• @rgpatrickoficial

PARADIGMA - FIM

#Nicolas

Depois de um banho super demorado, eu me arrumei, pois iria voltar a fazer o que me dava mais prazer na vida... Claro depois de Emanuel, rsrs.

Eu passei na casa dos meninos que foram conosco, Emanuel do meu lado, Edu e Theo atrás;

- Pai deixa eu ir no seu colo.

- Vem... Só até a casa da Pamela, depois tu volta aí com seu tio.

Theo se senta, e fica me olhando, todo engraçadinho;

- Eu sei Nico. – Ele repete umas duas vezes.

- O que? – Pergunto com o Edu e Emanuel rindo de mim.

- Meu pai me contou.

- O que ele contou Theo? Que seu tio é péssimo jogando PES.

- Cala a boca Nicolas. – Edu diz me empurrando.

- Que vocês estão namorando. – Theo fala sorrindo.

Eu fiquei vermelho, na hora.... Serio mesmo, que isso!

- Estamos é Emanuel?

- Ah, era surpresa? – Questiona o Theo.

- Eu não falei namorando filho, falei ficando.

- Então porque estava chorando pai?

- Calma aí, você estava chorando? – Cheguei a para o carro.

Eduardo rindo de dar gargalhadas no bando de trás;

- Não, Theo! Eduardo fala para ele.

- Ele chorou mesmo Nicolas, rsrs.

- Ai que fofo gente... – Falo passando a mão no rosto de Emanuel.

- Sai fora. – Ele diz tirando minha mão, todo sem graça. – Você me paga Eduardo.

Pessoal depois que pegamos a Pamela seguimos para a Shaluna, pois queríamos comer algo antes das corridas.

E pasmem! O lugar era irreconhecível, com iluminação toda temática, seguranças reforçando na entrada, eu estacionei perto da garagem onde estava o que eu iria pilotar, pois o estacionamento estava lotado.

Na área onde os pilotos estavam se organizando estava animal.

- Vai correr hoje Nicolas?

- Mano Emanuel.... Posso tirar uma foto com seu carro cara?

Sempre as mesmas pessoas, e claro, as apostas estavam firmes e fortes. Jorge estava cuidando pessoalmente disso.

A arquibancada maior que a última, e uma estrutura perfeita.

Com a organização dos carros, acabei ficando longe de Emanuel, pois tinha que me preparar, e ele também é claro.

A Pamela trouxe um sanduiche para cada um, eu, Emanuel e Eduardo.

Colocamos o carro a postos e o Eduardo já na linha de partida, as motos sempre vão na frente.

Eu estava assistindo, ao lado de Emanuel, que sempre fica todo apreensivo e tals;

- Contou mesmo para o Theo sobre a gente? – Falo baixo.

- Sim, Eduardo me ajudou. Um fofo ele né?

- Igual o pai.

Emanuel me olha sério, e se aproxima do meu ouvido falando;

- Vontade de beijar sua boca aqui.

- Haha’ então estamos namorando?

- Não, eu não pedi você em namoro.

- Está falando do que?

- Sou de família antiga Nicolas, tem que pedir em namoro, pedir a mão para os pais, toda aquela frescura.

- Está zoando comigo né Emanuel, pedir para meus pais?

- É corta essa parte, mas o pedido tem que acontecer.

- Você não existe, porque não faz como todo mundo, compra as alianças e pronto.

- Porque você não é todo mundo.... Que foi, porque está assim? Está com vergonha?

- Não.

- Está com vergonha Nicolas?

- Sai fora.

- Não conhecia esse seu lado.

- E agora para dar início as atividades dessa noite, um duelo e tanto, mas para abençoar vocês, peço uma salva de palmas para o Campeão de todas as corridas sobre duas rodas... Emanuel Vilela. – Jorge chama ele entregando o microfone.

- Obrigado Jorge, foram 22 corridas, e 22 vitorias, sabem que não é fácil, e ainda mais nessa pista nova, que não conhecemos tão bem... – Emanuel fala algumas coisas e então entrega o microfone.

A largada foi dada, e a moto de Edu vai tão rápida quase que saindo fogo do escapamento.

- Corta... Corta.... Corta... Passa, passa Edu. – Isso era Emanuel narrando o que o irmão tinha que fazer.

Eles se distanciam e então no telão próximo a nós o resultado, Eduardo em segundo lugar;

- Porra, por pouco. – Emanuel fala olhando o tempo.

E sim foi milésimos, ele então retorna, a Pamela se aproxima tirando o capacete e beijando ele;

- Foi por pouco... Desculpa mano. – Ele fala abraçando o Emanuel.

- Você correu bem demais mano... – Emanuel estava comentando e o Jorge aparece.

- Quer uma revanche Eduardo?

- Claro! – Ele fala colocando o capacete.

Emanuel vai atrás dando instruções para Eduardo, Jorge consegue uma segunda tentativa, só ele e o ganhador.

Outra largada, e novamente eles somem de nossa vista;

- Essa é dele. – Emanuel diz confiante. – HÁ EU FALEI. – Ele diz comemorando.

Eduardo levou galera, eles retornaram e informaram algo na pista, então enquanto eles iriam conferir, eu e Emanuel iriamos posicionando os carros na pista.

Os dois irmãos têm algo muito lindo, além da ligação e da proximidade, com a Helena longe. Eduardo chega na janela do carro e faz o sinal da trindade na testa de Emanuel, abençoando ele como sua mãe faz.

Jorge pega o microfone e fica em nossa frente fazendo um breve discurso, enquanto liberavam a pista.

Era a terceira vez que eu correria contra o Emanuel, e dessa vez, estávamos com tudo, literalmente falando.

Emanuel me olha piscando, eu então falo devagar com os lábios, para ele entender: “Eu Te Amo”.

Ele fica surpreso, abre um sorriso, e então o Jorge diz;

- Então Emanuel quer falar algo? – Ele pergunta oferecendo o microfone.

Galera o Emanuel estava de cinto de segurança, com o motor ligado ele desce do carro me olhando.

Meu coração acelera, fazendo todo o meu corpo tremer, a mão estava soando frio, eu fiquei com dificuldade na respiração.

Olhando com medo;

- Sim Jorge obrigado. Pessoal peço a licença de vocês aqui, para falar algo para uma pessoa. Na verdade, pedir... – Ele para em frente ao meu carro. Eu nem minha respiração estava sentindo mais. – Hoje meu filho me proporcionou uma das melhores sensações depois do seu nascimento. Essa emoção vinda dele, foi só a confirmação, para o que eu planejei essa noite. Nicolas Barone.... Aceita partilhar de mais emoções como essa do meu lado? Aceita namorar comigo? – Ele fala próximo a porta.

Todo mundo gritando, o viado coloca o microfone perto de mim ainda;

- Ai filho da Puta, você fez mesmo. – Falo da boca para fora.

Todo mundo cai na risada, ele rindo, eu saio do carro, e ele brinca;

- Não é essa resposta que eu quero.

- Sim, Emanuel! – Falo beijando sua boca.

Eu abracei ele com tanta força, ele novamente chorando;

- Não sei se consigo correr depois de ouvir isso. – Ele fala no meu ouvido.

- Eu não sei se consigo correr! – Respondo rindo.

Nossa a galera estava numa gritaria, ainda mais com plateia correr junto com ele, poxa que emoção.

Voltamos aos carros, a pista foi liberada, eu tentei me concentrar e focar na pista novamente.

Ai depois dessa eu só queria mesmo que acabasse, só a sensação de participar para mim, estava válida!

E assim sucedeu.

O ronco dos motores, a adrenalina de pisar no acelerador, sentir aquela lataria “batendo”.

O cantar dos pneus e o vento no seu rosto, a velocidade prendendo você no banco, a imagem de Emanuel colado ao meu lado. Emoção alguma paga estes momentos.


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