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PARADIGMA - Capitulo 13

#Emanuel

Depois de mais duas cervejas, o Edu e Pamela dizem estar indo embora;

- Vou levar ela e depois para casa, pego a oficina amanhã, quero estar bem cedinho lá. – Meu irmão fala, pegando na mão de Nicolas.

- Se precisar de ajuda me avisa, amanhã estou de boa, pego o Theo só a tarde.

- Tchau meninos. – Pamela beija meu rosto.

- Usem camisinha. – Nicolas fala tirando com a cara deles.

Eduardo atravessando a rua, só aponta o dedo para ele.

Ficamos em silencio por uns segundos e ele pergunta;

- Como está? Sem a Pamela? Digo sem ficarem.

- É estranho Nicolas, muito, mas sinceramente, ah muito tempo não vejo meu irmão tão feliz.

- Ela também Emanuel, está bem diferente, bem mais de quando estavam juntos.

- Cala a boca mano, rsrs.

- Mais uma? – Ele pergunta quando o garçom retira a garrafa.

- Saideira, beleza.

O garçom sai, e um colega da classe do Nicolas, se aproxima, cumprimenta a gente, faz um comentário sobre as novatas, e tals, conversa rápido, mas logo vai embora.

A nossa conversa continuou, até passar por assuntos de sexo, e ele vir questionando;

- (...) Mas e você Emanuel, não está afim de ninguém não?

- Não, fiquei tanto tempo com a Pamela, que nem me liguei de contatinhos saca! Vou ter que baixar o Tinder novamente. – Falo rindo.

- Não mano! Não estou falando de sexo, isso você consegue quando quiser, só estralar os dedos, é um cara massa.

- Um Cara massa? Que papo é esse Nicolas?

- Que você é boa pinta Emanuel, me entendeu...

- Não, não entendi! – Falo debruçando na mesa, fico encarando ele.

Fiz isso, pois o Nicolas estava vermelho, ficou sem graça;

- Você ficaria comigo Nicolas? Faço o seu tipo?

Quando pergunto, ele fica meio perdido, cara foi muito massa, ele passa a mão na testa e seca o pouco suor na calça;

- Que conversa é essa Emanuel, somos amigos, não rola nada.

- Então não tenho chance?

- Do que está falando?

- Faço o seu tipo?

- Sim, Emanuel, faz sim. É isso que queria ouvir?

- Nicolas, você está vermelho. – Falo rindo muito.

- Filho da mãe, fica tirando com minha cara. – Ele seca novamente o rosto.

- Relaxa, estou tirando uma com você, ei como disse somos amigos.

- Não teve graça... Vira esse copo ai, e vamos.

- Calma ai, mano!

#Nicolas

Como havias dito, estava completando meus vinte e quatro anos na quinta-feira, mas iria comemorar com meus amigos no sábado.

Porem nesse dia quando acordei, eu escovei os dentes, e desço para tomar café. Galera tinha uma mesa imensa com várias coisas, eu olhei até estranho;

- Feliz Aniversário meu filho! – Fala minha mãe vindo da cozinha segurando uma jarra.

- Obrigado. – Falo aproximando dela.

Me abraçou e meu pai desce as escadas ajeitando a gravata;

- Perdi a surpresa?

- Não, vem aqui. – Falo abraçando ele.

- Parabéns meu campeão.

- Obrigado pai!

Nos sentamos para comer, e minha mãe me entrega uma sacola, era um relógio, que havia pedido fazia uns meses, ela também questiona;

- Olha vou viajar hoje, mas se for fazer algo no sábado, posso cancelar meus compromissos Nicolas. – Ela fala se limpando com um guardanapo.

- Estava pensando de me emprestar fazenda? – Falo olhando para meu pai.

- A fazenda é para ir descansar nos finais de semana Nicolas, não para fazer hiper festas.

- Só vai o pessoal da faculdade e meus amigos.

- Da Shanula?

- É Shaluna pai, e sim, vão estar, não vai ser nada grande!

- O dinheiro que gastou com aquele pedaço de terreno no meio do mato, tem que usar de algum jeito né Rodrigo?

- Não começa Luana... Você vai arrumar e limpar a bagunça que fizer, e cuidado para seus amigos loucos não chegarem perto do estabulo.

- O que tem no estabulo pai?

- Comprei uns Cavalos novos, e não foram baratos, estou falando, só na piscina Nicolas.

- Beleza.

- E a Helena? Edu e Emanuel? Como estão os meninos na faculdade Nicolas? O seu professor me contou que estão estudando lá agora.

- Sim, mãe, começaram agora, estão bem. Eduardo agora comprou a oficina, e a Helena está fazendo os treinamentos com a sua nova cão guia.

- Acredita que eu vi o vídeo dela no facebook de uma amiga, viralizou para todos lados, ela é uma fofa.... Tem dias que não a vejo.

- Emanuel vai estar nessa festa? – Pergunta meu pai, interrompendo.

- Sim, foi o primeiro convidado pai.

Ele olha para minha mãe, fazendo cara feia, e ela questiona;

- O que tem contra o garoto?

- Ele não presta Luana, só isso.

- Rodrigo quando te conheci, você bebia, e ainda fumava maconha... Tem que agradecer que Nicolas, é viciado em carros, não te puxou na safadeza.

- Gente, podemos pelo menos tomar um café da manhã em paz, talvez só por ser meu aniversário!

Ele respira fundo, e minha mãe se desculpa;

- Hoje é seu dia filho. Me desculpe...

Pessoal depois de comer, eu subi ao meu quarto, separando umas roupas, e coisas para levar, eu ficaria na fazenda desde hoje à noite depois da faculdade.

Meus pais já tinham saído de casa quando a campainha chama, Rosa bate no meu quarto dizendo;

- Filho, tem visita para você. – Ela fala na porta do quarto.

- Rosa, vou o carregador da minha caixinha de som?

- Estava nestas gavetas.... Pode ir eu procuro.

- Ta bem.

Pego uma camisa e sigo descendo as escadas, foram quatro degraus e vejo o Gabriel, eu paro e até me curvo para voltar;

- Sei que sou a última pessoa que quer ver, mas podemos conversar? – Ele fala me olhando.

Eu não sentia nada, só não queria enfrentar “aquilo”, agora.

Eu desço as escadas dizendo;

- Poderia ter escolhido outro dia para essa conversa. – Falo aproximando.

Ele fica de pé ao lado do sofá, e eu no pé da escada;

- Não paro de pensar em você, e depois de segunda-feira, a conversa que tive com Emanuel, só piorou as coisas.

- O que quer Gabriel?

- Pedir desculpas, eu fiz merda, confesso, e quero que me desculpe pelo que disse.

- Não precisava lhe dizer isso, mas me doeu... muito!

- Eu não quis te fazer sofrer Nicolas.... Me desculpe.

- O que garante que não fara isso de novo?

- Eu tive o que mereci, vocês são meus únicos amigos... E ficar longe estes dias todos, me fez pensar. E para começar devo desculpas a você.

- Eu te desculpo Gabriel.

- Significa muito ouvir isso de você Nicolas. – Ele se aproxima.

Gabriel me abraça, fortemente, e eu até me senti mais leve, sabe, sem rancor em relação a ele.

- Senti sua falta. – Ele fala ainda dentro do abraço.

- É eu também.

Gabriel se afasta lentamente, e troca olhares, acho que ele, somente ele percebeu um clima, que parece ter ocorrido somente em sua cabeça. Ele se avançou rapidamente me beijando. De relance eu me afasto;

- Ei, assim não.

- Me desculpe.

- Uma coisa de cada vez. – Falo afastando um pouco.

Bem pessoal, na faculdade o Gabriel falou, de um por um, com Emanuel, Eduardo, Pamela, ele foi pedindo desculpas, e convenhamos, éramos amigos de longa data, não era certo, manter rancor.

Mas algo me incomodou naquela situação, no intervalo das aulas, o Gabriel foi até minha sala me chamando para conversar, de novo, e eu fiquei muito sem graça, pois ele estava me tratando bem demais, tipo que fossemos algo mais.

Me puxando pelo braço, meio que de mãos dadas, segui com ele até o bloco de Psicologia, entrei na sala onde ele estudava e tinha uma surpresa para mim.

Meus amigos, e professores cantando parabéns, e me abraçando, dando os Parabéns. Galera olhem a merda, o Emanuel estava segurando o bolo, eu apaguei as velas, ele mandou eu cortar e pegar um pedaço.

Quando eu coloquei o bolo na boca o Eduardo e Pamela, me jogaram ovos, eu não vi mais nada, de repente só a farinha, e gritos e gente correndo, cara que merda.

Que bagunça que fizemos, eu lembro de ver três cartelas de ovos no chão, por fim, eu, Emanuel e um professor ficamos todos sujos, a Pamela também.

Nesse dia, quinta-feira, eu dormi na fazenda, e os meninos iriam na sexta-feira, iriamos dormir e voltar só no domingo.

Como o Emanuel estava de folga, ele me ajudou com as bebidas, e comidas, que comprei, depois de organizar tudo, passei em casa peguei mais algumas roupas, e seguimos para a fazenda.

No caminho dentro do carro, ele do meu lado;

- Gabriel falou com você? – Ele pergunta.

- Sim, pediu desculpas e tudo.

- É foda, vai chamar ele para amanhã?

- Não sei cara, acho que ele está confundindo as coisas.

- Como assim?

- Gabriel tentou me beijar na quinta e está se comportando como...

- Beijou? Que história é essa? – Ele fala meio alto.

Eu olho engraçado e falo;

- Que foi? Ele me beijou, acho que confundiu as coisas.

- Aquela noite, ele estava bem próximo a você.

- Acho que não vou chamar.

- Você que sabe, pelo menos não vai ficar de vela na sua festa.

- Está falando o que Emanuel? Você vai levar quem?

- Você disse que seus primos vão não é?

- Até agora sim, está de olho na minha prima?

- Não. – Ele fala rindo.

- O que está fazendo... Para de mudar as músicas.

- Estou organizando uma playlist para tocar. – Ele fala com o dedo no rádio.

Até então Emanuel não conhecia a fazenda, quando cheguei estacionando o carro bem de frente a casa ele desce todo alegre;

- Mano, isso aqui dá uma festa irada demais... A cidade inteira cabe nessa piscina.

- Por isso que meu pai não gosta de você. – Eu falo dando a volta no carro. – Me ajuda aqui. – Grito pegando sacolas.

Nos guardamos as coisas e ligamos o frízer e geladeiras. Eu fui até a casa do caseiro, conversando com ele e tals, coisas que meu pai pediu, quando volto o Emanuel está tirando fotos ao redor da piscina.

Ele coloca o pé na agua comentando;

- Mano está boa demais, vamos? – Ele fala tirando a camiseta.

- Você é muito animado, está gelada isso sim. – Falo indo à cozinha.

Eu pego uma cerveja e sento na cadeira de frente, envio foto no nosso grupo para os meninos;

- Pamela enviou foto do trabalho, está puta, que começamos sem ela. – Falo mostrando o celular.

Bem algo que não esperava aconteceu, o Emanuel pulou de cueca na piscina, e vocês conhecem bem o tecido de algodão de cuecas.

Ele saiu vindo até mim, pega seu celular e pede a garrafa;

- Me dá um gole.

Eu estava de frente olhando aquele puta cara, bebendo e teclando no celular.

Ele deixa o celular e a cerveja, insistindo;

- Vamos entra aí mano.

- Vou trocar de roupa primeiro. – Falo me levantando.

- Que nada Nico... – Ele me puxa me derrubando na piscina.

- Eu ia usar essa camisa essa noite filho da mãe. – Falo tirando a roupa.

A camisa, short, ficando somente de cueca, aproveitei e dei uns mergulhos, ficando naquela vibe uns minutos.

Eu sai primeiro da piscina, e como não tinha toalha perto, eu sai e fui até a cadeira, bebendo o resto da cerveja, e pegando meu celular, quando percebo o Emanuel está me encarando;

- Que foi? – Pergunto sem resposta. Cara ele estava me secando. – Emanuel, qual é cara? – Digo me aproximando.

- Pega meu celular aí. – Diz ele disfarçando.

- Aqui, vou lá dentro pegar toalha para a gente. – Falo saindo.

Isso de piscina, sol e cerveja nunca dá certo, eu e o Emanuel bebemos uma caixinha inteira, sentados conversando a beira daquela piscina.

- Vamos Nicolas? Antes que acabamos com a cerveja, e eu tenho que levar o Theo para Rebeca.

- Vamos sim Emanuel, termina essa aí.... Você sempre enrola com a cerveja.

Ele me empurra e pega a garrafa, o celular chama, como estava do lado o Emanuel olha, era o Gabriel;

- Alo!

- Nossa que rápido... Nicolas está em casa?

- Não, estou na fazenda. Porque?

- Queria as entradas para a boate essa noite...

Eu não entendi o porquê, então falo meio que de sobrancelhas altas;

- Gabriel você pode comprar na boate.

- Ah é mesmo, acabei me esquecendo.... Você vai estar lá?

- Não, peguei folga, meu niver esqueceu?

- Claro que não bobo... Que horas chega em?

- Gabriel depois a gente se fala, vou dirigir agora ok.

- Ta... Tudo bem, não esquece em.

- Certo. – Digo desligando.

O Emanuel olha diferente e se levanta, pegando as cervejas, jogando no lixo, e pega suas roupas, se vestindo;

- Vamos então?

- Sim, deixa só eu fechar a casa.

- Beleza, vou no banheiro.

Fechei as janelas, por causa do tempo que estava virando, e espero ele na cozinha, Emanuel vem já vestido e diante a pia ele pega um copo;

- Porque logo o Gabriel em? – Ele questiona.

- Como assim?

- Você se descobrir... Não sei como se fala...

- Eu queria experimentar e ele era a pessoa mais próxima, e também rolou...

- Rolou? – Ele do meu lado, olhando por cima dos ombros.

- Sim, eu curti, mas isso não anula a ideia de...

Eu não terminei de falar e o Emanuel me beija, segura meu rosto e me beija, foi algo rápido, ele se afasta, eu ainda em “transe”;

- É não rolou! – Ele fala saindo.

- Que merda foi essa? – Pergunto encostado.

Se eu me movesse iria cair no chão;

- Estava curioso, como você, mas não senti nada.

- Emanuel você bebeu! Está maluco... só pode...

Ele rindo, como a coisa mais normal do mundo;

- Vamos logo Nicolas, para de enrolar. – Ele diz com aquela cara de lua.

Até a cidade era perto, uns quinze minutos, e eu tive que disfarçar, excitação e nervosismo.

Se eu confessar não pensar muito em Emanuel daquele jeito sabe, podem até achar estranho, mas é que são tantos anos, e tudo isso para mim ainda é novo.

O meu medo reinou, até porque agora que as coisas estavam se acertando, e não queria ferrar com tudo.

E vocês pelo pouco que conheceu, sabe que Emanuel faz as coisas sem pensar em consequências, ele é meio delinquente nesta questão.

Outra coisa que me deixava de cabelo em pé, ele sempre foi o mais despojado de nós dois, não tinha vergonha, e adora me ver sem graça, esse tipo de situação era normal Emanuel fazer, mas confesso ele se supero!


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