, ouvindo ele.

Depois de um tempo, ele limpando o rosto diz;

- Eu falei para... para tia Isa não ligar para você. – Ele soava o nariz.

- Qual problema de eu saber? – Limpo seu rosto.

- É que você me faz rir, se ficar triste comigo, como fazemos?

- Eu sou seu amigo, e você é meu amigo, eu estou aqui, você alegre ou você triste, e você tem que estar comigo também. É o que os amigos fazem. Promete que não vai me esconder mais essas coisas? – Dou um soco em sua mão.

- Não vou prometer, porque não vou mais sair com famílias.

- Porque não?

- Ninguém gosta de mim JP, deve ser pela minha... – Ele já iria falando e eu interrompo.

- Hey! Nem fala isso! Giovani tu pode ser roxo, azul, transparente ou até florescente. As pessoas vão gostar de você pela forma que você é por dentro e não por fora.

- Se eu viver aqui, você vem me visitar sempre? – Ai meu Deus, não tenho estrutura para esse garoto.

Apertei ele de novo em um abraço dizendo;

- Escuta aqui Porra! Quando você encontrar sua família, vai ser a melhor e mais louca do mundo, e eu ainda vou estar te visitando.

- Você promete? – Ele diz baixo com o rosto em meu corpo.

- Prometo pela minha vida Giovani.

Chamei ele para ir ao "MAC", era viciado nesses lanches, mas fui obrigado a levar mais três amigos de Giovani, pois quando descemos ele gritou no meio de todo mundo o que iriamos fazer.

Enquanto estava de baba com eles, o Lucas me liga;

- Oi!

- Hey, tudo bem. – Falo limpando a boca.

- Sim, então de pé nossos planos de hoje?

- Sim, mas vou atrasar, estou com o Giovani no MAC.

- É a Isabela me contou.

- OI Tio Lucas. – Ele grita do lado.

Entreguei o telefone para o pequeno que ficou falando com o Lucas, por um tempo.

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