• @rgpatrickoficial

PARADIGMA - Capitulo 11

#Nicolas

Quando restava minutos para o final do show, eu dei a volta até os camarotes, procurando os meninos, e nada;

- Romulo, viu a Pamela? – Pergunto a única pessoa que estava por lá.

- Mano, ali ela, com o Eduardo. – Ele fala apontando para baixo.

Eu desço rapidamente até eles;

- Garota não olha no celular não? – Falo segurando o seu celular.

- Não, que foi?

- Seu presente de aniversário, vem comigo... Eduardo segura aí que já voltamos. – Falo entregando o copo dela para ele.

- Vão aonde? – Eduardo questiona.

Sai abraçado com a Pamela no meio da multidão;

- Onde vamos Nicolas?

- Vou conseguir que você conheça o Livinho, mas me escuta, tem que ser coisa bem rápida em.

- Não brinca comigo Nicolas...

- Vou sim.

- Ai preciso ver minha maquiagem. – Ela fala voltando para trás.

- Pamela não tem tempo, rsrs, vem logo.

Ela ficou apavorada, procurando celular, estava tremendo, rsrs.

Os seguranças estavam aguardando ele descer do palco, e eu fiquei com o Cassiano, dono da Boate.

Livinho desceu, pegando uma toalha com o empresário e o segurança já direciona para a saída, o Cassiano tira uma foto com ele, foi algo bem tranquilo, eu nem disse nada, meu chefe já falou com ele, que ela era uma fã.

Pamela abraçou ele, tiramos sua foto, e ele saiu.

- Ele beijou meu pescoço, ai meu Deus! Você viu? – Ela fala chorando.

- Haha’ vi sim, eu gravei. – Falo mostrando o celular para ela.

- Aí, eu te amo amigo. Obrigada, foi o melhor presente da minha vida. – Pamela fala chorando e me abraçando.

- Haha, por nada.... Eu também te amo viu. – Digo abraçando ela.

Outro DJ, entrou, e subi com ela para o camarote, ainda chorando quando o Emanuel e Eduardo viu a cena, ficaram assustados;

- Que que aconteceu? – Pergunta Edu.

- Eu conheci o Livinho. – Ela fala abraçando ele.

Gente Pamela estava mostrando a foto, até para o pessoal dos outros camarotes, ela estava mega emocionada.

- Eu vou ir no caixa pegar minha pulseira e volto para ficar com vocês. – Falo saindo.

- Mano calma aí, vou contigo... acabou a cerveja – Emanuel diz me seguindo.

- Beleza.

Descemos e passando pelo pessoal, até chegar atrás da recepção, havia uma sala para os funcionários, deixar as coisas e “descansar”.

Entramos e falo a Emanuel;

- Sou vou pegar as minhas carteiras aqui beleza. – Falo indo até meu armário.

- Relaxa.

Ele fecha a porta, cortando um pouco o som, e em uns cinco segundos de silencio Emanuel fala;

- Mano sobre hoje, saiba que...

- Emanuel, não precisa! – Falo olhando para trás.

- Relaxa Nicolas, não vou te zoar... Gabriel fez merda, eu sei, mas estou dizendo que se precisar conversar cara, estou aqui. – Ele fala pacificamente.

- Conversar com você? – Falo rindo.

- Sim, cara, se precisar. Nicolas todo mundo nem está ligando e ninguém acreditou em Gabriel, na verdade nem eu, afinal de contas, tu pega várias por aí, não é mesmo? – Ele fala tentando ser “legal”.

- Uma coisa não tem a ver com a outra Emanuel. Não me importo com o que os outros pensam. Eu fiquei com o Gabriel sabe, e eu gostei! Não me arrependo, só fui burro de não conhecer ele o suficiente. Errei, normal!

- Eu não sei o que dizer. – Ele fala.

- Não precisa falar nada. – Falo pegando em sua mão.

Emanuel bebeu também, então é de se entender sua atitude. Saímos e seguimos para o bar, lá o barman, deu de cortesia duas doses de tequila para nós.

Cara quando retornamos, atravessando a boate o Emanuel vê o Edu aos beijos com a Pamela. Confesso que o cara estava dando uns pegas fodas nela viu.

Ele olhou por segundos, e se virou de costas saindo;

- Emanuel, segura aí mano. – Fala para ele esperar.

Ele sai pelos fundos, onde tem a porta de emergência, Emanuel a empurra com força saindo no estacionamento, eu sigo ele, com medo de fazer alguma merda.

Ao passar pela porta ele estava virando a garrafa de cerveja, olha o vidro e o joga contra um container de lixo;

- Mano. – Falo chegando nele.

- Nicolas vaza daqui, preciso ficar sozinho. – Ele fala dando uns passos à frente.

- Emanuel não pode ficar puto com Edu. – Falo em sua frente, o encarando.

- Não estou puto com meu irmão. Estou de boa, é só meu irmão ficando com a minha ex.

- Pamela nunca foi sua ex, nunca foi nada sua cara, tem que entender que não tinham nada. – Falo ainda encarando ele.

- Qual é Nicolas? Disso você entende, pegar as Ex dos outros né. – Ele diz me empurrando devagar.

- Estou falando que seu irmão gosta dela, e ela gosta dele. Para de olhar só para o seu nariz. -Acho que pelas pedras no chão, e o lugar que estávamos, ele me empurra, com um pouco mais de força dessa vez, me fazendo cair sobre duas motos estacionadas.

Acabo acertando o braço de mal jeito em uma delas, fazendo as cair e eu senti uma dor insuportável galera.

Eu gritei de dor na hora, ele me olhou e ficou parado por um tempo;

- Mano levanta logo, para de cena. – Emanuel diz.

Ele pensou não ser nada demais, eu fiquei com raiva nesse momento.

Sabem quando se acerta do cotovelo em algum lugar e ele fica em choque com uma dor momentânea e insuportável, a minha mão parava de doer, ela não sessava.

Eu cheguei a respirar fundo;

- Nicolas, levanta. – Emanuel fala se aproximando.

Com o outro braço eu empurro ele;

- Sai daqui. – Falo bravo, com a força fria dele falar.

- Te ajudo cara. – Ele fala apoiando no meu braço.

Eu tentei levantar, mas fico de joelhos;

- Calma ai, ta doendo pra porra. – Falo segurando o braço.

E de cabeça baixa.

- Deixa eu ver isso cara. – Emanuel fala abrindo os botões da minha camisa.

Ele a desceu lentamente e eu fiquei olhando para baixo, e a cena foi mega estranha, eu olho minha mão e estava com pouco de sangue;

- Vou te levar no hospital, está com a chave do seu carro? – Ele pergunta colocando a mão nos meus bolsos.

Pessoal até os quebra-molas no caminho eu reclamava, fiquei preocupado, pois a dor não diminuía.

Quando chegamos fizemos meu cadastro e já nos chamaram, por causa do horário estava até ameno.

Após a triagem pediram um raio-X, e fiquei no corredor aguardando o resultado, bem o médico me chamou em seguida e disse ser algo no nervo, onde foi o trauma, por isso a dor, ele passou uns remédios na veia e uma tala, para o braço. E fizeram um curativo, pois o corto foi até que pequeno.

Como sou maior de idade o Emanuel ficou ao lado de fora aguardando, depois de falar com o médico, ao invés de ir tomar a medicação fui até a entrada, ao abrir a porta ele estava de pé perto do balcão;

- E aí.... Como está?

- Não foi nada demais, ele passou uns remédios para dor, vai demorar uns minutos beleza, se quiser ir, me passa a chave aí. – Falo estendendo a mão.

- Que nada, você não consegue pilotar assim, vou te esperar. – Ele fala entrando.

Havia uma sala até grande, onde tinha algumas pessoas tomando medicação, em umas cadeiras, eu me sentei e a enfermeira prepara tudo, o Emanuel fica sentado do meu lado.

- Está acompanhando ele? – Pergunta a enfermeira a Emanuel.

- Sim.

- O Doutor passou um dos remédios aqui que pode deixar ele sonolento, tudo bem?

- Sim, levo ele para casa.

Ela se afastou, e eu enviei mensagem para meu trabalho, e já estava meio tonto era como se o sono só aumentasse aos poucos.

- Me desculpe, foi mal cara! – Ele fala baixo me olhando.

- Relaxa, estou melhor.

- Você está babando Nicolas. – Ele fala sorrindo.

- Ai! Merda! – Falo me limpando. – Mano essa é dá boa viu, a brisa é forte, rsrs.

- Só você para fazer graça de uma situação assim.

- Se lembra quando fomos roubar coco, no meu vizinho?

- Sim, na casa do Tenente né?

- Isso.... Eu pisei em falso, cai lá dentro e quebrei o braço.

- Haha’ Me lembro sim, eu fiquei paranoico, quando cheguei lá, você estava chorando de tanto rir.

- É claro, você rasgou o short quando pulou, me lembro ainda do tamanho do buraco na sua bermuda.

Falo com um sorriso no rosto, ele diferente fecha o rosto e abaixa a cabeça, fica pouco desconfortável e fala;

- Eu não me importo, se ele gostar dela.... Acho que eu ainda curto a Pamela. Sabe? – Emanuel fala sério.

- É claro que gosta dela, a garota é sua melhor amiga, são como carne e unha desde o maternal. Posso dizer uma coisa? Está com ciúmes, mas ciúmes de amigos. Normal.

- É você está certo!

- Mano o seu irmão é um cara muito foda, você, sua mãe... Como eu gosto da sua mãe. Eu admiro muito vocês, por tudo que passaram e ainda sim, sorrirem para as dificuldades. Ele merece ser feliz...

- Valeu mano! Você também, te acho foda para caralho.

- O que disse Emanuel?

- Cala a boca Nicolas. Não abusa da minha boa vontade.

- Rsrs’ eu acho que estou muito doido, ouvindo você me elogiar.

- Você vai dormindo até sua casa, se liga moss. Deixo você em alguma esquina aí... “Cú de bêbado não tem dono”.

- E não bebi.

- Ah mas parece que está chapado viu rsrs.

#Emanuel

Sinceramente eu fiquei mal, por ter feito isso com o Nicolas, muito mesmo.

Ficamos no hospital umas duas horas mais ou menos, eles colocaram a tala em seu braço para seguirmos. Eu o levei para casa por volta de quatro da madrugada.

Você tem conhecimento somente desta fase, e não do passado, nós aprontamos muito, muito mesmo, chegar em casa do jeito que ele estava era normal, “chapado”.

Da garagem eu subi com ele meio que apoiado nos ombros, nas escadas questiono;

- Nicolas seu quarto é no mesmo lugar? – Falo bem baixo.

- Eu não sei! Essa é minha casa? – Ele fala olhando meio de lado.

- Meu Deus. Não dê um piu em, fica na sua.

Entramos em seu quarto e fechei a porta, coloquei ele na cama, tirei seu tênis e fiquei olhando a calça jeans, sabe aquelas pouco apertadas, então a tirei também, foi quando escuto um barulho no corredor, eu apaguei a luz e alguém bate na porta, eu fiquei com medo e não disse nada, ele estava literalmente desmaiado na cama.

Eu não identifiquei quem estava chamando, não era o pai, e nem a mãe, era de um homem, mas não o conhecia, o cara, bateu e chamou, e eu fiquei calado.

Com a situação eu deitei na cama colocando o celular no carregador, até a tal pessoa ir dormir, o Nicolas estava morto do outro lado!

Adivinhem quem pegou no sono? Sim, eu!


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