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PARADIGMA - Capitulo 2

Nicolas para, vira os ombros me olhando com muita raiva, mas o Eduardo interrompe;

- Abaixa a bola Emanuel. – Edu fala apontando o dedo para mim e sai com a mão no ombro de Nicolas.

O Gabriel sai pelo outro lado, olho para a Pamela levantando os ombros e dizendo;

- Você entendeu o que aconteceu aqui?

- Nadinha, ele defende o cara, mas parecia estar com ciúmes do Gabriel.

- Pois então.

Depois de se limpar o Gabriel vem em mim, já “normal” e diz;

- Emanuel pode me dar uma carona? – Ele fala se apoiando em meu ombro, falando em meu ouvido.

- Sim, deixa só eu falar com a Pamela. – Digo respondendo ele da mesma forma, falando próximo ao seu ouvido.

Cheguei nela que estava de papo com a Juliana, conversando sobre o ocorrido;

- Pamela vou levar o Gabriel e depois venho te pegar, beleza, ele pediu uma carona.

- Não gato, pode ir, vou dormir aqui, amanhã eu e Juliana vamos bronzear logo cedo. Obrigado pela carona ta. – Ela fala beijando minha bochecha.

- Vamos hoje ne gata, olha a hora. – Juliana diz rindo.

Despedi dela também, e entreguei o capacete para o Gabriel, o Nicolas acompanhou nós até a porta com seu olhar desconfiado, saí com o braço sob seu pescoço.

Ele mora perto da Juliana, foi rápida a “corrida” até lá. Deixei ele em casa, despedi e fui embora.

Em casa minha mãe havia dormido no sofá, com a TV ligada, ela sempre fazia isso nos fins de semana, era normal, eu fui ao seu quarto, peguei um cobertor e coloco sob ela, depois vou para meu quarto, tirei a roupa e deitei estava exausto.

Eu acordei por volta de dez da manhã, dormi pouco. Levantei e comi algo rápido, enquanto olhava status no celular, recebo mensagens de uma loja de roupas aqui da cidade, me convidando para conhecer e tals, dizendo que eu fui indicado por um conhecido deles.

Foi o seguinte eu fui até eles, e ganhei algumas peças, muito massas, fiz stories e marquei eles em fotos, e claro indiquei. Não julguem como “famoso”, mas era o seguinte, antes de entrar na prefeitura eu trabalhava como o Nicolas de Promotor de Eventos, e tinha vários contatos na cidade, ainda tenho, o que me trazia “regalias” como estas.

Quando cheguei o Eduardo estava na cozinha almoçando, e minha mãe conversando com uma tia no telefone, ao lado de fora.

Entrei cumprimentando ele e peguei umas peças na sacola e entrego para Edu;

- Mano aqui para você, ganhei hoje! – Falo entregando.

- Valeu mano, e aí, veio embora cedo ontem.

Estava me servindo, para sentar junto a ele;

- Nossa trabalhei demais ontem, e o Theo está chegando, Rebeca vai deixar ele aqui. Ontem foi massa demais.

- Foi, as festas na casa da Juliana sempre são massa.

Eu abro um sorriso, e ele já questiona;

- Que foi?

- Ainda é gamado na garota né Eduardo?

- Eu acho ela massa mano...

- É eu sei!

- E você?

- O que tem eu?

- Que história é essa de você e a Pamela?

- A gente transa Eduardo, ela é gostosa, eu também, unimos o útil ao agradável. Nela posso confiar que seu amigo não vai pegar.

- Tem que parar com essa paranoia com o Nicolas, o cara é de boa com você e sempre que pode implica.

- Sem essa Eduardo, eu não posso dar um fora em garotas que ele pega, parece que está apaixonado em mim, porra. – Falo bravo.

- Ei olhem a boca! – Minha mãe fala entrando.

- Emanuel a gente nem fala de você, é raro quando Nicolas pergunta se está bem, assim como ele não entendo o porquê essa raiva cara. Na boa, tu já é homem, tem que esquecer beleza.

- Vamos mudar de assunto, mano.

Ele fica me encarando com aquele olhar de reprovação e pergunta;

- Vai na Shaluna hoje?

- Caralho esqueci total. – Falo colocando a mão no rosto.

- Emanuel está almoçando, é uma hora sagrada, e você fica falando esse tipo de palavra, dá para respeitar pelo menos seu irmão, que coisa... – Ela fala brava dessa vez.

- Desculpa mãe.... É que vou estar com o Theo mano, não dá.

- Ah Emanuel sem desculpa, se vira, eu trabalhei na sua moto a semana inteira, o Ricardo e Romulo estão confiantes que vai colar lá.

- Beleza, vou falar com a Rebeca.

- Deixa eu tomar um banho, aquele perfume da Juliana não sai de mim, que coisa.

Eu comecei a rir, ele olha e aponta o dedo, minha mãe era cega e não surda;

- Mãe, Eduardo está apontando o dedo para mim. – Falo provocando.

- Eu vou deixar os dois de castigo, mas como pode, parecem que tem 10 anos de novo. Eduardo larga seu irmão, e você Emanuel, não é santo não.

- Que isso mãe, ainda sobra para mim(...).

Bem pessoal depois que meu irmão tomou banho eu fiz o mesmo, e fui na casa da Pamela levar algumas coisas dela, que estavam em casa, tipo carregador sua caixa de som, essas coisas.

E claro a convidei para essa noite, se bem que era algo marcado para “nossa turma”. Ela queria que eu ficasse até mais tarde, mas Theo estava em casa, eu tinha que ir.

Abasteci a moto no caminho, e ao virar na rua de casa vejo o carro de Nicolas estacionado na porta, cheguei a revirar os olhos.

Entrei deixando a chave na moto e escuto o Theo e Eduardo gritando;

- Chuta! Chuta! Chuta vai! – Gritavam simultaneamente.

Minha mãe estava na cozinha, entrei deixando o capacete;

- Rebeca já veio?

- Sim, a mochila dele está no seu quarto.

- Tudo bem.

Deixei minha mochila e chego na sala, Nicolas estava jogando vídeo game com o Theo, e Eduardo sentado no chão segurando o copo do “Thor”, com canudinho enquanto Theo jogava.

Eles meio que me ignoraram;

- Estamos tentando ganhar do Nicolas, Emanuel, está dando um show na gente. – Eduardo fala me entregando o copo.

- Ah meu Deus, vamos de novo, agora quero ir com seu controle Nico! – Era o apelido que Theo o chamava.

- Oi Filho. – Falo encarando ele.

- Oi pai!

- Oi? – Questiono com a voz grossa.

- Benção pai! – Ele fala alto.

- Deus te abençoe. – Falo saindo.

Nicolas fica me olhando, e meio que ignoro ele como sempre;

- Senta aqui, vamos nos dois contra ele. – Eduardo fala para Theo.

Que senta no seu colo e os três jogando. Me troquei e peguei uma roupa para o Theo, não tinha escolha iria levar ele. Voltei até a Sala e disse;

- Theo última partida, depois vem comer que vamos sair beleza! – Falo batendo na parede, para assim chamar a atenção dele.

- Vai levar ele Emanuel? – Pergunta o Eduardo.

- Sim, e você vai olhar.

- Quem não está jogando, que pode me levar na casa da tia Rosa? – Minha mãe pergunta.

- Eu levo mãe... Theo se comporta em rapaz.

Peguei o capacete do meu irmão e levei ela até a casa da nossa tia, quando retornei os meninos estavam jantando, e então troquei a roupa de Theo, que estava fazendo um questionário imenso.

- Tem crianças lá na “Shabuna”? – Eu ri da forma que ele falou.

- É “Shaluna”, e não tem crianças lá. E vou repetir, é segredo, só algumas pessoas podem entrar, você não pode falar nada para ninguém. – Falo ajeitando seu tênis.

- Seu pai tem razão, nem para sua mãe, nem para a vovó, Theo, é segredo de homem está me entendendo? – Eduardo fala pegando na mão dele.

Ao levantar o Nicolas estava de pé na porta do quarto ouvindo a conversa;

- Ele vai com a gente ou com você? – Nicolas pergunta para mim.

- Comigo. – Falo pegando seu capacete.

- EBA! – Theo diz saindo.

Bem vamos as explicações, “Shaluna” é o seguinte, existe aqui em Ribeirão Preto uma fazenda abandonada, onde tem uma pista de pouso de aproximadamente um quilometro e meio. Nessa pista acontece rachas de motos e carros, duas vezes no mês, no sábado, a organização é toda debaixo dos panos, pois é a infração de várias leis não é verdade? Esse nome seria mais um Codinome, na ocasião.

Eu passei na casa da Pamela que foi conosco, e a fazenda ficava por volta de 10 quilômetros da cidade, o que também nunca houve relato de polícia no lugar.

Esse pessoal era o meu mundo, aqui sim, eu “reinava”, ao menos de Hornet.

Chegamos fazendo um barulho, cortando giro no meio da galera, alguns que conheciam já iriam dando tapas nas costas e capacete, no banco da moto, no fim do corredor de motos, eu paro, a Pamela desce, e a estaciono.

- Fala, mano! E aí cara. Quando tempo... – Vou cumprimentando os meninos. – Pamela vê se acha meu irmão, por favor.

- Certo, vamos Theo! – Ela fala puxando o pequeno pela mão.

Eu levei a moto até o lugar onde estava o Ricardo e Romulo, que eu representava a oficina deles aqui, os créditos das corridas eram também deles.

- É bom demais ver que o campeão está na área! Podem abrir espaço para o melhor piloto da Shaluna, Emanuel Duarte. – Fala o Jorge o organizador me abraçando e levantando meu peso.

- Valeu mano, valeu galera, falo abraçando ele novamente.

As pessoas estavam bebendo, no lugar de partida, havia mais motos do que me lembro da última vez, o pessoal iluminando a pista, e meu irmão chega com o Theo no colo;

- E aí filho que está achando? – Pergunto por já ter gente correndo e tals.

Ele parecia que havia comido açúcar, estava todo elétrico.

- Eu to gostando muito de tudo pai... Ah tio deixa eu ver aquela moto. – Ele fala puxando a roupa do Edu.

- Seguinte Emanuel, se o cara queimar a largada, corta giro na hora, ela vai cantar pneu, mas você ganha na final, ele pode sair na frente, mas é sua. – Ricardo fala ao lado da moto.

- Beleza, e os pneus, a última vez que ela ficou na largada corri só uma vez Ricardo.

- Relaxa, eu e Eduardo trocamos toda a caixa... E os pneus são os novos, cara é sua a noite, vai sem medo.

- Valeu mano.

- Vou aquecer ela de boa?

- Vai lá, acho que vão começar com as “carroças” agora. – Falo apontando;

- Vamos gato? – Pamela me chama.

- Sim. Eduardo vou para a plateia.

- Beleza.

Pessoal os carros iriam começar as corridas, depois era nossa vez, o Eduardo, Theo ficaram com o Romulo, eu fui para uma espécie de arquibancada com a Pamela.

Quando sentamos ela comentou que queria beber algo, eu voltei para comprar uma bebida, no caminho até um carro onde estavam vendendo cervejas vejo o Gabriel em uma roda de gays, falo gays pois eram muito escandalosos.

Ele estava de costas contando alguma coisa, quando cheguei mordendo entre seu pescoço e ombro, foi uma cena engraçada;

- Aí me paga uma bebida antes! – Ele fala.

Os meninos olharam, e comento;

- Haha’ está barato assim? – Falo abraçando ele, com os braços por baixo dos dele que envolviam meu pescoço. – Boa noite pessoal. – Falo fazendo gesto com a mão.

Aparentemente não conhecia nenhum deles, um era mais fortinho, outro magro de cabelo azul, e uma lesbica, creio eu.

- Gente esse é o Emanuel, meu ficante. Emanuel essa é a galera.

- Oi Galera. – Falo pegando na mão de cada um. – Porque ficante? Não namoramos? – Pergunto o Gabriel.

Ele sorri e fala;

- Não sou de namorar Emanuel, só transar mesmo, você é gostoso e dotado, mas não quero te iludir. – Ele fala me deixando com o rosto corado.

- Ah eu sou dotado? De quantos centímetros estamos falando mesmo?

- Olha dezoito e meio, que faz um destrago de quem tem vinte.

- Ah, mas quem tem vinte Gabriel?

- O Nicolas tem.

- Aff vai se foder, que comparação de merda. Terminamos, não quero mais. – Falo soltando sua mão. – Tchau galera.

- Tchau.

- Vai correr hoje gato?

- Sim, mas primeiro vou ver as “carroças”, Pamela está lá em cima, depois sobe lá.

- Vou sim, beijo. – Gabriel diz despedindo.

Não preciso dizer que Nicolas Iria correr né! Pois então, ele também tinha uma oficina onde a defendia no Racha. Eles pegaram um Dodge Charge 1970, e deixaram daquele jeito para ele, Nicolas só usa ele nas noites de Shaluna.

Quando me sentei eles estavam aquecendo, entreguei uma garrafa da cerveja para Pamela questionando;

- Nicolas vai agora?

- Sim, está na pista.

- Encontrei o Gabriel, ele... – Eu estava conversando quando recebo uma notificação do Tinder, só parei por causa do nome. – Ah é brincadeira, olha isso Pamela.

Falo mostrando o perfil.

- Mentira, como é galinha essa garota.

A Mirela havia dado match em meu perfil, fiquei sem acreditar, serio mesmo.

Estávamos estaqueando ela, quando o Eduardo envia mensagem. “Vem se preparar”.

- Gata tenho que ir. – Falo descendo.

Fui direto pessoal me trocar, afinal de contas se acontecer algo, pelo menos protegido eu estaria, ao voltar pegando o capacete e agachado perto da moto o Jorge vem;

- Emanuel, está aqui a parte de vocês, tenho que cuidar lá, tem o dobro disso se ganhar, estamos de casa cheia hoje. – Ele fala me entregando um bolo de dinheiro.

Eram quatro mil reais, parte das apostas da minha corrida, era dividido entre mim e a “oficina”, que no caso era os meninos.

Eu dei a volta na moto e Theo pergunta;

- O senhor vai correr pai?

- Sim, você vai ficar com o tio Edu, tudo bem.

- Tudo. – Ele fala me abraçando.

Eu tirei o capacete e dei um beijo em sua testa;

- Te amo.

- Também te amo.

- Nicolas ganhou de 8. – Fala o Romulo chegando.

O oito significa segundos de diferença, e para quem entende, gente isso é uma eternidade na pista.

Ricardo empurra a moto, e vou seguindo para a pista, enquanto o Jorge anuncia.

Ao parar e olhar para lado esquerdo vejo o Vicente, meu inimigo de pista faz 5 corridas, ele faz o que pode na moto, mas não ganha de “nós”.

Gabriel vem a frente de ambas a moto, manda beijo para mim e Vicente e se prepara para a largada.

Parei de cortar giro com a primeira já engatada, seus braços desceram e a vibração do motor veio na sincronia com meu corpo.

Não se tem a visão do seu concorrente eu tinha a visão da pista, iluminada no chão até o final, onde tinha dois juízes, caso houvesse a necessidade.

Mas não foi dessa vez, ele estava cada vez mais perto Vicente perdeu por 2 segundos, voltei feliz, empinando a moto até a galera.

Com palmas e gritos, da galera, vejo a Pamela na arquibancada de pé com o Theo e Nicolas, batendo palmas.

Bem o Eduardo Iria após a mim correr, mas nada oficial, somente dar uma volta, me troquei de roupa entregando-a para ele, que saiu.

Cheguei no Theo que estava me aguardando;

- E aí? Você viu? O que achou? – Pergunto pegando ele no colo.

- Eu não vi nada, foi muito rápido, mas eu gostei. – Ele fala rindo.

- Aí, se sua mãe descobrir eu to morto. – Falo abraçando ele.


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