• @rgpatrickoficial

Pecado do Interior - Capítulo 7


#Gabriel


Todos olharam parava nós dois e eu fiz um movimento com a cabeça olhando para ele que saiu e foi embora;

- Treinador é isso mesmo?

- Eu perguntei meio que sem acreditar.

- Gabriel é a única forma de vocês se acertarem dentro de campo, não quero vocês fora do time, não me decepcione. Ele falou e saiu, Adrian estava próximo a mim,

- Deve haver um jeito, vamos.

Sai calado minha cabeça somente pensava nas palavras dele " Fora do Time" aquilo me soava como uma música ruim na mente.

Na biblioteca Bruna corre e vai ao encontro de Jorge,

- Preciso falar com você. Disse ela ofegante.

- O que aconteceu.

- É o Gabriel.

- Vem vamos para o meio das estantes.

- Eu estava no campo como sempre e o Técnico Thiago disse que se Gabriel não se acertasse com Jeferson estaria Fora do Time de Futebol.

- Aí caralho!

- Tenho que falar com Gabriel.

- Agora não dá o Pai dele veio pegá-lo no colégio hoje.

Jorge não acreditou, chegando em casa, estava Abadia e minha mãe na sala, quando cheguei pararam de conversar, meu pai pediu para eu me sentar.

- Gabriel você conhece o programa do governo "Médico sem Fronteiras"?

- Sim.

- Bem eu e sua mãe fomos convocados pela Cruz Vermelha para participarmos.

- Mas isso não é do Brasil, para trazer médicos estrangeiros?

- Esse tipo de programa ocorre em todo o mundo meu filho. Disse minha mãe vindo e sentando ao meu lado, ela começou a chorar, eu fiquei em choque nunca me trataram de tal forma.

- Para onde foram chamados?

- Biafra se localiza na Nigéria. Respondeu meu pai.

- Espera mais na Nigéria aceitam na faixa de 60 anos médicos voluntários, vocês foram obrigados?

Meus pais se olharam e Abadia saiu da sala no fim do corredor eu a vi limpando as lágrimas.

- Fomos convocados, e é uma ótima forma de maximizarmos nosso trabalho, a questão era você.

- Eu não me importo que vão cuidar de pessoas mais necessitadas e que não tem dinheiro para pagar um tratamento, e porque a questão sou eu?

- Gabriel você é nosso filho, com essa decisão você teria que ir conosco, mas preferimos você aqui no Brasil, com sua avó em São Paulo ou Abadia aqui no Rio.

- Depois de muitas conversar vamos deixar você escolher.

- Isso será por quanto tempo?

- Mínimo de seis meses, mas meu filho se quiser podemos nos ver todos os dias pela internet falar por telefone. Minha mãe falou tentando reverter suas palavras.

- Viajam quando?

- Provavelmente se tudo ocorrer como planejado uma semana antes do seu aniversário.

- Eu fico com a Abadia.

Fui meu quarto e entrei tranquei a porta, não estava no clima de ver ninguém agora, peguei um travesseiro e deitei abraçando o em minha cama, por mim dormiria para sempre, mas foi somente um longo cochilo acho que durou uma hora e meia.

Abri lentamente meu olho a luz do banheiro estava ligada, e minha mão suava muito quanto tomei todo o sentido Adrian estava ao meu lado.

- Como entrou?

Ele não disse nada só me beijou e me abraçou, era a coisa que eu mas precisava ser acolhido sem precisar dizer nada, com isso não resisti e chorei, mas chorei como a tempos não fazia, sinceramente não sei lhe dizer o motivo, se era por meus pais estar indo embora ou por eles nunca serem presentes na minha vida, ele me abraço tão forte e me deixou chorar tudo que eu queria, pela primeira vez na vida me senti seguro, agente se alinhou melhor na cama de ficamos ali juntos, num momento só nosso e acabamos pegando no sono.

- Abro meus olhos e vejo que ele ainda está ali ao meu lado e fico olhando como pode em tão pouco tempo alguém se torna tão importante assim, ele vai abrindo os olhos e sorrir pra mim.

- Bom Dia.

- Bom Dia.

- Esse serviço de acompanhante vai te custar caro em!

Ele disse e rimos.

- Como entrou?

- Pela janela, Jorge me contou sobre seus pais.

Abaixei minha cabeça.

- Olha aqui.

Ele se aproximou e segurou meu rosto.

- Eu estou aqui e sempre vou estar para tudo que precisar, Sempre.

Nos beijamos, mas logo ele disse que tinha que ir embora, pois se atrasaria para aula, Ele pulou a janela por cima do muro, eu disse e repito o cara é loco, Rsrsrs’. Tomei um banho olhei para o espelho e fui me arrumar coloquei uma calça cinza justa, camisa rosa gola V, um casaco de moletom que tenho sapatênis cano longo, pulseiras, relógio, anéis e um óculos escuro para ninguém perceber que havia chorado, decidi me arrumar bem pois ao menos me sentiria ótimo com minha autoestima, ao descer tomei café com Abadia conversamos um pouco, meu pai desceu estava atrasado sentei numa cadeira na copa e Jorge veio e gritou;

- Faz pose. Tirou uma foto.

Caramba eu fiquei puto corri atrás dele, mas não consegui pegar seu celular, ele queria me distrair eu saquei, quando estávamos já no jardim havia desistido ele se aproximou e colocou um braço no meu pescoço.

- Está bem?

- Não.

- Calma falta muito ainda pela frente seja forte.

- Eu vou ser!

- Acabei de posta a sua foto.

- Deixa eu ver.

- Meninos vamos estamos atrasados, gritou meu pai da rua já com o carro parado.

- Já pensou o que quer de aniversário Gabriel? Meu pai perguntou na tentativa de puxar assunto.

- Seu Carro.

Jorge caiu na risada, olhou para mim e piscou se referindo ao dia que dirigimos.

- Tire sua CNH, que eu penso no caso. Então começamos a questionar ele e tal, mas se safou quando chegamos na porta do colégio.

Ao descer vejo Jeferson entrando de longe, joguei minha mochila em Jorge e corri, quando entrei não o vi mais ele;

- Viu Jeferson? Perguntei para Juliana, que estava saindo.

- Você não vai caçar encrenca né?

- Não, prometo.

- Entrou no banheiro dos meninos.

Ela falou acenando, mas veio e ficou na porta, para garantir.

- Mano a gente precisa trocar uma ideia!

Ele somente se virou e iria saindo do banheiro peguei em seu braço;

- Me solta porra, quer outra porrada?

- Sabe por que vim falar com você, e para de frescura.

- Manda. Ele entrou em um Box e deixou a porta aberta.

- Precisamos resolver a parada do Futebol.

- Se quiser a gente anda de mãos dadas.

- Não Pô, não gosto de você e você não gosta de mim, mas pelo menos dentro de campo precisamos ter uma trégua.

- Suave.

A porta nem fechou os meninos chegaram loucos e desesperados, pensando que estávamos brigando, expliquei tudo no caminho da sala. Durante a aula de Bioquímica fiquei no “automático” como se não estivesse ali, no almoço todos rindo e brincando e eu meio que no mundo da lua, pedi ao Técnico Thiago que me liberasse do treino de hoje, sai do colégio cheguei na avenida, olhei para rua em direção a minha casa, e me virei em direção à praia, cheguei o sol não estava forte o dia estava com cara de chuva, sentei na areia fiquei olhando a imensidão do mar e sentindo a brisa .

- Tudo que está acontecendo nesse ano, conserteza não é o que eu pedi na vira do ano, mas nem tudo é sempre do jeito que queremos, aprendemos que devemos só agradecer pelas coisas que acontece, e pra falar a verdade tem coisa que tenho realmente que agradecer, como a chegada do Adrian na minha vida, foi meio louca mas foi uma loucura que me faz tão bem, nunca me imaginei está curtindo tanto alguém como curto estar com ele, nós dissemos que nos amamos, mas nem precisa pois nosso olhos transmite tanto sentimento um pro outro que palavras se tornam insignificantes, outra coisa foi a volta do Jorge, ele é o irmão que Deus me deu, e só tenho que agradecer por isso, claro que como disse a vida não como queremos, sei que meus pais e eu nunca fomos grudados, mas sabia que eles estavam ali todos os dias, e ver que eles vão ficar esse tempo longe está acabando comigo, os amo demais e saber que vão ficar um tempo longe já está me deixando com saudades antes mesmo de ver eles irem, mas tento pensar que será rápido, que é apenas uma pequena viajem de trabalho.

Me levanto, bato a mão na roupa pra tira a areia, passo no quiosque e compro uma água de coco e volto pra casa, quando chego vejo Abadia e Jorge na cozinha conversando e me vou pro me quarto, pois preciso de um banho pra relaxar.

Quando estou já arrumando, Jorge entra no meu quarto.

- Gabriel, Gabriel, corre vem comigo.

- Que foi?

- Rápido.

Penso logo no pior e desço as escadas correndo pois pode ter acontecido algo á Abadia, quando chego na sala vejo a porta aberta Abadia, minha mãe, Jorge e meu pai do lado de fora. Cheguei com cuidado e não acreditava no que via,

- É seu.

Disse meu pai, fiquei tipo, oque?

O guincho deixava na frente de casa um Hyundai i30, preto para quem conhece sabe do que estou falando, o carro era muito top, corri e abracei meu pai agradecendo me entregou as chaves desejando feliz aniversário, agradeci e ele;

- Na segunda-feira pode dar entrada ao processo da carteira, aí pode pega-lo.

Eu e Jorge começamos a rir, ele sem entender nada.

- Que Foi agora?

- Pai eu já sei dirigir.

Minha mãe brava perguntou.

- Como?

Abadia logo se defendeu falando que não estava em casa, então entramos todos no carro, nossa era uma ótima sensação de ser “meu”, dei a primeira volta com meu pai no condomínio depois ele deixou sairmos, fomos até a orla , paramos a beira mar e tomamos um sorvete todos reunidos, Abadia meio envergonhada, Jorge somente com o Celular filmando e tirando fotos, eu falando muito como sempre gosto. Foi um ótimo dia, pois meus pais nunca me trataram daquela forma, e nunca saímos todos juntos, em casa Jorge se trancou em seu quarto e Abadia disse que ele não estava se sentindo bem, consegui falar com ele somente por telefone;

- Jorge oque foi?

- Dor de barriga cara, acho que foi o sorvete.

- Pô tranquilo mano, qualquer coisa me fala tudo bem.

- Falou.

Encontrei Abadia.

- Ele está aprontando.

- Você e essa desconfiança seu rapaz.

- Não é desconfiança e sim intuição.

Fui para a garagem namorar o carro, fiquei lá dentro sozinho olhando pensando na vida. No dia seguinte já acordei no quarto do meu pai;

- Deixaaaaaa!

Ele estava no banheiro fazendo a barba.

- Gabriel não!

- Mas pai eu só vou para o colégio e voltar para casa.

- Vou estar em casa 25 minutos depois que você sair do colégio, se caso eu chegar e você não estiver aqui, sem festa de aniversário.

- Obrigado!

Sai correndo fui me arrumar desci as escadas quase em cima do corrimão de vidro, fui ao quarto de Jorge e chamei-o, eu estava no carro esperando Jorge vir e claro uma foto.




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