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PARADIGMA - Capitulo 8

#Pamela

Marcamos no grupo uma Resenha, logo após o ocorrido. Era somente nossa galera, e seria na casa do Ricardo.

Eu fui com a Juliana, quando chegamos, o Eduardo estava lá com os meninos, e até a megera da Mirela estava de intrusa.

A casa do Ricardo tinha uma garagem grande a direita e a casa ao lado esquerdo, grande por sinal, no final uma edícula, onde todos estavam.

Seguimos, e cumprimentando todos, até então não tinha visto, Emanuel e Nicolas nem Gabriel.

Quando cumprimento o Eduardo questiono ele;

- Edu e seu irmão?

- Pamela não sei, não o vejo desde a Shaluna.

- Mas ele está bem?

- Recebi umas ligações, e uma mensagem dele, para não me preocupar.

- E sua mãe sabe?

- Não, relaxa, ele logo aparece por aí. A última vez foi assim.

- Eduardo não tinha polícia a última vez.

- Ei relaxa, cadê o Gabriel, liga para ele, Gabriel sempre sabe de tudo.

- Boa ideia. – Falo indo atrás da Juliana.

Ela estava no banheiro, quando passo para entrar na casa, o portão se abre.

Nicolas entra e dá acesso para o Emanuel;

- Aí, graças a Deus que estão bem. – Falo seguindo até eles.

Acho que pela situação, abracei os dois ao mesmo tempo, os meninos vêm descendo e Eduardo corre abraçando o irmão;

- E aí, como estão? – Ricardo pergunta.

- Depois de passar a noite na delegacia, estamos bem. – Fala Emanuel.

- Vocês foram presos? – Questiona a Juliana.

- Sim.

Sei que não era hora, mas começamos a rir, os meninos estavam exaustos, com caras bem cabisbaixas.

- Alguém mais foi? – Pergunta o Nicolas.

- Que eu sei foram, João Paulo, Denílson, Wanderson, Jordana, Rodrigo, Thiago, Diego, Michel... Nossa foi uma porrada de gente, mas ninguém saiu ainda. – Edu fala.

- O pai do Nicolas tirou a gente. – Fala o Emanuel.

Sentamos, o Romulo e Eduardo acenderam o narguilé, e o Nicolas pega uma cerveja, para ele e Emanuel, galera foi uma cena de todos pararem e assistirem, eles se sentaram um ao lado do outro, Eduardo ao lado de Nicolas e eu de Emanuel, com a mão em sua perna.

Eles não conversaram entre si, mas tinha sorrisos e movimentos em concordância.

Depois de um tempo o som mais alto, e todos mais “relaxados”, eu fui ao banheiro dentro da casa, e logo que sai quase trombo com o Eduardo;

- Aí, desculpa. – Falo desviando.

- Ei, Pamela posso alar com você? – Ele questiona.

- Sim, diz ai.

Quando eu concordo o Eduardo olha para trás, como a janela da cozinha estava fechada e os meninos não tinham visão de dentro, ele segurou em minha mão me puxando, nesse momento fiquei assustada;

- Onde vai Eduardo?

- Vem logo.

Passamos a copa, e a sala, ele se sentou em um sofá onde estava mais escuro e coloca uma almofada em seu colo;

- Que quer falar? – Pergunto me sentando.

Confesso ficar pouco receosa, ele estava muito estranho;

- Com tudo que está acontecendo, não tive tempo para me desculpar.

- Desculpar o que Edu?

- Por ter chegado em você daquele jeito na boate, não é assim que uma garota como você deve ser tratada.

Ele estava segurando a minha mão, eu sem palavras, olhando para ele;

- Tudo bem, estávamos bêbados, relaxa Edu. – Falo tentando puxar minha mão.

Ele segura e pega a outra;

- Falam que quando estamos bêbados fazemos o que não temos coragem quando estamos sem álcool no corpo.

- O que está querendo dizer?

Eduardo ficou em silencio um pouco, então sinto sua mão em minha nuca, passando meu cabelo para trás da orelha. Seu rosto se aproxima do meu.

Vocês sabem a regra, eles aproximam até um ponto, depois a iniciativa seria minha, e ela foi positiva.

Aproximo e beijo o Eduardo. Minha boca toca na dele e sinto uma pegada, desde meus cabelos até na minha cintura, caramba, ele veio para cima de mim, meio que deitamos no sofá, com ele sobre mim, aquele novinho com corpo de homem.

Pessoal fiquei tremendo e toda mole, com aquela pegada, por momento eu aproveitei, passei as mãos em seus braços fortes e peitoral por dentro de sua camisa, sentindo sua língua passear dentro de minha boca, ele mordendo meus lábios e ponta da língua, meu queixo. E sentir seu volume na minha coxa.

Ouvimos a porta do banheiro se abrir, ele então se senta rápido e eu me levanto em um pulo somente. Edu coloca uma almofada para disfarçar o volume. Como estávamos no escuro com a luz dos outros cômodos, era perceptível a sombra de alguém se aproximando.

Com aquele arrastar de passos era do Emanuel;

- Mano, Jorge chegou! – Ele fala olhando para o Edu no sofá. – Gabriel está te procurando. – Emanuel fala apontando o dedo para mim.

- Aí que bom, preciso falar com ele. – Falo saindo com o Emanuel.

Edu fica um pouco, acho que já sabem o porquê.

#Nicolas

Gabriel entra e quando me vê na mesa jogando, ele dá meia volta, e sai novamente, a Pamela sai da casa com o Emanuel e ela vai atrás dele;

- Emanuel joga aqui. – Falo saindo.

Eu vou com a cerveja nas mãos e como eles saíram e deixaram o portão aberto eu escuto eles conversarem;

- Amigo você sumiu, nem chegou e já vai embora. – Pamela fala.

- Não vou ficar aí dentro com ele amiga, não dá.

- O que está acontecendo Gabriel? Você não me conta, como posso ajudar?

- Te juro, o que eu mais queria era falar com alguém sobre isso amiga, mas não dá.

- Se não me contar Gabriel eu vou chegar no Nicolas.

- Não, Pamela, você não pode e me escuta (...).

Quando ela disse isso, eu sai para fora, puxando e fechando o portão.

Quando o Gabriel me vê começa a andar saindo. Eu então falo com ele;

- Fala Gabriel, a Pamela é minha amiga também, fala o porquê você não quer estar onde eu estou? – Falo encarando ele.

Ele me olha com mais raiva ainda, mas se não fosse assim, as coisas não iriam se acertar;

- O que está acontecendo? – Pamela fala chegando nele. – Amigo confia em mim.

- Eu estou gostando do Nicolas, Pamela.

- Não, Gabriel, de novo não. – Ela fala abraçando ele.

- Você não pode ficar me evitando, antes de tudo sou seu amigo. – Falo me aproximando.

- Primeiro o Emanuel e agora o Nicolas, amigo se lembra o quanto foi difícil para você esquecer o Emanuel, e agora de novo.

- Eu nunca transei com o Emanuel! - Ele fala.

- Você nunca transou com o Emanuel? Em Gabriel? – Pergunto incrédulo.

- Você e Nicolas ficaram? – Pamela pergunta.

E eu pensando que quando aconteceu essa história ele tinha ficado com o Emanuel, nossa minha cabeça explodiu na hora.

- Gabriel eu gosto de você cara, muito mesmo, mas não é daquele jeito. – Falo me aproximando. – Você nunca quer me ouvir, não deixa a gente conversar, pensei que te dar um tempo ajudaria.

- Como Nicolas? Eu trabalho para o seu pai, fico o dia todo ouvindo sobre você, quando não te vejo.

- Nicolas pode deixar a gente a sós? – Pamela pergunta.

- Sim, só não comente isso com ninguém, por favor. – Falo olhando em seus olhos.

Ela olha para o Gabriel, e ele confirma com a cabeça, então ela fala;

- Fique tranquilo.

Eu retorno entrando na casa e quando estou fechando o portão ouço ela dizer para ele;

- Amigo você não pode culpar ele de não sentir o mesmo que você. Gabriel já é a segunda vez, você tem que apreender a ser forte. Eduardo, Emanuel e Nicolas são acostumado a pegar alguém, transar e pronto, amigo tem que encarar.

- Pamela alguém já te beijou de te tirar o folego? Que só de tocar você arrepia, me fala? ...

Eu deixei eles que se acertarem, caramba, não era possível, que o Emanuel é hetero! Cara eu estava muito confuso, muito mesmo, mas fui muito idiota de não falar sobre isso com o Gabriel!

Quando entro o Eduardo sai da casa falando;

- Meu irmão quer falar contigo.

- Chega aí. – Emanuel fala entre meio a porta.

Eu entro e vou seguindo ele, pensei pronto, o viado ouviu nossa conversa lá de fora.

Quando chego na sala, ele segura um pacote em minha direção, eu deixo a cerveja de lado e olho dentro;

- Que dinheiro é esse? – Pergunto olhando.

- Seu prêmio da Shaluna. – Emanuel fala saindo.

Antes de ele passar por mim seguro ele;

- Eu não ganhei nada, isso é seu.

- Você trapaceou, não correu como um piloto digno.

Nossa parece que minhas brigas com o Emanuel nunca tinham fim;

- Eu? Você mal esperou eu sair e foi correndo puxar o saco do Santiago, tudo por causa de frescura de você e seu ego, eu não quero esse dinheiro, ele não é meu.

- Nicolas eu estou cansado, ainda mais dessas brigas idiotas com você, pega a porcaria dessa grana.

Eu deixo ele falando sozinho e saio da casa, porra que noite que nunca terminava.

Pego minhas chaves saindo e a Pamela me para no portão, vejo atrás dela um carro saindo, possivelmente o Gabriel;

- Nicolas escuta, tenha paciência com ele. Sofreu muito por causa do Emanuel e agora você, olha...

- Pamela eu te respeito muito, e gosto de você, mas tenho problemas demais para mim, Gabriel tem que crescer, e virar homem, se é que me entende.

- Você pensou assim quando foi para a cama com ele? – Ela pergunta quando passo por ela.

Não tive coragem de responder, eu sai e entrei no carro, indo embora.

#Emanuel

O desmascarar da Shaluna foi assunto na cidade por dias, quantas pessoas foram descobrir que filhos, maridos, e familiares ou até amigos eram pilotos de racha!

Mas algo interessante, nosso grupo privado do Facebook triplicou de tamanho, os do WhatsApp eram milhares de solicitações. Jorge deu um tempo de Ribeirão Preto, também a polícia foi reforçada por um período.

Com o fim das minhas férias do trabalho, voltei a rotina normal, acordar, trabalhar, pegar o Theo na escola, levar minha mãe na igreja, e comecei a estudar para o vestibular, junto ao meu irmão, mesmo faltando pouco tempo para a prova, a promessa era voltar a estudar este ano, promessa minha e de meu irmão.

Logo na primeira semana de trabalho eu fui com Eduardo no instituto onde, são treinados os cães guias. Eles treinam os cachorros por dois anos, e fazem a maioria doações, mas claro para se manter o projeto, eles aceitam doações, e fazem a venda de parte dos cachorros.

Como minha mãe Helena estava a muito tempo na lista de espera, resolvemos dar esse passo. No dia, conversamos, explicamos toda a situação, recebemos um grande desconto, e foi marcado o dia para ela conhecer o seu canino.

Pessoal, o Eduardo quando conheceu a cachorra ele chorou, ficou muito emocionado, eu claro, também.

Nós voltamos conversando sobre como levar ela, e preparar a surpresa.

Aproveitei passei no colégio do Theo para pegar ele, eu parei de frente os meninos saindo, e ele não estava onde me aguarda;

- Chama ele lá mano. – Falo a Eduardo.

Ele sai entrando no colégio, mas retorna rápido em meio aos meninos;

- Querem falar com você. – Ele fala voltando ao carro.

- Beleza, segura aí. – Digo saindo.

Quando entrei a Diretora Lidia estava segurando a porta da sala, eu entrei e o Theo sentado na cadeira já de cabeça baixa;

- Boa Tarde Lídia, tudo bem? – Falo cumprimentando ela.

- Tudo sim, Emanuel, sente-se.... Bem te chamei para falar algo sério. Theo está recebendo uma segunda chance.

- Segunda o que?

- Ele já foi suspenso o conselho da escola quer a expulsão do seu filho. – Galera ela foi falando e minha vontade era apertar o pescoço dele.

- Não estou entendendo.

- Essa tarde Theo desrespeitou a professora e foi expulso de sala novamente. Emanuel é dia de prova, ele foi com zero na nota!

- É verdade isso Theo? – Pergunto olhando para ele.

Que somente responde gesticulando com a cabeça;

- Vou dar um jeito Lídia, eu peço desculpas, e agradeço esse voto de confiança, por causa da Rebeca você não possui meu telefone, aqui... – Falo anotando para ela. – Você terá outro Theo nessa escola em duas semanas. Vamos. – Falo arrastando sua cadeira.

Nos saímos da sala dela e então perguntei ele;

- Onde fica sua sala?

Theo somente aponta com o dedo, nós seguimos até ela, e havia dois meninos sentados, aguardando serem buscados, e a professora na porta;

- Essa é sua professora? – Pergunto, recebendo uma confirmação dele. – Peça desculpas pelo que fez hoje!

Ele hesita;

- Theo não me faça pegar você aqui na frente dos seus colegas...

- Me desculpe por hoje tia.

- Fale que não vai acontecer novamente!

- Me desculpa, não vai acontecer de novo.

A Lídia estava na porta olhando, e do outro lado a Rebeca, que veio toda, toda;

- Que está acontecendo aqui?

- Estou levando o Theo para casa, depois passa lá para a gente conversar.

- Estou saindo agora.

- Ótimo, vamos.

Coloquei ele no carro sem dar um “piu”. Como a Rebeca estava presente passei na casa dele, e recolhemos todas suas roupas, tudo, seus pertences e brinquedos, tudo;

- (...). Por quanto tempo Emanuel? – Rebeca pergunta arrumando as coisas.

- Três semanas no mínimo, se você não consegue colocar ele na linha eu vou.

- Duvido conseguir com sua mãe puxando o saco dele.

- Vamos Theo.

Quando chegamos em casa, minha mãe já achou estranho ele por lá aquelas horas, aproveitei e falei para ela o que havia ocorrido. Minha mãe deu uma bronca nele, Theo precisava ouvir um pouco, ele estava muito confiante que era o dono de si.

Entramos no quarto, e arrumamos suas coisas, quando meu irmão entra e questiona;

- Ué deixou tudo aqui, disse que iria cortar? – Eduardo pergunta.

- Sim, Video game, Tablet, os brinquedos dele vão ficar aqui, onde ele possa ver todo dia, já conversamos, a única coisa que ele vai tocar dessa estante são seus livros.

- Ei vou na casa da Juliana beleza.

- Quer a moto?

- Sim.

- Vai lá.

Fiz uma rotina para ele e pronto, caramba, se querem umas ideias, não tenham filhos, não por enquanto. Deixe para quando estiver com quarenta anos, rsrs.

No dia seguinte, uma manhã chuvosa em Ribeirão, eu estava no trabalho, fui pegar café para mim e as moças que ficam comigo na tesouraria.

Quando peguei os copos e deixo em suas mesas, volto a minha mesa me sentando e conferindo os papeis. Estava olhando os pagamentos de funcionários, e a ficha de Gabriel estava entre elas, achei muito estranho pelo valor ser altíssimo, então confiro no sistema, ele havia sido desligado, aquele era o acerto de contas de Gabriel, ele não trabalhava mais com o Rodrigo, o pai de Nicolas.

Fiquei com a pulga atrás da orelha, enviei mensagem para a Pamela, mas ela demorou a responder, hoje eu iria sair por volta de meio dia, não retornaria para a prefeitura.

Decidi quando sair ir até o Gabriel e ver se estava tudo bem, mas nem foi preciso, quando entro no estacionamento ele estava saindo;

- Oi amigo. – Gabriel diz se aproximando.

- Oi, queria mesmo falar contigo. Tudo bem? – Falo abraçando ele.

- Sim, e você o que queria?

- Você não trabalha mais com o Rodrigo?

- Não amigo, pedi para sair, e fizemos um acordo.

- Porque Gabriel? Você trabalha desde os dezessete com aquela família.

- Podemos conversar em outro lugar Emanuel?

- Sim, claro.... Vamos ali, já almoçou?

- Não.

- Ótimo.

A frente tinha uma churrascaria onde almoço todos os dias, então o convidei. Depois de nos servimos e sentamos, pedindo bebidas;

- (...) estava com a Pamela agora, lá no escritório está uma loucura, deve ser por isso que ela não atendeu.

- Sim, ela nunca demora a responder.

- Pois então.

- É Gabriel, pois então? – Falo erguendo as sobrancelhas.

- Vou te contar porque é meu melhor amigo...

- Fala.

- Se lembra no terceiro ano, depois da festa de formatura eu cheguei em você e falei o que sentia? – Esse assunto, me deixava muito desconfortável.

Já meio que perdi o apetite só de comentar;

- Me lembro sim.

- Então, conversamos, e eu segui em frente... O que você não sabe Emanuel é que eu sofri muito.

- Porque gostava de mim?

- Sim, porque eu estava apaixonado por você. Eu convivia todo dia com você, e mesmo sabendo que não rolaria, eu sofri.... Demorou muito para eu superar.

- Sim, mas o que tem a ver com o Rodrigo, Gabriel? Está apaixonado por ele?

- Não menino, mas gente..., pelo filho dele. – Ele fala fazendo uma careta.

- O Nicolas?

- Sim. – Ele fala.

Eu olhei para trás, pensei alto;

- É brincadeira isso né Gabriel?

- Não.

- Saiu do seu trabalho, por causa do Nicolas? Gabriel ele não merece toda essa atenção que você dá não cara. Meu Deus, não acredito. Gabriel você conhece o quanto ele é filho da puta!

- Não é bem assim Emanuel, e você sabe disso... Ele é um grande cara.

- Eu não sei.... Não conheci esse lado dele, e não pretendo. O que vai fazer agora?

- Vou superar isso, como nunca antes.

- Isso, assim que se fala Gabriel. Escute, eu e Pamela, estamos aqui disponíveis sempre, para o que precisar, hoje e sempre. – Falo pegando em sua mão.

- Obrigado amigo... Ei Eduardo comentou no grupo sobre o cão guia.... Me conta as novidades!

A conversa tomou outro rumo pessoal, como viram, mas não vem a calhar para a história.


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