• Richardson Garcia

One Choice - Capitulo 11

#LEANDRO


A faculdade estava me deixando muito ocupado, pouco tinha tempo para ver o Davi que me cobrava muito isso. Eu ainda ia a casa de Derek, levar algo pra comer, pois ele não cozinhava e não me custava nada.

Quinta-feira por volta de onze da manhã, fui até a casa de Derek, quando entrei estava tocando "Michael Jackson - Smooth Criminal", estava baixo, a porta dos fundos aberta, como sempre fui entrando, ele estava no seu quarto, deitado de cueca branca em meio as cobertas, havia coisas jogadas por todo quarto, ele estava com a barba grande e cabelo bagunçado. Ah e era visível que ele havia bebido, me sentei ao lado dele na cama so que quando virei ele, estava branco e gelado, sinceramente? Achei que estava morto;

- Derek, Derek...

Vários tentativas de acorda-lo e nada, como estudante de medicina mede seu pulso e estava muito lento, quando aproximei meu ouvido de sua respiração, ele inspirou, espirou e parou, Derek estava tendo uma parada cardíaca, sinto dizer que isso era um dos sintomas de overdose, meu celular estava perto, discando o numero da minha mãe, coloquei o celular apoiado no ombro e comecei a massagem cardíaca;

- Leandro não posso falar agora, estou com...

- Mãe é o Derek, ele esta tendo uma parada cardíaca.

- Mede o pulso dele Leandro e respiração...

- Mãe.

Gritei com ela, pois já estava com medo de não trazer ele de volta;

- Faça a massagem cardíaca, estou mandando uma ambulância em 2 minutos, não pare a massagem Leandro.

Eu chorava, mas sem parar a massagem, é angustiante estar com um "corpo" tecnicamente, em pouco tempo os paramédicos chegaram, com a gravidade, usaram o desfibrilador cardiaco, 3 tentativas ele voltou, de urgência levaram ele para o hospital, eu o acompanhei e quando cheguei minha mãe estava esperando junto ao meu professor, que também era medico no local;

- Leandro fique aqui, vamos levar ele, agora o pior já passou, vamos fazer os exames e...

- Mãe eu sei, só estou assustado, mas.

- Está assim meu querido por conhecer ele olha você foi demais, parabéns, agora precisa aguardar.

- Ela está certa Leandro, parabéns.

- Obrigado.

Me sentei e esperei, mas ele só acordou 2 dias depois, minha mãe havia falado que foi heroína junto com bebidas alcoólicas, a quantidade causou a overdose. Bem não vamos ficar nesta tecla, no quarto dia foi liberado as visitas, eu cheguei com uma mala de roupas dele, Derek ainda dormia, eu coloquei elas arrumando e ouvi;

- Separa elas por cor.

Olhei pra ele rindo, e disse ainda com a camisa na mão;

- Pagando bem, a gente conversa.

- Vem debaixo do lençol e me chupa aqui. Estou num puta tesão, na seca.

- Não é esse tipo de pagamento Derek e você está sem se masturbar só tem 3 dias, para de ser tarado.

- Ah vem dizer que você não é assim?

- Não.

- Ah me esqueci você transa todo dia né, sorte que o Davi tem.

- Nem nos vemos todo dia, acha que transamos assim.

- Se fosse eu estaria ferrado, iria deixar você assado.

- Mas como não é, então fica na sua.

Disse o Davi entrando no quarto e me abraçando;

- Chegou o estraga prazeres. Eu estava convencendo ele a me pagar uma chupetinha aqui.

- Cala a boca Derek. E diz ai, como está?

- Tremendo, como se estivesse com vontade de comer chocolate, mas com outro tipo de desejo.

Eu olhei para Davi que se sentou no sofá que havia ao lado direito de Derek, ele poderia não saber, mas era abstinência, eu então me aproximei falando;

- Cara você estava usando drogas muito pesadas.

- Só usei aquele dia, uso só maconha Leandro, você sabe.

Eu olhei para o Davi e voltei a falar;

- Derek somos seus amigos, os exames apontaram heroína no seu sangue.

- Quando menti pra você? Ahn me fala cara?

É realmente ele estava certo, Derek nunca havia mentido antes, Davi logo questionou;

- Então onde conseguiu a droga?

- Lucas trouxe pra mim, ele...

Derek Fez uma pausa como se estivesse lembrando;

- Ei ele não usou, eu assinei uns papeis da empresa e ele disse que tinha algo novo, eu estava bebendo e ele preparou a seringa, disse que transariamos depois de injetar, eu mesmo fiz, mas não me lembro nem de tira-la do meu próprio braço.

- Papeis?

- Sim, não me lembro do que se tratava, todo dia assino algo da empresa.

- Eu não sei que quais são.


#DAVI


Depois de alguns dias o Derek havia saído do hospital e voltado para casa, que agora estava arrumada, ou melhor organizada, com as coisas voltando ao normal... Bem quase tudo! Isso de estudar e trabalhar, estava acabando comigo, não tinha tempo pra mim, não tinha tempo pra ficar em casa, para nada e pior, não tinha tempo pra ficar com o Leandro que eu mais importava, nos conversávamos e tudo mais, só que não é a mesma coisa que estar com ele. Leandro também era muito ocupado, ele não trabalhava mas estudava o tempo que havia livre.

Na escola eu havia me revelado gay para os amigos, mas quando entrei na faculdade acabei deixando isso passar despercebido, cara era tanta coisa que eu já tinha que resolver não me atentei a isso, afinal ninguém chega em um lugar falando que é hétero. Como em todo lugar sempre tinha aquela pessoa que identificamos mais não é mesmo na faculdade não foi diferente como não havia nenhum colega do colégio fiz amizade com um tal de Iago Vasconcelos, por morarmos no mesmo bairro íamos e voltávamos juntos, ele tinha um carro e eu aproveitava a oportunidade, nos éramos assim durante as aulas;

- Cara prova esse suco! Dois goles e fica diabético, haha'

Disse ele me oferecendo o suco dele, estávamos lanchando na cantina por volta de umas oito e meia da noite, intervalo de aulas, eu estava comendo um salgado e ele uma torta seja lá o que for;

- Mano isso está demais, deixa ai separado, vou falar pra tia da cantina para temperar o resto dos sucos.

- Haha' paia mano.

Ele rindo e quando terminei de comer estava com o guardanapo secando a boca ele fixa o olhar na minha aliança;

- Deixa eu ver.

Até então ninguém sabia da minha sexualidade, eu não estava escondendo, só não tive o interesse de sair por ai falando. Tirei a aliança e entreguei pra ele, Iago olhou os detalhes e quando leu o nome dentro da aliança, me olhou, riu e leu de novo;

- Está escrito certo?

- Sim.

- Leandro?

- Sim.

- Nossa desculpa não sabia!

- De boa.

Ele ficou pouco sem graça, me entregou em coloquei ela no dedo novamente, e então voltamos para a sala. Quando me deixou em casa aquela noite ele demorou pra sair, como se estivesse esperando algo.

No trabalho na manhã seguinte, no trabalho, sem João Paulo estávamos trabalhando muito, e vários funcionários haviam pedido demissão com medo da falência da empresa, bem eu não poderia porque não tenho condições financeiras para ficar desempregado.

Naquela manhã arrumei uns relatórios e já era uma nove e meia a manhã quando o Lucas chega junto ao Ademar, que era um sub-gerente, assim que entraram na sala ele veio até mim, parou em frente a minha mesa;

- Davi Sales?

- Sim, senhor.

- Está demitido.

- Oi?

- Você é surdo?

- Não muito pelo contrario, mas quem pode me demitir aqui dentro é somente o Derek e...

- Derek não e mais dono desta empresa, ele a transferiu para mim, seu tio.

- Tio? Como assim?

- Não tenho que dar satisfação para um peão como você.

Olhei para Lucas que estava rindo discretamente um filme veio a mente, me lembrei que Derek disse, "Lucas trouxe uns papeis para eu assinar", fui em direção a ele que estava atrás da mesa;

- Foi você.

- Eu o que garoto?

- Ele confia em você, como pode?

O viado riu na minha cara, eu cuspi nele, e empurrei o computador fazendo o cair em sua direção, (Ahhhhh' que raiva). Como ele pode fazer isso, não acreditava nisso, fui para a casa de Derek, quando cheguei estava batendo na porta o Leandro e sua mãe estavam chegando em casa, vieram ver o que acontecerá pois eu estava puto.

Os dois vindo em minha direção Derek abre a porta, segurei no colarinho de sua camisa e entrei empurrando ele;

- Seu miserável, tem idéia do que você fez?

Leandro entrou me segurando, sua mãe entre a gente;

- Que isso cara, ta maluco?

Disse ele arrumando a camisa;

- Lembra dos papeis que assinou? Eles transferiam a empresa para o seu tio, o Ademar Santana se lembra.

- Ta falando do que cara, você só pode estar bêbado.

- Seu drogado filho da puta, acabou com tudo que seu pai fez por um sexo e um maço de cigarros.

- Não fala assim, comigo quem você pensa que é.

Ele veio pra cima, o Leandro em segurando e a mãe dele segurou o Derek. Como eu queria matar ele, era tanta raiva;

- Pode provar isso Davi?

- É claro, ligue pro seu advogado.

Não foi preciso, ele estava parado com a maleta na mão nos olhando, entrou já de cabeça baixa, com calma se sentou no sofá abriu a maleta e começou a falar;

- Ele está falando a verdade, você assinou um documento passando tudo para seu tio, que agora manda em tudo que tem seu nome. Sua sorte é que ele deixou a casa, não o imóvel e sim o valor dela, pra você ir se virando. Desculpe Sr. Santana mas agora nem eu respondo por você.

Acham que já está pior? Derek foi morar com Leandro. É essa merda mesmo, na mesma casa, debaixo do mesmo teto, bem debaixo do meu nariz. (Tudo bem, sou cimento sim, pois não confio no Derek), Leandro é muito passivo e não tem opinião própria, já o Derek é uma pessoa como eu, proativo e intimidador eu não confiava nele, que ótimo, eles que não são nada um do outro iriam passar mais tempo que eu que namoro ele.

Sábado a tarde, estava no Whatsapp com o Iago;

"- Mas não arrumou outro emprego ainda Davi?

- Não Iago, realmente ainda nada, estou procurando, o meu acerto vai dar para manter um tempo, Marcela está trabalhando então ajuda aqui em casa.

- Poxa cara, maior barra essa com esse cara em, como é mesmo seu nome?

- Derek, Derek Santana.

- Esquece isso, olha vou naquele novo bar que inaugurou próximo ao shopping.

- Qual?

- O Le'Baron, é estilo o Out Back.

- Foi mal Iago, mas o Leandro vem aqui em casa hoje, mas quando der eu te falo.

- Tudo bem, me liga se mudar de idéia."

Tomei um banho e estava com a Marcela na cozinha ela estava fazendo janta, o Pietro iria vir e eu esperando o Leandro, por falar no Pietro estava entrando;

- E ai cara, beleza?

- Jóia.

Ele me cumprimentou e foi agarrando e beijando Marcela;

- Tenho que me acostumar com vocês dois!

- E eu com você e o Leandro.

Eu ri, e ele se sentou na minha frente colocando o celular na mesa.

- Como está o curso?

- Mano, foda, agora estou com tempo né, sem trampo, me dedicando mais, e o Futebol?

- Não pagam muito bem, só que tenho que ficar se quiser seguir carreira.

Marcela se sentou mexendo no celular dele, enquanto conversávamos, e Leandro chega em seguida, me beijou, cumprimentou os outros e se sentou do meu lado colocando a perna em cima da minha e me abraçando. Marcela olhou para Pietro;

- Amor você não é assim comigo.

A gente riu, e ele afastou a cadeira pra ela se sentar no colo dele. Marcela se levantou para finalizar o jantar, Pietro foi ao banheiro ficamos somente nós dois;

- Como foi a aula hoje de manhã?

- Ainda tenho que me acostumar acordar sábado de manhã.

- Temos que conversar algo sério amor.

- Anão Davi, o que foi dessa vez.

- Não sei como te falar isso, mas olha.

- Fala logo está me deixando preocupado.

- Na real, a cada dia que passa você fica mais lindo, assim vou ter que casar logo.

Ele riu e mordeu meu pescoço;

- Hum, filho de puta com Viado.

- Hahaha'.

- As vezes me pergunto onde você esteve todo esse tempo.

Falei beijando Leandro na boca, ele só me abraçou e Marcela disse;

- Ai que fofo vocês dois juntos, dá vontade de vomitar o tanto que são meigos.

- kkkkk' Cala a boca Marcela.

Falei levantando e segurando a mão de Leandro para a sala, sentamos um do lado do outro, passei a mão pelo seu ombro;

- E Derek?

- Ficou em casa, chamei ele pra vir, mas ele decidiu que não.

- Que bom.

- Davi não fala assim.

- Não gosto dele Leandro você sabe, é folgado, e uma péssima influencia, e pior mora com você agora, já não bastava morar do lado de sua casa.

- Não gosto que fale assim, é como se desconfiasse de mim Davi.

- Confio em você Leandro, só não confio nele.

- Tem ciúmes dele desde quando?

- Desde quando ele entrou em nossas vidas.

- Nunca te dei motivos para isso.

- Você não Leandro, ele, o Derek.

- Não acredito nisso.

Ele se levantou e se direcionou para sair, entenderam? Leandro estava indo embora.

- Ei vai aonde?

- Fumar uma com o Derek.

Chutei o sofá de raiva enquanto ele saia, isso no meio de Pietro e Marcela. Nossa primeira briga, tinha que ser pelo Derek, e por algo mais clichê que "ciúmes". Liguei varias vezes para ele e não atendeu, troquei de roupas e estava saindo;

- Vai aonde?

- Atrás do Leandro.

- Cara, deixa ele esfriar a cabeça.

Falou Pietro enquanto eu saia, peguei o ônibus e no caminho pensando, decidi deixar ele pensar, e eu também, parei na próxima parada e fui voltando andando mesmo, quando passa um carro por mim e volta na mão dupla dando ré, era o Iago;

- Não me diga que saiu sem me chamar?

- Não, estou tomando um ar.

- Ah 2 km da sua casa?

- Isso o ar aqui do centro é melhor.

- Entra ai, estou indo tomar uma, vamos me acompanha?

- Outra hora, não estou afim.

Falei saindo de perto dele, Iago desceu do carro e com as mãos no capo do carro disse;

- Davi entra no carro.

- Iago já falei não...

- Vou te levar na sua casa, está muito longe pra voltar andando.

- Não quero estragar sua noite, vai nessa.

- Já estragou não saindo comigo, me deixa ao menos te levar pra casa.

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