• @richardsongaarcia

Nunca é Por Acaso


NUNCA, (Acreditem NUNCA) é Por acaso!!!




Ano de 2017, Sorocaba, Estado de São Paulo.

Pessoal me chamo Lucca Thiago Barbosa, acabo de completar 18 anos, eu morava em uma fazenda com meus avós em Iperó a alguns quilômetros de Sorocaba, me mudei para casa de minha tia nesta cidade grande, faz dois dias, irei cursar Publicidade aqui...

Eu e o meu primo o Levi, somos os únicos gays assumidos da família, rsrs, ele aqui em Sorocaba é tipo vizinha idosa, sabe de tudo e de todos, mesmo sendo uma cidade grande, até porque, sabem que a comunidade gay, não é tão grande assim.

- Lucca! Sério, vamos, preciso de companhia e você vai se divertir.

- Odeio lugares cheios de gente Levi, e ir em uma boate. Não é minha praia.

- Primo, são os “21 anos da Pub”, temos que ir, e eu já comprei os ingressos. Vai estar cheio de gatinhos.

- Eu não tenho roupa cara.

- Olha segunda-feira suas aulas começam, e não vai ter tempo para nada, acredite.

- Eu vou, mas não vou ficar até tarde.

- Beleza, vou arrumar meu cabelo, pois meu crush vai estar lá e já venho para lhe ajudar com a sua roupa.

Ele saiu de moto, e eu terminei de lavar a louça, minha tia a Raquel, ainda estava no trabalho.

Terminei e fui ver o regimento da faculdade, eu acabei pegando no sono.

Acordo com meu primo, chamando, ao abrir os olhos começo a rir dele;

- Que sacolinha é essa na cabeça? – Pergunto.

- Está chovendo, e não posso estragar minha escova. Vem vou te ajudar com suas roupas. Lucca não desfez essa mala ainda.

- Esqueceu que irei ficar dois meses só com vocês.

- Mas não custa nada. Vem estamos atrasados.

Eu tomei um banho e ele pegou uma calça minha e uma camiseta branca sua, aproveitei peguei um colar e passei um perfume que tinha, a tia Raquel entra no quarto;

- Que perfume é esse? Nossa tive que vir conferir meu sobrinho...

- A vó que me deu, esse é muito bom né.

- Demais querido... Dê aqui. – Fala ela segurando meu braço e dobrando a camisa.

Depois de dobrar as duas mangas, ela passa a mão no meu cabelo, tirando os fios da frente dos olhos;

- Não vai pentear?

- Rsrs, não, prefiro ele bagunçado assim. – Respondo rindo.

Meu primo aparece na porta;

- Lucca me empresta um par de meias sua.

Peguei na mala e ele diz;

- Nossa se não fosse meu primo, casava com você.

- Para de falar besteira meu filho, e Levi cuida do seu primo, se chegar aqui bêbado garoto, pego esse seu celular e vai ficar uma semana sem ele. Lucca fica esperto, sabe o endereço, se ele sumir, não se preocupa o procurando, vem embora e deixa ele para trás.

- Sim, senhora, rsrsrs.

Ele estava colocando o tênis no meu quarto, e diz;

- Os meninos estão vindo pegar a gente.

- É longe daqui?

- Não, rapidinho, mas está chovendo né. Igor vai dar uma carona para gente.

- Ta.

Levi terminou de se arrumar, ficamos esperando na sala, por um tempo, até seu amigo chegar, a chuva estava fina. Não demoramos para chegar na boate, foi rápido.

Havia uma pequena fila na entrada, mesmo com a chuva, os carros paravam e alguns seguranças vinham com o guarda-chuva, mas como nosso carro não era importado e valia menos de 30 mil nem deram bola, rsrs.

Eu desci e peguei um dos guarda-chuva, para o Levi, e depois voltei, fiquei protegido enquanto eles foram estacionar o carro, e galera, só entrava homens na boate, poucas mulheres, até ai tudo bem.

Entramos e fomos no banheiro direto, eles olharem o estrago da chuva, e eu só olhando ao meu redor.

Levi cumprimentou uma garota, a Julia, e sentamos na mesa eu ele o Igor e Julia, depois de uns minutos puxei meu primo;

- Levi isso aqui é uma boate gay?

- Não, mas essa noite sim.

- Porque não me disse?

O Igor então entra no papo e fala;

- Ei relaxa, você é o mais gato daqui.

Dei um sorriso sem graça;

- Ei fica de boa, vamos dançar, vem... – Puxa Levi.

Eu e ele fomos para o centro da pista, caramba o Dj estava bem nostálgico, tocando aquela música “Selfie”, rsrsrs.

Foi tranquilo para mim até tomar umas doses de tequila, isso me deixou pouco animado.

Ficamos na mesa conversando e trocando ideias, os amigos dele eram bem loucos;

- Que foi Lucca? – Pergunta Levi em um momento.

- Não sei, muita gente me olhando.

- É que você é a carne nova do pedaço gato, aproveita. – Grita Julia.

- Ele é um fofo gente, para! Todo delicado, mais civilizado que todos nos juntos. – Igor novamente e rizada de todos na mesa.

Voltaram em uns assuntos de sexo, e eu fiquei mais sem graça ainda, estava tomando agua, e as vezes um pouco da cerveja do Levi.

A boate não estava tão cheia, por causa da chuva, estava uma quantidade de pessoas agradável, graças a Deus.

Eu fui olhar os outros, e uns me mandavam beijo outros piscavam. E dois caras vieram falar comigo, mas coloquei para correr de imediato.

Em um dos camarotes que ficavam pouco acima de nós, havia um cara olhando para a galera, ele estava debruçado na grade. Ele me chamou a atenção.

De calça jeans muito rasgada, camisa de manga curta florida, com alguns botões abertos, deixando a mostra duas tatuagens de “coroas” no peito, ele tomava algo em um copo com gelo. Com tatuagens até nas mãos.

Olhava para todos embaixo, e seu camarote cheio de gente, o mais cheio do local.

- Tira o olho Lucca. – Fala Levi, segurando no meu ombro.

- Que foi?

-  Ele é meu. – Todo confiante fala meu primo.

- Quem é?

- Ryan Pedro, trabalha no banco, filhinho de mamãe, e um galinha de carteirinha. – Fala o Igor.

- Estão ficando Levi? – Pergunto desconfiado, gente o menino era tudo de bom, e nem estava dando bola para nós.

- Sim, ficamos uma vez, estou tentando um emprego com a mãe dele para ficar mais perto.

- Ele não conhece você Levi, é coisa da cabeça dele Lucca, seu primo é apaixonado nele. – Igor intrometendo de novo.

- Estão falando do Ryan? – Fala Julia. – Prefiro o Felipe, mais homem.

- Ficaram sabendo que a mãe dele foi jurada de morte, depois de condenar aquele traficante famoso? – Comenta Igor.

- Não queremos saber dela Igor, e sim dele. – Julia fala.

- Ele ficou com a mesa inteira foi? – Pergunto rindo.

- Julia já deu pra ele, para a cidade toda! E nós ficamos uma vez. – Responde Levi.

- Beijei e beijo quando quiser, somos amigos, mas a praia dele é outra, por isso estou de papo com o amigo dele, o Felipe. – Fala Julia dando gargalhadas.

- Ei ele não presta, se acha “ô cara”. – Levi diz.

- Porque curte ele então?

- Meu crush primo, não posso ter um, rsrsrs.

Eu fui no bar peguei um combo que os meninos pedirão, e depois no banheiro, antes de sentar novamente percebo que ele estava me olhando.

Sentei quieto e tentei disfarçar, mas olhei de novo, “merda”. Todos se divertindo e falando bobagem, até o curioso do Igor falar;

- Meninos disfarcem, o Ryan está olhando para a mesa. – Fala ele.

Todo mundo olha, Julia comenta;

- Percebeu a carne nova, vai que é sua Lucca.

- Meu Deus ele desceu de lá... – Falou o Igor. – Gente ele está vindo aqui.

Olhei meio de lado e estava mesmo, minhas costas gelaram, fiquei imóvel, olhando para os meninos. Julia sorria, Igor com cara de desdenho, e Levi expectativa. Mas eu sabia que havia me olhado;

- Diego, a rodada aqui é por minha conta falou. – Ele fala para o garçom que estava cuidando da nossa mesa. – Quem é seu amigo Julia?

Uma voz rouca, com um sorriso de canto que nem olhei, ele estava apoiado com as mãos na cadeira dela me olhando “dentro da alma”;

- Não enche Ryan. – Levi fala entregando uma cerveja para mim.

- Qual seu nome Delicia? – Ele pergunta se virando para mim.

- Delicia? Fala sério. – Revirei os olhos.

Julia Sorriu;

- Ele não é suas vadias Ryan. – Comenta Levi.

- Se eu sorrir para ele, se apaixona Levi. – O cara tinha uma puta segurança, tenho que admitir.

- Eu não teria tanta certeza, afinal, quem gosta de ver dentes é dentista. – Sim, isso saiu de minha boca.

Todo mundo da mesa sorriu, Julia gritou, rsrs. Ele então ficou ereto e mordeu os lábios inferiores, passando a língua, meio que duvidando do que escutou, piscou lento e pegou minha cerveja saindo.

- Não foi dessa vez gatinho. – Julia fala dando um tapa na bunda dele.

Assim que ele saiu da minha frente quase a boate toda olhando para gente, fiquei roxo de vergonha.

- Adoro lindo, acabou de jogar uma ótima noite de sexo no lixo. – Fala Julia sorrindo.

Os meninos sorriram mas discordaram dela;

- Fez certo Lucca, não vai se envolver com aquilo. – Diz Levi.

Bem ficamos quase até o amanhecer, isso porque eu queria ir embora cedo, quando decidimos ir, os meninos foram pagar a conta e eu no banheiro antes de sair.

Depois de mijar, lavei minhas mãos, fiquei olhando no espelho, rindo, pensando, “eu nunca fiquei assim”. Estava bem, mais Alegre, me entendem.

Saindo dou de cara com o Ryan, sabe quando tem uma merda de porta e você dá de cara com a pessoa, vai para um lado ela também, para o outro a mesma coisa. Passei essa vergonha.

Olhei para ele, que segurou minha cintura próxima demais ao seu corpo, e se virou, para da passagem.

Fui então colocar a minha cereja da noite no bolo, iria beijar ele, aproximei os lábios quase fechando os olhos, e o desgraçado se afasta... Um passo para trás...

Ele pisca e me deixa no vácuo.

Quase me explodi de raiva, sai daquela boate pisando em fogo. No caminho para casa, fingir dormir para não ter que falar com os meninos.

Galera cheguei e fui tomar um banho, deitei de manhã, literalmente.

Acordamos aquele dia as quatro da tarde, um bagaço os dois, sentados na cozinha, um olhando para o outro, com uma garrafa de agua no meio;

- Igor gostou de você Lucca. – Fala Levi.

- Não, não gostei dele.

- Ah primo, vai ter que dar uma chance, agora.

- Porque?

- Confirmei que iria na festa da Julia hoje, perguntamos você, mas estava dormindo.

- Nem vem Levi, ele é um pé no saco cara.

- Eu sei, mas é que ele é carente, só isso, estava tentando te impressionar Lucca.

- Não deu certo viu. E também, Não contei uma coisa, ontem na hora de ir embora, vi ele no banheiro.

- E ai?

- Ele fingiu que nem me conhecia.

- Ah, agora sim, acho que ele ainda pensa em mim.

Meu primo estava em uma situação de amor platônico, muito escrota, confesso.


#Ryan Pedro


Estava fumando um narguilé na casa do Felipe, e olhando os Stories do “Insta”. Quando ele comenta;

- Estou pensando em fazer aquela tatoo cara que te falei.

- Massa, me avisa quando for, vou falar com o Valentin para dar um retoque nessa estrela aqui. – Falo mostrando a ele. – Que merda me gravaram na boate ontem, olha isso. – Falo mostrando a Felipe.

- Esse é o tal cara que me falou?

- Sim, bem delicinha ele né, olha essa boca.

- Descobriu o nome?

- Lucca, é primo do Levi, vai morar em Sorocaba agora.

- Coitado.

- Haha’ digo o mesmo.

- Festa da Julia hoje, para fechar as férias mano, vamos colar ou nada? – Felipe diz se levantando.

- Sim, minha mãe viajou, e estou sozinho em casa, quero beber até morrer, segunda-feira começa o semestre, ela volta a ficar no meu pé.

- Ei e vai me ajudar a pegar a Julia em mano, ontem você deu para trás.

- Falei com ela, disse que está de boa, mas na festa eu barulho ela para você. Ei vamos lavar meu carro, falou que iria me ajudar viado.

- Vamos lá.

Fui para casa já por volta de oito da noite, tomei um banho, e fiquei no quarto, conversando e vendo o papo do grupo da festa, bem eu peguei no sono.

Estava cansado e não havia dormido direito desde a noite passada.

Acordei com o telefone da casa chamando, coloquei meu celular para carregar, estava desligado, e já era meia noite e meia, as mensagens de Felipe caíram. Marcamos de eu dar carona para ele, mas como o celular desligou ele ficou “putasso”. Ele foi sem eu, disse que estava top e era para eu ir.

Troquei de roupa, coloquei a calça jeans da noite passada, uma camisa longline, cinza, de manga cumprida.

Bem a Julia morava pouco longe do bairro de casa, cheguei era quase uma e vinte da madrugada.

Uma parte da festa havia luz negra, deixando bem massa o ambiente. Cheguei olhando a galera e procurando o Felipe, ele estava com a Julia se pegando perto das mesas, cheguei neles;

- Vejo que não precisam mais da minha ajuda não é mesmo. – Falo segurando na cintura dela e dando tapas nas costas dele.

- Filho da puta, te liguei umas trezentas vezes.

- É gato, você nem viu minhas mensagens. – Falou ela passando a mão no meu peito.

- Tomei um banho e capotei, to morgado, vou tomar umas doses de tequila para acordar. Onde está? – Pergunto.

- Mesa do Levi, vai lá.

Cumprimentei algumas pessoas e peguei uma cerveja. Olhei ao redor e vi o Levi;

- E ai, cara, Posso? – Pergunto deixando a garrafa na mesa.

- É da Julia. – Ele responde saindo.

Peguei um copo pequeno, limpo com a camisa e encho, quando pego o limão e o sal vejo o Lucca, me olhando, na verdade eu estava do seu lado e nem prestei atenção.

Ele virou o rosto, e eu a tequila, peguei minha garrafa e entreguei a ele;

- Pagando a de ontem. – Pisquei e sai.

Noite passada chuva e frio, nesta noite um calor fora do normal, e eu de camisa de manga longa.  Na casa da Julia tinha uma piscina pequena, tipo nada demais. Perto da piscina uma galera com a mesa de truco, pessoal da faculdade, e uns conhecidos em volta, consegui entrar de próximo.

Mano na boa, levei uma “taca”, feia, perdemos e tivemos que virar uma garrafa de vodka, eu e meu parceiro.

Depois de beber aquela merda nós dois caímos na piscina, molhando o pessoal do truco que ficaram putos conosco.

Olhando a Julia estava la dentro também, eu não sei exatamente como, mas quando me dei por mim estava pegando ela na piscina. Porra dei uns amassos foda viu, ela tinha uma mão boba, que era gostosa demais, assim como ela.

Sai da piscina e tirei a camisa, e minha calça, mas eu estava excitado, de pau duro, na cueca preta;

- Olha aqui o que fez comigo gata. – Falei mostrando pra ela.

Meio que todo mundo que estava perto olhou. Voltei para a piscina.

E Devem estar se perguntando e Felipe? Bem ele estava no quarto com outra garota, rsrs, pois é rápido assim.


#Lucca


- São sempre assim? – Pergunto ao Igor.

- Não viu nada.

Não tinha como não olhar, o Ryan tinha um corpo bonito sabem, magro e cheio de tatuagens, o cara estava de cueca. A imaginação chega “bugar”.

Voltando aqui, Igor estava apaixonadinho em mim, tentou me beijar, eu desviei, dei umas desculpas e então sai, a desculpa foi que iria procurar meu primo, olhei em uns carros, fui na rua e nada, daquela puta. Eu louco para ir embora, voltei e o Igor também tinha sumido, na piscina o Ryan também. Até ai tudo bem.

Ouvi uns sorrisos e conversas, entrei fui nos quartos, estava tudo escuro, nem sabia onde estava indo, abri uma das portas e em cheio o Levi estava de amassos com outro cara;

- Ei não vou demorar, rsrsrs, me espera em... – Foi o que entendi de tudo que ele falou.

Levi fazia isso para deixar o Ryan com ciúmes, ou tentar chamar a atenção dele, algo que ele faz péssimo, pois esnoba o cara sempre que pode. Acham contraditório eu dizer isso, mas depois da boate fiquei na minha, não poderia pisar na bola novamente.

Estava cansado, não havia dormido direito e nem comi nada. Sentei no sofá maior na sala e olhei as mensagens no celular. Quando o Ryan passa em direção os corredores e ouço o abrir e fechar de uma porta.

Me fiz de egípcia né, nem olhei quando ele voltou. Estava com uma toalha enxugando o rosto, ao me ver, para e senta;

- E ai, beleza? – Pergunta sentado ao meu lado.

- Beleza, me da licença. – Falo levantando.

Ele me segurou e puxou para o sofá novamente, o desgraçado deu um sorriso bem safado e falou;

- Garoto, acho que não entendeu! Não é quando você quer, e sim quando eu quero.

- Se acha menos idiota. – Falo levantando as sobrancelhas.

- Você quer agora? – Pergunta na maior cara de pau.

- Mas é claro que não, nem agora nem nunca.

Antes de terminar de responder, ele me beija, segurando meu braço e deitando por cima de mim.

Foi rápido, e eu deixei. Levei uma de minhas mãos em sua cintura e ele a segurou forte.

Mordi o canto de sua boca, ele deixou eu descer e seu queixo e seu pescoço, sua orelha, então Ryan desce minha mão dentro de sua cueca, me assustei na hora.

- Entendeu agora? – Fala ele se levantando e se envolvendo na toalha.

- Filho da puta. – Falei para ele ouvir.

Que raiva, mas que raiva, muita mesmo, de mim e claro que dele também.

Bem depois que ele saiu eu fui no banheiro vomitar, acho que a bebida havia voltado, só pode.

Me lembro de Igor me colocando no carro e Levi só rindo, lembro só de risadas dele.

Bem vamos para o dia seguinte, segunda-feira, primeiro dia de aula, começar uma rotina nova, eu iria procurar trabalho durante o dia, mas como não dormi direito a noite, passei o dia de cama.

Graças a Deus, estava bem para ir na faculdade a noite.


#Ryan Pedro


- Olha para isso Helena, que acha em? – Falo para a empregada.

- Muito bonito viu Ryan.

Ela diz rindo;

- Casaria comigo ou nada?

- Não.

- Porque?

- Você é um galinha meu filho.

- Helena, rsrsrs, mas sou bom de cama.

- Mas é galinha.

Coloquei a camisa e abracei ela a beijando;

- Ai, caramba, nem sei como não te chamei de mãe.

- Não fala assim. Ela te ama.

- Sim, eu sei, tanto que nem ligou dizendo que atrasaria a viagem...

- Vai logo para a Faculdade! Vai acabar perdendo a primeira aula.

- Vou nessa! Beijo.

Coloquei um funk já saindo de casa, com o som estralando.

Peguei o Felipe e passamos em um mercado perto da universidade;

- Acha que aqui tem vodka? – Pergunta ele descendo.

- Espero que sim, aqueles calouros não perdem por esperar.

- Tinha que esperar o fim da semana Ryan, hoje não vai quase ninguém.

- Por isso vamos fazer hoje, fim da semana nunca tem ninguém, ei pega essas tintas ai.

- Qual cor?

- Pega tudo.

Bem na faculdade, eu estava de camisa rosa, calça branca e touca na cabeça, passando pelo guarda ele pega minha touca falando;

- Sabe que não pode senhor Ryan.

- Por isso eu uso.

Peguei de sua mão e a coloquei novamente, entramos na sala do coordenador do curso;

- Sergio vamos fazer o trote da turma da Publicidade hoje. – Falo sentando na cadeira.

- Certo, vou avisar a reitoria, mas Ryan, nada de bebidas, pelo amor de Deus.

- Relaxa, será umas coisas mais tranquilas.

Falo escondendo as garrafas nas sacolas. Deixamos elas no carro, pois era muita coisa.

Fomos para a aula, ficamos três horários e só teria essas aulas neste dia, com o nosso professor ainda na sala já fui levantando da cadeira e falando;

- Galera o trote do primeiro período é hoje, quero garotas e os manos, beleza.

Combinamos com a galera, e então fomos para a sala dos caras.

O professor saiu e uns alunos junto;

- Ei, vocês dois para dentro. – Falo com os caras que saiu.

Estava sozinho, com uma mochila de lado e óculos. Tudo emprestado.

Eles entenderam que eu era professor e voltaram calados. Graças a Deus a sala de aula lotada;

- Todo mundo em seu lugar. Rápido. – Falo colocando a mochila na mesa.

Peguei um canetão para disfarçar, olho ao redor, olhando umas garotas e os caras folgados.

Uma das garotas piscou para mim. Eu sorri e atrás dela o Lucca, ai não poderia ser melhor;

- Você não é professor, é filho da juíza Giovanna Pinto. – Fala um idiota no fundo.

- Não, eu não sou professor, mas sim o demônio de agora em diante para vocês. – Falo enquanto os meninos entram.

– Todas as garotas me sigam, agora! – Fala uma amiga de sala, levando as meninas para outra sala, como combinado.

- Vocês, calouros de merda, de pé.

Os meninos tiraram as cadeiras do meio, e fizeram ficar um ao lado do outro;

- Isso é contra a reitoria...

- Cala a boca e tira a roupa. – Falei pro intrometido.

- Não, você não... – Antes de ele terminar de falar joguei uma lata de tinta nele.

- Tira a merda da roupa. Todo vocês vai.

Todo mundo pelado, com cara de cu, os meus amigos rindo, Felipe dando gargalhadas. Eu não iria perder a oportunidade e cheguei em Lucca e falei;

- Dá uma voltinha.

Ele me encarou olhou ao redor e se virou, que bunda deliciosa ele tinha.

Me afastei e jogaram tinta em todo mundo, foi muito massa. Mandaram todos se ajoelhar e deram vodka chacoalhando a cabeça deles.

Já estavam bem ruins, quando pegamos o halls, fizeram uma roda e tinham que passar de boca em boca até o ultimo cara. Se a bala cair tinham que dar um beijo de língua.

E para ir embora uma dose de tequila. Mas o trote era durante a semana, eles iriam angariar uma festa na minha casa no fim da semana.

Eu demorei sair, pois o Felipe ficou no trote das garotas que demorou um pouco, fiquei um pouco no carro e voltei ao campus para chamar ele, encontro o Levi, ele pisca ao passar por mim.

Eu olho para trás e ele fala;

- Ei porque não esquecemos nossas diferenças e damos uns amassos em? – Olhei meio estranho pois ele se aproximou demais.

- Nossa diferença é que não vai rolar nada. Rsrs, Falou.

- Não está afim? – Ele pega no meu pau, sem pudor, na cara dura, no meio do campus da faculdade.

- Estou sempre afim de gozar gostoso, mas não com você.

Falei saindo. O cara é paranoico só pode.


#Lucca


Não vou nem comentar meu começo de semana, na boa...

Pulando uns dias, na quinta-feira a Julia conseguiu um trabalho para mim, no escritório de advocacia onde ela trabalhava.

Fiquei com ela, de secretário, o salário não era muito, mas dava para me manter até achar algo melhor. E não trabalhava aos fins de semana.

- Porque não namora ele então... – Falo a ela.

- Porque o Felipe é igual ao Ryan, só quer sexo, e eu até quero, mas ele é muito galinha.

- Eu vi o Ryan, beijando você depois que o Felipe beijou. – Falei baixo a Julia.

- Ta falando o que? Ele pegou você também.

Eu fiquei da cor de uma folha A4, branco;

- De onde tirou isso? – Pergunto me fazendo de desentendido.

- Lucca. Eu vi ele levantando do sofá excitado e depois você saiu logo depois.

- Ufa pensei que ele havia contado para todo mundo. – Falo com a mão no coração.

- Porque não pega ele logo?

- Porque meu primo é apaixonado nele.

Ela riu e me contou uma fofoca;

- Seu primo é apaixonado no Ryan desde que ele namorava o Vinicius.

- Que Vinicius é esse?

- Longa história, tem que saber que Ryan curtia o cara, e do nada ele se mudou. E seu primo conhece ele desde pequeno, é coisa da cabeça dele.

- Viu por isso não vai rolar nada. Vou ficar na minha, esse cara é só problema.

- Não falo mais nada... Ele que não vai sair do seu pé. Olha ai cliente... Olá Boa tarde.

Eu ignorei esse papo com a Julia, mas vamos prosseguir...

Tivemos que juntar uma grana para a tal festa, sete períodos da universidade iriam comparecer, e nós deveríamos servir e dar um up na festa.

No sábado à tarde, fui para a casa do Ryan junto com mais 4 amigas, nos cuidávamos da decoração.

Vou abrir um parágrafo para falar da casa, e que casa, era como as de novela, com aquelas portas de vidro imensas, uma escadaria ao lado esquerdo, vidro para todo lado, umas estatuas, muito foda, o jardim aberto, coisa de loco, um carpete no chão que parece nunca ter pisado. Rsrs.

Fomos recebidos por uma senhora, ela que abriu a porta;

- Olá boa tarde, sou a Helena, vocês devem que são os decoradores certo?

- Sim, podemos entrar? – Falo cumprimentando ela.

Helena mostrou a área da piscina, que tinha um piso de madeira ao redor, uma jacuse no canto e a piscina maravilhosa, algumas mesas para nos organizarmos.

A casa tinha dois andares muito linda mesmo. Bem colocamos alguns balões na piscina, decoramos e organizamos algumas mesas, o bar, e o lugar onde deixar o som.

Entrei e pedi um copo de agua para a Helena;

- Sim, vou pegar.

Ela pegou na geladeira e me entregou a jarra;

- Leve para as mocinhas, esqueci, vou preparar um lanche para vocês, tudo bem.

- Não, não se preocupa, pode deixar, já estamos terminando.

Falo me servindo. Foi quando entrou uns caras e começaram a cobrir e tirar duas estatuas que estavam na sala, e uns passos fortes na escada;

- É só hoje mãe, dá para dar sossego só hoje? – Era o Ryan falando.

Peguei a jarra e os copos e sai, antes que começasse a feder;

- Mãe. Porra. Você nem fica em casa, to pedindo uma noite de folga, faça o que você faz de melhor, sumir! – Disse ele gritando.

Helena pega e sai subindo as escadas. Levei a agua e as meninas comentam;

- Acho que não vai ter festa.

Uma delas olham para cima, em um dos quartos os dois discutiam, ela olha para nós, que disfarçamos e ela chega e fecha a cortina imensa;

- Vamos terminar isso rápido, fazer nossa parte. E sair daqui, antes que começa a pegar fogo, literalmente. – Falei.

Terminamos e fomos embora sem despedir, o clima estava tenso ali.

Seguinte, a noite quem não comparecesse iria ter que pagar uma “multa” na segunda-feira na aula, o problema é que os veteranos não disseram oque, forçando todos irem.

Levi também iria nessa festa, pois o convite se estendia até sua sala, bem eu fui mais cedo, pois nossa turma iria servir a festa, os meninos da nossa classe estavam reunidos, uns reclamando outros achando bom uma festa, e então o Felipe chama a gente até a sala da casa;

- Lucca, Brenda, Liz e Stefane estão livres de trabalhar na festa, vocês decoraram a casa e já fizeram a parte de vocês, podem ir. – Fala Ryan.

Descemos para a piscina, pois haviam algumas pessoas já, o Levi e Igor mandaram mensagens perguntando como estava lá, e tals, se já poderiam vir.

Fiquei de papo com as meninas mas sem beber, é que eu não tinha muitos assuntos com elas, só queriam falar de homens, e tals, de quem estava mais gato na festa, cheias de frescuras.

Respirei tranquilo quando vi a Julia, ela já veio direto em mim;

- Lucca viu o seu primo? – Pergunta ela provando minha bebida.

- Não chegaram ainda.

- Hum, fiquei sabendo que você vai transar hoje.

- Como assim, ficou louca? – Pergunto me afastando das meninas.

- Vi o Ryan falando com o Felipe que iria te pegar hoje.

- Ele está muito enganado.

- Escute, bebe, vamos beber, aproveita, você está precisando.

Dei um tchau falso para elas e sai. Servi a Julia, pois eu sabia onde as bebidas estavam, e ao sair o Felipe encontra a gente a gente;

- Pode ir me dizendo onde estão. – Fala ele.

O levei até o frízer de onde os meninos estavam tirando as bebidas para servir;

- Porque não bebe o que eles estão servindo? Não foi ideia sua de colocar a gente como garçom?

- Está bem mal educado em calouro! Eles cospem e misturam as bebidas, acha que eu vou beber o que eles trazem, eu na minha época mijei em um copo Lucca só para ter ideia.

- Meu Deus. – Falei olhando com nojo para minha cerveja.

Ryan passa pela gente olhando muito, afinal Felipe estava rindo a toa;

- Ele está confiante que vamos ficar não é? – Pergunto, meio que pensando alto.

- Dá uma chance pro cara... – Felipe começa a rir, ele deu gargalhadas e eu sem entender... – Não acredito que estou falando isso para um cara pegar outro.

- Não precisa falar, não vou ficar com ele.

- Por causa do seu primo? Dou um jeito nele se quiser.

- Não Felipe, deixa para lá. Mano não rola só isso.

- Não conhece o Ryan, nem vou dizer isso a ele, deixar vocês se entenderem, e valeu pela cerveja.

Galera eu fiz uma grande merda essa noite, ignorei o Ryan até porque Levi estava na festa, e eu não iria entrar nesse meio. Decidi aproveitar a noite.

E fui jogar truco com o Felipe, Julia, e um amigo deles. Eu joguei de parceiro com o Felipe, demos uma ótima dupla, derrotamos várias pessoas.

A questão era, Felipe é o único que joga com o Ryan, e ele veio sentou e perdeu, eu fiz ele perder, gritei um truco na cara dele, todo mundo ficou maluco;

- Mano se a gente ganhar essa eu beijo na tua boca viado. – Fala o Felipe já bêbado.

Ryan não tinha carta, bati minha carta na mesa, levantando e comemorando igual um louco, todo mundo gritando, o Felipe me dá um selinho, foi muito engraçado.

Ryan não gostou, mas ficou na dele, nós paramos de jogar porque não tinha mais parceiros. Quando disse problema é que só depois de horas eu percebi que meu primo e o Igor estavam na festa, até do pessoal da minha sala eu fiquei longe.

Vocês aqui, até me entendem, mas eles não. Cheguei cumprimentando eles que já estavam meio putos;

- Porque não vai ficar com os Veteranos em? – Pergunta Igor.

- Estava com eles antes de chegarem, não fiz nada, só estava jogando. – Respondi.

A Julia estava perto e veio falando;

- Larga de inveja Igor. Ignora ele Lucca, vem quero te contar algo... – Fala ela saindo abraçada comigo.

Demos uma volta na piscina e ela meio que abraçada comigo fala;

- Ryan está puto com você.

- Mas por que? Vocês que me chamaram para jogar.

- Não. Ele está afim de você, eu dei umas ideias para ele, está doidinho. – Fala ela rindo e olhando para ele.

- Julia, falei que não estava nem ai para ele.

- Vocês até que formam um belo casal, que tem? – Ela estava bêbada.

- Meu primo gos...

- Levi que vai namorar o Igor, ele não é para o Ryan, olha! Seguinte, aproveita sua vida, pensa mais em você.

- Sim, eu penso, não quero ficar com o Ryan.

- Ah como é burro. Beleza, mas vai você e fala com ele agora.

- Eu, mas...

Antes de terminar de falar Felipe abraça a gente e derruba na piscina, fomos os primeiros a pular, bem, a sermos jogados.

Alguns pularam, outros foram jogados como nos, fiquei um pouco la dentro, e como eu sabia que lá iria ter a piscina, fui de sunga.

- Tira a roupa então. – Fala a Julia.

Tirei a roupa e levei para dentro em um lugar, onde conseguiria lembrar depois.

Sentei com os meninos, levei bebidas para eles que estavam em uma mesa com outros gays, meio que se separando da galera;

- Porque não entram? – Pergunto ao Igor.

- Não trouxe sunga, você não me disse que aqui tinha piscina.

- Não fica reclamando primo, sabe que ando trabalhando muito.

- Está muito amigo da Julia agora né Lucca. – Questiona o Igor.

- Sim.

- Cuidado se ela te der algo para cheirar, não é farinha. – Ele falou e todo mundo da mesa começou a sorrir. – E Ryan não fuma chá mate viu, fica esperto, você que é da roça, não conhece as pessoas direito...

Ele estava tirando com a minha cara, estava bêbado, mas isso não justificava sua atitude.

- Conheço muito bem as pessoas Igor, o seu tipo então...

Me levantei e ao virar dou de cara com o Ryan, derrubando a bebida dele;

- Foi mal. – Falei pegando o copo. – Me desculpa.

O Igor rindo ainda, que raiva;

- Relaxa, eu pego outra... – Ryan diz olhando para os meninos na mesa. – Felipe te entregou a chave do meu carro?

- Sim. Está la dentro, vamos eu te mostro.

Ryan segurou na minha cintura e saímos, com os meninos olhando, na verdade de boca aberta.

Entreguei a chave para ele, havia escondido na dispensa;

- Isso tudo foi medo é? – Pergunta ele pegando.

- Não, mas olha a quantidade de gente, vai que ela some.

Ele sorriu, de canto de boca, sem graça e de covinhas, dentes brancos.

Eu me virei saindo e ele diz;

- Ei espera!

- Diga.

- O que vou falar... É.. Foi mal cara.

- Pelo o que?

- Pensei que você era como o seu primo, o Levi.

- Ninguém é igual a ninguém. – Que papo mais estranho.

- Percebi isso, Julia e Felipe me deram ideia.

- Tudo bem. – Falo me virando.

No canto da cozinha, mais suspenso, havia umas fotografias, da sua mãe, Helena e uma família, não volumosa, e outro com ele abraçado com um cara;

- Quem é? – Pergunto, passando por elas.

- Meu primo.

Ele respondeu indiferente então, resolvi sair.



#Ryan


Ele se virou para sair e então puxei seu braço, ele estava, me olhando e beijei ele, segurando sua cintura e aproximei muito ele, eu não estava bêbado, muito menos o Lucca, o que deixou o beijo FODA. Que delicia.

- Ryan para, não posso.

- Ei, ei! – Segurei sua cintura, e fechei a porta da dispensa.

Dei uma pegada forte no Lucca, tirando o folego dele, o deixando sem ar, peguei em suas coxas e bunda, chegamos a deixar umas prateleiras cair.

Parei de beijar ele que ficou me olhando, Lucca aproxima seus lábios e eu esquivo;

- Primeira porta a esquerda depois da escadaria. – Falei saindo da dispensa.

Peguei a chave e fui pegar umas camisinhas que havia deixado no carro.

A Julia estava passando, eu então chamo ela;

- Ei, vou subir e não demoro, fica de olho ai pra mim.

- Vai lá gato!

Assim que subi fui ao meu quarto, na janela vi o Lucca e pisquei fechando a janela.

Tirei a sunga que estava e coloquei uma cueca branca, aproveitei e molhei ela, deixando meio que transparente, deitei na cama apagando as luzes do quarto.

Foi rápido, ouvi a porta abrir, e seus passos;

- Só te esperando. – Falo para ele identificar onde eu estava.

Senti ele subindo na cama, passando a mão em minha cueca deixando meu pau bem duro.

Ele passa a mão e retira ele da cueca, dá uma chupada bem molhada e sobe beijando minha barriga, pescoço e chega em minha boca.

O gosto estava diferente, beeeem diferente;

- Não sabia que estava bebendo Tequila. – Comento.

Ele não responde e continua beijando. Gente eu brochei com aquele gosto;

- Espera Lucca, Espera! – Falo afastando dele.

A luz ascende e eu quase morri do coração;

- Meu Deus! – Gritei pulando desesperado da cama. – O que está fazendo aqui Levi, ficou doente?

O Felipe que havia entrado;

- Ryan ta maluco mano? O Lucca ta subindo.

- Lucca? Está ficando com meu primo?

- Que está fazendo aqui desgraça? Meu Deus... – Comecei a fazer ânsia de vomito.

E iria vomitar, fui correndo pro banheiro, gente quase as tripas saíram no vaso. Isso havia se passado uns vinte minutos;

- Estou preocupado com você cara, vamos, vou pegar um balde e te levar para o hospital. – Fala o Felipe.

- E o Lucca? Viu alguma coisa?

- Falei que está passando mal, esquece isso. Vou pegar o carro, fica ai.

Acho que o Felipe sarou da pinga na hora, galera eu estava vomitando tanto, mas tanto, chegou ah um momento que só saia suco gástrico.

Pois é, fiquei péssimo, fizeram uma bateria de exames, o meu médico chegou em mim e falou, de frente para o Felipe;

- Se ele não maneirar na bebida, logo irá ter problemas maiores nos rins. Ryan por causa da bebida você está com um corpo de idade de 37 anos por causa do álcool. Não se alimenta direito, e não ganha peso, somente bebe. Se não parar de imediato, irá precisar de um transplante.

Eu fiquei desesperado.

Mas pode sempre piorar, e claro minha mãe chega e conversa com o doutor. Dessa vez foi uma briga feia entre a gente, muito mesmo.

Fiquei duas semanas de atestado, quase uma inteira no hospital. Em casa lembro de descer e ir na cozinha, e o bar onde eu deixava as bebidas não existia, minha mãe colocou outro móvel no lugar;

- Acha que isso adianta? – Pergunto a Helena que estava pia lavando louça.

- Não Ryan, só você pode mudar, e sabe que se não mudar pode piorar.

Todos ficaram sabendo que fiquei internado durante esse tempo, amigos me visitaram, mas pedi para manterem segredos do que era realmente meu problema.

As conversas correram a solta. Mas ignorei. Nesse dia, era terça-feira, eu estava indo ao banheiro e no caminho pelo corredor vejo o Levi;

- Levi, espera ai! – Falei apressando o passo.

Ele me olhou surpreso e tentou fugir, acho que não sabia que eu iria na aula;

- Como está?

- Bem, estou bem, obrigado.

- Que bom, caso queira alguma...

- Espera! Calma, quero falar com você.

- Pode falar Ryan.

- Sei que é apaixonado por mim, sei que tem sentimentos por mim.

- Sim, mas...

- Mas, essa é a questão! Levi na real, nunca vamos ficar juntos, eu não sinto nada por você, não sinto atração, nada! Me desculpe se algum dia deixei transparecer outra coisa, mas não vai rola nada. Quero que entenda isso e não me julgue, prefiro assim que você entende e não fica duvidas, assim você pode seguir em frente.

Dei um tapa nas costas dele e sai, sei que o cara ficou meio para baixo, mas o Felipe mandou eu dar uma surra nele, achei melhor assim.

Minhas férias do banco haviam acabado, voltei ao batente, estaria de cabeça cheia e ocupado novamente, como antes.

Achava eu...

- Ryan leve esses documentos ao nosso advogado, preciso que ele dê entrada hoje.

- Sim senhor, mas porque o office-boy não vai?

- Ele sofreu um acidente mais cedo, quebra essa para mim.

- Beleza, vou lá.

- Está liberado depois tranquilo.

- Obrigado.

Arrumei minhas coisas, desliguei meu computador, e passei meus atendimentos para minha colega, e fui no tal escritório.

Ainda de camisa branca e gravata vermelha, quando cheguei lembro que era o trampo de Julia. Mas na recepção quem estava era o Lucca;

- Boa Tarde em que posso ajudar? – Questiona ele se virando.

Ao me ver sua feição muda;

- Tenho uns documentos para o Dr.Harry.

- Um momento.

Ele liga e o cara aparece na porta próxima;

- Ryan, entra aqui filho, como vai sua mãe...

- Bem graças a Deus...

Fiquei de papo com ele e tals, saímos depois do seu horário, ele que fechou o escritório.

Depois que sai, no ponto de ônibus o Lucca estava aguardando. Eu parei no ponto abri a janela e disse;

- Entra ai, te dou uma carona.

- Não, obrigado.

- Não me faça descer e te jogar dentro desse carro. – Eu gritei na verdade.

Ele entrou de vergonha, pois todo mundo ficou olhando;

- Coloca o cinto. – Falei.

Ele me olha ironizando, e fica calado na dele. Perguntei o bairro que ele mora e logo explica.

- Como está? – Ele pergunta sem me olhar.

- Bem, descobri que se não para de beber eu perco o meu rim.

- Pelo menos uma noticia boa, não é! Parar de beber, talvez assim você fica menos vagabundo.

- Pode pelo menos me respeitar, não tive culpa, mandei você subir, não ele.

- Ele quem?

- Seu primo.

Olha o tamanho da merda;

- Passou a noite com meu primo? Por isso o Felipe falou que estava passando mal... E Levi sumiu. PARA ESSE CARRO.

- Calma Lucca, calma. Escuta.

- Para a porcaria desse carro.

Eu não iria, mas ele abriu a porta, eu quase causei um acidente, ele desceu e eu fui atrás.

Sim, deixei o carro aberto em plena avenida;

- Escuta aqui garoto, eu posso provar que fui parar no hospital aquela noite.

- Consegue provar também que ficou com o Levi?

- Sim, mas ele quem entrou no quarto eu esperava você... Lucca.

O desgraçado saiu andando, o semáforo abriu ele entrou em um taxi. Voltei para o carro e pensei em ir embora, não sei o que deu em mim, fui para na sua casa.

Logo que desceu ele me viu estacionando e entrou, eu desci e fui tocar a campainha, uma senhora chega para entrar e questiona;

- Posso te ajudar filho?

- Sim, preciso falar com o Lucca.

- Vou chamar ele para você, qual seu nome?

- Ryan, obrigado viu.

Nossa não acredito que havia contado a ele, burro igual a eu, só eu mesmo.

Ela retorna com uma cara não muito boa;

- Escute Ryan, ele está meio estressado, não acha melhor vir outra hora?

- Qual o nome da senhora?

- Raquel.

- Dona Raquel, vou sentar aqui, na calçada, fala para ele que estarei aqui esperando, não irei sair daqui.

Ela não falou nada e entrou. Me sentei e depois de quinze minutos ele sai, abre o portão e sai;

- Você tem dois minutos.

- Combinei com você de ficarmos, eu subi a porcaria das escadas e pisquei para você da janela, pode ser a hora que ele viu. Desliguei as luzes e aguardei, como ele entrou no escuro eu fiquei na minha, mas Lucca quando ele me beijou eu soube na hora que não era você.

- Como sei que não é só mais uma mentirinha sua, cara?

Peguei na gola de sua camisa e joguei contra o carro beijando ele;

- Acredite eu não me explico para ninguém. – Falo.

Mordi seu lábio inferior, e voltei a beijar, ai sim ele abaixou a guarda. Sem palavras ficamos mais uns minutos se beijando ali, ele era dos meus, sem muitas palavras;

- Preciso entrar.

- Beleza, a gente se vê.

Ele se afastou e o vimos o primo dele parado na calçada nos olhando. Na real ignorei ele e entrei no carro saindo, o Lucca entrou em casa, ele ficou igual uma estatua parado.

Nesse dia a merda da minha cabeça não tirava ele de mente, a todo momento.

A noite em uma pequena resenha na casa da Julia, ela veio tentar conversar;

- Que foi em, é por causa da bebida que está assim?

- Não estou de boa, narguilé sem uma cerveja não é o mesmo.

- Quer um gole da minha? – Pergunta ela me oferecendo a garrafa.

- Não valeu.

- Sabe Ryan, chamei o Lucca, ele perguntou se você estava aqui, quando falei, ele só disse não.

- Isso porque eu não faço merda.

- Vocês são cheios de frescuras né. Parecem um casal, só brigam, só arrumam para cabeça, isso porque nunca ficaram. Está ficando louco por alguém que nunca dormiu com você mano.

- Julia, eu mudei o que podia para agradar e nada, não vou abrir mão de mais nada. – Falei para ela.

- Eu estava zoando, está falando a verdade Ryan?

Respondi que sim com a cabeça.

- Você só não é mais burro porque é só um! Não precisa mudar para agradar ninguém, se algo chamou a atenção em você no começo foi aquele Ryan, destemido e intrometido de antes. Não esta certo em mudar para os outros. Tem que mudar para você mesmo.

- Não adianta, ele fica colocando a culpa no primo, ele isso ele aquilo.

- Vocês tentaram?

- Não.

- Então como sabe que não adianta, levanta essa bunda e faz alguma coisa garoto, para de só reclamar. Sem cerveja vai acabar em depressão.


#Lucca


Estava saindo da aula, os meninos indo para a resenha na casa da Julia, mas resolvi ir para casa, tinha trabalho para apresentar na aula no dia seguinte, e como era minha folga, resolvi ir pra casa, dormir cedo.

Despedi dos caras e estava indo para o ponto de ônibus, colocando os fones de ouvido, ouvi um carro virar a esquina e em pouco tempo ele freia cantando pneus do meu lado, minhas pernas tremeram, olhei para o lado, no meio da avenida o Ryan descalço, saindo do carro e abrindo a porta para mim;

- Está tirando uma com minha cara né mano? – Perguntei.

- Cala a porra da boca e entra no carro. – Ele falou assim comigo.

Abriu a porta, e isso me assustou, ele estava de short e camisa cavada, seu chinelo do meu lado, no carona. Ele entra coloca o sinto de segurança e da partida no carro dizendo;

- Seguinte, eu tentei do seu jeito. Claramente não deu certo. Agora será do meu jeito!

- O que...

- Nenhuma palavra, mandei ficar calado esqueceu? – Fala ele ligando a música alta;

- Dá para pelo menos dirigir mais devagar?

- Você não opina aqui dentro desse carro, entendeu!

- Ryan, você está drogado? Só pode.

- Não.

- Eu não moro por aqui, sabe que vira à direita nessa... Onde está me levando?

- Avisa sua tia, que vai dormir fora hoje.

- Ryan, dormir onde, para onde está me levando garoto, para esse carro.

Ele parou o carro, no semáforo mas parou, destravou a porta e falou, com as mãos no volante;

- Estou pensando na gente, em mim... – ele vira o olhar no meu e continua. – E em você. Se quer descobrir relaxa e curta a música. Caso contrário pode descer.

Cruzei os braços e fiquei olhando para frente, ele abriu um sorriso e continuou.

Peguei meu celular e troquei a música, dessa vez ele ficou calado. Confesso estar me mordendo de curiosidade, e tinha aquele medo misturado com as borboletas no estomago.

Avisei minha tia, e então chegamos na casa dele, junto conosco a chuva, forte. Ele parou na garagem e descemos, deixei minha mochila no carro, e entramos.

Ele segurou minha mão e subimos as escadas;

- Tem alguém aqui?

- Não, a Helena está na casa dela e minha mãe, eu não sei na verdade.

Entramos em seu quarto, ao lado esquerdo uma TV, embaixo uns skates na parede no fundo um guarda roupas, e sua cama imensa;

- Irei tomar um banho, não dá para ficar assim... – Fala ele mostrando os pés sujos.

- Escuta Ryan, eu não...

- Ei, não irei te forçar a nada que você não queria.

Eu respirei, e concordei, ele me deu um selinho entrando no banheiro;

- Fica à vontade.

Ele entrou e peguei seu carregador e coloquei no meu celular, sentei na cama olhando ao redor, e percebi acima da cama uma coleção muito grande de desenhos animados, filmes de animação, cara mudei totalmente minha visão dele, olhei e realmente eram usados, fiquei achando ele um fofo, e estranho.

No canto um porta retrato caído, eu subi e vi outra foto dele com o primo, dessa vez bem mais íntimos, tipo o primo dele deitado em seu ombro.

E olhem isso não sei se conhecem, mas ele estava no banho cantando aquele funck, “Agora vai Sentar”. Eu abri a porta do banheiro e entrei falando;

- Espero que vá bem na faculdade, porque cantando não dá futuro.

Quando ele me viu assustou;

- Ta maluco Lucca? – Perguntou ele de dentro do box do banheiro.

- Você me fez tirar a roupa na frente da sala inteira, e ainda mandou eu dar... Dá uma volta Ryan. – Ele apontou os dois dedos para mim.

Deu uma volta sem graça e eu sai. Fechei a varanda que estava entrando agua o quanto a chuva estava forte.

Ele saiu do banho de toalha, e tive que comentar;

- Você engordou foi?

- Tive que para com o álcool, dá nisso.

- Está bem mais bonito.

- Sempre fui. – Diz ele piscando.

Ryan vestiu sua roupa ali mesmo. E desde que entrou no banho o celular dele ficava chegando notificações e chamadas, ele pegou e o desligou, subiu na cama e me chamou;

- Escolhe um ai, vou preparar algo pra gente comer. – Ele fala apontando para os filmes.

Ele sai eu peguei, aqueles “Monstros S.A”. Ele demorando eu desci, sentindo o cheiro de pipoca queimada, a cozinha estava cheia de fumaça;

- Pelo amor de Deus menino que isso?

- Essa merda de pipoca, olha isso.

- Cara queimou a panela toda.

- Não, é de micro-ondas. – Fala ele todo inocente.

Comecei a rir, de dar gargalhadas;

- Mano, olha aqui, não se abre essa embalagem, só aqui, viu, aqui o desenho da pipoca, só colocar. – Falei colocando ela no micro-ondas novamente.

Ryan me abraçou por trás beijando meu pescoço e comenta.

- Nossa se cozinhar tu fica um tesão assim, imagina na cama.

- Cala a boca.

Ele me vira e meio que ficamos se beijando durante o tempo da pipoca.

Subimos e assistimos o filme, até a pipoca acabar. Então eu comento;

- Esse filme era para dar um clima? – Falo meio que rindo.

Ele me olha e pega o controle da TV. Galera o Ryan trocou de canal direto no pornô;

- Serve? – Fala ele.

Fui beijar ele, mas Ryan veio por cima me segurando e dando umas pegadas na minha bunda, passando as mãos pelas minhas costas e coxas, achava que ele tinha umas quatro mãos, pois quando eu sentia ele abrindo minha bunda, sua mão já estava puxando meu cabelo, fiquei sem ar.

- Porra Lucca, nem tirei essa roupa sua e já estou em ponto de bala.

Fala ele chupando meu pescoço. De joelhos na cama ele tira a camisa eu tirei a minha e minha calma, voltando para a cama de cueca, beijei sua boca e desci até seu abdômen e puxei sua cueca, mordendo a barriga e mordiscando suas coxas, fazendo ele sair deitado.

Passando as unhas da mão esquerda em seu peitoral e com a outra segurando seu membro, comecei a chupar ele e já de cara consigo engolir ele todo. Ryan só se contrai e segura no lençol, abri um sorriso e “fiz ele sofrer”, chupei muito ele, descendo até seus pentelhos, e mordendo sua virilha;

- Mano... Vou gozar...

Cuspi deixando mais gostosa a masturbação, eu segurando firme seu membro e rápido.

Ver um homem se contorcer e contrair para gozar não tem visão melhor ao parceiro. Ele tremeu todo, subi beijando sua boca e sentei em seu membro, no toque da minha bunda ele se contrai;

- Hum viado. – Ryan fala me mordendo.

Ele me abraça e saímos para o banheiro;

- Não bati uma hoje, me mata assim.

Falou ele entrando no banheiro.


#Ryan


Liguei a ducha e meio que nos limpamos, foi voltar a beijar ele que fiquei duro novamente.

Lucca é o magro de bunda pequena, mas redondinha, uma tentação para os que curtem magros.  A merda da bunda durinha, dei uns tapas bem gostosos nela.

Ele voltou a me chupar de quarto no chão do banheiro, eu passando a mão molhada naquela bunda, meu cassete já querendo outra;

- Fica assim. – Falei para ele continuar de quarto.

Iria maltratar aqueles joelhos delicados, rsrs.

Com a agua do chuveiro deixava tudo muito gostoso, até com camisinha eu fiquei louco com aquela bunda só pra mim, comecei a penetrar no Lucca e aparentemente ele não ficava com alguém a um bom tempo.

Quando enfiei tudo ele começou a rebolar lentamente, eu segurei no cabelo dele forçando e bombando tudo, meio que montado nele, e claro uns tapas bem fortes na bunda dele.

Na real, tive que concentrar se não gozaria rápido de novo. Segurei ele e fui devagar, beijando sua boca, corpo a corpo. Ele gemia tão gostoso, baixinho, mordendo os lábios, as vezes passava a língua nos lábios, me deixando louco para bater naquela cara. Posso falar aqui que ele tem uma cara de vadia, de safado saca.

Levei o Lucca para o quarto, deixando ele vir cavalgar em mim, "para se sentir um pouco”, mas não aguentei;

- Vou gozar gostoso dentro de você agora. – Falo virando ele de frango assado.

Lucca começou a se masturbar, e eu segurei suas pernas enfiando o mais fundo que conseguia, dessa vez ele meio que gemia bem mais alto. Voltei a beijar na boca dele e o viado pedindo para eu gozar, não aguentei e soltei o tapa na cara dele, foi a deixa para gozarmos quase que sincronizado.

Pessoal, eu pingava de suor, e mesmo assim não soltei ele, fiquei abraçado;

- Casa comigo? – Pergunto carregando ele de volta para o banheiro.

- Gostou de me carregar foi.

- É que tu é magrinho, uma delicinha.

Ele só riu. Tomamos um banho bem rápido, só para se limpar. Estávamos com tanto calor que ficamos assistindo a chuva um pouco, por estar mais fresco.


#Lucca


Na manhã seguinte, eu acordei como uma princesa, olhei do meu lado e o Ryan todo esparramado lá, no meio do lençol.

Já devem ter percebido que ele não tinha nada de romântico, tipo, nada, até tenta, mas esquecem.

Eu me sentei na cama e olhei as horas, ele acorda e me puxa de volta para a cama;

- Que tal um sexo de café da manhã? – Pergunta ele me beijando.

- Tenho que ir.

Levantamos, escovamos os dentes, como casal perfeito, os dois iludidos.

Ao descer senti um cheiro de café, ao ver a mesa estava posta, o Ryan questiona a moça, a Helena, quando chegamos na cozinha;

- Porque a mesa Helena? – Até ele estava surpreso.

- Sua mãe querido, saiu faz um tempo, ela está com funcionário novo. E seu amigo...

- Lucca, prazer, já nos vimos.

- Oi lindo, nos vemos sim, lembro de você. Senta ai, vamos tomar café... – Ela já me servindo, nem espera a resposta. – Aqui este bolo está divino.

Me sentei e ela foi para o outro lado da cozinha, o Ryan pegou um copo e foi na geladeira, e ouvi ela falar;

- Ele é lindo, rsrs. – Diz cutucando ele.

Meio que sorri, mas nada demais. Cheguei atrasado no trabalho nesse dia.

Na faculdade cheguei cedo para passar a matéria do trabalho com o grupo. Depois do intervalo desse dia vi a Júlia, ela estava comendo com o Felipe, passando pela lanchonete ela chama;

- Lucca cola ai!

- E ai Felipe! Joia gata. - Falo beijando ela.

Me sentei e Felipe fala;

- O Ryan não veio, foi jantar com o pai dele.

- Ta né! - Falo sorrindo.

Depois de apresentar o trabalho fui meio que comemorar com os meninos, fechamos algumas matérias, cara era coisa boa demais. Claro que não fiquei até tarde pois no dia seguinte iria mudar, e não é muito bom fazer isso de ressaca.

Por causa das coisas que estavam acontecendo tive que decidir mudar antes da hora, não tinha como morar com o Levi nestas circunstâncias.


#Ryan


Era por volta de meio dia e vinte, quando terminamos de carregar as coisas do Lucca;

- Vamos comer algo? - Pergunta ele pegando a carteira e celular.

- Vamos, tenho que passar em casa antes.

- Beleza.

Ele mudou para perto de casa. Quando cheguei e ao abrir a garagem o carro de minha mãe estava la;

- Quer esperar aqui? - Pergunto ao abrir a porta.

- Não por mim de boa.

Fala o Lucca descendo junto.

Galera ao entrar o Levi estava no sofá da sala de estar, olhei para Lucca e questionei ele;

- O que está fazendo aqui?

- Estou com sua mãe Ryan.

Ela desce as escadas dizendo;

- Que bom que já conhece o meu assistente. E já eu não conheço seu... - Fala ela parando em minha frente;

- Este é o Lucca! Mas enfim porque precisa de um assistente? Não tem nem processos nas suas mãos.

- Olha como fala comigo garoto! Fui chamada para dar aula na sua faculdade vou poder ficar mais perto do meu queridinho. - Diz apertando minha bochecha.

- Seu queridinho o dinheiro só se for. - Falo subindo as escadas com Lucca atrás.

- Olha a boca Ryan Pedro.

- Era só o que me faltava. Tinha que ser seu primo!

- Concordo, ele só pode estar zoando comigo.

Fui tirar a camisa para trocar e falo;

- Vou passar uma água no corpo antes.

- Vou pegar meu carregador no carro me dê as chaves ai.

Ele desceu e entrei no banho.

Sai e ele não havia retornado, coloquei uma roupa e desci;

- Helena viu o Lucca? - Pergunto a ela que passava pela escadaria.

- Almoçando, sua mãe forçou o garoto a sentar, vai salvar ele meu filho, rsrs.

Era o que me faltava, na sala de jantar, os 3 sentados;

- Separei um lugar para você aqui do meu lado querido.

- Mãe para de fazer cena, aqui não tem ninguém para impressionar! E Levi sendo presente dentro da minha casa não tem problema algum, mas vai sofrer o dobro, e na real, não me importo nem um pouco com você, vamos Lucca, esses dois se merecem, areia do mesmo saco.

Lucca saiu vermelho, minha mãe repetindo na mesa;

- Ryan volta aqui! Ryan Pedro estou falando com você (...).

Depois que almoçamos falei com a Helena, questionando se minha mãe ainda estava em casa;

- Ela saiu querido, estou indo também deu minha hora.

- Vou ir então, vamos ficar na piscina a tarde.

- Certo, até mais meu filho.

- Até.

No caminho para casa...

- Lucca liga e chama o Felipe, Julia, pra colar la.

- Estava pensando em ir terminar de arrumar minhas coisas.

- Ei vai viver lá! Vamos dar um mergulho, aproveitar comemorar que fechou o semestre.

Ele só revirou os olhos sorrindo, apertei sua perna.

Chegamos e subi para pegar uma sunga;

- Você pega aqui, depois me devolve.

- Ryan é a quarta sunga que pego sua.

- Não vai se acostumando em.

Falei abraçando ele por trás no corredor, entramos aos beijos no quarto, derrubei ele na cama o beijando;

- Vamos se trocar os meninos devem estar chegando.

- Não uma rapidinha vai, cinco minutos. - Falei rindo.

- Só precisa disso?

- Sim, uma chupetinha e já era. Você é tão com essa boquinha.

- Vamos logo.

Lucca levanta e sai com uma sunga para o banheiro;

- Sabia que não tem problema de se trocar na minha frente, vou adorar ver essa sua bundinha branca. - Falo deitado ainda.

- Ryan vem aqui. - Lucca fala com um tom diferente.

Levantei e fui ao banheiro. Galera havia uma calcinha no chão do box;

- Não está achando que trouxe alguma garota?

- Não falei nada.

- Tomei banho aqui antes de sair Lucca, não estava ai.

- Beleza, só que é bem estranho ela aparecer dentro do seu banheiro assim, parece estar usada, e molhada.

- Ei não é minha e de nenhuma garota, relaxa.

Trocamos de roupa e descemos, já meio estranho um com o outro.


#Lucca


- Acredite Lucca, não tem nenhuma garota que conheço que ficaria com o Ryan!

- Acredito Júlia, só estou falando, a calcinha apareceu lá do nada.

- Lucca não estou defendendo o Ryan, conheço ele, mas se fosse pegar uma garota não deixaria a calcinha dela no banheiro. E também estão meio que namorando, ele não tem razão para correr atrás de rabo de saia. Ah me conta essa história do Levi trabalhando com a velha?

- Nem te conto, chegamos aqui...

Fiquei de papo com ela, eu dentro da piscina e ela na espreguiçadeira;

- Vamos comprar essência do Narguilé, e umas cervejas, já voltamos beleza!

Fala o Felipe saindo com Ryan, bem eles demoraram muito, eu de papo com a Júlia fiquei bebendo, ouvindo música.

Eles chegaram uma hora e meia depois, arrumaram o Narguilé e ficamos juntos trocando ideia, eu e Ryan na piscina e Julia e Felipe se pegando;

- Estava pensando Ryan. - Falo se aproximando dele. - Acha que o Levi colocou ela dentro do seu quarto?

- A calcinha? Não pensei nisso Lucca, mas faz sentido...

- Acho que não vou acostumar com você assim Ryan. - Grita o Felipe olhando para gente.

É que estávamos bem próximos;

- Assim como Felipe?

- Com outro cara.

- É porque não comeu isso aqui ainda! - Fala Ryan se referindo a mim.

- Amor tenho o dobro do Lucca, aqui é farta! - Grita Júlia com ciúmes.

A gente ficou rindo e Ryan diz;

- Maria da Penha você Júlia, não posso bater do jeito que eu gosto.

Que vergonha, os meninos rindo e eu olhei para ele e perguntei;

- Você está bem saidinho em?

- Culpa sua, quem mandou ficar de quatro para mim.

- Mas não é você quem manda? – Falo tirando ele.

- Que bom que sabe, rsrs.

Bem pessoal nossas férias foram trabalhando, tanto eu como o Ryan, e também saímos pouco, e quase sempre com Felipe e Julia, que estavam namorando, ela havia colocado uma “rédea” nele. E claro me pressionando para amarrar o Ryan, mas estávamos curtindo sabem.

Ele dormia várias vezes na semana no meu apartamento, não vou dizer que estávamos cem por cento bem, até porque não ficávamos o dia todo juntos, pelos trabalhos, e claro ele é uma pessoa difícil, mas estávamos conseguindo conviver, juntos, mesmo eu com dezoito anos e ele com dezenove. Era muito drama dentro de duas “crianças”.

Mês de dezembro, fim das provas, férias novamente, manhã de domingo, havia dormido na casa de Ryan, ficamos até por volta de onze da manhã no quarto enrolando, pois sua mãe estava em casa;

- Chega, vamos, descemos direto para a garagem, e vamos embora Ryan. – Falo colocando o tênis.

- Beleza, vamos então.

Concorda ele se levantando, peguei minha mochila e minhas chaves, e saímos. No corredor ouvimos umas vozes conversando, ao chegar na escada vimos o Levi no canto, próximo a porta. Quando ele nos viu ficou mais pálido que estava, ao lado direito vi a mãe de Ryan, e ela nos viu.

Havia umas pessoas na sala de estar, mas não vi pois estavam de costas, a mãe dele de pé falou;

- Meu filho, já era hora, não é, venha ver quem está de volta (...).

Olhei para o Levi que falou;

- Não vai lá não. – Em voz baixa, falou comente para mim.

Ryan foi se aproximando na frente, e eu fiquei atrás, afinal ela não me chamou;

- (...) Seus tios Joaquim, Elisa e seu primo Vinicius.

Vinicius era o primo da foto, e também o cara que o Ryan namorava antes. Meu Deus. Meu Deus.

Todos se levantaram, o garoto era tatuado também, barba por fazer, rosto quadrado, aquele magro atlético, puta que me pariu, que genética essa família.

Ryan cumprimenta todos;

- Bom dia, Benção tio ... Tia... – Ele até dá um beijo em sua mãe.

Se afasta e diz;

- Tenho que ir, vou levar meu namorado em casa, bom ver vocês novamente.

Vira as costas e sai, ele pega na minha mão, e descemos para a garagem.

Abre o portão dizendo;

- Dirige ai, pode ser?

- Sim, de boa.

Calado, o caminho inteiro, e olhando para fora, com o vidro aberto, olhando para o nada.

Quando cheguei, desci pegando a mochila no banco de trás e questiono;

- Vai descer?

Ele estava mudando de banco e diz;

- Vou na casa do Felipe, ele me chamou, falei que iria ontem, a gente se fala. Vem aqui, me dá um beijo.

Ele me deu um beijo de língua, chegou a abrir um sorriso no final, e então saiu.

Querem saber o que eu pensei, sinceramente, o que se passou ao ver o carro virando a esquina. “Perdi o cara que estava ficando”. Logo agora que estava ficando bom.

Entrei de cabeça quente, preocupado, como um adolescente idiota, andando de um lado para o outro, o telefone toca;

- Oi?

- Oi meu filho!

- Ai, oi mãe, benção. Como está?

- Deus abençoe, bem e você?

- Ai não to bem não. – Falo sentando no chão, de frente o sofá.

- Que foi Lucca? É o menino o Ryan?

- Mãe o ex namorado dele voltou, e o cara é lindo, parece um príncipe.

- E você está morrendo de ciúmes.

- Mãe ele é primo do Ryan, acredita, como posso competir?

- O meu Deus. Meu filho, escuta esse clichê, “Se ele gostar de você, o que parece obvio, não vai te deixar por causa de outro”. Como você mesmo disse, ele é ex.

- Ai, serio, é bom demais falar com a senhora!

- Eu também, filho, gosto muito de falar com você.

- Vem quando para Sorocaba?

- Seu avô não falou? Se tudo ocorrer bem, na próxima semana.

- Que bom mãe...

Conversei mais um pouco com ela, e fui deixar uns afazeres de casa prontos.


#Ryan


Cheguei em casa pela noite, não quis encontrar com minha mãe, fui direto para a cama, e felizmente não sei por onde ela havia se metido, sumiu por dias. Digo isso por não ver ela, nossos horários não se baterem.

Dias depois estava em casa, tomando banho para ir à casa de Felipe e a Helena chama;

- Ryan, filho, sua mãe lhe chama lá em baixo.

- Certo.

Terminei calmamente meu banho, coloquei uma calça, passei um desodorante, desci com a camisa no ombro, por causa do calor, e os tênis;

- Mãe, que foi? Estou de saída. – Falo sentando no sofá e calçando o tênis.

Abaixei coloquei o primeiro do par, e ouço uns passos, ela estava sentada na mesa de jantar com a Helena então o Vinicius vem da cozinha;

- Que acha filho de passar o natal com seus tios, afinal, são dois anos longe de nós. Sua tia nos convidou e eu aceitei. – Ela falou anotando algo.

Eu estava abaixado, só olhei para ele. Minha mãe entrega um papel e levanta saindo;

- Vou a uma festa na universidade, não marque nada para o natal em.

Fala ela passando por mim. Minhas sobrancelhas cerradas olhando fixo, tentando entender o que ele fazia ali;

- Seu namorado, é muito bonito! – Ele fala dado passos à frente.

- Não ouse falar de Lucca dentro da minha casa.

- Desculpe, só queria conversar um pouco!

Juro, eu juro que quase bate nele nesse momento. Odeio pessoas que se fingem de falsas.

Amarrei os tênis e me levantei;

- Perdeu o direito de falar comigo depois que decidiu virar suas costas para mim.

- Tínhamos dezessete anos Ryan, não trate como se fosse o fim do mundo. Sabe que não foi culpa minha.

- Patético você Vinicius. Sabia que não é você quem decidi quando entra e quando sai da vida das pessoas.

Sai pela garagem e peguei meu carro. Fui na casa de Felipe mas ele não estava, o viado marcou comigo e sumiu.

- Lucca está em casa? – Ligo perguntando.

- Sim, assistindo serie aqui.

- Vou passar ai.

- Certo.

Antes passei no “drive thru”, comprei algo para comermos, e desci para a casa dele.

Quando cheguei, a porta estava aberta, entrei e a fechei, fui com as sacolas e ele estava todo coberto, com cachecol e uma xicara de algo quente;

- Que foi? – Pergunto.

Pois não estava frio, nem nada;

- Acho que comi algo que não me fez bem.

- Ta, mas porque tudo isso?

- Estou com febre.

Deixei as coisas e conferi;

- O que está bebendo?

- Chá de camomila.

- Tomou algum remédio?

- Sim, agora, estou esperando fazer efeito.

- Vamos aproveitar e tomar um banho, vem te ajudo.

Ele todo delicado, e cheio de manha, rsrs. Ajudei ele no banho, e arrumei a cama, deitei com ele e como sua serie havia terminado ficamos um olhando para o outro;

- Estou suando. – Fala Lucca se limpando.

- Isso é bom.

Dei um copo de agua pra ele e me aproximei, abraçando ele ficando de conchinha.

- Ryan sei que não é a melhor hora, mas queria falar com você.

- Quer saber sobre o Vinicius não é mesmo?

- Não quero te obrigar a nada, mas Ryan como estamos juntos, preciso ao menos saber o que aconteceu.

- Relaxa ... – Respirei fundo, me ajeitei e continuei. - Somos primos, criados juntos, desde pequenos. Me descobri gay por causa de Vinicius, e essa descoberta foi se transformando em sentimentos e começamos a namorar com dezessete anos, ficamos um bom tempo juntos. Juntos até demais. Dia vinte de janeiro do ano passado acordei e ele havia se mudado de pais. Sem falar nada, nenhuma explicação, só virou as costas, ele havia planejado me contar no dia anterior, mas não sei porque não o fez. Do dia para a noite fiquei sozinho, ele literalmente sumiu. É essa a história.

- Sinto muito, deve que não foi nada fácil encarar isso.

- Perdi meu pai no mesmo ano, e a bebida foi a desculpa, passou pela minha cabeça tirar minha vida, mas o medo de não saber o que acontece depois impediu essa idiotice.

Lucca se virou e me abraçou, ficou sem falar nada, só quieto mesmo.

Ele pegou no sono, verifiquei e sua febre havia passado, peguei o que trouxe e fui comer, essa noite eu passei com o Lucca, fiquei por causa de ele não estar bem.

Na manhã seguinte acordei com ele se arrumando;

- Vai onde essas horas? – Pergunto cobrindo o rosto.

- Vou trabalhar, acordei bem, e você não trabalha hoje?

- Trabalho, só que entro as nove, quantas horas?

- Sete, vai, levanta vamos tomar café, depois eu fico no trabalho.

- Ta zoando comigo, olha as horas, nem o sol saiu ainda.

- Rsrs, levanta Ryan. – O viado puxou a coberta.

- Ah está parecendo minha mãe Lucca. Já estou indo.

Sai de short sem camisa, e descalço, entrei no carro e Lucca pergunta;

- Porque está assim?

- Você me tirou da cama essas horas, e nem foi para transar.

- Rsrsrs.

Ele comprou algo no caminho e deixei ele no trabalho. Eu fui para casa dormir mais um pouco até dar minha hora, rsrs.


#Lucca


No trabalho o meu chefe chega dizendo;

- Bom dia Lucca, ei a Julia foi fazer um exame chega por volta de umas dez, consegue comandar ai sozinho?

- Sim, senhor. E Bom dia.

A manhã foi de boa, sabem, fiquei mais no celular conversando fiado do que trabalhando. Houve somente um contrato que eu tive que revisar, mas nada tão alarmante.

A Julia avisou que estava chegando também.

Eu no balcão quase pegando no sono, lendo um artigo para meu supervisor, e um cara entra, tipo entra, sem falar nada.

Me assustei e segurei firme no seu braço quando passa pelo balcão;

- Espere não pode entrar.

- Ah você! – Era o Vinicius.

A merda do cara tinha que ser lindo daquele jeito, porra.

- Vou falar com o Harry.

- Certo, mas aguarde que irei conferir se ele pode lhe receber.

- É Lucca não é mesmo?

- Sim. – Respondi pegando o telefone.

- Você já me atrapalhou muito, estou sendo educado com você, tira a mão.

Ele entra e vai para as salas, todos em reunião, eu quase morri, pensei que o Vinicius iria acabar com meu trabalho chegando lá.

Ele entra na sala eu seguro em seu braço, todo mundo olha para a gente;

- Se não me soltar vou achar que está afim de mim. – Fala ele.

- Pode deixar o Sr. Cavalcanti Lucca, não se preocupe.

- Sim senhor.

Sai da sala com uma cara de lua, imensa, raiva me possuía. Ao sair a Julia sentando;

- Como foi? – Pergunta ela, puxando a cadeira.

- Se não perdi meu emprego agora, vão me colocar para limpar o chão. – Falo pegando um copo de agua.

- Não me diga que não enviou o “Boy” para o cartório.

- Antes isso Julia. Acabei de segurar o Vinicius aqui, e pior tentei colocar ele para fora na sala de reunião, todos me olhando, olha estou tremendo.

- Mentira, você não fez isso.

Me sentei olhando para ela;

- Esse sou eu, pagando mico de todo jeito.

- Seu idiota eu te falei, o pai dele é o sócio aqui. Estava dormindo é?

- Acho que sim, meu Deus, como não tinha pensado nisso.

- Como ele está?

- Lindo, como pode. – Respondo arrumando minha mesa.

- Estava perguntando se estava de terno, rsrsrs. Mas vale lindo.

- Cala a boca.

O Dr. Harry chamou a gente, eu e Julia até a sala dele;

- Olha a merda. – Falei levantando.

Ao entrar ele estava com o Vinicius, ele sentado em sua mesa e o outro no sofá, assim que a Julia entra ele se levanta;

- Ah você ainda está aqui. – Fala ele abraçando ela.

- O Dr. Vinicius vai ficar de estagiário aqui conosco, queria somente formalizar para os dois. Lucca leve ele até a sala do Welder, está pronta. E Julia me traga os documentos do Jeronimo.

- Certo. Me acompanhe.

Levei ele até a sala, abri a janela, e mostrei, as coisas;

- Os processos que são enviados para o cartório a direita e para o fórum a esquerda, nosso ramal é o 9, e a lista dos ramais dos outros está embaixo. Mais alguma coisa?

- Não vai se desculpar? – Pergunta ele sentando na cadeira.

- Fiz meu trabalho Vinicius... – Ele subiu as sobrancelhas movimentando a cabeça. – Doutor! Creio que não devo desculpas por fazer o certo.

- Entendi o por que o Ryan está com você, é bem arrogante do jeito que ele gosta.

Eu respirei, juro, respirei fundo e perguntei;

- Mais alguma coisa?

- Não tudo bem, pode ir.

Fechei a porta dele com cuidado, mas a vontade era bater ele na porta.

- Ai que cara é essa? – Pergunta Julia.

- Vou procurar outro serviço para mim, o Vinicius já começou.

- Para Lucca, ele também não é um pé no saco.

- Acredite Julia, é sim, você que não tem saco pra saber, kkkk.


#Ryan


No banco fui direto para a sala do gerente, ele havia me chamado, como sempre, neste meu fim de ano estava esperando uma merda;

- Me chamou Danilo?

- Sua carta de recomendação Ryan, foi aceita, sente-se. – Cheguei a abrir um sorriso.

- E então? – Pergunto.

- Gerente de empresas, o Marcos vai para a filial em São Paulo, e o cargo é seu.

- Obrigado Danilo, sei que tem mãos suas nessa promoção.

- Você merece.

- Obrigado.

Nem estava acreditando, serio, esperava esse cargo desde o final do ano, e adivinhem para quem liguei para contar?

Helena é claro, rsrs.

- Achei você Ryan, preciso que pegue a papelada no escritório do advogado, já sabe né. – Fala meu Gerente vindo atrás de mim, que estava no telefone.

- Certo, depois de hoje, vou a de boa, rsrs.

Fui rapidinho, e de quebra ainda iria ver o Lucca. Na recepção só a Julia estava;

- E ai gata, cadê o Lucca?

- Delicia, está no arquivo, quer que eu chame ele?

- Sim, mas antes preciso falar com o Harry.

- Vai lá, que vou chamar o Lucca.

- Valeu.

Bate à porta e entrei na sala do Harry;

- Fala meu caro, como está? – Pergunto vendo ele colocar o telefone no gancho.

- Ótimo e você, parece bem demais Ryan.

- Novo gerente de empresas do Santander aqui de Sorocaba, haha. – Falo com um enorme sorriso.

Ele se levantou rindo me cumprimentou,

- Meu Parabéns, você merece. Que posso ajudar?

- A papelada do processo, vim pegar uma cópia, sabe como são as coisas com os gerentes né.

- Certo, ah. Enviei elas para o novo estagiário, se importa de ir na sala dele, a última a direita.

- Certo, nome dele?

- É o Vinicius, Ryan.

Nunca, nunca comemorem o dia de vocês até o último minuto.

- Me diga que não é o Cavalcanti?

- Sim, ele mesmo. Algum problema?

- Vou ver. – Falei abrindo um sorriso, “meia Boca”.

Cheguei na porta dele e virei os olhos, olhei para os lados, não tinha escolha, fazer o que né.

Bate e entrei;

- Você! Ryan Pedro, na minha sala! Percebeu que temos que conversar? – Aquela cara mais sínica pergunta.

Deu vontade de rir, mas coloquei a mão na altura do meu nariz, frisando os olhos e falei;

- Preciso de uma cópia do processo 19-06.

- Senta aí, eu vou pegar.

Ele se levanta e vai ao canto, onde estava uns papeis;

- Então, vai passar o natal conosco? – Pergunta o Vinicius olhando.

- Sim, vou sim, eu, minha mãe e meu namorado.

Ele me olhou mordendo os lábios inferiores que significa raiva de sua parte, e falou;

- Seu namorado, é arrogante, intrometido, e medito, do jeito que você gosta, falta só uma coisinha (...).

Ele me entrega os papeis, mas segura quando eu o puxo, fazendo eu olhar nos seus olhos;

- Ele não sou eu (...).

- Voltar a ser meu vizinho, ou nossa ligação de sangue não apaga porra nenhuma o que você fez.

- Voltei para me redimir, e vou conseguir.

- Parabéns, Panaca. O metido aqui sou eu, não ele.

Sai da sala e dei de cara com o Lucca;

- Como está dando conta disso? – Pergunto com os olhos arregalados.

- Serio, faz três horas que ele está aqui e já me chamou duas vezes, está no meu pé, ele é um saco. – Ele falou com raiva.

Comecei a rir, ele ficou bravo;

- Vem comigo.

Levei ele para fora;

- Adivinha quem é o novo gerente de empresas do banco? – Pergunto abraçando ele.

- Quem?

- Eu seu lerdo.

- Haha, pelo menos uma notícia boa. Parabéns.

- Ei te falar. Minha mãe quer que eu passe o natal com ela, mas quero que venha conosco.

- Vou, mas onde?

Eu sorri, e me afastei para ele não me dar uma porrada;

- Na casa dos meus tios.

- Os pais do Vinicius?

- Isso.

- Vamos, mas tem outra coisa.

- Que foi?

- Minha mãe vem para Sorocaba, ela pode ir junto?

- Vou conhecer minha sogra? – Pergunto.

- Sim, ela pode?

- Claro, vou avisar minha mãe.

- Quando sair do trabalho hoje me avisa, irei te buscar para nos benzermos, rsrsrsrs.

- Estamos precisando.

Então... Depois do trabalho a caminho de casa minha mãe me liga, olha eu assustei, afinal a gente não conversa direito;

- Oi.

- Está onde Ryan?

- Indo para casa, passando pelo Mc’Donalds agora, que foi...

- Preciso que venha no fórum me fazer um favor.

- Certo, to indo.

Voltei pela avenida e cheguei por volta de cinco e quinze lá, o Levi estava ao lado de fora.

- Preciso que me leve na delegacia, antes das cinco e quinze. – Fala ele entrando no carro.

Minha mãe vem lá de dentro correndo;

- Ryan leva ele por favor, precisamos de você.

- Ta. Coloca o cinto. – Falei saindo.

Para evitar conversar já coloquei música pouco alta, e demorei uns dezessete minutos, pois havia pouco de transito.

- Preciso te levar de volta? – Pergunto quando chegamos.

- Sim.

Ele desce e entra na delegacia, olhei para o outro lado da rua e adivinhem!

Vejo o Igor olhando para mim, tipo “Levi andando comigo”, só faltava o desgraçado dar com a língua nos dentes.

Vamos la, o Levi saiu com um sorriso no rosto;

- Conseguiu? – Pergunto enquanto ele atravessa a rua.

Ele faz que sim com a cabeça.

Não vão acreditar no que irei contar aqui agora. Ele abre a porta do carro, e meio que entra, com metade do corpo para fora do carro, ouvimos uma buzina de moto, o cara desviou de um carro que fez merda e bateu na porta do meu carro, levando o Levi para fora.

Foi algo muito rápido, a porta ficou aberta ao contrário, Levi no chão e o motoqueiro também.

Desci desesperado, ele estava com uma fratura exposta na perna, e com as escoriações pelo corpo. Um policial que estava de fora da delegacia se aproximou e foi tirando o cara do carro, olhei o cara da moto que já estava se levantando.

Meu carro, acabou o lado direito a porta fechou na lataria, a moto do cara então, nem se fale.

O socorro chegou em seguida, e o cara do carro disse que o pessoal da seguradora estava a caminho;

- Levi vou aguardar eles chegarem e vou para o hospital. – Avisei ele que não estava conseguindo falar de dor.

Avisei a minha mãe e falei com o Lucca para avisar a tia dele. O pessoal do seguro chegou, levaram meu carro e a moto, e me deram um carro até um parecer.

Mesmo com tudo isso, fui o primeiro a chegar no hospital. A mãe dele a Raquel coitada, chegou em seguida, com roupa do trabalho, bem desesperada, conversei com ela, e o médico veio em seguida;

- É a mãe do Levi?

- Sim, sou eu.

- A senhora pode ir ver o garoto, estamos aguardando o resultado dos exames temos quase certeza que ele terá que passar por uma cirurgia, me acompanhe...

- “Que merda”. – Pensei.

Liguei para minha mãe, pois iria ter que arcar com as despesas do garoto, afinal ele estava no trabalho.

A seguradora me deixou com um carro substitutos o meu estava no concerto, dois dias depois, logo que sai do trabalho, fui ver o Levi, pois não pude visitar ele antes disso, ele passou por cirurgia, e ficaria de seis a nove meses de repouso e depois fisioterapia, por causa da cirurgia.

A Raquel estava no quarto quando cheguei;

- Oi, posso entrar? – Pergunto batendo na porta.

- Sim, claro. – Responde ela.

Cumprimentei ela e cheguei perto da cama;

- Então, como está?

- Agora melhor, obrigado.

- São para você, lembro que comprava essas trufas na cantina da faculdade.

- Obrigado, são as melhores.

- Minha mãe, não pode vir, mas mandou avisar, que o tratamento e a fisioterapia serão pagos por ela. – Falei para a Raquel.

- Desculpe, mas eu tive que perguntar filho, ele estava trabalhando, se não iria dar entrada com os papeis. – Responde ela toda sem graça.

- Fique tranquila Raquel, você tem total razão, ela cuidará de tudo.

- Eu vou no banheiro e deixar vocês a sós. – Ela fala saindo.

Me viro de volta para ele que fala;

- Que belo Natal eu irei ter em? – Fala ele com ironia.

- Não será o melhor, isso eu garanto. Tenho que ir Levi, vim aqui pois...

- Porque?

- O que?

- Vir me ver?

- Pode não parecer, mas tenho um coração grande.

- Ei sei, obrigado, de coração.

- Melhoras, fique com Deus.


#Lucca


Ele me contou que visitou o Levi, assim como vocês também fiquei surpreso, mas estou mais na minha, pois o Vinicius está conseguindo me tirar do sério no trabalho.

Minha mãe chegou em Sorocaba no dia vinte e três, eu e Ryan buscamos ela na rodoviária, e ela ficou o dia comigo, mas na véspera de natal, dia vinte e quatro ela ficou com minha tia durante o dia.

Por volta de umas cinco da tarde, eu e Ryan estávamos dormindo na minha casa, sim, semana foda de trabalhos, e quando ficávamos na minha casa, pegávamos no sono coisa rápida;

- Tem ideia de que terá o pior natal da sua vida? – Pergunta ele me acordando.

- Eu não, tenho você e minha mãe para me acalmar, você tem sua mãe e o Vinicius no seu pé Ryan.

- Nem me lembre, vamos relaxar que acha?

- Quer relaxar como? – Pergunto deitando em seu peitoral.

- Você sabe, muito bem.

Responde ele vindo por cima de mim me beijando.

- Sei lá, acho que não estou afim de sexo hoje Ryan. – Respondo com desdenho.

- Pra namorar comigo tem que estar disposto a qualquer momento.

- Estamos namorando?

Eu perguntei mas ele já estava beijando e mordendo meu pescoço.

- Estamos? – Ele pergunta também.

- Não é você quem manda?

- Eu respondi, estamos namorando. – Ele volta e morde meus lábios.

- Quando me pediu em namoro?

- Quer namorar comigo Lucca Barbosa? – Imaginem o que vou falar.

O pedido de namoro dele foi assim, eu estava deitado com as mãos acima da cabeça, sendo as duas seguradas por ele, sua outra mão, a minha bunda, brincando com a minha entrada com os dedos úmidos com saliva, seu rosto me olhando nos fundos dos olhos;

- E posso falar não?

- Não, não existe no nosso relacionamento. – Diz ele me soltando e me abraçando.

Fazendo passar por cima dele, que levanta e se afasta da cama, para eu ir chupar ele.

Ryan gosta muito de ser chupado, enquanto está de pé, afinal, para ele que gosta desse estilo dominador no sexo, já viu né.

Comecei a chupar ele de quatro, do jeito que ele gosta;

- Porra! Porra. Não consigo olhar para ti, é um tesão da porra. – Ele abaixa e me beija. – Dá vontade de bater.

Voltei a chupar ele, tentando engolir todo, pois a posição não ajudava, ele então me senta na cama e vem de pé ainda para eu continuar, caramba.

Ryan meio que fode minha boca, chegando a doer a garganta, me fazendo engasgar várias vezes.

Se afasta e me deita, vem no estilo de frango assado e já começa a forçar, como estava bem molhadinho entrou com facilidade, já relaxei segurando sua bunda acompanhando o movimento daquele cassete dentro de mim enquanto ele me beijava, tipo sugando minha língua, com vontade.

Tira o cassete e abaixa mordendo minha bunda, passando a língua, eu sentia seus dentes passar em mim.

Ele volta a me penetrar, de frango assado, segurando meu cabelo, e metendo com força, ele ergueu minhas pernas, apoiando no colchão com os braços, forçando entrar mais ainda com ele meio que agachado. Eu nem gemendo, e sim olhando para ele com cara de safado.

Fiz mal em não gemer, ele me virou de bruços, deitado no colchão ele veio e enfiou tudo de uma vez, segurando na cabeceira da cama, porra vi estrelas nesse momento. Minhas coxas estavam sendo seguradas pelos seus pés que impediam de me mexer, e seu cassete entrando muito fundo.

Mas voltamos e ficamos de quatro, afinal todo mundo adora essa posição, Ryan metendo com força, segurando meu cabelo firme, as estocadas junto com os tapas na bunda. Antes de gozar ele abaixa e passa o braço pelo meu pescoço dando meio que uma gravata, segurando e gemendo no meu ouvido. Que delícia.

Já atrasados fomos tomar um banho e eu fui me arrumar, estava secando meu cabelo e ele pelado na cama atrás, meio que pegando no sono, outra vez;

- RYAN. – Gritei assustando ele.

- Desgraçado. Me deixa.

- Acorda, rsrs.

Ele sorri e levanta para vestir uma roupa. No caminho ligo para minha mãe;

- Está pronta?

- Ainda não filho.

Ela estava na casa de minha tia, então o Ryan fala;

- Me deixa la em casa e vai buscar ela.

- Certo. Mãe vou deixar o Ryan na casa dele e estou indo te pegar.

- Ok, vou terminar aqui.

Depois de ele ficar, afinal tinha que se arrumar, fui pegar minha mãe, e voltei para a casa do Ryan.

A mãe dele estava na sala falando ao telefone, pensei na merda, né, as duas juntas, e eu não poderia subir e deixar minha mãe só com a louca da mãe do Ryan.

- Oi que bom que chegaram, já estão nos aguardando. – Fala ela desligando o telefone. – Sentem-se fica a vontade, aceita uma agua, suco, alguma coisa? – Fala ela sentando.

- Ryan já terminou?- Pergunto me sentando.

- Não, aquele garoto enrolado, você conhece a peça Lucca. Só com o cabelo é quase uma hora.

- Tenho que concordar. – Respondo rindo, é ela realmente o conhecia.

- E você ...

- Lívia, Lívia Barbosa, prazer,  e você. – Fala minha mãe.

Nem para apresentar elas eu prestei;

- Margaret, prazer linda, então conhecia Sorocaba? O que está achando?

- Meus pais moram a poucos minutos daqui e eu já conhecia, mas nunca de ficar por muito tempo entende.

- Sim, claro. E você Lucca, que está achando da Universidade?

- Ah... Eu... É ótima, faculdades federais conseguem extrair o conhecimento que poucas unidades das particulares conseguem.

Ela ergueu as sobrancelhas, meio que “não conheço mesmo esse menino”;

- Eu concordo plenamente, hoje em dia educação de qualidade anda mais complicada que... Ryan, meu filho, com essa camisa não dá né!

- Mãe. – Fala ele já bravo. – É a terceira que eu troco. Oi Lívia, tudo bem?

- Bem querido.

- Vamos vou subir e vestir esse menino, não se importam né.

Os dois subiram, e minha mãe não perdeu a oportunidade e fala;

- Você me disse que ela era insuportável.

- E é, daqui a pouco eles começam a brigar, é impressionante mãe, eles brigam por qualquer coisa, ela fica muito no pé dele, tipo muito.

- Criação difícil para uma mãe solteira.

- Pronto, Pronto! Vamos. – Fala ela, batendo nas costas dele na escadaria.

Acho que ela queria matar eu, gente ele estava vestido social, calça jeans, sapato social, camisa manga longa e gravata, a camisa desenhava seu corpo, ficou foda.

A notícia boa era que Vinicius era vizinho de Ryan, então não precisávamos de locomover para longe.

Uma das empregadas no recebeu, muito formal, nos acompanhou até o jardim, e pessoal, me senti dentro de uma novela da rede globo.

A piscina cor do céu, um chão de madeira protegendo ao redor, cadeiras de madeiras e espreguiçadeiras espalhadas, até o gramado era bonito, os coqueiros. A arquitetura da casa bem contemporânea, algo muito foda mesmo. A iluminação aconchegante. A mesa estava posta em uma espécie de varanda, uma decoração bem singela, mas muito simbólica.

Depois de eles conversarem um pouco lá vem o outro pecado, na real, é obvio que eu não desejo o Vinicius, mas aquele desgraçado sabe como ser lindo, presença foda. E claro aprendi com o Ryan, fingi que nada acontece.

Ele desce e cumprimenta todos, pegamos nas mãos como se nem trabalhássemos juntos.

- Não come muito. – Fala o Ryan no meu ouvido, ainda no sofá.

- Eu sei me comportar viu, não preciso de sermão essas horas Ryan. – Falei bravo com ele.

- Está precisando apanhar para não ficar me afrontando Lucca.

- Porque não comer muito.

- Vai esperar eu dizer.

- Para de drama.

- Vamos sair daqui e passar na casa da Helena, ela mandou convite e eu confirmei, eu você e Julia.

- Rsrs, seu escape?

- Sim.

Ele passou a mão por dentro da camisa onde estava a gravata apertando, eu ajeitei e seu tio pergunta;

- Filho como é uma relação homo afetiva, com seus colegas na faculdade? – Sim, essa pergunta logo de cara.

- Eu mando lá tio, eles têm medo de mim, rsrsrs. – Fala Ryan tirando risadas de todos. – A nossa relação é de respeito, tanto minha quanto a Lucca.

- Na idade de vocês, não deve ser fácil, Vinicius me deu um trabalho, e imagine vocês. Tem que seguir e construir a vida social, lutando diariamente com o preconceito.

- Sim, é bem complicado, mas temos força para lutar contra tudo que impeça eu de ficar juntos.

Cheguei a ficar emocionado;

- Parabéns pelas palavras. – Falou minha mãe.

Ele sorriu, como agradecimento;

- Não acha perigoso Margaret? Sabe o perigo que correm juntos por ai. – Fala a mãe do Vinicius.

- Fico, e como eu fico, mas Ryan é forte, e Lucca tem ensinado muito a ele. Eu temo por eles, imagine serem agredidos por estar beijando em público. – Fala a mãe do Ryan.

- Isso é ética, tia. – As palavras do Vinicius.

- Não, não é ética! O nosso governo reconhece casamento de pessoas do mesmo sexo, o que não impede e nos dá direitos iguais para a demonstração de carinho ou amor em lugares públicos. – Respondi olhando na cara do estagiário de advocacia.

Certo eles entraram em uma discussão de direitos, afinal são todos do meio. O jantar foi falando de família, próximo a meia noite o Lucca consegue escapar;

- Temos que ir, vamos dar um oi a Helena, ela insistiu. Lívia vem conosco? – Pergunta ele a minha mãe.

Pois eles estavam em uma conversa tão boa, serio, minha mãe estava intima ali;

- Não, eu pego um taxi depois. Feliz Natal.

- Feliz Natal.

Despedimos e saímos, antes de chegar na porta, o Ryan tira a gravata;

- Ahhhhhh, que raiva dessa formalidade, é tanta frescura que me intoxica.

- Eu que o diga.

Pegamos o carro e a Julia já liga, dizendo que estava nos esperando, passamos na sua casa, e fomo para Helena.

Que morava pouco longe, chegamos próximo a meia noite, ela nos recebeu, mega feliz;

- Que bom que chegaram. – Fala ela abraçando o Ryan.

Cumprimentei e entrando, ela tinha um filho mais novo de uns três anos e outro de dezesseis.

Sentamos com eles na mesa e Ryan conversando com a Helena, nos servimos e eu cai na besteira de beber vinho.

Claro que não comemos muito, mas bebemos, eu e Julia, o Ryan ficou mais na dele;

- Estou sim, não aguento aquele cara.

- Olha Lucca, não está fácil para ninguém, tem que aguentar mais um pouco.

- Estou a ponto de mandar ele ir catar latinha Julia, sério, ele não sai do meu pé, e fica Ryan, isso Ryan aquilo, isso me irrita.

- Não acha que ele quer o Ryan de volta né?

- Não acho não, deixa ele ter a oportunidade.

Dois bêbados conversando besteira ao canto da casa.


#Ryan


Fomos embora tarde da noite, deixei o Lucca que era mais próximo, e depois levei a Julia, fui para casa, por causa do caminho.

Logo que cheguei a luz do quarto da minha mãe estava acesa, achei muito estranho, estacionei e subi, no corredor a porta do quarto dela dou de cara com o Vinicius;

- Que susto Ryan. – Fala ele saindo.

- Ta fazendo o que aqui essas horas?

- Bebeu além da conta, acho que estava precisando viu. – Fala ele mostrando minha mãe deitada na cama.

- Valeu. – Falei virando as costas e entrando no meu quarto.

- Não vai me acompanhar até a porta? – Pergunta ele em um tom sarcástico.

- Sim, deixa eu tirar esse tênis.

Falo sentando na cama e tirando o calçado, a barra da minha calça estava suja, peguei um short e entrei no banheiro, troquei e ao sair o Vinicius estava olhando umas fotos que estavam na prateleira;

- Que foi? – Pergunto puxando a porta.

- Você não tirou nossa foto do quadro.

Eu não soube responder, ficamos em silencio por segundos. O Vinicius veio passou por mim e ao me virar ele me beija, foi quase um tapa na cara de nostalgia. A parte complicada é que era bom! Sem comparações por favor...

Empurrei ele para longe, que ficou sem graça;

- Foi mal.

- Estou namorando.

- Foi mal Ryan.

Joguei as chaves para ele fechando a porta do meu quarto e dizendo;

- Sabe como se tranca uma porta.

Fechei a minha e fiquei aguardando ele sair, ouvindo seus passos descer as escadas.

Olha as merdas só aumentando para o meu lado.

No dia 27, por volta do horário do almoço, o Felipe me liga. Tive que ir na casa, dele, pois estava bem alterado.

- Preciso da sua ajuda mano.

- Que foi?

- Estou precisando de um lugar pra ficar Ryan, tive outra treta com meu pai, e ta foda cara.

- Mano... Espera ai.

Ele já havia ficado na minha casa, mas por aprontarmos muito na época minha mãe, ficou uma fera, e nem iria arriscar novamente. Liguei e conversei com o Lucca, ele concordou tranquilo;

- Sabe que na minha casa, o que aprontamos da última vez. O Lucca disse que você pode ficar lá se não se importar.

- Não de boa cara, porra vou até agradecer ele aqui, vai me ajudar muito.

Conversei com o Lucca até porque o Felipe era meio louco, logo iria voltar e estaria tudo bem, a última vez foram duas semanas e tudo se normalizou.

Então na tarde desse dia ajudei o Felipe com suas coisas.

Na casa que o Lucca estava tinha dois quartos, um de bagunça, ele organizou e o Felipe ficou por lá, havia um espaço massa para eles, talvez poderia dar certo dividirem o apê.

Eu estava organizando uma festa de ano novo, para amigos e tals, o Felipe estava me ajudando, Lucca e Julia também. No dia domingo, trinta e um, estava limpando a piscina, pois minha mãe tratou de demitir o jardineiro.

A Julia tomando um sol o Felipe e Lucca haviam ido na cidade vizinha, buscar umas encomendas dele, algo do tipo.

- Ele sempre tem isso, todo ano Ryan.

- Eu sei, mas o Felipe é meu amigo, tenho que ajudar.

- Ai gato, e joga o cachorro na casa do gato?

- Como assim? – Falo parando e olhando para ela.

- O Lucca é gay, e o Felipe é homem e que homem, convenhamos.

- Felipe não é gay, já dormimos juntos, até banho juntos, eu já vi ele pelado, acredite, eu saberia.

- Olha não sei o Lucca, mas ter ele dentro da minha casa um carioca, andando com aquele peitoral grande, de short, pernas peludas, e aquela boca gostosa, não sei se confiaria.

- Confio em Lucca e para de colocar coisa na minha cabeça.

- Eu também confio, tomara que você deu um chá nele para segurar o que é seu.

- As vezes duvido que você é minha amiga sabia.

- Porque eu falo a verdade é?

Passei a mão e joguei agua nela, que ficou bem puta comigo.

- E ai vai chamar seu primo?

- Não, mas minha mãe chamou eles.

- Ela vai estar aqui?

- Sim, e a minha tia, a mãe do Lucca, todo mundo.


#Vinicius


- Onde vai Vinicius? – Pergunta meu pai logo que sai da mesa de café.

- Tenho que pegar meu computador, deixei no escritório.

- Vai trabalhar no ano novo meu filho?

- Não mãe, mas só irei voltar lá na semana que vem, e não vou demorar.

- Vinicius estamos saindo, vamos para o Rio.

- Vou passar na casa da minha tia, fiquem tranquilos.

Despedi dos dois, e entrei no carro ligando para a Julia;

- Fala gatinho.

- Julia está em casa?

- Não porquê?

- Preciso da chave do escritório, ainda não tenho cópia.

- Estou na casa do seu primo, pega comigo aqui.

- Certo.

Tirei o carro e estacionei ao lado, toquei a campainha e a Helena atende;

- Oi.

- Bom dia tudo bem.

Cumprimento entrando. A Julia vem e sobe as escadas;

- Está na minha bolsa vou pegar.

- Vai la.

Vejo na piscina o Ryan, tirando umas folhas, fui até lá, mas sem assunto;

- E ai, tudo bem?

- Sim.

- Precisando de algo para essa noite?

- Que não diga nada sobre a noite de natal.

Sim, o Ryan é bem durão, quando estes são os assuntos;

- Pode tentar esconder, é mais forte que você, que eu, que qualquer um...

- Aqui Vinicius.

- Ah valeu. Até mais tarde para vocês.

Parece que eu sentia que essa noite seria a minha, rsrs. Aproveitar que todos estariam presentes e “aproveitar”.


#Lucca


Chegando em Sorocaba, eu estava dirigindo, o Felipe bebendo, e a gente trocando ideia;

- É bom ver que ele quietou.

- Eu não conheço o Ryan como você, mas me parece bem sereno agora.

- Agora, porque antes, depois que o Vinicius sumiu, ele passou o rodo, mas foi para tentar se sentir melhor.

- Haha só eu mesmo Felipe.

- Né, que você deu pra ele para gamar assim em?

- Nem te conto. Rsrsrs. Ei vou passar em casa, pegar uma roupa pra mim, beleza.

- Ótimo, que pego meu carregador.

Cheguei na casa do Ryan a noitinha, havia escurecido já, Helena já havia ido e parecia não ter ninguém.

Subi e ouvi um barulho de chuveiro, era no quarto do Ryan. Entrei chamando;

- Ryan!

- Oi.

Entrei no banheiro e ele comenta;

- Pensei que não voltaria esse ano.

- Há, há. Já vai se arrumar?

- Sim, cadê o Felipe?

- Está em casa, disse que iria dormir um pouco.

- Trouxe as bebidas?

- Sim, faz assim, vou deixar elas no frízer e ir me arrumar, certo.

- Beleza, quer que eu te busque em casa?

- Não de boa, estou no carro do Felipe, ele está bêbado, não vai dirigir pelo jeito.

- Até.

Beijei ele e sai. Deixei as coisas e fui embora.

Estava tomando um banho e o Felipe entra no banheiro correndo;

- Que isso, ta doido.

Ele já cai a beira do vaso e começa a vomitar, eu dentro do box;

- Ah ai, Felipe que nojento. Eca, seu porco.

Gente ele sorriu e falou;

- Agora estou pronto para ir na festa, tem mais espaço para beber.

- Sai daqui aff.

Me arrumei, e esperei ele terminar também, estava meio lento deve ser por causa da bebida. Rsrs.

Minha mãe iria passar com minha tia, por causa do Levi no hospital.

Vamos a noite de ano novo então...

Logo que estacionei o carro, dou de cara com o Igor, é.. já não começou muito bem.

Entrei cumprimentando todos, Julia estava linda;

- Gente isso parece um vestido de casamento. – Falo abraçando ela.

- Espere até virar o ano, rsrsrs.

- Boba, ei viu meu namorado?

- Sim, está no quarto dele.

Entrei e ao subir a escada vejo o Vinicius descer, passo sem cumprimentar ele.

O Ryan estava passando uma camisa;

- Tudo bem?

- Sim, pedi a Helena para arrumar minha roupa errada.

- Quer ajuda?

- Sim, coloca esse pen drive para tocar lá por favor.

- Certo.

No corredor a mãe do Ryan;

- Gente onde a senhora vai?

Ela sorri e diz;

- Vou ficar por aqui mesmo.

- Mas a senhora está muito linda.

- Obrigada.

Descemos juntos, coloquei a música para o Ryan e já havia uma galera já.

A piscina lotada de balões, a iluminação muito massa mesmo. Acabei indo jogar com o Felipe e o pessoal da faculdade.

O Ryan desceu finalmente, e sua mãe o puxou para se gabar um pouco do filho para os colegas de trabalho. Ele até que ficou muito tempo com ela.

Próximo a meia noite o Felipe já bêbado sai gritando com todos;

- Por Favor a meia noite quem quiser pular na piscina se aproxima e quem não quiser se afaste para não molhar. Vem, vem.

Na verdade foi a galera da faculdade, fui em Ryan chamar ele, na verdade salvar ele daquelas pessoas;

- Nossa que alivio.

- Vou parar de tirar você dessas, rsrs.

Nos beijamos e todo mundo começou a contar. 10, 9, 8 (...) 2... 1! Feliz Ano Novo.

Muita gente pulou na piscina a meia noite, balões foram longe e agua por todo redor da piscina;

- Eu te amo! – Falo a Ryan dentro da piscina.

Ele ficou extasiado, meio que assustado, me beijou e seguido de um abraço com tanta força;

- Eu tam... – Coloquei a mão na sua boca.

- Não precisa se sentir pressionado, quero que seja sincero, cada um no seu momento. – Falei abraçando ele novamente.

FELIZ ANO NOVO!!!. – Isso foi o Felipe chegando e afogando o Ryan.

Sai cumprimentando quem eu conhecia, e todo mundo saindo da piscina;

- Menina esta tirando esse vestido aqui na frente de todos é. – Falo para a Julia que estava toda molhada tirando aquele vestido longo.

- Ai me ajuda, perdi meu cílio postiço.

Gente ela estava somente com um, eu ri tanto, pois estava tão engraçado,

- É um viado mesmo.

- Ai amiga, aqui, na sua teta seu cílio. Rsrsrs.

Eu também troquei de roupa, fiquei de short, bem sexy, realçando minha bunda, mostrando a cueca, bem delicia sabem;

- Nossa vou comer gostoso demais você essa noite. – Fala o Ryan passando por mim e entrando para se trocar.

Voltei a Julia que estava com uma garrafa de tequila, fomos jogar um jogo que não sei o nome, o que lembro é de me foder, pois foram 6 doses.

Eu já estava bêbado. Por volta de umas quatro e vinte da madrugada.

Estava saindo de dentro da casa bate de frente com o Vinicius;

- Não vê por onde anda? – Pergunta ele todo arrogante.

- Só não dou na sua cara porque...

- Fica desempregado não é?

- Ai, meu Deus, pão com ovo.

Falo saindo, o Felipe me abraça gritando;

- Cara eu te amo, você é meu melhor amigo, porque é namorado do meu amigo, e me acolheu. você é foda.

- Eu também te amo, cara eu to um pouco ruim. E 2017 foi o melhor ano da minha vida! E 2018 será ainda melhor.

Falo me virando. E vendo o Ryan e o Vinicius se beijando na escadaria, alguns olharam para eles, outros para mim.

Ryan se afasta e me olha direto no olho. Me virei e beijei a boca do Felipe.

Neste momento vários estavam bêbados, e ruins já, quando beijei o Felipe uns gritaram, outros assoviaram.

E claro, o Ryan veio para cima igual um touro;

- Ta zoando com a minha cara né? – Pergunta ele empurrando o Felipe que caiu no chão.

- Sim! Eu to! – Falo soltando um murro de direita em Ryan. Era para ser um tapa, mas eu estava com tanta raiva, tinha que ser com aquela desgraça.

Acertou em cheio, ele caiu no chão meio tonto, e eu fui para cima dele, mas sinto alguém puxar meu cabelo, o Vinicius.

Nossa como agradeci por esse puxão de cabelo.

Quando me puxou eu voltei, mas voltei dando uma cotovelada no nariz dele, foi tão forte que eu ouvi, começou a sangrar na hora a Julia pulou em mim;

- Ficou maluco Lucca? Você quebrou o nariz dele. Para.

Empurrei ela, e fui para cima dele de novo;

- Vai perder seu emprego seu idiota. – Grita ela segurando minha cintura.

- Quero que você pegue esse emprego e enfia no meio do seu cu. Desgraçado! Puta de baixo escalão, viado pão com ovo, filho da PUTA!!!

Isso era eu dando na cara do Vinicius, ele me deu uns dois tapas, acho que foi o que conseguiu com o nariz todo fodido, eu puxei seu cabelo, bate no gramado várias vezes sua cabeça, queria que ele estivesse na calçada, mas é fraca demais.

Alguém me tirou de cima dele, sai chutando ele e cuspindo, eu estava possuído só pode.

Ao virar era o Ryan me segurando, empurrei ele com força, e Ryan veio para cima, pensei que ele iria me bater, o Felipe e a Julia barrou ele;

- Deixa, quero ver se tem coragem? Deixa esse covarde, desgraçado, vocês se merecem, seu falso, Cafajeste. Te odeio (...)

- Vamos embora Lucca. – Fala Felipe me carregando.

- (...) Ouviu Ryan Eu Te Odeio.

Antes de entrar no carro eu já estava chorando, de soluçar.

- Que raiva, de mim, que raiva. Como eu fui burro, burro!

- Se acalma Lucca, está muito tenso.

- Vai devagar, você está mais bêbado que eu.

- Beleza.

- Aii Felipe perdão, me perdoa, eu beijei você para vingar dele. – Voltei a chorar mais.

- Relaxa, ele merecia aquele murro, mano que direita foi aquela?

- Era para ser um tapa, mas o que raiva daquele Vinicius.

Foi quase uma semana sem dormir, péssimo, fiquei mais na casa da minha tia, no colo da minha mãe, do que na minha casa.

Porque o Ryan foi lá quase todos os dias, eu estava sem usar meu celular por causa dele também.

Me isolei por vários dias. Houve vezes de eu estar em casa e ele tentar subir a portaria não deixar, um dia chamaram a polícia. Eu não queria me aproximar dele, não agora. Tinha que me recuperar para poder me vingar.


#Ryan


Fevereiro de 2018, eu já estava conformado com o fim do meu namoro, o na letivo começou e claro eu vi o Lucca por lá, poucas vezes, ele pediu uma grade diferente de matérias e conseguiu se esquivar de mim.

E eu sofri, da pior forma possível, com o silencio dele. Foi doloroso, ele foi a única pessoa que me prestei em ir atrás, eu não vou atrás de ninguém, mas dessa vez, estava disposto a tudo.

- Ele vai me matar Ryan.

- Não importa Julia, quero falar com ele, consegue isso para mim.

- Vou pensar.

Julia era meu pombo correio, houve inúmeras vezes que ela foi atrás para mim, mas ele não respondia nada.

Foram dois meses de silencio.

Março...

Acordei para sair para o trabalho, me arrumei e iria descendo as escadas, e juro ter ouvido a voz de Lucca, acelerei os passos, na mesa de café da manhã;

- Acrescente também, a reunião com o promotor Gloria, a audiência daquela família, e quero que cancele a tarde de amanhã certo.

- Sim, senhora, vou falar com eles.

- Lucca? – Pergunto de frente para os dois.

Minha mãe sentada e ele com uma agenda ao seu lado;

- É meu novo assessor filho. Isso não é ótimo?

- É que bom. – Falo até pálido. – Posso conversar com você Lucca?

- Pode, alias já está conversando! – Diz ele.

Olhei para minha mãe, respirei e cocei a garganta;

- É sobre a noite de Ano Novo. – Falo.

- Não, tem o que ser dito, eu superei, faça isso também, ajuda sabia.

- Da para parar de ironia? Mãe, por favor! – Pedi para ela sair.

Isso me daria mais “espaço” para falar com ele;

- Serio Ryan, aconteceu, não damos certo juntos, isso ficou bem na cara, eu estou seguindo a vida e digo para fazer o mesmo.

- Não quero seguir sem você.

- Então tem um problema. – Ele fala saindo de casa.


#Lucca


Fui para o carro com a Margaret e ela fala uma coisa muito estranha;

- Eu nunca vi ele assim!

- Com todo respeito Dona Margaret. Seu filho tem que apreender que as coisas nem sempre são do jeito que ele quer.

- Eu sei, mas estou falando de você! Lucca, filho, o Ryan não corre atrás de ninguém, e está fazendo isso contigo, mesmo depois de tanto tempo, escute querido. As pessoas cansam, se estiver fazendo isso por causa do que aconteceu, acredite ele já apreendeu.

Fiquei calado, isso ficou na minha cabeça o dia todo.

Olha gente na faculdade, houve umas palestras na nossa área, e depois no intervalo eu estava em uma mesa com a Julia e Felipe, eles estavam se pegando novamente.

- Não olha, agora, mas o Ryan está de papo com o garoto novo Lucca. – Na real, virei igual a menina do Exorcista, quem nunca né.

Depois da noite que decidi me vingar, foi a primeira vez que senti um nó na garganta.

Ele comprou algo e veio para a mesa;

- Fala mano! – Cumprimenta o Felipe. – Delicia. – A Julia.

E senta do meu lado;

- E ai Lucca? – Ele estende sua mão.

- Joia.

- Sim.

Conversaram um pouco sobre a primeira palestra, e os dois olhando o clima que estava, o Igor me aparece para piorar as coisas;

- Julia e Felipe o professor Patrício está chamando vocês, acho que pelas a reclamação.

- Aff olha ai pra gente, culpa sua Felipe. – Os dois deixaram as coisas e saíram doidos.

Terminei meu suco, e ele fala;

- Estou tentando Lucca. Não é fácil para mim fazer isso.

O nó na garganta já havia “descido”, uma dor no coração, assim que ele falou isso.

Eu me levantei, peguei a mochila do Felipe e o caderno da Julia e sai. Fui para o banheiro, sentei em um reservado e fui chorar.

Voltar com o Ryan, era tudo que eu mais queria, mas toda vez que via ele, lembrava do beijo, como se a presença do Vinicius estava impregnada aqui conosco.

Eu tentava, mas era mais forte que eu, foi segundos para acabar com qualquer confiança que eu tinha por ele, sentimento, tudo, meu mundo virou, e claro entendo o lado dele;

- Meu Deus, se for para ser, que me ajude a superar isso, estou disposto a tudo senhor. – Falo baixo chorando e me levantando.

Abri e sai, ele estava de pé na minha frente. O Ryan saia do banco e ia para a faculdade, ele estava de camisa com as margas erguidas, calça preta, gravata solta cinza da cor dos detalhes da camisa.

Ele veio e me abraçou, acho que ouviu eu dizer só pode, não me aguentei e voltei a chorar;

- Me desculpe, me perdoe, foi culpa minha, eu deixei, tudo culpa minha. Não vai acontecer de novo, nunca. - Ele falava isso dentro do abraço.

Me segurou com força, muita força mesmo;

- Não sei se consigo Ryan.

- Preciso dessa chance Lucca.

Respondi gesticulando com a cabeça. Então ele me beijou, realmente ajudou, sentir o Ryan novamente, foi algo bom, para aquele momento.

Mas sabíamos que seria difícil demais voltar a ser como antes. Vimos isso logo na primeira semana que havíamos voltado.

O Felipe ainda estava na minha casa, ele resolveu dividir o apê comigo, e com toda essa questão do Ryan, construímos uma amizade, bem mais forte do que a que eu possuía com a Julia.

Então...

Neste dia estávamos assistindo filme, de terror, os dois deitados em um sofá, o Ryan chega e deixo ele subir, ao entrar ele vê claramente a gente juntos, se senta olhando.

Eu levantei e sentei no sofá onde ele estava. Terminou o filme e o Felipe dormiu la mesmo, de short e sem camisa, saímos e o Ryan diferente;

- Vai dizer o que foi? Ou que? – Pergunto sem entender.

- O Felipe daquele jeito, não me acostumei ainda.

- Entendo Ryan, acho que entendo, mas...

- Não vai me jogar na cara a festa de novo Lucca.

- Não! Iria falar que vou trocar ideia com ele.

- Foi mal.

- Está acontecendo algo?

- Não, não, de boa.

- Está estranho Ryan.

- Quero morar com você! – Ele fala olhando.

Como um tapa na cara, me assustei, de felicidade, mas assustei;

- Sabe que pode vir, quando quiser Ryan, mas e sua mãe?

- Eu falo com ela.

- Porque isso agora? – Pergunto já desconfiado. – Não me diga que é pelo Felipe?

- Não, não. Quero isso, se quiser também.

- Ta Ryan, só uma coisa, morar sozinho, não é como na sua casa, não tenho Helena e tenho que trabalhar para comer.

- Eu sei, aff, parece ela falando.

Sorri e fiquei na minha, achei que era somente “fogo de palha”, que logo iria tirar isso da cabeça.

Então, rsrs...

Nestes dias, visitamos o Levi que havia voltado para casa e por causa da baderna nem visitei ele.

Minha mãe estava na casa da minha tia, e lembram dela né, foi ver o Ryan;

- Ai eu sabia que iriam voltar. Tudo bem filho? – Fala ela abraçando ele, que abriu um sorriso.

O Levi estava deitado no sofá da sala, e minha tia não estava em casa;

- Ele é duro de roer, mas estamos juntos novamente. – Fala ele pegando na minha mão, o Ryan a levanta e diz. – Vamos morar juntos, ele contou a senhora?

- Oque? – Isso foi o Levi.

- É Levi eu também fiquei assim. – Falo tentando quebrar o clima que ele instalou.

- MEeconta isso direito Lucca Barbosa.

- Sim, mãe.

Sentamos e conversamos, fiz até um café, esperamos minha tia chegar, o Ryan iria passar um cheque das despesas do mês do Levi, pelo tratamento;

- Tomou meu macho, agora meu emprego que mais em Lucca? – Pergunta ele, em um momento que estávamos só.

- Para começar, o Ryan não é seu macho, nunca foi, segundo estou te substituindo, depois que você subiu na moto de um estranho, rsrs. – Nesse momento ele sorriu. – E não tem nada, desde que eu te conheci que eu desejei mais do que seu jeito feliz de viver, só tem que apreender que pode ser feliz sozinho...

- Quem mandou eu abrir minha boca não é verdade?

- Relaxa.

- Ele é bom de cama como todos falam? – Na cara dura, o Levi pergunta isso.

- Todos quem?

- Ai, as noticias correm.

- Sim, ele é melhor que falam.

- Ui, chegou a subir um fogo aqui.

- Rsrsrs.

- Vinicius apareceu novamente?

- Não Levi, ele está fora do estado, acho que em um estágio sei lá, e não quero saber.

- Está certo, e com a Margaret?

- É bom trabalhar com ela, só é meio perfeccionista, dá para ver em Ryan, mas estou me dando bem.

- Vão casar é?

- NÃO.

- Está gravido?

- Estamos tentando, mas vou ter que tentar a inseminação artificial, viu, Levi, o Lucca não engravida de jeito nenhum. – Fala o Ryan vindo com minha tia.



#Ryan


Eu queria o Felipe fora, e ele saiu! Em seis dias comigo morando dentro da casa do Lucca ele se mudou.

Um dia após ele sair, estava tentando colocar uma roupa para lavar e o Lucca vendo de longe;

- Me diga que ainda tem o manual dessa “jossa”? – Pergunto abaixado de frente a ela.

- Não, e eu nem precisei dele para usar ela. – Responde ele lavando louça.

- Você tem que saber mesmo, é a mulher da casa. – Falo zoando, porem com um tom de seriedade.

Galera ele me jogou um copo de agua, que deixei o sabão cair;

- Filho da Puta. – Levantei e ao tentar dar um passo, eu cai no chão.

Tentei novamente e cai, ele veio rindo para me ajudar, quando segurou eu minha mão;

- Vem que eu te ajudo, tenho que fazer tudo nessa casa.

Puxei derrubando ele no chão, abracei e virei ele;

- Nossa que romântico, esse teatro todo para me beijar? – Fala ele nos meus braços.

- Mas é claro que... – Falo bem próximo a sua boca, ele fechou os olhos. – NÂO, Você é fácil demais, liga essa maquina ai pra mim.

Falo me levantando, apoiando nas coisas.

- Te mato Ryan, sério, deixar você uma semana se sexo.

- Consegue não, doido por causa desse pau aqui.

- Morre menino.

Sai rindo e fui tomar um banho, me arrumei para o trabalho, e voltei ele já havia terminado de lavar a louça, estava secando suas mãos, encostado na pia;

- Que carinha é essa? – Pergunto apertando minha gravata.

- Sua mãe me deu folga hoje, vou terminar de assistir o seriado que começamos.

Disse me beijando e ajudando com a gravata.

- Não, me espera, quando chegar a gente assiste.

- Não Ryan, você só quer transar, não me deixa assistir.

- Por falar em sexo, está me devendo uma chupada.

Falo pressionando ele contra a pia;

- Não está merecendo.

- Ei, você dando nó na minha gratava, assim na cozinha é bem filmes americanos né?

- Chega de filme. Nosso namoro foi um livro para uma dessas plataformas.

- Deixa eu ir, não to afim de atrasar de novo. – Saiu me virando.

- Ah que pena, iria te pagar hoje.

Sorri sarcástico e volto,  olhei para ele abri o zíper da calça, abaixei a cueca e coloco meu cassete para fora, já meio bomba. O puto se ajoelhou e começou a me chupar, segurei seu cabelo afrouxando minha gravata.

Fiz ele engasgar já duas vezes, meu cassete estava bem molhado;

- Levanta, se não vai me sujar, e não tenho outra calça limpa.

Falo segurando em seu queixo e o levantando, beijando aquela boca regada com gosto do meu pau, acompanhei ele dando dois passos para trás.

Lucca estava com um short de futebol que sempre peço que ele fique em casa, virei ele de costas coloquei uma de suas pernas na cadeira, e abaixei seu tronco sob a mesa.

Afastei o short, a parte da cueca e comecei a penetrar nele, de manhã acompanhei ele no banho, e havia se depilado estava bem lisinho.

Comi ele gostoso, bombando e segurando seu cabelo, com aquela bunda indo até o limite de minha calça, queria tirar o cinto e bater nele, mas não tinha tempo para tanta sacanagem.

Gozei enfiando com força, tanto que a mesa de madeira saiu do lugar.

Me afasto e ele pega uma toalha que estava para lavar, e me limpou, do meu próprio gozo.

Veio me beijar e dei um beijo bem gostoso nele, aqueles de chupar língua e tudo;

- Quando chegar a gente termina, rsrsrs.

No trabalho, falei com meu gerente, pois estava afim de vender meu carro;

- Porque seu carro Ryan? – Questiona ele.

- Estou querendo comprar um imóvel, e aproveitar o valor de mercado dele, acho que dá uma ótima entrada, que acha?

- Olha, financie seu carro para a casa, é urgente?

- Não, quero sair do aluguel com o Lucca, e vou usar essa grana para isso.

- Quem te viu quem te vê Ryan, uma casa para se amarrar de vez ao garoto é.

- Rsrsrs, até o senhor, rsrs.

- Vou te explicar melhor, olhe os....

Sai da sala dele e voltei para minha mesa, o menor aprendiz passa dizendo;

- Ryan, tem um cara lhe aguardando na sua mesa.

- Beleza.

O Vinicius! CARALHO. Merda, o que aquele encosto queria...

Fui tomar uma agua, falei com o Lucca no Whats, o Menor passa de novo e questiona;

- Ei falou com ele?

- Sim, está aguardando um telefonema, não se preocupe.

O garotinho saiu e eu, comi algo, escovei os dentes ai sim fui ver o que ele queria.

Me sentei, e ele estava com varias pastas e ainda com ataduras no nariz;

- Boa Tarde, Vinicius, que posso ajudar?

- Até que enfim, estava perguntando se você havia morrido, finalmente.

- Não, para sua tristeza... Escute o nariz até hoje?

- Isso é da plástica.

- Ata, (rindo por dentro), Preciso que transfira as contas dos escritórios da Cavalcanti para o Bradesco, a documentação está aqui.

- O que?

- Estamos retirando o Santander da administração do dinheiro da empresa Ryan.

- Está zoando com a minha cara?

- Eu trouxe elas para cá, e agora estou tirando.

- Está se vingando de mim, isso sim. Vinicius por causa destas contas estou nesse cargo.

- Isso não é mais problema meu Ryan, faça o que estou pedindo... Ou melhor, mandando.

Meu Deus, meu Deus! Olhei para a tela do computador, meu dedos nem digitavam, voltei a ele e disse;

- Espero que assim como essas contas, você suma da minha vida.

- Relaxa, descobri ontem que está morando na soberba.

- Uma correção, morando com quem eu amo! Ricardo, preciso de sua assinatura aqui por favor. – Me levanto com os papeis, ele vem e assina.

Aquilo colocaria meu cargo na “berlinda”, mas é claro que iria arriscar, até porque não tinha escolha.

Voltei entreguei os papeis a Vinicius;

- Os valores das contas serão transferidos em até 72 horas, mas alguma coisa senhor?

Ele me olhou com tanto ódio;

- Aproveite e vote, para o melhorarmos o atendimento de nossos clientes. O Santander agradece a escolha.

Falei quase rindo, ele saiu olhando para trás, na real, se ele pudesse iria pular em mim ali.

Resumo, o Vinicius saiu eu voltei a sala do gerente, fiquei o resto da tarde, e voltei para meu serviço anterior, atendendo pessoa física.

Afinal meu serviço foi embora com ele, eu gerenciava as empresas deles, mas é a vida, altos e baixos. Dizem que não podemos ter os dois, amor e carreira indo a todo vapor, ou um ou outro.

Cheguei em casa e o Lucca não estava, já achei estranho, aproveitei e fui na minha mãe, ver a Helena, rsrs.

- Roda ela até a quantidade de roupas, e está vendo o botão da agua, coloque no nível que está as roupas, é simples.

- Sim, o Lucca não me mostrou isso, não sei o que faria se não tivesse você na minha vida Helena. – Falo dando um selinho na boca dela.

- Ai menino! Sai.

- Não viu mesmo ele? – Pergunto voltando para a cozinha.

- Sim, já falei, está para aquela reunião com sua mãe, ela chamou ele correndo coitado.

- Certo, vou esperar eles chegarem.

- Aqui o bolo que arrumei, já vai esquecendo.

- Obrigado, to achando que vou casar com você Helena, o Lucca ta fraco.

Falo saindo. Entrei no carro e coloquei a vasilha que ela me deu com o bolo no assoalho direito, estava abaixado, ao voltar, vejo o Igor descer do carro e beijar o Vinicius, na boca.

Nossa fiquei igual aquele emoji do whatsapp, boquiaberto, buzinei e eles viram, me deram dedo e entraram, fui rindo, os 10 quilômetros até em casa.

Bem a Julia chegou e nada do Lucca;

- Mas ele não disse?

- Não, cheguei e não estava aqui. Porque está pálida?

- Preciso conversar com alguém amigo.

- Ahn, fala. – Digo sentando no sofá.

- Ryan, sabe que eu e o Felipe estamos ficando né?

- Sei, vocês não criam vergonha e namoram logo.

- Então, no ano novo ficamos e de lá para cá, só fiquei com ele, confia em mim né Ryan.

- Confio, está me assustando.

- Fiz o teste de gravidez e deu positivo, estou ficando louca, e minha menstruarão atrasada, o que eu faço?

- Pergunta para mim? Some né Julia, gravida de dezessete anos, seu pai vai te matar e depois mata o Felipe.

Na mesma hora o Felipe e o Lucca chegam;

- Aonde estavam? –  Me levanto perguntando.

- Encontrei ele aqui embaixo, que faz aqui essas horas Julia? – Fala o Lucca.

- Ela me chamou. – Responde o Felipe.

- É gato vem comigo, e ai mano, boa sorte. – Falo cumprimentando o Felipe e levando o Lucca para o quarto, deixando os dois a sós.

Até porque iriam se matar.

Lucca foi tirando a roupa e eu sentado na cama;

- Então sua mãe ligou, fui correndo. Amor não acredita (...).

- Amor? – Pergunto ele cruzando os braços.

- É quer que eu te apelide de Bebê?

- Amor está ótimo, continua, rsrs.

- Era uma reunião de uns colegas e uns políticos. Olha eu acho que pode ser bom, porque estão bolando um jeito de trazer uma multinacional para a cidade, e precisam da autorização de varias pessoas, uma dessas pessoas é sua mãe, então ela me colocou para auxiliar e monitorar eles. Irei ganhar um bônus e podemos mudar, não era o que vinha me falando?

Ele termina de falar sentando no meu colo;

- Gente porque estão gritando assim? – Ele muda de assunto.

- Julia está gravida, do Felipe.

- Meu Deus, naquela idade ...

- Foco Lucca. Então, Vinicius retirou as contas da Cavalcanti do banco.

- Não brinca, e seu cargo?

- Foi junto, rsrsrs. Mas o que eu queria te falar, é que vou usar meu carro, para comprar uma casa, assim, não pagamos mais aluguel, e ficamos com um lugar melhor, que acha?

- Está falando sério? Quer mesmo morar comigo?

- Aprendi a domar aquele mostro da lavanderia.

- Helena te ensinou, ou olhou na internet?

- A Helena...

Deitei abraçado com ele, que estava me olhando, pois Felipe saiu batendo a porta e a Julia saiu atrás dele, também batendo a porta;

- Nem todos tem a sorte que eu tenho, de ter você. – Fala o Lucca, rindo e me beijando.

- Sabe Lucca você é louco. Mas de um jeito muito bom. Adoro quando usa palavrões e gírias na mesma frase. Adoro que você é meio esnobe. Mas mesmo assim compra uma garrafa de vinho em qualquer boteco. Eu adoro que você curtir, de “Queen” até “Commodores”. Eu Amo ... você. Merda. Eu amo você.

- Ryan.

- E eu te conheço bem. Para saber que precisa de tempo, e espero que não diga nada agora... Mas...

- Eu também te amo Ryan, e quero passar meus dias ao seu lado.

- Enquanto formos sinceros um com o outro, quem precisa dos outros!

- E somos sinceros.

- É.



0 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia