• @rgpatrickoficial

PARADIGMA - Capitulo 22

#Emanuel

Nicolas e Jorge e eu também, conseguimos, projeto aprovado, a Shaluna iria voltar.

E claro para comemorar a noite reunimos onde seria dado início as novas corridas, o Jorge convidou os mais próximos, pois não estava pronto para funcionar.

Seguinte estavam fazendo uns testes na pista, e estávamos bebendo lá também para aproveitar e juntar o útil ao agradável.

Eu sentado com a Pamela e meu irmão, uma galera reunida, o Nicolas a frente perto dos carros, ajudando o pessoal;

- Minha vez, vou testar se está isso tudo que o Jorge está falando. – Fala Edu se levantando.

Então o Jorge corta ele e fala;

- Vamos ver a corrida do ano! Emanuel você e o Nicolas? Topa? – Ele fala segurando o Edu.

- Na hora. – Falo me levantando.

Entrego a cerveja para a Pamela e fecho minha blusa de frio;

- Fico com o Opala. – Falo escolhendo e se aproximando do carro.

Nicolas não teve como fugir, ele foi quase que pressionado pelos caras, ele vem e na janela do carro diz;

- Vai me deixar pilotar o Camaro? – Ele pergunta.

- Sim, vai lá.

A Pamela vem para dar a largada, todo mundo de pé ao redor.

Ligo e sinto aquele motor mostro do Opala, que nunca decepciona, e sinceramente? Eu não estava preocupado com o final, era tanto tempo sem correr que só a competição me deixava bem.

Pamela dá o sinal, os pneus cantam saindo uma fumaça forte, que carro, me fez pregar no banco.

A pista era maior do que estávamos acostumados, então tinha toda uma tática de troca de marchas, para aproveitar melhor o carro... E eu nunca tinha pilotado um carro tão grande, e pesado, ele estava exigindo pouco demais, com isso eu não olhava para o lado, uma coisa tinha certeza, no meu retrovisor ele não estava.

Linha de chegada e então freio e diminuo a velocidade, mas Nicolas passa bem rápido, então ele volta, comigo manobrando para voltar, eu pergunto;

- Quem foi?

- Não sei. – Ele fala levantando as mãos.

Retornamos e a galera toda animada;

- E aí? – Pergunto saindo do carro.

- Vai de novo, empataram. – Jorge fala.

- Empatei um Opala com um Camaro? – Falo rindo.

- Sim mano. – Jorge confirma.

- Valeu em! Foi bom correr de novo. – Falo pegando na mão de Nicolas. – Pamela cadê minha cerveja.

- Edu bebeu, pega outra.

Meu irmão foi correr e eu fui conversar com o dono do carro, e no papo as vezes olho Nicolas de relance.

Sentado de papo com a Pamela, e também as vezes me olhava.

Era estranho para mim, depois da nossa última conversa não eu não fiquei com aquele sentimento de que perdi algo, as palavras que minha mãe disse eram verdade.

E por falar na Dona Helena ela me liga, com o som muito alto, eu tive que afastar da galera, segui conversando com ela no telefone, Theo estava em casa hoje então falei com meu filho também.

Cheguei até quase a cerca atrás da grande construção, a luz estava baixa, quando eu desligo o telefone, voltando vejo o Nicolas parado me olhando.

Ele estava de sapatenis vermelho e bermuda jeans com uns rasgos, e camisa verde militar, e aquele cabelo todo cheio de estilo. Nicolas vem andando com a sua garrafa e fala quando me aproximo;

- Excelente corrida.

- Estou com dor nas costas, ele é pesado para manter na pista, o volante deixa o peso depois da terceira marcha.

- Isso porque não tentou passar marcha naquele Camaro, mano que cambio ruim.

Eu sorri e continuo andando em passos lentos.

- Fiquei sabendo de Rebeca, fico feliz pelo Theo.

- Eu também, muito.

- Emanuel. – Nicolas fala parando e me olhando. – Sobre aquele dia lá em casa.

- Nicolas, eu mereço.... Fui um filho da puta com você, comigo também, mas não me deve explicação.

- Fiquei muito mal pelo que...

- Eu também. – Falo colocando a mão em seu ombro.

- Desculpa.

- Nicolas estou tentando mudar, mano estou muito mesmo, mas não é fácil. Eu quero, mas é difícil. Estou sendo sincero.

Ele coloca a mão em minha nuca e abre um sorriso, Nicolas aproxima nossos rostos e ficamos nessas de se acariciando, sentindo o cheiro um do outro.

Ele não me beijou, nos abraçamos, sentindo um o corpo do outro.

Escuto o Nicolas “soar” o nariz, como se estivesse chorando, então olho ele todo bobo, emocionado e envergonhado, se aproxima me beijando, eu abro um sorriso;

- Está chorando?

- Cala a boca viado. – Nicolas fala passando a mão no olho.

E me beija novamente, dessa vez um beijo de língua, daqueles que você sente o ficar duro de tanto tesão.

- Só acreditaria vendo com os meus próprios olhos. – Fala Gabriel até pálido, olhando para a gente.


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