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PARADIGMA - Capitulo 16

#Emanuel

Todo mundo sabe como é o dia seguinte após ter uma boa noite de sexo! Mesmo sendo essa rapidinha, rsrs.

Eu acordei no dia seguinte com os passos do Theo correndo na casa e entrando no quarto.

Eu e Nicolas estávamos só de cueca, e meu filho entra pulando na cama;

- Pai, acorda! Eu tirei sete na prova, olha, olha. – Ele diz gritando com um papel na mão. – Nico? – Theo olha questionando.

- Ah não acredito? – Falo pegando o papel e segurando o lençol.

- E ai campeão? – Nicolas diz sem graça cumprimentando ele.

- Quem te trouxe?

- Minha mãe, ela está lá fora falando com minha avó.

- Vai lá e fala para sua mãe me esperar. – Falo para ele sair.

Theo sai do quarto, e nos levantamos se vestindo, eu vou até a Rebeca, conversar sobre o Theo, e minha mãe lá mesmo comenta;

- Vou na casa da sua tia, e fecha a casa se for para oficina.

- Pode deixar mãe.

- Se for para a Oficina troca a roupa do Theo, a oura camisa que ele sujou de graxa tive que jogar fora.

- Beleza Rebeca. Vem Theo. – Falo entrando.

Minha mãe seguiu com ela, aproveitou a carona, eu entrei com o pequeno e o Nicolas todo sem graça;

- Vamos para a oficina, beleza. – Falo entrando.

- Deixo vocês lá, é caminho.

- Beleza... Filho vai trocar de roupa, pega aquela no fundo da gaveta. – Falo colocando ele no chão.

Com o Theo no quarto, eu beijei novamente o Nicolas e ele abre aquele sorriso foda.

Pessoal o Eduardo já estava com poder total na oficina, e eu estava passando minhas horas vagas para ajudar, o Nicolas nessa manhã ficou conosco lá.

E nesse dia o Jorge chegou próximo a hora do almoço;

- Vou viver aqui, porque sempre encontro vocês três na oficina, rsrs. – Ele fala chegando.

Depois de nos cumprimentar, o Jorge se senta em uma das motos, e fala;

- Nicolas... Emanuel... Eduardo... A Shaluna vai voltar. – Ele fala de sorriso aberto.

- Mas como, e a polícia?

- Por isso estou aqui, eu consegui o terreno, mas vamos precisar do seu pai para aprovar o projeto na câmara da cidade Nicolas.

- Não vai rolar Jorge. – Nicolas diz, já tirando a ideia dele.

- Vai sim... Ele quer ser prefeito, conversei com um contato e seu pai vai reeleger, você sabe o tamanho da força que temos.

Nesse momento ficamos em silencio, por uns segundos;

- Ele está certo Nicolas, se seu pai apoiar, só os corredores da Shaluna é uma turma gigante. – Meu irmão fala.

- Vou conversar com ele Jorge, te falo depois.

- Mas vou querer correr dessa vez, na primeira fila. – Eduardo fala.

- Você pode, Nicolas também, e Emanuel coloco para representar a casa.

- Que casa? – Questiono.

- Se topar você corre pela Shaluna, você representa todo mundo.

- Ah curte isso aí.

- Mas se o meu pai apoiar, será tudo legalizado?

- Sim, tudo dentro da lei. Olha vou ir na fazenda de novo, depois vocês visitam lá, está ficando animal.... Espero seu telefonema Nicolas.

- Falou.

Ele saiu e Pamela chega, cumprimentando todo mundo, e questionando sobre Jorge, depois que contamos, ela solta um péssimo comentário;

- E Vocês dois, sumiram ontem, e no outro dia, estão próximo de novo em. – Ela fala me empurrando.

- É parece que sim. – Falo sem graça.

- Muito mais do que antigamente, está até dormindo lá em casa. – Eduardo fala apontando para Nicolas.

- Jogando FREE FIRE até de madrugada. – Falo tentando correr do assunto.

#Nicolas

Emanuel está naquela fase de esconder, e tudo é segredo e silencio, está bem no início, me lembro o quanto sofri com isso.

Como a Pamela falou, esse tempo que estávamos passando juntos, estava fazendo bem para ambos, mas eu estava meio que fanático, sério, minha cabeça, depois daquela noite na fazenda é sexo, sexo, e sexo.

Eu estava com medo de ser somente paixão, rápida e que logo iria acabar, ou pior, que seja só tesão, da nossa parte, minha e de Emanuel.

Quando estávamos próximos, com pessoas ao redor, eu ficava olhando aquela boca, os dentes, até orelha.... Descendo o olhar para as veias a mostra em seu braço, o peitoral mostrando levemente sob o tecido da camisa, meu pau ficando duro na frente dos outros, e eu vermelho. Desse jeito...

- Pessoal vou na prefeitura, falar logo com o meu pai, para já tirar o Jorge do meu pé...

- Poderíamos fazer uma resenha hoje né? – Propõe Pamela.

- Por mim, fechado. – Edu confirma.

- Se eu puder levar o Theo.... Fechado.

- Claro, lá em casa.... Vou falar no grupo.

- Certo Pamela, vou nessa.

Beijo seu rosto, pego na mão de Eduardo e de Emanuel que passa o dedo, como se estivesse coçando a pala da minha mão, dentro do “cumprimento”. Eu sorri e fui embora.

Sabe quando se está sorrindo para tudo e todos, era hoje eu, rsrs. Estava tudo bem, feliz e alegre.... No caminho liguei conformando meu pai estar trabalhando, para falar com ele.

Quando o assunto é política, o Dr. Rodrigo é um “cú”, literalmente.

Toda a galera do gabinete dele, puxa meu saco, dizem que nasci para política, e blá, blá blá.

Eu entrei seguindo para sua sala e a secretaria já se levanta, toda alegre, uma senhora;

- Bom dia Antônia. – Falo seguindo para a sala.

- Bom dia bebê! – Ela fala se levantando e abrindo a porta. – Olha quem veio lhe visitar Doutor. – Ela diz ainda com aquele sorriso.

- Prepare para me interromper logo Antônia, meu filho aparecer na prefeitura posso até esperar...

- Há, Há! Que engraçado.

Quando puxo a cadeira de frente a sua mesa, percebo alguém ao lado direito, até me assusto.

Um homem, de barba por fazer, cabelos bem aparados, rosto sério, tênis, calça jeans, camisa branca e um estilo de bolsa de lado.

- Nicolas, esse é Alex. Alex meu filho Nicolas. – Quando meu pai fala, ele se levanta.

Se aproxima pega na minha mão e cumprimenta;

- É um prazer, seu pai fala muito de você.

- É valeu – Falo confirmando e olhando para cima, por ele ser alto. – Pai seguinte, vai mesmo se candidatar a prefeito nas eleições do próximo ano? – Pergunto assim de cara.

- Sim, porque? Ouviu algo? Um comentário? Alguém indicou? – Ele pergunta ansioso, deixando a caneta cair.

- Sim, o pessoal da Shaluna.

- DE que? – Questiona o tal Alex.

Ele estava do meu lado, quando falei de política, ele se senta à minha frente.

- Mas o que disseram?

- Pai, querem seu apoio na câmara para apoiar as corridas.

- Nunca irão legalizar nada naquele lugar Nicolas. – Ele fala se encostando na cadeira.

- Jorge o organizador, está construindo um lugar, com tudo que precisa, de segurança, e conforto, quase um “Stock Car”- (Eu e meus barulhos, é talvez eu tenha vocação para mentir como um político).

- Isso muda muita coisa.

- O Projeto de legalização está na câmara, logo será votado... São uns cinquenta corredores... Quase mil pessoas apostando e assistindo.... Isso ilegalmente.... Imagine legalizado, em um lugar daquele, é um palanque gratuito.

Eu falei devagar, e as mentes de ambos explodiram, chegaram a demorar a responder.

- Eu adorei a ideia Doutor! Se quiser posso estudar o projeto.

- Faça isso Alex. Nicolas me dá um tempo para ler o projeto, e falar com o presidente do partido.

- Sim, senhor, se quiser conhecer o lugar te levo lá. – Alo me levantando.

- Certo.... Ei, você e Emanuel estão juntos mesmo né? – Meu pai pergunta.

Tive um mini ataque do coração, quando voltei entendi sua pergunta;

- Juntos? – Questiono para ganhar tempo para raciocinar.

- Amigos, próximos, ele me ajudou na fazenda aquele dia.... Parece um bom rapaz. – Eu olhei serio para ele.

- Está elogiando o Emanuel?

- Sim, Helena realmente é uma excelente mãe.

Esse dia estava mais estranho que o normal...

- Vou nessa, Caetano me ligou, vou na boate.

- Almoçamos juntos?

- Sim, pode ser.

#Pamela

Tudo pronto para mais tarde, o Edu me ajudou a comprar umas bebidas, avisei no nosso grupo, para todos se prepararem e levarem o que beber.

Meus pais fora, aproveitei, tinha uns dias que não fumava um narguilé. E com a semana de trabalhos da faculdade se aproximando, estava complicado, até porque todos amigos próximos estudando.

Pensava eu ser uma noite, normal, com amigos e pronto.... Começou por volta das seis, o Gabriel ligando perguntando se precisava levar algo, que estava faltando e tals.

Como uma boa amiga, falei com Emanuel e Nicolas antes, eles não deram muita bola, então confirmo a Gabriel.

O Deus grego do meu namorado, chega de bermuda de moletom, camiseta preta, boné e corrente de prata, bem basiquinho.

Como eu estava saindo do banho, ele ficou no meu quarto no celular;

- Amor, tem que colocar a mesa e as cadeiras ao lado de fora. – Falo procurando uma calcinha na gaveta.

- Temos que colocar namorando logo no instagram.... Depois você fica puta comigo, das mensagens, se ver os nudes então... – Ele fala deitado.

- Ai meu Deus, Mc Livinho, vamos resolver isso logo, e para de ser convencido, que você tem dona... Cuido muito bem, para não dar bola para isso ai. – Falo olhando com cara de deboche para ele.

Eduardo adora, e fica rindo, quando fico brava.

- Nossa você fica gostosa demais quando está seria. – Ele fala se aproximando.

Para vocês saberem, que Eduardo não é um santinho do pau oco. Ele se aproxima colocando a mão debaixo da toalha, bem LÁ.

Eu me levanto na hora, mas ele já estava me encoxando atrás, puxando meu cabelo para beijar ele;

- Ei, não da tempo. – Falo beijando sua boca molhada.

- Eu não preciso de muito tempo não. – Ele fala rindo.

Olhem isso, Edu já estava de bermuda abaixada e se encaixando em mim contra o guarda roupa.

Sem detalhes dessa foda, pois estão aproveitando bastante sexo, é eu sei!

Foi um sexo rápido, até porque os meninos chegaram e eu nem estava pronta.

Quando sai, na verdade já segui para receber o Emanuel que estava com o Theo nas costas. Entramos para ele guardar as bebidas;

- Trouxe só refri? – Pergunto olhando a sacola.

- Sim, não vou beber hoje.... Fala para ela Theo.

- Meu pai está dirigindo.... Eu aprendi na escola hoje que não pode beber e dirigir.

- Sim, e ele está falando isso até para o pessoal da rua, não pode ver alguém, que é o assunto dele... Filho, vai lá no seu tio vai! – Emanuel diz colocando ele no chão.

Entramos e de frente a geladeira Emanuel comenta;

- Então divulgaram o namoro? Vi os Status de vocês, que meigo. – Ele fala rindo.

- Cala a boca!

- Ei, estou feliz por vocês... Parabéns. – Emanuel fala me abraçando.

- Obrigado amigo, é muito importante ouvir isso de você sabia. E você está pegando quem?

- Eu? – Emanuel fala rindo.

- Estou conhecendo uma pessoa, mas é segredo.

- Está mentindo.... Fala quem é?

- Não.

- Emanuel, sou sua melhor amiga, vai negar isso a mim?

- Sim.

- Meu Deus! Não é Mirela né?

- Não garota.

- Rebeca? – Pergunto para tirar ele do sério.

- Jogando baixo já Pamela.

- Foi mal.

- Olha. Escuta. Tem alguém batendo no portão. - Ele fala com o indicador para cima.

Antes de eu ir, o Eduardo passa a frente, bem como eu estava com o Emanuel, ficamos de conversa, o Nicolas chega, cumprimenta a gente e guarda suas coisas.

Pessoal, presente foi somente os meninos, Gabriel, Edu, Emanuel, Nicolas, Romulo, Theo, Vanessa e Poliana.

Sim minhas amigas estavam presenta, mas elas estavam mais tranquilas, digamos assim.

Todos ficaram no nosso pé, dizendo a “resenha” ser para comemorar nosso namoro, e tals.

Os meninos jogando truco, eu, Nicolas, e as meninas fumando narguilé, tudo certo na minha noite, até o “clima fechar”.

Bateram no portão muito forte, achamos ser a polícia, serio, todo mundo assustou, como não chamou, o Romulo que estava mais perto foi abrir. Ele encostou a mão no portão Juliana quase que passa em cima dele.

A garota entrou igual um furacão;

- Cadê onde está esse filho da puta. CADÊ. – Ela entra gritando.

Os meninos, Gabriel e Emanuel protegeram o Edu, ela foi com sangue nos olhos para cima dele;

- VIADO! CORNO. SEU DESGRAÇADO COMO PODE ME TRAIR COM AQUELA VADIA. – Ela gritava de a voz ficar fina.

O cabelo todo bagunçado, meu Deus, que cena;

- Amiga está muito alterada, vamos sair. – Gabriel fala colocando as mãos nos ombros dela.

- Como eu trai você? Se a gente nunca teve nada. – Eduardo fala.

- Me comer e jogar fora você gostava né.... Agora é com você vadia, ele vai te comer, e quando cansar vai atrás de outra.

- Tampa os ouvidos do Theo Nicolas. – Emanuel fala de longe.

- Eu amo ela Juliana, Pamela vai ser a mulher da minha vida! – Aí que fofo.

Eu nem pude aproveitar o momento. Juliana jogou o capacete em Eduardo, e partiu para cima, o Emanuel ficou na frente do irmão, e Gabriel puxando ela, a garota gritava, como se estivéssemos batendo nela.

- Eu chamo a polícia? – Pergunta o Nicolas.

- Eu não sei. – Falo em choque.

Gatos, o mais engraçado foi que Juliana para sair de Gabriel acertou um tapa em sua cara, chegou a estralar, com isso ele foi par cima dela.

O Gabriel deu tapas, puxou o cabelo, cuspiu na Juliana, ai tivemos que segurar ele, porque a briga tomou outro rumo. Quebraram copos, garrafas.

- Me solta! Vou te matar seu viado. Poc desgraçada. – Gritava Juliana. – Vou te denunciar viadoooooo.

- Eu que vou ligar para o IBAMA, sua piranha mal-amada. Olha o que fez com minha camisa, cachorra. Puta, sua puta... – Gabriel xingou tanto ela, que se for escrever aqui, iriamos ter um capítulo inteiro só com os melhores.

Romulo junto a Emanuel colocou ela para fora e ameaçaram chamar a polícia. Mas isso não afastou ela em nada.

Emanuel falou com sua amiga, que havia trazido a Juliana até minha casa, somente assim, eles foram embora.

Infelizmente a noite meio que acabou ali, Gabriel, Emanuel e Romulo estavam com marcas de unhas nos braços, o Gabriel até marca de dedos na cara. Eduardo e eu sem clima algum.

Ficamos reunidos conversando e tals, mas só para terminar a noite mesmo, o melhor foi o Theo quando estava se despedindo;

- Eu falei.... Quem bebe fica doido... A Juliana bebeu... Né pai?

- Sim, filho, acho que álcool de posto. Rsrs. – Fale ele rindo.

Eu fico com pena de terminar assim essa reunião, mas foi o que ocorreu...


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