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PARADIGMA - Capitulo 17

#Emanuel

Com Rebeca estudando o Theo estava ficando em momentos da semana comigo, e depois de deixar ele em casa, a Dona Helena me encheu de perguntas sobre os braços e a minha briga com um “gato selvagem”. Estava hilário.

O que quero pontuar aqui, foi entrar no meu quarto, fechar a porta, e olhar a cama toda arrumadinha, tirei minha camiseta, deitei e peguei o travesseiro que Nicolas havia dormido na noite passada.

Aproximo sentindo bem ao fundo seu cheiro.... Me concentro nos momentos da noite passada... Não aguento e pego o meu celular, na conversa ele estava online... Digitando...

- “Boa Noite”. – Escreve ele com um emoji de coração.

Fiz uma ligação de imediato, o celular nem chamou;

- Oi!

- Quero esse boa noite ao vivo. – Falo baixo no celular.

- Quer o que?

- Dorme comigo?

- Beleza, estou indo. – Ele diz sorrindo.

- Avisa quando chegar.

- Falou.

Aproveitei os minutos e tomei um banho, até porque, tive uma bela noite, e nem foi do jeito que eu queria.

Minha mãe havia ido deitar, quando recebi a mensagem do Nicolas, ele estava no portão. Abri, para ele, e quando chegamos no meu quarto, escuto o portão se abrir, e Eduardo entrar com a moto;

- Ué, Eduardo não iria dormir na casa da Pamela? – Pergunta o Nicolas.

- Sim, pensei também. – Falo desconfiado.

Não havia mais o que esconder, deixei a porta do meu quarto aberta, ele entra em casa e passa olhando;

- Nicolas você aqui? – Edu questiona olhando.

- Porque não dormiu na casa da Pamela? Brigaram? – Pergunto.

Eu estava deitado na minha cama, e Nicolas na porta, o Edu então entra falando;

- Sim. – Ele fala cabisbaixo.

- Por causa da Juliana? – Nicolas pergunta.

- Não... Pamela perguntou se eu me envolveria com alguém se caso ela morresse. Falei que depois de um tempo, após superar o trauma, talvez. Agora ela está puta comigo porque, segundo ela, eu estou esperando ela morrer para arrumar outra.

Eu olhei para o Nicolas, e ele fez o mesmo, então falei;

- Eduardo? Quantas namoradas você já teve?

- Algumas porquê?

- Idiota, você não fica com ninguém, só ela e pronto.

- Fala que é a mulher da sua vida.

- Está zoando comigo, todo mundo sabe a resposta?

- Meu Deus, você não tem meu sangue não cara... É a mesma coisa, que comer a garota e dizer que vai ligar no dia seguinte... O que acontece?

- Não ligamos!

- Pronto, simples assim...

- O que faço agora?

- Liga pedindo desculpas, e dizendo o que seu irmão falou.

- Sou muito burro mano, serio mesmo. – Eduardo fala saindo. – Vai dormir aqui Nicolas? – Ele pergunta já do lado de fora do quarto.

- Não, já vou nessa. – Nicolas responde.

Fiquei olhando para ele com cara de bravo, Edu sai e ele me olha;

- O que eu diria?

- Que sim! E pronto.

- Como vou saber?

- Não se faça de idiota Nicolas. – Falo rindo.

Ele aponta o dedo do meio, com a cara seria para mim;

- Gostei da bermuda de moletom... E esse volume aí?

- Estou sem cueca.

- Haha, falou para vocês, rsrs.... Quer que deixe aberto o portão Nicolas?

- Sim, deixa lá.

Eduardo volta para a casa da Pamela, serio, “crianças”. Eu mesmo fui lá fechar e quando volto o Nicolas está aparentemente pelado debaixo do cobertor. Tranco a porta do quarto, e ele comenta;

- Seu irmão assim, por causa de uma buceta, pensa se ela dar a bunda para ele.

- Eu já comi... – Falo tirando a bermuda.

Ele fica visivelmente com ciúmes, pensa antes de perguntar e diz;

- O que achou?

- Pamela é gostosa demais né, ela é completa. – Falo desligando a luz e deitando.

- Não posso dizer, nunca fiquei com ela.

- Mas já comeu um “cuzinho” de alguma mina?

- Já sim, não foi lá essas coisas.

- Não sabe o que está perdendo, melhor de todas. – Falo abraçando ele.

- Vai atrás dela então, talvez chega antes do seu irmão. – Ele fala se esquivando.

- Está com ciúmes? Vem aqui Nico.

- Não! Sai Emanuel...

- Ei... Psiu...

- Que foi?

- Eu disse que ela foi a melhor de todas. E única também, não de Todos, está no topo do ranking.

- Grande coisa, já peguei melhores.

- Do que está falando? – Falo puxando seu braço.

- Haha, se não sabe brincar Emanuel, não desce para o play! – Ele fala se sentando sobre mim.

Meio que beijando, sentindo aquela boca na minha, aquela língua;

- Ei, você é o melhor, e espero que seja o único. – Ele fala em meu ouvido.

- Assim como há pessoas toxicas, há pessoas que eu chamaria de medicinais, que chegam perto da gente e cura. Você é uma dessas pessoas Nicolas.

Ele sorri, e para de me beijar, deita de lado e tenta falar;

- Não sei o que dizer...

- Vem aqui. – Falo abraçando ele forte.

- Seu cheiro é tão bom!

- Espera! – Falo me levantando.

Abro o guarda roupas, e procuro uma camisa da noite passada, eu havia usado e não coloquei para lavar, não coloquei pois ela estava com meu cheiro;

- Aqui, para você. – Falo entregando a ele.

- Ai que lindo, uma camisa suja.

- Cala a boca, cheira ela.

- Porra, parece que estou te abraçando. – Ele fala vestindo ela.

- Estamos igual casalzinho do Tumblr, você com essa camisa, rsrs.

Rindo ele volta a me beijar, eu passo por cima de Nicolas, e as coisas esquentam, ao ponto de ficarmos ofegantes;

- Consegue hoje de novo? – Falo entre os beijos.

- Acho que não, fiquei assado o dia todo.

- Isso porque seu pau é maior que o meu.

- Cala a boca Emanuel.

- Vamos tocar uma?

- Já é.

#Nicolas

Acordo com meu celular, o despertador, pego ele com dificuldades, pois eu estava dormindo de conchinha, Emanuel estava dormindo sob meu braço.

Peguei o celular e havia mensagens do meu pai, iria levar ele no aeroporto, e estava atrasado.

Me levanto, pegando a minha roupa e deixo minha jaqueta que havia chegado, como uso muito ela, tem muito meu cheiro, e claro um bilhete escrito “Estou aqui”.

Eu consegui sair como um fantasma, rsrs, até a Helena nem havia acordado ainda.

Sem perder mais tempo fui direto para minha casa, e levei-o até o aeroporto, fiquei aguardando o avião, somente após isso fui embora.

Na verdade, para a boate, Caetano queria falar comigo, mas quando cheguei ele demorou ainda, então fiquei conversando com as meninas da recepção e a moça da limpeza, que estavam por lá;

- Bom dia pessoal.... Desculpe pelo atraso Nicolas, chega aqui na minha sala. – Ele diz entrando.

- Relaxa Caetano, estou de boa. – Falo seguindo ele.

Caetano, entra ligando o ar, e abrindo o notebook, ele se senta olhando as notificações do celular;

- Me ligou?

- Sim. Mas diz ai, queria falar comigo? É sobre o feriado?

- Não, também, mas agora quero tratar outro assunto contigo.

- Sim.

- Nicolas estou com uma dívida, bem alta, eu já pensei sobre o que fazer e não tenho escolha.

- Sim, o que está pensando.

- Preciso vender parte da boate... E queria falar com você primeiro, que está comigo desde o início.

- Está falando de vender parte da boate para mim?

- Meio a meio.

- E está pensando em quanto?

- Para entender o quanto estou apertado quero 200 na sua metade.

- Caetano, eu não tenho essa grana cara, me desculpe, queria ajudar, mas não consigo.

- Nicolas, me ajude a te ajudar! Você consegue esse investimento de volta em menos de seis meses.... Pensei em falar com seu pai, ou aquele seu amigo, o Jorge, fazer um empréstimo... Pense a respeito.

- Olha eu te entendo, vou pensar e te aviso, porque não é vantajoso me vender e depois quebrar, por eu também não ter grana para investir.

- Te entendo, como disse, quero te dar a oportunidade, antes de oferecer para um desconhecido.

- Sim, e agradeço a confiança.

- Ficamos assim então, fala com eles e me avisa.

- Fechado.

Nesse dia, foi tudo normal, a tarde Pamela convidou para um filme, mas seria na casa dos meninos, e somente nós estaríamos presentes.

Eu me atrasei, e no caminho me perguntaram sobre o que queria comer.

Quando cheguei ela estava sozinha, os meninos tinham saído;

- O que está fazendo? – Pergunto deixando minhas coisas.

- Lavando a bagunça do Edu aqui.... Tudo bem? – Ela diz me beijando.

- Tudo sim.

- Ontem queria te perguntar algo Nicolas, mas toda aquela bagunça não tive a oportunidade.

- Diz ai. – Falo olhando a geladeira.

- Você e Emanuel estão muito próximos não acha?

- Sim.

- Bem mais do que antigamente.

- Deve ser a situação, todos acontecimentos. – Digo me sentando.

- Hum, sei... E aí amigo, alguma novidade? Ficando com alguma garota? Ou garoto?

- Conhecendo um cara aí.

- Eu sabia, está ficando com o Emanuel. – Ela fala apontando o dedo para mim.

- Está louca Pamela?

- Eu sei, ele me contou a mesma coisa, você não me engana Nicolas... Meu Deus Emanuel... Cara você tem muita sorte, ele é um cara foda.

- Não pode contar para ninguém, pelo amor de Deus.

- Ai, gente meus dois melhores amigos estão transando. – Ela diz quando o portão se abre.

- Cala a boca. – Falo para ela.

Os meninos conversam ao lado de fora e somente Emanuel entra;

- E Edu? – Pergunta Pamela.

- Deixou a carteira no mercado acredita, você está deixando meu irmão mais burro viu. – Ele fala brincando.

Ela rindo, toda feliz, e ele desconfia;

- Que foi? Que cara é essa?

- Você e Nicolas, eu não acredito. – Pamela fala abraçando ele.

- Do que está falando?

- Aí amigo ele já me contou, na verdade eu descobri.

- Você me forçou Pamela.

- Contou para ela? – Ele pergunta sério.

- Sim.

- E aquele papo de ficar entre a gente, não espalhar para ninguém?

- Emanuel é a Pamela, sua melhor amiga.... Confia nela muito mais do que eu.

- Aí gente não tem nada demais, agora podemos sair de casais, pensa, eu e Edu e vocês dois!

- Hoje a Pamela, amanhã o Eduardo, minha mãe, o Theo e assim vai indo. Mano não foi o que combinamos, vai sair falando para todo mundo?

- Emanuel, é a Pamela, e ela quem descobriu sozinha. Eu vou lhe dar o tempo que precisa cara, mas acha que vai morrer com esse segredo? Porque eu não pretendo.

- Então não vai rolar.

- Não!

- Meninos calma, vamos conversar.

- Estamos conversando Pamela. Só por curiosidade, quer que eu te esperar até quando Emanuel?

- Eu não sei, talvez esperar calado seria uma boa.

- Só acho que você ainda tem muito que apreender. – Falo pegando minhas coisas. – Valeu pelo filme Pamela.

- Nicolas calma aí... – Ele fala sem graça.

- Vai atrás dele. – Escuto a Pamela dizer.

Nossa sério, todos nós sabemos o que ele está passando, mas esse temperamento do Emanuel me tira do sério, ele sempre procura brigar de alguma forma.

Aproveitei o final de semana e fui para fazenda com o meu pai, fiquei estes dias por lá, para esfriar a cabeça, e colocar as ideias em ordem.

Ah uma novidade, meu pai vai entrar comigo par comprar parte da boate, já tinha até avisado a Caetano.

Mas já vou logo avisando, essa semana, foi de longe a pior, da vida de muitos nessa história, começando na segunda-feira com o Jorge.

Depois de falar com o Caetano, já seguimos atrás da documentação necessária, estávamos no Cartório da cidade quando meu celular chama;

- Alô!

- Nicolas, é Jorge, irmão preciso de você.

- Diz ai.

- Estou na delegacia, me prenderam. Fala com o seu pai, preciso que ele venha aqui o mais rápido que conseguir.

- Mano eu aviso, mas ele não tem costume de ir em delegacia Jorge, até quando eu fui parar aí, ele não compareceu.

- Pago o que ele cobrar Nicolas.

- Vou falar com ele, segura aí.

- Valeu irmão.

Desligo o telefone com a mão na testa e Caetano questiona;

- Tudo bem?

- Jorge está preso!

- Já era de se esperar, ele estava cassando com o Santiago.

- Santiago da oficina? – Digo discando para meu pai.

- Sim.

- Era só o que faltava... Pai, preciso de um favor.

- Diga Nicolas.

- Jorge, meu amigo está preso, acabaram de descer com ele.

- Nicolas, antes de ser advogado sou deputado, não fico em delegacia...

- Pai, ele precisa do senhor.... Dinheiro não é problema.

- Filho, até se eu quisesse não poderia, estou na saída da cidade, vou na capital... Vou mandar o Jonas descer lá.

- Quem?

- Jonas, um novato do escritório, liga para a Pamela, vai lá, e fala com ele.

- Jonas?

- Isso Nicolas.

- Obrigado.

Conversei e deixei o Caetano resolvendo essas coisas e desci até ao escritório, como a Pamela sempre estava por lá, nesse horário nem me dei o trabalho de ligar.

Mas quando cheguei ela não estava, a recepção vazia, quando entro alguém sai do corredor;

- Bom dia... Nicolas?

- Bom dia Doutor... A Pamela? – Falo pegando em sua mão.

- Ela não estava se sentindo bem, e com uns enjoos e foi para casa. Posso te ajudar?

- Meu pai pediu para falar com Jonas.

- Assim! Nesta sala, pode bater e entrar, ele deve estar arrumando as coisas.

- Obrigado.

Na porta estava escrito Dr. Jonas Barcelos, eu bate duas vezes e abri a porta;

- Jonas? – Pergunto olhando.

- Sim, entre. – Ele responde.

Estava organizando umas caixas, eu entro fechando a porta e digo;

- De mudança?

- Sim, cheguei essa semana na cidade e de casa nova... Prazer, Dr. Jonas Barcelos. – Ele diz estendendo a mão.

Era um garoto, aparentemente recém-formado, um cara muito bonito só para saberem;

- Nicolas Barone, prazer.

- Por acaso você é filho do Dr. Rodrigo?

- Sim, e vim falar com você a pedido dele.

- Em que posso ajudar? – Ele fala encostando na mesa.

Tenho um amigo que desceu para a delegacia a pouco, e meu pai não pode comparecer, ele lhe indicou!

- Certo, vamos lá! – Ele fala pegando seu celular.

Eu olhei estranho, por estar tão disposto, seguimos, eu no meu carro e ele o dele.

Quando chegamos na recepção da delegacia, antes de eu falar ele se antecipa;

- Bom dia, o... Qual nome dele?

- Jorge Assunção da Silva.

- Verifica esse nome, deu entrada com vocês essa manhã.

- Sim, senhor.

- Ok, quero falar com o delegado.

- Ele está em reunião, e o senhor é?

- Doutor Barcelos. Diga que ficarei aguardando.

- Ele pode demorar.

- Ele não, vai está vendo aquele banco.... Vou estar ali. Ele fala.

A mulher olha com uma cara de merda e pega o telefone, eu sentei com ele e contei o que sabia, Jonas me fez literalmente um interrogatório;

- Tudo bem, mas agora uma dúvida muito importante.... Porque o filho do Dr. Rodrigo não está advogando?

- Porque o filho dele não se formou ainda.

- Serio, você tem cara de medico, personal, sei lá.

- Estudo mais para área criminal, Delegado, Juiz, essas coisas! E você sempre julga estranhos?

- Não, de forma alguma, me desculpe, não tive a intenção.


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