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PARADIGMA - Capitulo 3

Assistimos o Eduardo antes de irmos embora.

Eu, Pamela, Theo, Eduardo, Ricardo, Romulo, Nicolas, Gabriel e Jorge fomos para uma churrascaria na cidade, os meninos foram comer, eu e Pamela ficamos de papo, seguimos com essa turma grande por causa do pagamento, o Jorge Iria fazer separado.

Isso era por volta de meia noite e meia, o Theo dormindo em meu colo, ele havia acabado de pegar no sono.

A nossa grande mesa estava ao lado de fora, na calçada, e ao lado o carro de Nicolas, e minha moto, e a dos meninos tudo junto;

- Ei coloca ele no banco de trás aí. – Fala o Nicolas olhando o Theo.

- Não está de boa. – Repondo olhando meu filho.

- Deixa a janela aberta, você está do lado do carro Emanuel, deixa de ser panaca! – Sim, com essas palavras ele disse apertando o alarme do carro e descendo os vidros.

Eduardo que estava do meu lado se levanta e abre a porta do carro, eu deixei o Theo lá dentro e voltei a sentar.

Gabriel e Paloma estavam conversando do meu lado esquerdo, Nicolas e Ricardo a minha frente, e meu irmã odo meu lado.

O Jorge passa entre os meninos pacotes pardos de grana, até um chegar em mim e outro para Nicolas;

- Pamela. – Chamo sua atenção.

Ela pega e coloca dentro da sua bolsa;

- Vem aqui gato, vamos tirar uma foto juntos. – Gabriel fala me abraçando.

Meio que deitei em seu colo, e a Pamela tira duas a três fotos, de nós fazendo careta e caras serias.

- Me manda elas depois. – Falo olhando.

Galera estava tão ótima a minha noite, quando vejo do outro lado da rua a Rebeca passando com umas amigas, mano ela veio bufando para cima da gente;

- Que bonito em Emanuel, cadê seu filho? – Ela fala gritando, chegando em nós.

O Nicolas nesse meio tempo aperta o alarme e tranca o carro, fechando as janelas;

- Está em casa com a vó dele.

- E você na rua, quando pode ficar com ele não fica, depois o garoto fica reclamando de não...

- Ei, cala a boca, já chega beleza. Já falei ele está com minha mãe, se quer fazer barraco vai procurar sua turma. – Falo bravo com ela.

- Está vendo isso né Eduardo, depois se eu falo com sua mãe ele fica puto comigo (...) Rebeca começou a encher o saco.

O Gabriel se levanta e fala;

- Nicolas vamos você me leva para casa, estou cansado. – Ele fala apontando para o carro.

Como todos percebem e sabem do que se trata, os dois saem;

- Escuta garota, não percebeu que estamos te ignorando? Desconfia! – Pamela fala brava assim como eu.

- Vamos nessa? – Falo para a Pamela me levantando.

Começo a despedir de todos, e subo na moto dizendo;

- Está satisfeita, agora vou para a casa, transar, e se eu fosse você faria o mesmo está precisando Rebeca. – Falo saindo.

Bem deixei a Pamela em casa, e fui embora, os meninos estavam na porta de casa, o Gabriel e Nicolas, abri a casa, e o Gabriel trás o Theo carregando o coloca na cama para mim;

- Valeu pela ajuda! – Falo para o Nicolas que estava na porta da cozinha olhando.

Ele não diz nada, somente afirma com a cabeça;

- Nicolas pode ir, vou de UBER depois. – Gabriel fala para ele.

- Já estou aqui, vamos comigo porra, é caminho. – Nicolas fala.

- Obrigado, mas vou ficar, tudo bem né Emanuel? – Ele fala me olhando.

- Sim, claro. – Falo sem jeito e sem entender nada.

Nicolas sai pisando em fogo, que era aquilo;

- Acho que deixou ele meio puto. – Falo fechando a porta.

- Tem que apreender que não pode ter tudo que quer na hora que manda, ele está sem limites Emanuel.

- Se eu não te conhecesse vocês dois, diria que ele está com ciúmes de você.

- Não é isso, é paranoia da cabeça dele, e acho que está te afetando.

- Não relaxa, estou de boa, provocar ele é um esporte favorito.

Voltei no quarto arrumando o Theo, e o Gabriel fala;

- Espero não estar atrapalhando amigo.

- Ei, relaxa viu, e obrigado a Rebeca me mataria se ver o Theo no carro.

- Sei como é.

Resumo da noite, o Gabriel deitou comigo na cama, ficamos conversando sobre a vida dos outros, ele me mostrando caras que eu conhecia que era gay, ou bissexual que nem sabia. Até garotas, ficamos conversando até tarde, sob vários assuntos, até sexo;

- Porque não pega só mulher ou só pega homem? Tem que ser os dois Gabriel?

- Emanuel, eu gosto de homem, agora as vezes fico com garotas para mostrar que também posso, e não me limito, é mais para passar raiva saca.

- Ah eu sei, e como sei. Escuta... não dói não, o sexo?

Ele sorriu com a minha indiscrição e continua;

- Sim, dói, mas o tesão e muito maior, e digo mais, somos um perigo para Héteros.

- Está falando do que? – Questiono sentando na cama.

- Chupamos muito melhor, e garanto que o sexo vai te deixar alucinado.

- O foda é a curiosidade sabe, deixa a gente curioso, por isso vários experimentam.

- Você nunca nem beijou um garoto Emanuel?

- Não.

- Ninguém nunca nem te chupou?

- Não Gabriel.

- Que triste.

- Não, eu não sinto nada sabe, estamos aqui conversando sobre isso e não sinto nada. Agora confesso.... Se contar isso para alguém eu te mato.

- Fala. – Ele questiona de olhos brilhando.

- Já assiste pornô gay, e sinceramente? Não sente nojo, não curte, foi normal para mim.

- Aí que chato você.

- Mano eu não posso dizer que dessa agua nunca beberei, ainda mais nos dias de hoje. Faria sexo com outro cara, só se gostar da pessoa, digo amar sabe. Deve ser um mundo de muito sofrimento, e tem meu filho, não posso fazer isso com ele.

- Olha sim, a gente sofre muito, por causa da família, amigos, e nós mesmo até se aceitar. Mas sinceramente amigo, se eu pudesse escolher, queria vir gay de novo. É um empoderamento, uma força, é lindo não sei explicar.

- Muito bonito ver você falando assim.

#Pamela

Semana seguinte no trabalho, eu estava sentado na recepção tirando umas copias de documentos, quando a Juliana passa no escritório.

- Oi Rapariga. – Ela fala tirando seu capacete.

- Ai, olha quem fala.

- Sergio está? – Ela pergunta tirando uns papeis da bolsa.

- Não, que foi? Pendencias na faculdade?

- Sim, trouxe uns papeis para ele olhar.

- Pamela, desmarque minha reunião, a de amanhã as 09 ok. – Fala um dos advogados do escritório.

- Tudo bem doutor.

- Ouvi você dizer que quer falar com o Sergio? Ele está a caminho, aguarde uns minutos ai tudo bem. – Ele fala a Juliana.

- Ok.... Que gato. – Ela fala quando ele vira as costas.

Eu abro um sorriso, e me sento organizando os papeis;

- Que temos para hoje amiga? – Ela pergunta.

- Emanuel entrou de férias né, não sei se ele vai viajar, mas acho que vamos só na casa do Ricardo mesmo, ficar lá ouvindo música e fumando Narguilé.

- Me avisa Pamela,

- Aviso sim.

- Eduardo falou de mim? – Ela pergunta se debruçando na cadeira.

- Ai amiga, só se falou com o irmão dele, você conhece o Eduardo é todo calado e na dele, não fica falando de garotas, não para mim.

- Hum, sei, ele está ficando com mais alguém? Isso você sabe?

- Juliana, ele é doidinho em você, pelo que sei não.

Gente estávamos conversando e o Deputado Rodrigo Barone entra com o Gabriel e um segurança;

- Boa tarde meninas, o Doutor Penha está? - Ele pergunta ajeitando a gravata.

- Sim, está te aguardando senhor. – Falo.

Como ele vem quase toda semana, já se direciona para a sala, o segurança fica na porta e Gabriel deixa a pasta de couro bebendo uma agua.

- Estou morto, gente andamos o dia todo, esse homem não para. – Ele fala se sentando de frente a Juliana.

Ela encosta na poltrona e olha para Gabriel entregando ele;

- Amiga, o Emanuel te contou com quem ele dormiu no dia da Shaluna? – Juliana fala apontando para o Gabriel.

- Não.... É verdade? – Pergunto olhando para ele.

- Sim, dormir e dormiria de novo. Não sou cobra como a senhora, víbora! Pamela confia em mim, e também nem sei o que está falando, você que pega o mais gato da cidade, fica aí desdenhando, quando ele ciscar em outro quintal quero ver. – Gabriel fala apontando para mim.

- Está maluco garoto, eu fui criada com o Emanuel e o Eduardo. – Falo com olhar brava.

- Eduardo não gosta de garotas assim como a Pamela.... Nada contra amiga.

- Assim como eu? Me explica direito garota? – Falo sem entender.

- Adoro discórdia, joga esse computador nela Pamela, joga.

- Cala a boa Gabriel! Amiga você é santinha, para casar sabe, Eduardo é porra louca, faz loucuras na cama, sabe malandro. Você e o Emanuel nasceram um para o outro, os dois são santinhos.... Se bem que sou curiosa para saber como ele é na cama? Conta Pamela? É safado?

- Aí eu quero saber quantos centímetros, parece que tem um pacotão. – Gabriel fala alegre.

- Meu Deus, vocês dois são podres.

- Aí só curiosos. – Ela fala. – São informações para a vida. – Juliana fala rindo.

- Concordo com o Gabriel, o Eduardo é um Deus grego. Aquela sobrancelha com falha, aquele braço forte tatuado, ele ser baixinho é um tesão.

- Aí para amiga, to até com calor, estes dias fui na oficina e ele estava sem camisa, com as mãos cheias de graxa, quase desmaiei. – Gabriel diz.

Caímos na risada com os comentários;

- Ele não é dotado não, mas vinte minutos é pouco para o garoto, fico cansada só de pensar. – Juliana diz ajeitando o cabelo.

- Emanuel também, na cama é um homão da porra. E o Nicolas em Gabriel? Como é? – Pergunto deixando ele vermelho.

- Aí vocês sabem né, aquela carinha de garoto, com aquelas covinhas são para enganar, o kid bengala, tenho que fazer a “chuca” porque o Nicolas é um coelho, sexo toda hora, parece um pinscher. – Gabriel fala rindo.

Cara demos gargalhadas com o comentário idiota e nojento.

- Aí, vamos mudar de assunto, antes que perco meu emprego. – Falo me ajeitando na cadeira.

#Emanuel

A prefeitura aqui de Ribeirão Preto, trabalha com o banco da Caixa Federal, então como minhas férias haviam saído, fui a agencia, olhar extratos e ver se tudo estava ok.

Quando sai, seguindo em direção da minha moto, vejo um cara bem atrás dela de braços cruzados, tipo olhando mesmo, ele abaixava e vendo as “alterações” feitas.

Quando me aproximei, apertando o alarme ele me olha rindo;

- Sabia que era você... Prazer Emanuel sou o Santiago, tranquilo? – Ele fala estendendo a mão.

- Tudo bem, e com você?

- Ótimo, estava no banco, ao sair vejo essa Hornet que chama atenção demais, estava em dúvidas se era sua mesma. – Ele fala passando a mão no banco.

- Sim, sim.

- E como está a Shaluna? Quantas corridas?

- Vinte corridas e vinte vitorias.

- Excelente resultado, até os meninos da oficina pagam um pau para você em cima dessa belezinha aqui.... Não está na hora de evoluir não Emanuel? Seu irmão, o Eduardo, já vi ele pilotando, porque não passa ela para frente?

- Do que está falando Santiago? Você trabalha com o Nicolas, ele dirige para sua oficina.

- Eu sei, ele é demais, é que estamos temos uns problemas, e ele custa muito caro para gente se é que me entende.

- Desculpa não entendo mano.... Tenho que ir beleza. – Falo colocando o capacete.

- Tenho um Mustang 1967, acabei de comprar, estamos trabalhando nele, mas não queria desperdiçar ele na mão de qualquer piloto, me liga e fazemos uma visita... – Santiago fala me entregando seu cartão, e fazendo sinal de silencio com o dedo na boca.

Eu liguei e sai com a moto, ao parar em um semáforo a frente olhei, vendo ele entrar em seu carro.

Santiago, galera é o dono da oficina e garagem de carros aqui de Ribeirão a “AutoTec”, uma das maiores, ele quem patrocina Nicolas, na corrida, o carro e gastos da corrida são todos com eles, e claro ganhos também, que não são poucos, é tipo fora das pistas uma competição de oficinas também.

Porem já ouvi falar que o carro do Nicolas tem manutenção cara, e a porcentagem que ele cobra para correr para o Santiago, é mais que 50%.

Nessa tarde eu estava indo embora e meu celular chamando, uma, duas, na terceira vez parei a moto e atendi, era o celular da minha mãe;

- Oi Mãe!

- Emanuel? É a gloria, tudo bem filho? – Diz a amiga de minha mãe.

- Sim, cadê minha mãe.

- Estamos aqui no pronto socorro, ela teve um pequeno acidente, pediu para ligar, pois não pode ir embora sozinha.

- O que aconteceu? Deixa eu falar com ela. – Nossa fiquei assustado, como parei a moto na rua, tive que ir estacionando ela.

- Oi. Filho, oi.

- Oi mãe. Que aconteceu?

- Outro acidente na rua, Emanuel tem como me buscar aqui no Pronto...

- Mãe já estou indo, espera aí. – Falo desligando.

Fiz o retorno e voltei, era rápido o caminho, logo que cheguei, elas não estavam na recepção, me aproximei do balcão;

- Moça Helena Duarte Vilela, dá uma olhada por favor. – Falo com o capacete no balcão.

Ela olha no computador, e depois em uma agenda.

- Ela ganhou alta, entra naquela portinha ali, e vê se é a senhora sentada a esquerda.

- Obrigado.

Aproximei da tal porta, e entro vendo ela sentadinha com a bengala no canto, com um curativo na altura dos olhos, de uns dez centímetros;

- Mãe. – Falo me aproximando.

- Emanuel. – Ela diz estendendo as mãos, me aproximo a abraçando forte.

- Que aconteceu agora mãe? – Pergunto de joelhos na sua frente.

- Eu bate com a cabeça em um ganho de arvore filho, peguei um caminho diferente e não tomei cuidado.

- A senhora estava de “guia”?

- Sim, mas não adiantou.

- Está bem? Sentindo alguma coisa? Fizeram todos os exames?

- Sim, estou ótima, foi só um corte mesmo.

Uma enfermeira se aproxima dizendo;

- Agora que seu filho chegou pode ir dona Helena. Filho ela tem que voltar em sete dias para tirar os pontos, tudo bem.

- Certo pode deixar. Vamos mãe?

Quando saímos, eu estava atravessando a rua e o Eduardo para de moto do meu lado, o coitado estava até branco;

- Mãe, como ela está? – Ele pergunta descendo da moto.

- Está bem, foi só um corte. – Falo subindo na calçada.

- Nossa mãe, aquela amiga sua me mata do coração, acho que o celular acabou a bateria, quando ela disse que a senhora estava no pronto socorro.... Olha aqui cara. – Eduardo fala mostrando a mão tremula para mim.

- Eu estou bem, te liguei, não atendeu, então falei com o seu irmão.

- Nossa deixa eu pegar um folego, que susto, serio mesmo, rsrs. – Eduardo fala respirando ofegante.

- Tem que comprar algum remédio? – Pergunto pegando a receita da mão dela.

- Sim, para dor.

Olhei o nome e disse, deixando os capacetes;

- Vou ali na farmácia pegar, fica com o Edu aí.

Fui rápido e retornei, e ele estava toda brava com ele;

- Querendo ou não mãe, vamos eu e o Emanuel comprar esse cão, nem que seja preciso amarrar você nele.

- Eu já falei, não me estressa Eduardo, eu não quero um cão guia.

- Pois vai querer, pois vamos te dar um até o natal, se Deus quiser. – Falo chegando.

- Eu acabei de sofrer um acidente, vocês dois não me passem raiva, Eduardo e Emanuel, eu já falei e repito, quero que voltem a estudar, Emanuel na faculdade e Eduardo terminar o terceiro ano. Primeiro isso depois pensamos no cachorro.

- Mãe, sofreu acidente porque não estava com um cão guia, isso não vai mais acontecer com ele, e não adianta discutir.... Vamos, sobe aí. – Falo na moto.

Depois explico melhor a história do cão guia a vocês, mas ela foi os vinte minutos do percurso brava com o Eduardo por tocar no assunto, para vocês terem uma ideia de o quanto ela estava estressada.


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