• @rgpatrickoficial

PARADIGMA - Capitulo 9

#Nicolas

Cheguei na oficina onde Edu trabalha, e já estava de rotina encontrar somente eles, Romulo sempre na rua, e Ricardo viajando, na verdade ele estava quase se casando com uma garota de outra cidade.

- E esse bigode aí rapaz? – Fala ele quando entro.

- É charme, rsrs. Cadê os meninos?

- Ricardo viajando e Romulo não sei.

- Normal.

- Nicolas pega essa chave aí para mim. – Fala ele quando eu me sento.

- Então vai encarar a faculdade esse próximo semestre?

- Sim, eu e Emanuel. Promessa para a Dona Helena ai já viu né cara.

- Sim... Aquela é a Juliana? – Pergunto apontando.

A moto para com duas garotas, e sim, ela desce tirando o capacete, entra com uma cara péssima.

O Eduardo se levanta limpando as mãos;

- Como você ousa terminar comigo pelo telefone? – Juliana entra gritando.

Eu arregalei os olhos, assustado;

- Você mesma disse que não tínhamos nada.

- Vagabundo. – Ela acerta um tapa na cara de Eduardo.

Eu me levanto, pois fiquei sem entender.

- Você é louca garota?

- Não me liga quando quiser transar Eduardo. Eu não vou ser mais sua segunda opção, nunca mais vai ter esse corpinho aqui está ouvindo.

- Juliana você bebeu? – Ele pergunta de sobrancelhas levantadas.

- Fica aí com seus amigos vagabundos e não me liga mais. – Ela fala me olhando. – Vai gozar rápido com outra.

Eu comecei a rir;

- Sobra até para mim. – Falo enquanto ela vai saindo.

Até a vizinha na loja do lado olha para ver o barraco, ele estava vermelho de tão puto;

- Isso que dá você ficar amarrado a garota. Tem que comer e dar o pé na bunda mano.

- Eduardo, mesmo querendo você não consegue mano!

- Está falando o que Nicolas?

- Você apaixona rápido, normal mano..., mas que história é essa de gozar rápido? – Falo zoando ele.

- Cala a Boca Nicolas. – Ele diz me empurrando sobe uns pneus atrás.

- Foi mal Ligeirinho.

Quando eu falo isso ele começa a rir;

- Você é muito desgraçado cara, fica na sua hein. – Ele fala me ameaçando.

Eu rachando de rir, e minha alegria acaba rapidinho, Emanuel chega naquela moto barulhenta dele.

Como eu estava sentado atrás ele entra sem me ver;

- Isso aqui está sempre deserto é? – Emanuel pergunta entrando com o capacete.

- Cuida da sua vida Emanuel. – Eduardo diz indo até atrás do balcão.

Emanuel me olha e questiona;

- Que foi mano?

- Juliana deu um pé na bunda dele. – Falo aproveitando o silencio de Edu.

- Não brinca?

- E um tapa na cara. – Edu completa.

- Há e eu perdi, você filmou isso Nicolas?

- Não, sobrou até para mim.

- Que sorte hein.... Diz ai, está de olho em quem Eduardo? – Emanuel fala colocando os cotovelos no balcão.

- Em ninguém, vou dar um tempo de buceta, eu só me fodo.

- Está crescendo meu garoto.

- Tem que ver o quanto ele é rápido. – Falo tirando ele.

Eduardo me joga alguma garrafa de plástico, me fazendo desviar e cair de novo.

O meu celular chama, era meu pai, e eu já imaginava a merda se formando;

- Alo.

- Está na boate?

- Não pai.

- Vem aqui em casa Nicolas, agora.

- Aconteceu alguma coisa?

- Sim, Gabriel está aqui, quero ter uma conversa com você.

- Pai não quero conversar com Gabriel não.

- Não estou perguntando se quer não Nicolas, vem aqui em casa agora, estou mandando.

- Merda. – Falo com o telefone já desligado.

- Que foi mano? – Edu questiona.

- Meu pai vai comer meu cu com areia.... Ei mano, Mc Livinho vai estar na boate semana que vem, já separei seu ingresso, não vai furar.

- Beleza, vou sim.

- Emanuel cola lá também, vai ser massa.

- Valeu. – Ele diz me cumprimentando.

Bem então, fui para casa. Quando entro o Gabriel estava sentado na sala, e meu pai no telefone no escritório, eu nem andei, só fechei a porta ele sai;

- Senta aí. – Diz ele desligando o celular.

- Que foi?

- Talvez você me diga o que está acontecendo, pois até agora não entendi! Gabriel pediu demissão e não quer me contar o porquê!

- E o que eu tenho a ver com vocês?

- Eu ouvi vocês dois discutindo estes dias, não entendi, mas eu ouvi...

- Não é nada com o Nicolas Dr. Rodrigo. Só não quero mais... – Gabriel fala se levantando.

- Você trabalha para mim desde os dezessete anos, Gabriel fizemos até campanha juntos, não pode me deixar assim, tem que a ver uma explicação, você é como um filho.

- Nós ficamos!

Quando eu falo, os dois me olham com caras estranhas, Gabriel senta novamente com a mão no rosto;

- Meu Deus! – Ele resmunga.

- O que disse Nicolas? – Questiona meu pai.

- Isso mesmo que ouviu, nós ficamos, algumas vezes... Gabriel não soube separar o que estava acontecendo e...

- Eu não o que? Cria vergonha Nicolas, você que me procurava e tem...

- CHEGA! Os dois, quietos. – Ele fala pegando uma agua.

Meu pai se senta na poltrona, com o copo, e abre o nó da gravata;

- O que está acontecendo com você? Está andando com o Emanuel novamente?

- Não, “é o Nicolas de sempre....” Fiquei com o Gabriel porque eu quis, ninguém me obrigou a nada.

- Os papeis Gabriel. – Ele fala estendendo as mãos.

Gabriel entrega uma pasta, meu pai abre e assina todos, e devolve a ele.

- Obrigado Doutor. – Ele dia saindo.

- Só isso? Não vai dizer nada? – Falo olhando quando meu pai se levanta.

- Nicolas eu não me importo se você é gay, travesti, bissexual eu não ligo, é sua vida! Mas percebeu que sempre dá um jeito de chamar minha atenção? Qual será sua próxima? Me tirar da política? Se quer atenção para suas brincadeiras conseguiu. Só estou cansado disso.... Vou subir.

#Emanuel

No dia do vestibular da faculdade, eu terminei por último, cheguei em casa minha mãe e o Eduardo estava na sala. Eu fui no meu quarto onde o Theo estava estudando e o pessoal da ONG liga perguntando se era possível uma visita hoje, seria uma das rotinas durante o ano, eles trazerem a cachorra para conhecer a casa e ir se ambientando aos poucos, ela ficaria pouco tempo aqui.

Fui até a sala falar com o Edu;

- Este é o Instagram da Pamela? – Pergunto chegando atrás dele.

Eduardo quase morre do coração;

- Que susto cara, sim é sim...

- Ata. Mãe, benção... – Falo sentando com ela no sofá.

- Deus te abençoes, e então, como foi a prova?

- Pensei ser mais difícil mãe, para mim foi tranquilo... E Você Edu?

- Eu achei superdifícil rsrs. – Ele fala rindo.

- Mãe, tem uma visita para senhora! Está vindo aqui te ver, esperamos que a senhora goste. – Falo piscando para o Eduardo.

Ele abre um sorriso e ela toda curiosa;

- Quem?

- Calma curiosa, está chegando. – Falo indo para o quarto.

- E aí garotão? Precisa de ajuda? – Falo sentando ao seu lado.

- Não, terminei! Olha aqui se está certo!

- Sim... Sim.

- Posso ver TV agora?

- Rsrs, pode Theo, arruma seus materiais e vai lá.

Troquei de roupas e a Pamela me liga, questionando se estava em casa, ela queria conversar.

Eu desliguei o telefone e chamaram no portão;

- Eu vou ver é minha mãe. – Fala o Theo correndo.

- Não! Volta aqui, volta... quem vai lá é seu tio. – Falo segurando ele.

Theo é muito dedo duro, rsrs.

Minha mãe já se levanta fica toda curiora, de “orelhas em pé”.

- Onde ela está? – Pergunta o João adestrador.

- Na sala, pode entrar. – Fala Eduardo o acompanhando.

- Ah meu Deus! – Fala o Theo, todo alegre.

- Cala a boca garoto. – Falo empurrando ele.

- Olá dona Helena, tudo bem, me chamo João, é um prazer conhece-la. – Ele fala entrando na sala.

- Oi filho, prazer... Que barulho é esse? – Pergunta ela, desconfiada.

- Dona Helena seus filhos me colocaram de cumplice dessa surpresa, aqui me dê suas mãos.

Ela vai encostando lentamente e a cachorra pula em seu colo, toda feliz e elétrica;

- Dona Helena essa é a Lira, sua mais nova Cão Guia... Ela tem menos de um ano, está em treinamento, e fará algumas visitas com a senhora até se “formar”.

- Ai meu Deus, obrigado João... Vem aqui seus teimosos. – Ela fala estendendo os braços para mim e meu irmão.

Abraçamos ela, que era só lagrimas e carinhos na Lira.

Minha mãe, passava lentamente os dedos, entre os olhos e focinho dela, sentindo a maciez de seu pelo, e grandes orelhas;

- Ela é muito linda! – Ela fala limpando as lagrimas. – Eu não acredito, eu sempre quis uma, era meu sonho meu Deus, obrigado! Obrigado meus filhos... Aí João tenho os melhores filhos do mundo...

- E eu vó? – Theo pergunta passando a mão na Lira.

- Aí meu neto, você é o neto mais lindo e mais inteligente do mundo, vem aqui... – Ela diz abraçando ele.

Eu estava chorando, confesso, e Eduardo também, todo mole meu irmão.

Pessoal o João veio se apresentar é claro, e conversar, como seria os próximos meses, o treinamento da Lira, e minha mãe também passaria por algumas instruções, seguidas e “guiadas” por eles da ONG.

A Pamela chegou lá em casa eles ainda não tinham ido embora, eu segui com ela para o quarto;

- Diz que queria trocar ideia, que foi? – Pergunto fechando a porta.

Como eles ainda estavam conversando, aproveitei o momento;

- Sim, você sabe tudo que está acontecendo com o Gabriel né?

- Sim, conversamos e ele me contou tudo, é complicado né Pamela.

- Demais, eu conversei muito com ele sabe Emanuel, e por isso que decidi vim falar com você.

- Certo, está me assustando Pamela.

- Emanuel você sente algo por mim?

Ela perguntou me fazendo ficar pálido, vermelho, foi uma mistura de sentimentos pela surpresa da pergunta;

- Como assim?

- Nós transamos, faz alguns meses, e temos tratamentos de namorados, mas quero saber, você sente algum sentimento por mim? Amor?

Passei a mão no rosto, e fiquei confuso;

- Pamela eu gosto muito de você, sabe disso...

- Ai, Emanuel, não estou te pressionando, só me diz, na boa.

- Eu não te amo Pamela, como você disse nós ficamos, e pensei que você queria só isso...

- Não, não! – Ela fala sorrindo. – Eu também não Emanuel, só queria ouvir da sua boca.

- Ah que susto, mas porque isso?

- Eu te amo como meu amigo, sério, você é quase um irmão para mim. Mas amigo eu não quero acabar como o Gabriel, estou com medo.

- Não entendi Pamela.

- Não quero mais ficar contigo Emanuel.

- Tudo bem..., mas foi algo que eu fiz? Porque se for pode falar.

- Tenho medo de me apaixonar por você e perder sua amizade.

- Isso não vai acontecer Pamela.

- Mas eu prefiro que seja assim Emanuel.

- Tem certeza?

- Sim, mas preciso de você.

- Claro, estou aqui para isso também, mas Pamela que isso aqui não mude, nunca.

- Prometo.

- Eu também. Mas nem vai ter uma despedida? – Falo rindo.

Ela me empurra na cama rindo;

- Canalha.

- Vai ter que me arrumar umas amigas suas agora.

Saímos do quarto, e minha mãe estava sozinha com o João;

- Cadê meu irmão? – Pergunto.

- La de fora com a Juliana.

Ai só pode ser brincadeira, falo saindo, a Pamela me acompanha questionando;

- Mas eles não terminaram?

- Sim.

Quando abro o portão, eu dei de cara com Eduardo entrando;

- Se liga garota, to fora de você. – Ele fala entrando.

- Eduardo vem aqui! Eduardo não me faça fazer um escândalo aqui.

Gente a garota estava bem alterada, e acompanhei a Pamela até sua moto, e ficamos olhando querendo rir da cena. Afinal quanto tempo demorou para vermos isso, Juliana correndo atrás de Eduardo.


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