• @richardsongaarcia

One Choice - Capitulo 4

Davi era muito palhaço, nos rimos, ela iria tomar um banho pra levar ele em casa, nisso fomos até a cozinha, como somos naturais não comemos nada com Glúten ou lactose, essas coisas, perguntei se ele estava com fome então preparei um sanduíche natural e ele deu uma mordida muito grande, cara foi hilário ele tentou mastigar, mas não gostou;

- Posso jogar fora?

Disse ele com a boca cheia! Eu fiz que sim com a cabeça, pois estava mastigando e morrendo de rir dele,

- Cara como consegue viver disso? É como morder Isopor!

Minha mãe entrou na cozinha e nós o levamos até sua casa, Davi agradeceu e nos despedimos;

- Ele é um amor de pessoa Leandro!

- É pode ser!


#Davi


Antes de chegar ao colégio lembrei de minha tia sobre o café pra ressaca, comprei um Café expresso, quando cheguei no colégio a professora Eunice já veio de piada pro meu lado!

- Está atrasado senhor Davi!

- Foi mal professora!

- Sem óculos escuros na sala de aula.

Estava de óculos por causa das olheiras, me sentei e Pietro bateu em minhas costas entregando um papel que estava escrito: “Se prepare, todos estão comentando do casal na sua festa”. Pensei comigo mesmo, porque fofocas de escola duram tanto tempo? Pelo menos pra mim.

- Espero que se divertiram na tal festa, mas quero o dever que deixei para fazerem no fim de semana!

Com certeza sempre pode piorar, eu não havia feito, e claro que a Eunice notou eu não ir levar o caderno;

- Davi só faltou você e o Pietro!

- Professora é que eu copiei no outro caderno!

Os meninos começaram a rir e o Pietro disse;

- Quem nunca?

Algumas semanas se passaram eu estava mais próximo de Leandro, até demais, frequentávamos a casa um do outro, ele me ajudava com o futebol e em matemática, Pietro ficou um pouco com ciúmes, pois ele era meu melhor amigo, porem as zoações continuou entre a gente. Mês de troca de diretores e durante a eleição nossa sala ficou firme na escola da Eunice pra direção, por ser a mais de boa, porem quem ganhou foi à professora Rosa, nos não gostávamos dela, sabe aquele tipo de professor insuportável, era do tipo.

No intervalo estávamos conversando e os meninos no celular, eu me afastei e fui a sala peguei um potinho de tinta rosa e voltei disfarçado;

- Leandro vem comigo.

Ele me seguiu sentamos em uma espécie de fonte que tem no meio do pátio, eu estava de costa conversando com a Andressa e fui virando a tinta toda na água, sai disfarçando e olhei para traz a agua estava rosa, todos rindo, uns gritando, eu subi na mesa e falei alto;

- Eles acham que vamos aceitar essa marmelada que chamaram de Eleição!

- Davi foi o senhor que fez isso?

- Não, mas garanto que é só o começo!

Falei pro Marlos professor de matemática. Leandro se aproximou rindo e disse;

- Minha mãe está no trabalho o que acha de piscina no fim da aula?

- Já é... Ah Leandro tem aula de Educação Física ainda.

- Sem as bolas não teria aula não é mesmo?

Disse ele como uma afirmação, pra mim foi uma intimação, o sinal tocou e voltei pra sala, eu fui ao banheiro e disfarçando entrei no vestiário, o professor estava fora peguei o saco de bolas e tranquei em uma sala de serviços que fica bem afastada, voltei pra sala. Logo cheguei a quadra eu nem troquei de roupas, quando cheguei todos estavam espalhados procurando as bolas, com a demora o professor liberou a gente, Leandro e eu fomos correndo pro ponto de ônibus.


#Leandro


Chegamos em casa e subi pra trocar de roupas e Davi veio comigo;

- O que esta tramando em?

- Tramando?

- Você disse pro Marlos que seria somente o começo.

- Vou fazer do reinado da Rosa um terror.

- Vê se essa sunga te serve, a outra você levou e ainda não trouxe!

Davi tirou a roupa toda ali na minha frente e vestiu a sunga que ficou pouco larga, por eu ser um pouco mais encorpado que ele, descemos pra piscina;

- Vamos beber algo?

- Diz álcool?

- Sim, quer?

- O que você tem ai?

- Tem cerveja na geladeira!

Peguei duas garrafas e fomos pra piscina, depois de uns pulos e aquela sunga caindo toda hora, uns mergulhos, eu já tinha bebido demais ele foi àquela garrafa e já estava muito proativo, até o sol esquentar demais mesmo com o céu repleto de nuvens e ficamos conversando ao canto;

- Seu pai é muito bravo cara, não entendo você e sua irmã é muito de boa!

- Nos aprontamos um pouco, ele  já bateu em mim e na Marcela, acho que por isso temos tanto medo dele.

- Não conheci meu pai, fui criado com minha mãe...

Eu estava falando e ele calado olhando pro nada, eu me calei ficamos em silencio um pouco, ele olhou pra baixo, os cachos se formando com o cabelo molhado ele só tirou da frente dos olhos claros e disse com rancor e um no na garganta;

- Ele já bateu em minha mãe também... Ela ficou quieta, então eu parti pra cima dele... rsrs’ tinha 15 anos, pode pensar que não teve efeito não é mesmo... Ele me empurrou pro lado eu cai e bati o queixo na mesa de madeira... Ganhei essa cicatriz aqui!

- Nossa Davi que barra.

- Mesmo sangrando ele não parou de me bater aquele dia, não saiu uma lagrima, eu não dei esse gostinho pra ele, mas que ele ficou assustado com minha atitude ficou a Marcela só chorava, aquilo assustou muito ela.

- Vocês não chamaram a policia?

- Quando ocorre dentro de sua casa Leandro, as coisas não funcionam assim, minha mãe tem esperanças que ele mude.

- Não sei o que dizer cara!

- Muda de assunto!

Quando ele disse isso começou a chover, nos corremos pegamos os celulares e as roupas que estavam  molhando, e quando entrei em casa o piso é porcelanato, muito escorregadio, eu levei um tombo que todas as minhas coisas caíram no chão meu celular se abriu com a pancada. Davi quase mijou na sunga de tanto rir, mas eu não levantei, nossa estava zonzo pois bati a cabeça, ele viu que estava doendo e se abaixou;

- Cara você está beleza?

- Estou vendo 2 de você e a casa esta rodando mas estou bem.

Era como se eu tivesse bebido uns chots de tequila. Davi me ajudou a levantar  e veio uma tontura que ele me segurou e me encostou na bancada atrás de mim;

- Mano está me assustando está bem?

- Sim, não foi nada.

Tomei uma água, quando já estava melhor, ele veio colocar as garrafas na pia atrás de mim, eu estava encostado com a toalha envolvida no pescoço, ele já tinha trocado de roupas e já estava indo. Davi colocou as garrafas e se virou pra falar comigo!

- Então... Eu vou nessa... Ou quer que eu espere sua mãe chegar?

- Não pode ir na boa!

Davi colocou a mão na minha cabeça de lado, como se estivesse procurando algum calo e disse;

- Já que não cresceu nenhum outro chifre aqui eu vou nessa (...) foi uma pausa de olhares e meu olho só via aquela boca vermelha dele (...). Que foi Leandro?

Eu calei a boca dele com um beijo, foi um selinho que deu pra sentir sua língua e sua boca molhada, 1, 2, 3, 4... 5 segundos.

- FICOU MALUCO? Mas... Que merda cara... Porra Leandro não sabia que você era gay!

Minha feição mudou na hora, olhos quase se saíram da cara, eu não sabia o que dizer, não sabia o que fazer com aquela atitude;

- Davi espera!

- Não, eu vou embora daqui! Cara mais louco.

- Cara vamos conversar!

- Conversar? Escuta aqui só espero que não vai sair por ai espalhando o que aconteceu! “Você bateu a cabeça forte demais”.

Disse ele já saindo de casa, fiquei puto comigo mesmo, como poderia ter feito aquilo?

Eu ja havia vivenciado algo homo afetivo, foi na cidade onde meus avos mora, quando minha mãe fazia faculdade na capital morei com eles uns anos, e tive meu primeiro contato com um amiguinho de infância, foi somente um beijo, mas o suficiente para despertar esse desejo dentro de mim, mas antes era só excitação, desejo, ah não sei explicar!

Dias se passaram Davi nem ao menos olhava na minha cara, ele se distanciou de uma forma que todos queriam saber o porquê. Davi é aquele tipo de cara que as garotas são afins, mas poucas que conseguem ficar com ele, sabem aquelas paixões platônicas do colégio? Pois então ele pra mim era isso, aquele tipo de cara que era bom ver todos os dias no colégio, sentar perto dele, mas agora não poder mais que isso.

Por falar em Davi Sales ele continuou com suas traquinagens no colégio, a ultima a pior de todas. Davi me cutucou dizendo;

- Sai da sala e vai pro banheiro!

- Porque?

- Não vai querer descobrir!

Depois de muito tempo ele veio falar comigo, na real fiquei com medo de descobrir o porque. Eu entrei no banheiro e da porta dava pra ver no nossa sala, logo Pietro entra no banheiro;

- Escuta vigia o corredor se vir alguém bate a porta do banheiro com força.

- Beleza!

Quando olhei vejo Davi com o extintor de incêndio, eu fiquei de olho e ele colocou a ponta para  dentro da janela da nossa sala, tirou a trava, e o Pietro estava olhando o relógio eu acho, foi quando o sinal tocou e junto com ele Davi acionou a válvula do extintor que travou, os dois correram para o banheiro e todos os alunos saindo da sala ouvindo a gritaria e os dois ainda trancaram nossa sala, quando o extintor parou, abriram a porta da sala eles estavam parecendo bonecos de neve, a sala igual a filme de natal, era como neve, muitos materiais não tinham outro recurso a não ser o lixo. Ainda no banheiro;

- Davi você é louco.

- Pode até ser, ninguém fez isso ok, pode guardar esse segredo não é mesmo Leandro como o seu outro segredinho.

Davi e Pietro saíram para disfarçar e eu fiquei muito chateado com o que ele havia falado. Naquele dia nos fomos liberados mais cedo do colégio. E não havia nada que eu pudesse fazer mais, eu realmente estava gostando de Davi, ou achava que sim, não estava comendo direito, não estava dormindo direito, eu estava em um ponto que o que eu mais queria era ele, e como não poderia tê-lo eu desejava que com quem ele fosse viver que ele fosse feliz., para verem o ponto que uma pessoa que gosta de verdade chega, em ver seu amado ou amada com outro ou outra!

**Desejo Realizado** ao fim das férias de Julho prestes a volta as aulas me deparo no facebook que “Davi Sales em um Relacionamento Sério com Renata Franca”. Nem preciso dar detalhes para vocês não é mesmo, eu sabia que iria doer mas não tanto, como sempre pode piorar, logo na volta as aulas eu vi o casal junto, eles eram bonitinhos juntos, mas faltava algo, Davi era muito hiperativo e ela uma gata burra e sem papo! Havia outra coisa, eu me peguei em vários momentos com olhares dele em minha direção, não sabia o que era, ou o significado mas entre beijos com a Renata seu olhar se voltava a mim.

Bem neste primeiro dia suas traquinagem voltaram e foi logo com a Diretora Rosa no pátio do colégio, Davi havia trago umas 50 bexigas e distribuiu na nossa sala, todos pegaram até eu, somente a Larissa que ficou na dela, fomos revezando até o banheiro e enchemos pouco pra não dar na cara, durante o pronunciamento dela os olhares se trocaram nos levantamos quase na mesma hora e foi muito engraçado, varias bexigas voando em direção a ela, outras estouraram no caminho molhando os alunos, outras estouraram com a gente mesmo, e claro Rosa ficou encharcada. Resumo ela não poderia suspender uma sala inteira então foi um castigo após a aula que não cumprimos. Logo depois disso foi barbante, isso mesmo, Davi amarrou barbante nas hélices dos 2 ventiladores da sala, e colocou os rolos em cima delas para que quando ligados caíssem, bem ninguém viu ele aprontando isso mas foi o suficiente para queimar os dois ventiladores!

Mês de Outubro as aulas estavam no fim, e em uma segunda-feira Davi não aparece na aula, muito estranho pois ele era aquele tipo de peste que não faltava, foi então que a sala recebeu a noticia, durante a chamada da professora Eunice;

- Carla?

- Presente!

- Davi? (...) Alguém sabe cadê ele? A sua mesa está sem os materiais.

- Ele não veio hoje professora, o seu pai morreu!

Disse Pietro pouco sem graça, nos olhamos pra ele e ele completou!

- Não sei o que aconteceu, ele me mandou mensagem hoje dizendo que não viria essa semana!

Com essa noticia fiquei comovido e pedi a minha mãe que me levasse até a casa dele, pra gente conversar, ou ao menos dar meu ombro, “como amigo”. Porem não havia ninguém em casa, a semana a sala passou em luto, não pelo pai de Davi e sim pela falta que ele fazia. Na semana seguinte ele chega com algo amarrado na cabeça, pra segurar o cabelo, parecia aqueles panos que as baianas colocam no cabelo, era estranho, mas ficou bonito nele. Davi se sentou e na aula de historia a professora apresenta um trabalho pra gente!

- Pra fechar as notas de vocês não vão fazer prova esse semestre e sim um trabalho valendo a nota total, será uma apresentação e eu vou escolher as duplas, não quero Davi e Pietro juntos, muito menos Andressa e Renata!

Eu tenho que dizer com quem Davi saiu? Acho que já podem adivinhar não é mesmo?

- Davi você irá fazer com a Larissa!

Todos começaram a rir, ele não estava 100%, só respondeu.

- Pode me reprovar então professora!

- Eu não faço nada com esse troglodita professora, me recuso a fazer o trabalho com ele!

Retrucou a Larissa!

- Pois bem Davi sobrou a Renata e o Leandro.

- Eu faço com a Renata!

- Não! Porque os dois não fazem nada da vida, se quiser ser aprovado irá fazer com o Leandro!

- Você quem manda!

Ele disse isso meio seco, ela só olhou por cima dos óculos, e eu pensei “que grande merda”, não queria estar com ele sem ele querer estar comigo, nosso tema era a Revolução Industrial, tínhamos que falar sobre o tema sem ler nada, mas poderíamos usar Slides.

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