• @rgpatrickoficial

PARADIGMA - Capitulo 1

PS: Historia com uma gama grande de personagens, leia com atenção, para não se perder. BOA LEITURA. 



Tudo começou a mudar, depois que recebi a notícia de que Nicolas Barone estava de volta a minha cidade, Ribeirão Preto.

Eu tinha o costume de chama-lo de amigo, “melhor amigo”, mas tudo mudou depois da 7° serie. Ele mudou!

Desde então não vou muito com a cara dele, e nem ele com a minha, o problema é que moramos em uma cidade pequena, e vocês sabem, é como se todo mundo soubesse de sua vida, até seu peido, estão comentando.

Mas vamos por partes.... Deixe me apresentar:

Sou Emanuel Duarte Vilela, acabo de completar meus 23 anos, sou formado em administração, frequento academia sempre que posso.

Tenho que conciliar meu trabalho com meu filho e meu amor por motos. Moro com minha mãe, Helena e meu irmão mais novo o Eduardo.

Minha vida estava realmente muito corrida, devido a todas obrigações e responsabilidade de ser “pai”.

Então vou explicando e vão me conhecendo melhor ao decorrer da história...

Trabalho na prefeitura aqui de Ribeirão Preto, o que me dá algumas regalias de horários, na semana anterior as minhas férias, fui fazer uns trabalhos no banco e depois estava liberado, Sexta Feira dia do “crime”.

Peguei minha moto no estacionamento, tenho uma Hornet, e estou dizendo a moto, não o app sei que estão ligados, rsrs.

Galera fui cortando giro e dando o grau daquele jeito, para os que não estão ligados, empinando a máquina.

Meu irmão o Eduardo que trabalha em uma oficina de motos, lá perto de casa, eu passei lá antes de ir embora, fui chegando e fazendo um barulho do caralho, desço tirando o capacete e cumprimentando eles;

- Fala Edu! E aí Ricardo beleza? – Falo pegando em sua mão. – Romulo está aí não?

- Não Emanuel, foi buscar uma CB. – Ele fala tirando o pneu de uma das motos.

- Edu vai na festa da Juliana hoje? – Pergunto aproximando do meu irmão.

- Sei não mano, Nicolas chamou, tem frevo na boate hoje!

- Aff, esqueci do seu namoradinho. – Falo saindo de perto.

- Os adesivos da Hornet chegaram Emanuel, está no computador ai. – Fala o Ricardo apontando com a chave nas mãos.

- Ah demorou cara. – Falo entrando atrás do balcão.

Peguei a embalagem dos correios abrindo, e meu celular chama era a Rebeca, minha ex!

- Emanuel não esquece de pegar o Theo na escola em, vou sair só mais tarde hoje.

- Beleza, já avisou 3 vezes Rebeca.

- Só estou dizendo para não deixar e... – Desliguei o celular olhando as horas.

- Valeu Ricardo, vou ir buscar o Theo, Falou Edu. – Falo pegando o capacete e saindo.

A escolinha do Theo fica no mesmo bairro onde moro, poderia pegar ele sem a moto, mas como era caminho, passei rápido por lá.

Eu desci da moto e o porteiro anunciou ele, chamando em sua sala, logo aponta no corredor meu pequeno príncipe de cabelo cacheado correndo com aquele sorriso de “janelinha”;

- Pula! - Falo abaixando.

Ele pula quase me derrubando, e saiu com ele no colo;

- Você veio de moto?

- É claro, aqui, coloca seu capacete. – Falo tirando o cabelo dele dos olhos.

Theo sobe, e me ajeito na moto, a ligando;

- Pai deixa eu acelerar deixa?

- Pode, mas não... – Antes de falar o garoto corta giro com a moto.

O engraçado é as risadas dele, bobo igual ao pai.

Segui para casa, que fica a duas quadras do colégio, e Theo abre o portão para mim estacionar. Preparei algo para ele comer e uma tomada para meu celular;

- Pai eu preciso de uma camisa do “Paris Saint Germain”. Compra para mim? – Ele fala sentando na frente do sofá comendo.

- Theo você já tem uma do Barcelona, que foi agora?

- É que o Neymar agora é do PSG.

- Theo pede para o papai Noel, já pago sua escola, que nem está na pensão. – Falo deitado no sofá.

- Pai o Papai Noel dá brinquedo, não roupa. – Ele fala sério, meio que me explicando.

Comecei a rir dele, pela bela assimilação. Ouvimos o som do portão, e ele sai correndo, gritando;

- Vovó? É a Vovó?

- Sou eu meu filho! – Responde ela de fora. – Emanuel me ajuda com as sacolas.

- Eu ajudo vó.

- Estão pesadas meu amor! – Ela fala se abaixando na porta e abraçando Theo.

- Já falei que eu e meu irmão vamos no mercado quando precisar mãe. – Falo pesando as sacolas.

Ela só resmunga e entra com o neto no colo.

Minha mãe Helena é cega, ela perdeu a visão ainda jovem, mas isso não atrapalhou em nada na criação de mim e de meu irmão.

Eu coloco as sacolas na mesa tirando as compras para guardá-las, ela se senta na mesa conversando com o Theo;

- Vó, fala para o meu pai que o Papai Noel só dá brinquedo.

- Sim, é verdade, Emanuel o Papai Noel só dá brinquedo para as crianças, roupa e sapato é obrigação da mãe e do pai.

- Roupas e sapatos, não camisa do PSG. – Falo apontando o dedo para ele.

- Que isso é um desenho? – Ela pergunta.

- Paris Saint Germain, outro time de futebol mãe.

- E quanto custa uma dessa?

- Original, por volta de uns 400 reais.

- Para que precisa de uma camisa dessa querido? – Ela pergunta para ele.

- É que na minha o Neymar ainda está no Barcelona.

- E vai continuar, até encontrar uma promoção Theo. – Falo rindo.

Eu estava no banho quando a Rebeca veio buscar o Theo, o meu irmão já estava se arrumando para sair.

Ao desligar o chuveiro, ouço ele falar com a mãe;

- Vai querer de que?

- X-Salada filho, e traz um suco de uva também.

- Tudo bem.

Eu saio do banheiro com a toalha na cintura, e o Edu passa, questionando;

- Vai na festa da Juliana mesmo? – Ele fala colocando seu casaco.

- Sim, mano, confirmei já, vou levar a Pamela comigo.

- Ah beleza, vamos comprar um sanduiche para a mamãe e vou para a boate, se quiser colar lá, vou deixar seu nome na lista. – Eduardo fala contando o dinheiro.

- Vamos? – Pergunto sem entender.

- E aí Emanuel, beleza? – Nicolas fala no sofá.

Ele sentado de frente para a minha mãe me olhando desconfiado, de calça camuflada escura, camiseta preta, com detalhes em um tecido que imitava couro, colar, relógio, “simples”.

Nicolas é mais forte que eu, digo mais encorpado, da minha altura. Engraçado que ele possui um rosto fino, que não se encaixa muito bem com seus braços fortes, tem uma barriga não definida, e nem saliente. Tenho que admitir, ele tem “O Sorriso”, dentes e boca desenhados com suas covinhas fundas;

- Valeu mano! – Falo para o meu irmão.

Já entrei com raiva no quarto, era a primeira vez que o via depois que chegou de viagem, e pior dentro da minha casa, o que parecia ficar mais e mais frequente com o passar dos dias.

Os meninos iriam comprar algo para minha mãe e depois iriam para a boate onde o Nicolas trabalha de Promoter, eu estava terminando de me arrumar, e a minha amiga a Pamela chega, ouço por ela já entrar gritando;

- Oi Tia Helena, se arrumou, vamos para a festa com a gente! – Pamela diz entrando.

- Boa Noite filha, gente mas para que tanto perfume? – Minha avó comenta.

- Para o seu filho tia.

- Meu Deus, usa camisinha em garota, não quero ser avó de novo por agora não, só depois. E deixa eu ver essa saia de hoje Pamela?

Eu saio do quarto e minha mãe colocando a mão na roupa dela;

- (...) Como sabe que ela está de saia mãe?

- Quando a Pamela usa esse perfume ela sempre usa saia. Viu tô certa. – A Pamela não diz nada, somente sorri.

- Está pronto vamos?

- Sim.

Coloquei um sapatenis vermelho, o mais confortável que eu tenho e calça de moletom, que imita jeans, com alguns “rasgos” na altura da coxa e joelhos, e uma camiseta normal azul.

- Cuidado e Juízo, nada de beber e dirigir Emanuel, Pamela cuida dele em.

- Pode deixar mãe, beijo, fica com Deus.

- Vai com Deus meu filho, cuida da Pamela viu. – Ela fala baixo no meu ouvido.

- Rsrs, tudo bem. – Digo beijando ela.

A benção de minha mãe para mim, meu irmão e Theo e proteção era feita com uma “Trindade” na testa, feita com seu polegar.

A Pamela pegou o capacete, e abre o portão enquanto eu coloco a moto para fora.

Ao abrir o Edu chega entrando, ele beija a Pamela;

- Nossa que isso em ta gostosa hoje.

- Ai obrigada Duda. Oi Nicolas. – Ela diz cumprimentando ele no carro.

Paro a moto de frente ao seu carro, e Pamela fecha o portão subindo;

- Pronto. – Ela diz segurando.

Saímos, passamos em uma Tabacaria, compramos algumas bebidas e a Pamela pegou umas Essências de Narguilé.

Juliana morava um pouco longe de meu bairro, chegando estacionei na calçada da frente de sua casa, onde tinha um lote vazio, e claro havia vários carros, o portão de sua casa estava meio aberto, entramos cumprimentando os conhecidos.

Fui com a mão sob o pescoço de Pamela, pois tinha muitos caras que eu não conhecia. Depois de falar com a Juliana, vejo o Ricardo e Romulo, que trabalham com meu irmão, sentamos em na companhia deles.

Tocava “Magazine” no som que estava ambiente, não tão alto, nem tão baixo, havia uma pequena piscina, mas não estava sendo usada, dois canhões de luzes, a iluminação era confortável, legal para tirar fotos.

Eu disse que sentei com a Pamela, mas ela foi tirar umas fotos com umas amigas e eu fiquei trocando ideia com os meninos, sobre motos e tals.

Logo a Pamela retorna;

- Amigo tenho um babado para te contar. – Ela fala sentando no meu colo.

- Nossa assim também quero. – Diz Romulo quando ela senta.

- Cala a boca garoto. – Ela tira ele. – Sabe a Mirela?

- Sim, ficamos um tempão, quase namorei com ela.

- Ela mesmo, não vai acreditar com quem ela está?

- Ahhh ta zoando comigo Pamela.

- Sim, o Nicolas! Me contaram isso agora, eu não estou acreditando.

- Ele só pode ser fascinado em mim, a desgraça do cara pega todas que eu já transei, que porra é essa.

- Amigo ele te ama.

- Só isso explica.

- Emanuel eu não to acreditando, só falta ela pegar o seu irmão agora.

- Não, o Eduardo ainda gosta da Juliana.

- Ah não brinca, a Juliana pega todo mundo, ela não da valor em ninguém, e seu irmão merece coisa melhor.

- Também, acho, mas ela deu um chá de coxas nele, porque o garoto gamou na novinha.

Pessoal, depois de algumas horas de músicas ruins, começou as eletrônicas, foi então que a Pamela me arrastou para dançar.

Detalhe, só garotas estavam dançando próximo a piscina até então. Eu fui e aumentei o som, e fui pulando junto com Pamela.

Galera, a música eletrônica estilo Dimitri Vegas, algumas pessoas olhando, até fazendo filmando nós, sim sou um bom pé de valsa, nesse caso eletrônica.

Foi a música trocar e já tinha umas cinco pessoas conosco, seguidas de Juliana;

- Ei, seu irmão não vem? – Ela pergunta virando uma bebida.

- Não Juliana. – Falo gritando em seu ouvido. – Está na ZUUM, tem frevo lá também.

Ela faz uma cara de nojo, e acreditem, Juliana começa a dançar comigo, depois que disse que o Eduardo não viria ela começou a dar mole.

Sim Juliana é muito gostosa, em um momento ela rebolou bem encaixada em mim, que tive que afastar, pois iria pegar mal. A Pamela olha reprovando, foi engraçado ela me olhou com olhar de deboche e fica alegre ao mesmo momento, seu sorriso e começa a gritar me olhando.

Pessoal o Gabriel pula em minhas costas, eu levei um susto;

- Amores. – Ele já vem bêbado.

- Você quase me derrubou seu loco. – Falo abraçando ele.

Aquele abraço de amigo mais gostoso que tem. Gabriel abraça a Pamela, dando um selinho em sua boca e virando um pouco da bebida de seu copo.

Pessoal, Gabriel é magro, tem uma barba cheia e cabelo sempre com topete, muitas tatuagens, era o gay da turma, porem o gay que pegava mais mulheres que qualquer hétero que conheço, o que todo mundo gostava.

Nós trabalhamos praticamente juntos, não o vejo muito, por ele sair bastante.

PS. Gabriel já se declarou para mim, estar apaixonado e tals, mas nunca rolou nada, porém ficamos amigos depois desse episódio, ele é uma pessoa extraordinária, em todos os sentidos.

- Aí o que está bebendo Emanuel? – Ele pergunta olhando meu copo.

Eu ofereço dizendo;

- Energético, Dona Helena pediu para não beber, e estou com a moto então já sabe né. – Falo piscando.

- Quero dar uma volta depois, ai amiga, fala se não é para casar em? – Ele diz apertando minhas bochechas.

- Sim, mas tem dona amigo. – Pamela diz chegando em mim.

- Ainda estão com essa amizade colorida? – Ele fala com meu copo.

- Sim, é que a gente transa gostoso demais, aí você sabe né. – Falo rindo.

- Não curte a três não Pamela? Eu dou para o Emanuel e você fica olhando.

Até eu ri do comentário;

- Não, mas que tal vocês dois me pegarem. – Ela fala passando a mão no ombro dele.

- Aí credo, sai fora! – Gabriel diz com a voz bem afeminada.

Galera ele sai rebolando, para dentro e passa por uma garota segurando em sua cintura, uma amiga da Juliana, acreditem ele beija ela, dando uma puta pegada;

- Ah vai se foder, até ela ele pegou. – Reclama o Ricardo perto da gente.

Caímos na risada pois ele estava falando de trocar ideia com a garota.

Gabriel vai e troca as músicas, colocando uns funks, eu já estava soado com Pamela de tanto pular.

Quando vimos os faroletes da polícia na frente da casa, e era de se esperar afinal eu aumentei a música não é.

A Juliana abaixou o som e foi lá de fora, ficamos só esperando eles acabarem com a festa.

Mas não, os faroletes se apagaram e eles saíram, do lado de dentro entra a Juliana acompanhada de Eduardo e Nicolas e Mirela, ela foi entrando e me olhando no meio das pessoas.

Olhei para a Pamela com a cara péssima;

- Relaxa, e aproveita, não dá bola amigo. – Ela diz tirando meu cabelo dos olhos.

E sim, claro que todo mundo ficou pagando pau para o filho do deputado, que era o Nicolas, por ele ter falado com os policiais.

Eu havia quebrado a promessa que fiz para minha mãe, tomei duas doses de tequila naquela noite.

Com a chegada dos meninos vieram mais algumas pessoas, provavelmente da boate.

Meu irmão é claro veio ficar conosco, eles se sentaram em um sofá de canto, onde eu estava, porem agora dançando ao lado com os meninos, ele se sentou junto a Nicolas e Mirela ficou no seu colo.

Em uma troca de músicas, me sentei e tirei meu tênis, que já estava me machucando. Coloquei ele debaixo da mesa, ficando mais confortável, me apoiei e o Gabriel se aproxima;

- Emanuel experimenta essa batida aqui. – Fala ele com um copo.

- Caramba muito boa mesmo, morango?

- Sim, bom né... – Ele se vira e oferece para a Pamela.

Peguei meu celular olhando duas marcações de conhecidos que fizeram as filmagens na festa.

Teclando no celular percebo algumas vezes a Mirela me olhando, e claro Nicolas.

Pessoal se me acham encrenqueiro vocês não conhecem a Pamela. Ela veio passou a perna pelas minhas e se sentou no meu colo me beijando, porra passei a mão em seu cabelo segurando com força. Isso só para passar raiva em ambos.

Mas esse nem foi o auge da noite, depois de uns drinques por volta de quatro da madrugada.

Eu estava dançando com o Gabriel e Pamela mais afastados da mesa deles, com menos pessoas nessa horário.

Foi o seguinte o Gabriel se esbarrou em um garoto e derrubou bebida nele, eu não conhecia esse cara, que ficou puto;

- Ei viado ta cego, olha o que fez. – O cara fala jogando o copo nos pés de Gabriel.

- Foi mal, eu não te vi. – Gabriel fala com as mãos “para o alto”.

Tudo isso em fração de segundos, eu coloquei a mão no ombro de Pamela para defender o Gabriel, mas foi tudo muito rápido.

O garoto empurrou o Gabriel para cima de nós, o que me faz dar passos para trás e Nicolas aparece do nada.

- Qual é irmão tá tirando, ficou maluco é? – Nicolas diz empurrando o cara.

- Nicolas vaza tem nada a ver com você, a parada é com ele. – O cara diz.

Gente o Nicolas empurra o cara que cai longe em meio a umas cadeiras, a desordem estava feita, amigos do garoto se aproximam levantando ele e ameaçando.

Demorei isso tudo para chegar até Nicolas, digo do lado dele;

- Cai para dentro então maluco, vem pode vir. – Nicolas vai para cima.

Eduardo segura ele dizendo para os caras;

- De boa mano, Nicolas relaxa. Vamos. – Ele fala para a gente.

Os garotos saem se ajeitando e Nicolas se vira para o Gabriel;

- Não consegue ficar na sua sem arrumar confusão? – Nicolas diz bravo, para o Gabriel.

- Eu pedi sua ajuda? Acho que não.

- Se comporte como homem, ou seja... – Nicolas Iria terminar de falar, mas o interrompe.

- Manda nele também é? – Pergunto encarando ele.

- Fica na sua Emanuel. – Ele fala estendendo a mão para mim.

- Trabalho para seu pai, não para você Nicolas, se toca. – Gabriel fala se ajeitando.

- Se continuar assim, vai ficar sem onde trabalhar...

- Tu defende o cara e agora ameaça ele, tem vergonha na cara não mano? – Falo cruzando os braços.

- Não estou falando com você Emanuel, e você está avisado. – Nicolas diz se virando.

- Cuidado Gabriel se não ele pega um dos seus Ex namorados também. – Falo na mesma posição.


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