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Preso em Você - Capitulo 12

João Paulo – JP

Sábado, 08 de Junho de 2019, 12:43h.

Peguei minha sacola de roupas, levando para o carro, e entro para despedir do Vitor;

- Aquele tênis é seu também. – Ele aponta.

- Sim.

- Não quer ficar? Vou tomar um banho de piscina aí, depois comer fora.

- Não posso mano, tenho que ajudar o velho na oficina... – Falo saindo com o tênis.

- Vai ficar correndo de mim até quando em JP.

Paro, e olho Vitor;

- Correndo?

- É mano. – Ele se aproxima. – Não conversamos como antes, não está saindo comigo, nem fica mais aqui em casa porra. Sei que está cheio de coisas pelo que aconteceu, mas o que é? – Ele cruza os braços, me encarando.

- Aconteceu umas coisas aí, e eu estou com a cabeça ruim, só isso mano.

- Brother, eu te conheço desde o jardim de infância, conto tudo para você, é o único amigo que confio minha vida JP. Mano não escondemos nada um do outro, sabe disso. – Ele bate em meu ombro.

- Sabe Vitor, acho que dessa vez, você não pode ajudar.

Ele fica preocupado, olha para trás, conferindo a distância de sua empregada, e questiona;

- É dinheiro? Se for eu posso falar com meu pai e....

- Não. – Interrompo ele. – Não é dinheiro, relaxa.

- Que está pegando João Paulo? – Ele aproxima.

Com os tênis nas mãos, camiseta no ombro, eu mordo meus labios, sem saber como falar;

- Não sei como dizer isso. – Eu não olhava ele.

- Só fala, coloca para fora. – Vitor gesticula.

- Beijei o Lucas, na boate aquela noite.

Como um murro de direita, o pegou em cheio. Vitor ficou em choque, eu conheço meu amigo. Sua boca fazia movimentos tentando falar, e nada saia;

- Eu disse, que não poderia ajudar. – Começo a rir de sua cara.

- Mano como assim?

- Exatamente, como disse! – Eu cruzo os braços agora.

Tinha uma cadeira do lado esquerdo dele, e Vitor virou ela e encostou;

- Como foi isso?

Expliquei a minha noite e como as coisas aconteceram, para ele entender, e então suas perguntas;

- Mano, mas tipo aconteceu de novo?

- Não.

- E você ficou com mais alguém depois disso?

- Também não, estou com isso na cabeça.

- Sou igual a você JP, não sei o que dizer e fazer, mas sei lá, fica com alguém, uma mina para saber, se foi só de momento.

- É uma boa ideia. Não tinha pensado nisso.

- Sim, acho que pode ficar tranquilo sabe, sei lá. Relaxa não vou contar a ninguém.

- Tranquilo, acho que com o passar dos dias estou deixando isso de lado também sabe.

- Faz o que eu disse, e depois me conta, rsrs.

- Beleza, vou nessa agora.

Fui para casa com essa ideia na cabeça.

Quando cheguei para trabalhar, falei com a Vanessa, marcando para ver ela e tals, a gente fazer algo. Deixando tudo no esquema, para assim, eu tirar aquilo da cabeça de alguma forma.

Próxima Semana...

O Vitor veio aqui na oficina, eu estava trabalhando em um turbo de um dos veículos e ele chegou, cumprimentou meu pai que estava no escritório e veio em passos rápidos falar comigo.

- Fala mano.... Vai, quero saber tudo. – Já chega sem "rodeios".

Eu estava limpando a peça na mesa, frente o carro, e meu pai na sala a nossa esquerda;

- Pegou a Vanessa de jeito? – Ele pergunta todo animado.

- Não sei na verdade. – Respondo sério.

- Que aconteceu?

- Eu não sei mano. – Viro indo para o carro.

- Como não sabe, não foram para o motel? – Ele me seguindo.

- A gente foi, papo quente, mão boba no carro. – Paro o que estava fazendo e vou contando a ele. – Chegamos, ela já veio tirando a roupa, sabe como ela é gostosa né?

- Sei, e como sei.

- De mão na calcinha e tudo, ela começou a me chupar, e o menino respondendo. Ela chupa super bem, peguei ela já de quatro, e mandei para dentro.

- Porra segurando aquele cabelo em cara. – Até Vitor viajando.

- Sim, na banheira, de pé, no chão, tirei meu atraso, ela saiu com as pernas tremendo daquele quarto.

- Aí sim, esse é meu garoto, então porque a preocupação? – Vitor gesticula.

- Sabe quando você bate uma só para aliviar? Beleza eu gozei, foi massa, mas não me impressionei com a mina, mano. Não teve química, eu sei lá. – Volto para o carro.

- João Paulo. – Vitor segura em meus braços. – Aquela garota é tipo, super gostosa, não precisa de química.

- Não gostei mano, sei lá. E olha, por falar nela, não para de mandar mensagem. – Mostro o celular para ele.

- Faz assim, seu aniversário chegando e vai ter mulher para caralho, você fica com outra lá, eu acho difícil, mas talvez você e Vanessa não rolou.

- Para mim, né, porque para ela. – Comento rindo.

- Tem que ser assim, fez a mina apaixonar na primeira. E o aniversário, tudo pronto com os meninos?

- Sim, tudo, meu pai vai me ajudar com o cara das luzes e tudo certo, só estou com medo de ter que ir na prefeitura, porque chamei gente para caralho.

- Eu te arrumei os seguranças lá mano, fica de boa.

- Não posso ter mais problemas com a justiça né, vou ir lá me informar.

- É está certo. Mas João Paulo, relaxa tira isso da cabeça. – Ele bate em minhas costas.

Que semana! Correria para nada com os meninos dar errado, organizando e deixando tudo certo para a festa.

Tinha que ainda trabalhar, e estar no abrigo, para nossa última semana.

Na sexta-feira, eu e o Lucas comparecemos no FORUM, em um encontro com o Juiz, que analisou o cumprimento de nossa pena, e assinou toda a papelada.

Estava pago, não devíamos mais nada a justiça.

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