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Preso em Você - Capitulo 15

Lucas Marques

Domingo, dia 30 de Junho de 2019, 12:51h

Claramente que a ressaca estava tomando de conta da maioria de nós, como os meninos saíram, ajudei a Antônia na cozinha, Natalia e Paulinho estavam colocando as carnes já para assar, pois eles não iriam demorar, por ser bem perto.

Eu estava me sentindo tão bem nesse domingo, de uma forma leve, contende, não sei explicar!

Antes do almoço liguei conversando com minha avó que estava na casa da minha tia, dando explicações que não sabia a hora que iria voltar.

JP e Vitor, chegaram trazendo companhia, eu ainda não os conhecia muito bem, mas trouxeram os pais de Vitor. Que vieram para almoçar conosco.

Bem almoçamos, e ficamos jogando truco com o Giovani, para não entrar na agua de barriga cheia.

E logo mais à tarde ficamos eu, Vitor, Giovani e Natalia na piscina. E os mais velhos, sentados, bebendo e conversando.

Jogamos vôlei, ficamos só ali mesmo na agua, os meninos bebendo, foi uma tarde gostosa com um sol não tão quente.

Bem a tardezinha, os pais de Vitor foram embora, depois Natalia de carona com os pais de JP, ficando eu, ele e o Giovani.

Fechamos tudo, que já deixamos arrumados e seguimos para o abrigo.

- Dormiu? – JP olha para trás enquanto dirigia.

- Sim. – Respondo ajeitando o pequeno no banco de trás. – Ele brincou muito hoje, está exausto.

Ele estava dirigindo, com o pôr do sol a nossa frente, até peguei meu celular para gravar um storie, e João Paulo leva a mão em minha perna, sob a coxa.

Deixei o celular, levanto a mão direita na sua, e a esquerda atrás se deu cabelo fazendo um carinho. Enquanto dirigia ele tinha umas olhadas para mim, não dizia nada, mas não precisava seus olhos se comunicavam muito bem.

Chegamos no abrigo, e entrei na frente enquanto o JP carregou o Giovani para dentro, levando o pequeno para o quarto, pois sair do carro, subir escadas ele não acordou.

Ao voltar, ele iria me deixar em casa, antes de ir embora, de volta ao carro JP questiona;

- Quando começa na academia?

- Vou amanhã levar minha carteira no "MAC", e a tarde vou ir lá conversar, acho que na terça.

- Lucas tem que conseguir uns descontos lá em, consigo levar os meninos do time que treinam, tem as meninas também, rsrs.

- Deixa eu começar João, depois me pede desconto.

- Haha' beleza.

Quando chegamos, ele desce me ajudando com as coisas, pois sua mãe mandou pouco de comida que fizemos demais, rsrs.

Ele entra já perguntando;

- E sua avó?

- Relaxa, está na casa da minha tia. – Falo entrando.

- Onde coloco isso Lucas? – Ele pergunta com as sacolas.

- Deixa na cozinha, já vou guardar.

Deixei minha mochila, no quarto e fui até ele, guardei as coisas na geladeira, ele tomou uma agua, antes de ir.

- Ganho um beijo de despedida pelo menos? – Ele diz com a cara lerda, chacoalhando as chaves.

Aproximo de JP beijando sua boca, ele não consegue só beijar, tem umas mãos no corpo, ele é intenso demais.

Foi um beijo de língua e umas mãos bobas e ele afasta olhando;

- Se liga, eu não posso chegar perto de você. – João Paulo mostra o volume de sua cueca.

Não posso rir e nem falar muito, pois eu fico igual.

Nunca fiquei com um cara "hétero", assim como o João Paulo, como ele estava perdido eu estava. Não sabia quando enviar mensagem, não sabia quando poderíamos ver de novo, digo, só eu e ele.

Meio que esperava ele, e de certa forma ele esperava por mim.

Como foi minha primeira semana no novo trabalho, não fiz visitas no abrigo. Mas isso não impediu de falar com ele, que me ligou algumas vezes.

Em uma dessas ligações, na sexta-feira, eu estava saindo da faculdade e ele pediu que eu passasse em sua casa, antes de ir embora, para a gente se ver, até então OK.

Peguei minha moto, e fui para casa de JP, que era caminho. Quando cheguei, por volta de meia noite, não buzinei, somente enviei mensagem.

Ele aparece no portão de chinela de dedos e bermuda de futebol, sem camisa. Abre o portão, dizendo;

- Coloca a moto para dentro.

Fiz o que ele disse, e desço deixando a mochila sob ela.

- Estão dormindo, entra sem fazer barulho em. – Ele fala segurando minha mão e puxando.

A casa toda escura, entramos na sala e depois na próxima porta. Eu tirei minha jaqueta e ele já veio me beijando;

- Calma... Calma João.

- Estava com saudades já.

- Rsrs, eu também.

Deitamos na cama, ele por cima, ficava me beijando, mordendo o queixo, e fazia pausas;

- E como está na academia?

- Bem, lá é muito mais tranquilo, e todos são muito legais.

- Hum, legais é. – Ele olha com desdenho.

- Sim.

- Fica de olho em muitos lá?

- Só os que estão de roupa apertada.

Ele solta um sorriso, ficando todo incomodado, e sai de cima de mim;

- Ah meu Deus, vem aqui. – Seguro ele, subindo eu em seu corpo, ficando deitado sobre JP. – Ficou com ciúmes foi?

- Eu? Não, estou de boa. – Ele fala sorrindo.

Beijei sua boca, e ele se entrega novamente, com mais e pegadas;

- Quando vamos repetir aquela noite em? – Ele pergunta ainda no beijo.

- Hoje não dá né, seus pais estão aqui.

- É, tem isso.

Voltei a beijar ele, e levei a mão em sua bermuda, ele solta um sorriso todo lerdo;

- Seu safado, está sem cueca.

- Hehe' vai né, que tu entende.

Ficamos conversando, e beijando, e mãos aqui, boca ali. E João Paulo fez de tudo para eu não ir embora, dormir com ele naquela noite.

Acordados até as três da manhã, somente dormimos depois de bater uma juntos, rsrs.

Na manhã seguinte quando eu acordei, ouvindo barulho na cozinha pensei, "Porra eu estou na casa dele".

Ao invés de levantar, fiquei deitado, olhando ele dormindo, levei a mão dentro de sua bermuda, segurando sua bunda, e ele abre um olho. Começo a rir de sua cara;

- Bom dia.

Ele me beija, um selinho rápido;

- Bom dia! E essa mão ai?

- Nada, acho sua bunda bonita, não posso?

- Claro que pode.

Ouvimos bater na porta, era sua mãe;

- João Paulo, acorda meu filho, tem que abrir a oficina do seu pai hoje.

- Já vou mãe.

Nos levantamos, e coloquei minha roupa, pegando a mochila, ele coloca uma cueca e bermuda dizendo;

- Não vai tomar café?

- Eu tomo em casa.

Ele abre a porta saindo, e sem falar com sua mãe vai para o banheiro, eu fiquei muito sem graça, com cara de idiota.

Ela frente a pia, ao virar, me olha;

- Oxi, dormiu aqui Lucas?

- Sim, Dona Antônia.

- João não fala nada, senta menino, vou pegar um copo para você.

- Não, precisa, eu como em casa.

- Imagina, senta. – Ela me entrega uma xicara. – Agora entendi de quem é a moto ao lado de fora.

- Sim, sim. Cheguei da faculdade e ficamos conversando, mas ficou tarde. – Explico a ela.

- Eu sei, e anda muito perigoso nesses bairros aqui, fez bem. – Ela senta a minha frente.

João Paulo, vem se sentando ao lado de sua mãe, a agarra pela cintura, beijando sua bochecha dizendo;

- Cadê meu pai?

- Foi naquele cliente da fazenda, tentar arrumar aquele carro lá mesmo, pois o guincho para trazer fica caríssimo.

- Não dá para arrumar na fazenda, vão ter que trazer, ou deixar o carro lá. – Ele fala se servindo. – Falei com meu pai.

- Você abre a oficina, ele chega mais tarde, e eu vou na casa do seu avô.

- Tudo bem.

Tomei café com eles, e depois fui embora. Como iria trabalhar somente a tarde, estudei pouco antes.

Ao seguir na próxima semana de trabalhos, eu estava mais à vontade, e amando tudo aquilo. No grupo do futebol no whatsapp consegui trazer a maioria dos meninos aqui para onde trabalho, assim iriam me ajudar, e ganhar um desconto também.

Durante meu horário, havia um recepcionista, o Pedro, discreto assim como eu, mas ele tinha uma língua solta.

No dia marcado para os meninos começarem, eu fiquei na recepção, para receber eles, e ir fazendo os cadastros e tals, coisa que o Pedro faria.

Meu horário era até as seis, nesse dia, e quando eu sai, na recepção, falo com ele;

- Pedro, da lista falta o Vitor e o João Paulo. – Pego uma canela mostrando a ele.

- Gente do céu, se for aqueles dois ali, nem precisa de cadastro. – Ele comenta olhando a entrada.

Sim, era os meninos, Vitor estava com uma calça jeans e sapato social, já o João Paulo, de bermuda de treino, tênis e sem camiseta, estava calor mas não era desculpa;

- E ai! Que roupa é essa Vitor? – Falo cumprimentando eles.

- Estou trabalhando no consultório do meu pai agora, gostou? – Ele mostra o uniforme.

- Quem te viu quem te vê em... JP não pode entrar sem camisa aqui. – Aponto para ele.

- Deixa amigo, pode entrar sim. – Pedro fala.

- Ah gostei dele. – JP aproxima do balcão.

- Precisa de identificação? – Vitor pega sua carteira.

- Não, precisa de nada, só falar seus nomes, e telefone. – Pedro fala todo, alegre.

- Não pode pegar o contato dos clientes Pedro, lembra disso. – Falo soando como uma indireta.

- Ele está brincando meninos. – Ele diz. – Mas se quiserem o meu está aqui. – Pedro entrega um cartão.

- Chega para mim, vou embora, gente tchau, para vocês... – Pego minha mochila.

- Hey, não vai acompanhar nosso treino. – JP questiona.

- Chegaram depois do meu horário, e tenho aula logo mais. – Levanto os ombros.

- Eu acompanho. – Pedro diz.

Nessa hora eu não consegui disfarçar o ciúme;

- Ele acompanha então. – Vitor entra na conversa.

- Pode ajudar. Já ajudei todo o time mesmo. – Viro saindo de costas.

O sorriso sacana da cara de João desapareceu, e escuto ele com outro tom de voz perguntar;

- Todo o time já treinou?

Sai rindo aquela tarde do trabalho.

Se voltamos a ficar? Sim, e estava ficando mais e mais vezes, eu dormindo na casa dele, ele dormindo em minha casa.

As semanas se passando e eu me vendo dentro de algo que não conseguiria sair mais, quer era muito mais forte do que eu, que meus sentimentos e meu controle.

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