• @richardsongaarcia

Monte Carmelo


Que tal uma Rapidinha ai em?





** Monte Carmelo **


Monte Carmelo, Cidade pequena de Minas Gerais, noite de sábado, as poucas ruas eram cortadas por um carro modelo gol g5, preto com quatro rodas personalizadas. Em 80 km/h Júlio dirigia em alta velocidade com sua namorada Débora no passageiro e Hugo no banco de trás cantando junto com a música alta do veículo, "Highway to Hell - ACDC". A garota não se importava de estarem em tal velocidade e beijava Júlio, as vezes passava as mãos no meio de suas pernas. Na principal avenida da cidade Júlio passa no sinal vermelho, chamando atenção de uma viatura que estava no posto de gasolina a direita. Começa uma perseguição, ele grita para os outros; - Coloquem o cinto, agora a brincadeira vai ficar boa. #Hugo - Acha que não estamos de cinto desde que entramos. – Falei gritando. Não se preocupem, era a 3 vez que isso acontecia neste ano, e Júlio sabia o que fazia, ou achava. Com isso ele pegou a pratica de direcionar para um caminho “alternativo”. Para o rumo do antigo aeroporto da cidade, havia uma parede de arbustos onde os carros de policiais não se arriscaram, foi onde ele nos meteu. Ainda em alta velocidade; - Está ali, segurem os celulares, não irei pagar tela de ninguém dessa vez. Diz ele acelerando, passamos por cima da cerca viva de uns um metro e meio, o carro da polícia parrou e desceram para ver, achando que sofremos um acidente, mas ainda estávamos dirigindo, entramos em uma fazenda e despistamos lá dentro. Meio que damos a volta no antigo aeroporto, ele parou o carro, pegou a cerveja, rindo, mas ria muito, Debora sai abraçada comigo; - Ai Hugo, dessa vez eu fiquei com mais medo que da primeira. – Diz ela segurando no meu ombro. Júlio chega e beija ela, deu uma pegada forte, aproveitei e peguei a cerveja de sua mão. Tomei dois goles e ele pega a garrafa; - Ei é menor de idade, não pode beber. – Diz ele pegando a garrafa. O jeito que tirou que pegou derramou em minha camisa, eu tirei e ele ainda perto, olha para minha barriga; - Me molhou todo cara. – Falei mostrando. Não havia nada, mas ele abaixou e passou a língua de baixo para cima, até os meus peitos; - Não dá para ficar desperdiçando, é a última. – Diz ele piscando. - Olha o que peguei da minha irmã. – Diz Debora vindo com um cigarro de maconha do carro. Acendemos e ficamos tragando, os três olhando as luzes da cidade, eu ao lado esquerdo, Júlio ao meio e ela ao direito; - Não gosto dela, é muito metida. – Comenta Debora. - Eu namoro a Rita, porque preciso de notas em matemática, e ela é filha da professora. – Respondo. Júlio sorri e toca a mão comigo; - Aii, toca aqui mano. – Diz ele dando um murro em minha mão. - Vocês são tão vagabundos. – Fala ela empurrando a gente. - Não fala assim amor, estou com você porque te amo. Amo seu beijo, amo seu sexo... e por falar em sexo. – Ele fala na frente dela colocando a mão dentro do vestido. Ela me entrega o resto do cigarro e entra no carro com ele, fiquei bebendo o restinho da cerveja e fumando, enquanto ele comia a buceta da Debora no banco de trás do carro. Nossa cidade cabe dentro de uma casca de ovo, Monte Carmelo, é minúscula. Deve ter 40 habitantes, rsrsrs. Brincadeira, são em média quarenta mil, há dois colégios, uma escola de ensino fundamental, outra de médio, e a faculdade. Com isso todo mundo conhece todo mundo, Júlio é da barra pesada do colégio, somos melhores amigos desde o jardim de infância, ele me livrou de várias brigas, e depois disso somos inseparáveis. Criados juntos praticamente. Ele é filho de fazendeiros aqui da região, família dele cria gado para corte, completou 18 anos, ele é moreno, pele branca e cabelos negros, sobrancelhas afastadas e rosto rosado, boca pequena com um sorriso safado, braços fortes, magro, mas corpo normal. Meus pais tem uma farmácia, e tenho um irmão que faz faculdade fora de Monte Carmelo, eu tenho 17 anos, minha família tem descendência alemã, sou loiro, boca grande, nariz grande, olhos claros e cabelo caramelo, corpo normal, mas tenho a mesma altura de Júlio. Vamos para o dia de aula, sei que estão acostumados a acompanhar os personagens em dias chatos de aulas, mas tenho que levá-los até lá, tem coisas importantes por lá. Segunda – feira sete e sete da manhã, sete minutos atrasados, logo que cheguei com Júlio, esse dia eu fui dirigindo, ele ainda estava de ressaca; - Mano, não vão deixar você entrar sem uniforme de novo. – Falei pegando a mochila no banco de trás. - Já falei, aja como se estivesse com o uniforme cara. Veja. Ele tirou a camisa, pegou seu blusão de frio e colocou fechando o zíper; - Meu caderno? – Pede ele. Tiro o caderno da mochila e entrego, ele pega o celular e fomos para o portão; - Já falei, eu paguei, e vai me entregar, merda... – Isso era Júlio enrolando no celular para a tia do portão não perguntasse do uniforme, rsrsrs. - Ainda não é sete e quinze, abre ai tia. – Falei mostrando o celular. Ela abre o portão com uma cara, pois ainda Júlio gritava. Na primeira e segunda aula Júlio dormiu, com o capuz da blusa escondendo. Fiquei desenhando uns animes e Rita entra em um intervalo de aula; - Oi! Fiquei sabendo que saiu no sábado. – Diz ela sentando na cadeira da frente. Eu ainda desenho e ela fecha o caderno; - Sim, fui comer um sanduiche, com o Júlio. Quando falei ele levanta acordando, tira o capuz com o rosto amassado, olha para Rita sorri e diz; - Oi delicia, e aí quando vai dar para nós dois em? – Isso mesmo, com essas palavras. Ela dá o dedo do meio para ele e me diz; - Te espero no intervalo. – Ela se levanta e sai. - Gostosa. – Grita Júlio. A coordenadora entra e pede silencio da turma; - Pessoal. Pessoal! O professor de geografia faltou, terão que falar com a professora de história para subir aula, ou esperem até as onze e quarenta e cinco. – antes De ela terminar falar, Júlio se levanta. - Eu, eu vou falar com a professora. – Todos sorrimos. A coordenadora pergunta se mais alguém iria, mas ninguém se manifesta, Júlio sempre conseguia liberar nós mais cedo. Ele saiu e eu fui a sala da Rita, fiquei com ela um pouco e marcamos de estudar na casa dela depois da aula. Quando voltei para sala, olhem isso... Júlio estava com seu lápis e meu livro de história sentado na mesa do professor; - Onde estava Hugo? – Pergunta ele me repreendendo. - No banheiro. – Falei entrando. - Da próxima vez, vai cagar na sala. Como não pediu permissão venha ler o capítulo dezessete para a sala. – Ele fala com o livro aberto. Eu voltei e comecei a ler, acho que nem terminei a primeira folha e ele interrompe; - Consegui que saíssem as dez e quarenta, ela pediu uma lista de chamada e um resumo das três primeiras folhas, Bia, faz o meu e do Hugo, estamos vazando. – Diz ele para a sala, e depois fala baixo para uma garota que ele pega as vezes. No carro ele diz; - As chaves. Vamos para academia? – Pergunta ele ligando e saindo. - Não, Rita vai na minha casa quando sair. - Vai comer a novinha né safado. - Cala a boca Júlio. - Depois quero que me conte tudo, ela sempre foi apaixonada em você, nunca consegui pegar ela. No caminho passando pela avenida principal no posto de gasolina, o pai de Júlio estava com a polícia, paramos para conferir o que havia acontecido. Parece que algum motoqueiro bateu na caminhonete dele, estava furioso, era um velho gordo, com a barba imensa. Enquanto estávamos com ele um policial diz de longe; - Senhor, há garrafas de cerveja dentro do carro do seu filho. A porta estava aberta e o policial pegou duas garrafas no assoalho e veio mostrando. O pai de Júlio olha e diz; - Entrou dentro do carro do meu filho sem ordem judicial? Pegou algo dentro de um veículo particular sem autorização? – Fala ele para o policial novato. O chefe de polícia diz; - Desculpe senhor José, é só um novato querendo mostrar serviço. – Fala ele com os papeis nas mãos. Júlio olha aquilo e voltamos, ele esbarra no policial que fica calado. Bem isso acontece pois José Godoy pai de Júlio, é quase prefeito da cidade, e um dos maiores fazendeiros da região, além de gerar muitos empregos, ele e sua família é antiga demais por aqui, tem até ruas com seus nomes. Por isso todo o respeito de todo mundo. Júlio me deixou em casa, e sim, transei com a Rita aquele dia, essa semana foi tranquila e normal no colégio, só sexta-feira que houve um desentendimento mas nada demais; - Vou quebrar a cara dele, vou matar ele, Hugo ele é um desgraçado, já sei, que tal colocar fogo na moto dele. – Dizia Júlio andando de um lado para o outro no banheiro. Bruno Mendes um cara do “oitavo B”, foi falar pela escola que pegou a Debora enquanto ela namorava o Júlio, o problema é que Debora estava fora de Monte Carmelo, pensem na merda. Ficamos sabendo em um grupo do whatsapp e vários prints, que enviaram. Estávamos esperando o intervalo, pois quase que a escola inteira sabia, fiquei com ele no banheiro pois Júlio é muito explosivo; - Vou falar com ele, se o desgraçado dar um passo eu quebro ele, aqui dentro mesmo. Você vai ver. O sinal tocou, todos saíram, o banheiro estava fechado, consegui segurar ele um pouco, mas quando saiu foi como um touro. Júlio é magro, mas tem uma atitude desgraçada. O pátio do colégio era imenso, e todos estava correndo, conversando, tirando fotos e rindo. Na turma na frente da sala de Bruno ele estava com seus amigos, sabiam que viria merda. E foi. Júlio andava no corredor e todos abriam caminho. No bloco onde estava o Bruno, dois amigos se aproximaram rapidamente; - Aqui não Júlio, deixa isso pra lá cara, não vai esquentar a cabeça, relaxa. – Falou quase sincronizado. Eu tive que intervir, empurrei um deles e falei; - Deixe que eles se resolvam como homens. Júlio empurrou o outro. Até então Bruno estava de boa sentado em uma cadeira, quando passamos pelos caras em uns seis metros ele se levantou e se preparou. Literalmente chegamos junto, Júlio quase cuspiu na cara dele; - Escuta aqui desgraçado, vou ensinar a você falar da minha namorada por ai, “Te pego na saída”. – Ele disse e um amigo dele estralou os dedos. O cara só podia ser retardado, para fazer isso. Júlio só olhou e disse. - Se isso foi para me dar medo cuidado, eu faço você se chicote para bater nele. – Júlio empurra ele fazendo sentar de novo. Nos dispersamos a diretora chegou na hora, pela aglomeração. Bem seguinte, o Bruno foi embora meio que escoltados pelos pais, durante toda a semana. Mas quem disse que não “pagou”, Júlio furou os pneus da moto dele, 3 vezes durante esses dias. Debora chegaria no sábado depois do almoço, eu, Rita e Júlio havíamos ido na cachoeira que frequentávamos, a muito tempo. Levamos cerveja e salgados para ir comendo. Ele estava colocando o carro embaixo de uma sombra e eu comento; - Porra sem sinal de celular. – Falo desligando o aparelho. - Ta zoando, não tem ninguém, está vazia. – Fala Júlio sorrindo. - Esqueceu que é feriado e todos estão nas fazendas, olha a hora também garoto. – Responde Rita. Descemos e deixamos as coisas em uma pedra próxima. Foi tirando a roupa e pulando, Rita ficou olhando incrédula; - Estão pelados, vocês dois, ai credo. – Grita ela com as mãos nos olhos. Eu e Júlio nos olhamos e eu disse; - É o combinado da cachoeira, se estiver vazia nade pelado. - De onde tirou isso? – Grita ela. Eu sai e tive que buscar ela; - Não vou tirar minha calcinha, Júlio está aqui. - Não to vendo nada. – Fala ele. - Vamos, relaxa, vai curtir. Ela se recusa, mas sabia que ela queria, então peguei uma cerveja abri e tomei um gole, ela bebeu também, e entrei para levar a cerveja a Júlio. Bem tomamos duas cervejas ele ligou o som o carro e ficamos na agua, até que Rita tira sua roupa, mas isso depois de estar na agua a um bom tempo já. - Não vou fazer direito, meu pai quer, mas ele está quase morrendo, vou ter que cuidar da fazenda... – Comenta Júlio na pedra ao nosso lado. Estávamos deitados de toalha conversando, isso depois de um bom tempo bebendo; - Ainda bem vai cuidar das vacas, e eu vou cuidar de doentes, eles querem que eu faça farmácia dá para acreditar? – Falo bebendo mais um gole. - Estão reclamando do que? Vou ser professora. – Diz Rita rindo. Ela estava ao meu lado esquerdo, pego e beijo ela, mas esquentamos, ela sobe em mim, gente no beijo Júlio me cutuca rápido e sorri, então com ela em cima do meu corpo. Me virei deixando ela cair de costas para ele, a esse ponto eu estava beijando ela segurando seus peitos e massageando sua bunda, ele então a abraça por trás, da uma encoxada bem foda que ela chega a gemer. Rita se vira e começa a beijar Júlio, ele vai com a mão direto no meio das pernas dela, fazendo ela abrir e com a mão na mão dele, eu beijei o pescoço dela e ouvido, e revezamos, da boca ao pescoço e peitos. Ele estava com um sorriso safado e ela então nem se fale, ela ficou de quatro, virada para Júlio, e começou a chupar ele, eu então já cuspi e mandei para dentro, depois revezamos, e trocamos algumas posições. Até eu estar comendo ela de frango assado, e ele beijando ela, suas mãos masturbavam Júlio; - Beija ele. – Fala ele afastando a boca de Júlio da dela. Ele olha para ela e diz; - O que disse? - Quero que beije o Hugo. Foi ai que eu escutei, bem estava olhando para ela, os peitos dela, ao subir o olhar vejo aquela boca rosada com um sorriso pro meu lado, ele não me beijou, mas avançou, ficamos cara a cara, senti a mão de Rita forçando a aproximação. Nos beijamos, só não gozei, por estar concentrado, mas aquele beijo me tirou da linha, olhei ela estava chupando ele, Júlio me beijava tão foda que segurava meus cabelos conduzindo minha cabeça, acho que por tesão de ela estar chupando ele, as vezes ele respirava fundo demais. Ele gozou na boca de Rita, que se limpou com a toalha, ele ainda beijou ela, e eu gozei dentro dela mesmo, não me segurei. Não precisa dizer que é segredo isso né? Vamos prosseguir... Logo no começo da próxima semana uma merda gigante, Júlio deu um tapa na cara da Debora, pois ela realmente ficou com o Bruno, ele bateu nela dentro do carro, eu estava ao lado de fora e tirei ela urgentemente. Foi nossa primeira briga seria, fiquei sem falar com ele dois dias, pois foram os dias que ele não foi na aula, os pais de Bruno mudaram de cidade. E Debora, bem não aconteceu nada, os pais dela trabalhavam para os pais de Júlio, não precisa explicar né. Na quarta-feira, saindo da sala, Rita me encontra; - Hugo, preciso de você. - Que foi? – Pergunto ela, que me empurra para a biblioteca. - Minhas pílulas acabaram antes da hora, não posso pedir minha mãe se não ela vai desconfiar, tem que pegar na farmácia. - Rita eu não posso pegar pílulas do dia seguinte assim do nada. - E eu não posso falar para minha mãe que transei com você e com o Júlio na cachoeira. - Ta, tudo bem, trago amanhã para você. Bem ao sair do colégio, o carro do Júlio estava lá, cheio de terra, mas estava, ele ao lado de fora, encostado, fumando um cigarro, e havia uma tatuagem no braço direito, todo mundo olhando. Rita se afastou de mim, assim que ele me viu jogou o cigarro no chão e apagou; - Quero trocar ideia contigo Hugo. – Diz ele pouco baixo. - Não tenho tempo agora Júlio. - Entra na porcaria do carro cara. – Grita ele abrindo a porta. Entrei e fechei, ele entra e pela primeira vez coloca o cinto, saímos e silencio, no segundo semáforo ele com a mão apoiada no nariz diz; - Tenho que pedir desculpas para Debora. - Quer que eu vá com você? – Pergunto. - Sim. Ficou um silencio de novo, mais dois quarteirões e eu digo; - Rita quer que eu pegue pílulas para ela escondido do meu pai. - Tem que ter pílulas de reserva cara, se quer transar sem camisinha, tem que estar preparado. - Pois é. Ele para na farmácia, desce e compra as pílulas, ao voltar e entrar no carro coloca na minha mochila e diz, me olhando nos olhos; - Posso ficar sem qualquer garota mano, mas sem você não dá, é meu irmão. Eu não disse nada, só abracei ele. - Quando estiver pronto para falar com Debora me avisa. Desci pois iria ajudar meu pai na farmácia. É que meus pais não estavam bem, parece que estavam quase se separando, então eu ajudava como podia. Júlio marcou a noite para falar com Debora, eu fui com ele, mas o que não sabia era que o José também ia, fiquei com medo, Júlio era mais reservado quando o pai se metia no meio das merdas dele. Senhor José que chamou na casa dela, ele nos recebeu até porque o patrão deles estava lá. Ficamos na sala, sentados em silencio, o pai da Debora estava presente e calado, então a mãe dela chega e finalmente ela, chega e se senta ao meio do casal; - Bem vim e trouxe meu filho aqui, para se desculpar e se preciso ajoelhar para sua filha senhor Luís. - O que o seu filho fez foi algo muito grave patrão. - Me chame de José... Júlio. Ele estava com as mãos tremendo, então olhou para Debora, bem nos olhos dela e disse; - O que eu fiz é imperdoável, vim me desculpar por te tratar daquela forma aqui perante seu pai e sua mãe... - Que mais garoto. – Cobra seu pai. - Se aceitar meu perdão, prometo nunca mais me aproximar de você, e não irei nem ao menos levantar a vos par você ou mulher alguma. Cheguei a me assustar, nunca vi ele falar assim, com ninguém... - Eu te perdoo Júlio, se me perdoar, eu falhei com você, não fui fiel. Eles se acertaram, e o senhor José, deu uma quantia em dinheiro para que eles não prosseguissem com algum tipo de processo, afinal Júlio é maior de idade. - Pode ser uma moradora de rua, faxineira, a maior vagabunda, uma puta, ou uma donzela, não se bate em mulheres moleque, parece até que não lhe eduquei, estou cansado de você, cansado. Senhor José vai embora em seu carro, e Júlio essa noite dormiu na minha casa. No dia seguinte na aula, já faltando um horário para nós saímos, eu e Júlio fugimos, mas tivemos que se esconder no banheiro, pois a coordenadora estava na frente de sua sala. Ao entrar no banheiro, dois caras estavam ofendendo um menino, nós só olhamos e passamos para os mictórios, porem eu prestei atenção; - Lucas? – Pergunto indo para cima. – Para, para, para. Júlio nem quis saber e veio ajudar, mesmo sem saber o que era ele ajudou, separamos os caras; - Cai fora Hugo, não é da sua conta. – Disse o Leandro me empurrando. - Encosta nele de novo que isso será da sua conta... Vaza! -  Grita Júlio. - Mano ta beleza? – Pergunto ao Lucas que estava pegando as coisas no chão. - Quem é esse ai? – Pergunta Júlio. - Lucas, filho do capataz do seu pai mano, não ta lembrando. – Falo ajudando. - Porra cara, Lucas, que esses babacas estavam cassando contigo, mano. Ele meio que foi embora conosco, Júlio resolveu levar ele na fazenda, pois havia perdido o ônibus, a ideia era alcançar o ônibus mas fomos para a fazenda. Era por volta de uns 16 km de Monte Carmelo. Quando chegamos ele ficou na casa dele e agradeceu a carona; - Vamos embora? – Pergunto, pois ele estava olhando para fora da janela dentro do estabulo. - O que aquele babaca está fazendo... – Júlio sai do carro. – EI. EI. VOCÊ, ta maluco o cavalo não suporta este “arreio”, coloca um colchão aqui idiota. – Diz ele tirando as cordas do cavalo. - Ta maluco garoto, quem é você para falar assim comigo. - Filho do seu chefe, e acho bom ir colocando antes que machuque o animal. Idiota. - Vamos Júlio? – Chamo ele. - Espera, deixa eu dar uma olhada. – Fala ele entrando no estabulo. Havia cavalos dos dois lados, e no fim o cavalo de Júlio, um corcel negro, tão preto que brilhava; - Oi garanhão! Ta lembrado de mim? – O cavalo faz um barulho muito alto, com Júlio pulando a cerva. – Que merda, mano, estão de brincadeira comigo. Hugo pega aquela mangueira para mim, o coitado está sem agua. Colocamos agua para o cavalo, e comida para mais dois que estavam ali. Júlio ficou bem mal pelo que viu, sabem triste; - Pagamos quase setenta mil neste cavalo e ele está passando fome e sede... aquele cor de mel vale quase cem mil, e estava sem comida, a criatura não tem nada a ver com essa merda de funcionário. Vamos. Diz ele tirando o cavalo e o monta, indo para o harem, (onde eles mostram e treinam os cavalos). Montou e deu algumas voltas, o cavalo era lindo galera, muito foda mesmo... - Ele não está bem. – Diz Júlio vindo em minha direção. Fomos embora, mais a noite teria um festa em um bar onde gostávamos de ir, chamei Rita, e achei que Júlio iria convidar alguma mina, mas ele chegou sozinho, estava sentado em uma mesa com a Rita, e ele chega; - E ai. – Diz ele me cumprimentando e falando com Rita. - E ai Júlio, veio sozinho cara? – Pergunto. - Estava na fazenda, cheguei só tomei um banho e vim, já terminaram de cantar? – Pergunta ele olhando para o pequeno palco ao canto. - Não, nem começaram. - Vou no banheiro meninos. – Diz Rita se levantando. - Conseguiu resolver a questão dos cavalos? – Pergunto. Ele pega uma bebida com o garçom dizendo; - Sim, contratamos mais três pessoas, meu pai, só quer saber do gado, é o que dá dinheiro entende. Agora vão ficar bem. - Mano na real, não chamou ninguém? – Pergunto baixo. Ele sorri e diz; - Debora, ela disse que os pais não deixam, chamei a Sophia ela perguntou se era para sexo, a vadia não quer ser vista comigo, dá para acreditar mano. Comecei a rir dele, mas parei, pois, Debora passa ao nosso lado; - Oi meninos. – Só olhamos, Júlio piscou pra ela, mas nada demais. - Se ficar na seca hoje beijo você, até que beija bem. – fala ele em voz alta. Apontei o dedo para ele, e Rita se senta. Bem o cara tocou “Queen” dá pra acreditar, ficamos louco ali dentro, por volta de três da madrugada fomos embora, eu tive que dirigir, Júlio não estava nem um pouco habito. Ele ainda deu maconha para Rita, foi uma tragada, mas ela já estava alegre pela cerveja; - Vá para o aeroporto mano. – Diz ele, virando o volante. - Ou, tu mata a gente viado. – Falei empurrando ele. Júlio pula para o banco de trás e começa a beijar Rita, dando uns amassos bem foda nela. Foi questão de minutos quando olhei ela estava chupando ele, Júlio bebendo e me olhando, parei o carro no semáforo ele puxa meu pescoço e me beija; - Se demorar chegar não tem para você. – Fala ele rindo. Mais uns sete minutos, até chegar no ponto, parei o carro e fui tentar pegar uma cerveja com Júlio, tive que entrar no meio. Beijei Rita, acho até sentir o gosto da rola de Júlio, depois voltei a beber, ela estava chupando nós dois, e toda vez que Júlio me entregava a cerveja ele me beijava, sentia o gosto doce da boca dele antes de sentir o amargo do álcool. Em um momento que eu estava com a cerveja, Rita subiu e beijou Júlio, no beijo ela puxou a cabeça dele, fazendo ele me chupar, fiquei calado, mas cheguei a contrair os dedos dos pés, se não gozaria, que desgraça de chupada era aquela. Ele me olha e me beija; - Sente o gosto da sua rola. – Meio que empurrei ele. Rita me beija e me puxa, ele olha e faz sim com a cabeça, olhei aquele membro grande, não iria caber, mas vamos lá, era quente, muito quente, quando mais se engolia mais quente ficava, ele deu uns espasmos e disse; - Porra Rita, tem concorrência agora, e das fortes. – Disse ele gemendo. Ela estava doidonha, nem se ligou. Parei e beijei ele. Não contentes com só isso, comemos ela, os dois como da primeira vez. Acho que ela curtia isso, mais que a gente, rsrsrs. Dois dias depois a noite, recebi uma mensagem de Júlio; “- Acredita que nenhuma garota quer sair comigo. ” Eu ri, e liguei para ele, perguntando se queria sair, mas estava já deitado. No dia seguinte no trabalho, fui com meu pai, pois acabei me atrasando, pois é, mais ainda que Júlio. Meu pai conversou para que eu possa entrar... Na sala logo que entrei, Júlio gritou; - SURPRESA! – E todos começaram a cantar parabéns. - (...) Vai depender, vai depender se o Júlio vai querer... – Todos gritando e sorrindo. A professora me olhando ela diz; - Parabéns Hugo, agora senta. - Mas não é meu aniversario. – Fui sentar. – Idiota. - Teu niver é no fim de semana, vamos cantar parabéns todos os dias da semana. - Viado. No intervalo peguei um sorvete e levei para Rita, foi algo muito estranho, Júlio passa e me arrasta pelo braço, ele estava puto; - Que isso mano, ta ficando louco. Quase me joga dentro da sala de aula, bate a porta; - Ficou maluco Júlio. - Saiu com Rita e nem me chamou? Olhei estranhamente; - Ela é minha namorada Júlio, você é meu amigo, a gente sai quase todos os dias. - Eu namorava Debora e sempre te chamava para sair. Todos os dias. - Eu não sou assim mano, foi mal. - Pisou feio na bola Hugo, feio. – Júlio andava de um lado para o outro. - Foi mal cara, foi mal! – Falei me aproximando dele, tentando abraçar Júlio. – Foi mal. Ele estava de camisa cavada, short de moletom, abracei Júlio ele ficava me empurrando, pra ficar longe, então me beija, segurando minha cabeça; - Que isso cara. – Falei empurrando ele. - Com Rita você beija e não reclama. – Diz ele me segurando e beijando de novo. - Só pode ser brincadeira com minha cara. – Grita Rita na porta da sala. Nos dois olhamos assustados e ela entra, empurra Júlio em cima de uma mesa, e me dá um puta tapa na cara, cheguei a virar o rosto; - Seus desgraçados, filhos de uma puta, eu mato vocês... Te amo Hugo, eu te amo, filho da mão. – Gritava ela me batendo, sem parar. - Que isso garota, solta ele. – Falou Júlio segurando ela. Algumas meninas entraram, amigas de Rita segurando ela e tira ela da sala aos gritos; - Seu viados, eu vou acabar com vocês. Fiquei imóvel, olhando para Júlio; - Cara olha o que fez, ela pode contar para o meu pai, falar com seu pai. Tem ideia disso. – Grito empurrando ele. - Ou calma, nós dois comemos ela, Rita é maior de idade, acha que vai abrir a boca? Relaxa cara. Bem fomos parar na coordenação, mas só ouvimos mesmo, afinal não fizemos nada. Só perdi a namorada, estranhamente ao contrário de Júlio, várias garotas vieram falar comigo depois disso. Mas a poeira se abaixou, semanas depois dessa última merda, meus pais estavam na igreja, era por volta de sete da noite, eu estava no banho, quando ouço chamar; - Hugo, está no banho? - Sim. Era a voz de Júlio, ele entra e fecha a porta; - Se lembra onde colocamos a chave é? – Pergunto. - Sim, tem um tempo que não venho aqui. – Fala ele abrindo o armário do banheiro. - Ei essa escova é minha. – Falei. Ele escovou os dentes acreditam; - Sai com a Michele, mano ela tem um bafo desgraçado, não quis deixar nem me chupar. Eu ri, ele escovou os dentes duas vezes, eu estava terminando o banho, Júlio vem em direção, me puxa pelo pescoço e me beija; - Saiu o gosto? – Pergunta ele. - Gosto de que? – Perguntei sem entender. - Viado tu curtiu o beijo. – Diz ele rindo. Júlio tirou a camisa, o short, estava sem cueca, sabe quando tu fica em choque, só olhando, não pelo o corpo eu já conhecia, mas sem entender o que ele queria. Júlio entra debaixo do chuveiro, me pressionando contra a parede, beijando e me pegando com força. Já senti beijo e as mãos dele, mas seu corpo inteiro, quente e me pegando foi outra coisa; - Está de pau duro! Viado ta curtindo. - E você não? – Pergunto segurando seu pau. Ele desliga o chuveiro e se abaixa me chupando, cara foi bom demais, dessa vez diferente, eu estava sóbrio, assim como ele. Júlio sobe mordendo minha barriga, meu pescoço, meus lábios e até língua. Ele senta na tampa da privada e mostra o pau, ajoelhei beijando sua boca, sua mão passa nos meus cabelos e força descer, comecei a chupar já engolindo tudo, brincando com a língua; - Desgraça mano, que delicia, porra Hugo que chupada. Ele dizia, as vezes me subia para parar um pouco, me beijava e eu voltava. Havia uns pentelhos, ele não tirava direito, suas bolas a virilha lisa. Júlio se acomoda e me segura, me fazendo sarrar minha bunda no pau dele, eu fiz porque eu queria, e comecei a tentar fazer ele me penetrar. Caralho, vai doer assim lá longe. Hesitei, quando abri os olhos, e vi aquela boca dele mordendo os lábios, continuei, suas mãos segurando minha bunda, ficavam brincando, massageando. Voltamos a beijar e eu comecei a cavalgar nele, gemendo de dor, mas valia a pena, minha mão em sua coxa e a outra no seu pescoço, as dele em minha bunda e costas, Júlio beijava minha barriga, e gemia gostoso demais, porra. Comecei a me punhetar e rebolar no pau dele; - Hum, caralho. Vou gozar assim mano. Chupei a língua dele, ainda rebolando e me punhetando, ele começou a gritar, deu uns tapas em minha bunda, eu cavalguei algumas vezes rebolando ele se contorcia, me olhando, eu gozei na barriga dele. - Quero de novo. – Fala Júlio. - Meus pais estão chegando, vem. Falei ligando o chuveiro e entrando debaixo d’água, Júlio se levantou e me abraçou por trás, passou o braço pelo meu pescoço e ficamos com a agua caindo sobre nós. Suas mãos dançavam em meu corpo, e minha cabeça imaginando o quanto aquilo foi estranhamente bom. Quando ele estava se secando e vestindo sua roupa meus pais chegaram, Júlio já estava vestido, quando meu pai chama; - Hugo, Júlio está aqui? O carro dele está lá fora. – Grita meu pai. - Aqui senhor, vendo esse seboso tomar banho. – Fala Júlio saindo. - Seboso é sua mãe, fecha a porta. Me vesti e sai, neste dia trocamos ideias no carro dele, na frente de casa mesmo e depois ele foi embora. Quando voltei meu pai veio falar na minha cabeça, é que ninguém gosta que os filhos andam com o Júlio, por ser péssima influencia; - O que conversamos? – Disse ele assim que entrei. - Pai não enche. – Falei indo para meu quarto. - Na igreja todos falam deles, não quero meu filho com esse tipo de gente. - Eu cresci com o Júlio e a família dele, se é isso que está falando, errou muito cedo pai. – Falei fechando a porta do meu quarto e trancando a porta. - Abre essa porta Hugo. Abre essa porta! Irei trazer o padre Marcos para conversar com você, vai ver garoto. Porque não paramos com o Iago, mas não você queria outro filho, olha o que ganhamos. – Isso era meu pai, eu ignoro e ele vai gritar com minha mãe. E ela vai rezar, para se sentir melhor. No dia seguinte contei a Júlio, na sala, entrego um bilhete para ele; - Meus pais não querem que eu ande com você. - Só se tocaram ontem que eu não era boa influência. Ele entrega com essa resposta, eu então recebo um bilhete na mesma hora da Maria Eduarda, ela entrega piscando para mim; - Podemos conversar depois na biblioteca? Pergunta ela, bem para nós, isso significaria, beijar na boca. Júlio olha sacudindo a cabeça sem entender, eu respondo sim no papel, ele se levanta e toma o papel de minha mão, lê amassa e deixa cair no chão, saindo da sala. Juro não entender. Esperei o sinal tocar e sai, não achei ele no pátio, encontrei Maria, meio que ficamos e fui para casa, aparentemente ele havia ido embora. Em casa peguei minha bike e passei de frente à casa dele, algumas quadras, e o seu carro não estava ao lado de fora. Júlio volta para a sala, dois ou três dias depois, não me recordo. Foi o seguinte, estava sentado ao lado de Maria Eduarda, ele aparece na sala, no começo da aula, seu olhar vem direto para mim, ela se senta e coloca os fones de ouvido, estava tocando uma música bem alta. Bem no fim das aulas, Júlio estava dormindo, todo mundo saindo, e me enrolei, quando todos saíram eu encostei a porta e chamei ele; - Ei... Júlio. Mano. Ele acorda, olha para os lados, tira os fones e se levanta saindo; - Qual é? Não vai mais falar comigo não? – Falo jogando uma bola de papel nele. - Ta zoando com a minha cara? Não sou idiota Hugo. - Ta falando do que cara? - Do nosso lance Hugo, estava rolando algo entre a gente, e você tirando com minha cara. – Ele disse bem perto de mim dessa vez. - Lance? Cara ta maluco, não tem nada. Ele me beija, eu empurro ele; - Isso, esse lance, o que sentiu agora. – Falou ele. - Não senti nada. Para de ser paranoico. - Não acredito de estar ouvindo isso de você Hugo. Eu estou apaixonado por você, e brinca assim comigo. Tu é um merda. Filho da mamãe, seu merda. Empurrei ele derrubando em meio as cadeiras o que fez muito barulho, ele partiu para cima, meio que pulou em mim fazendo a gente cair, algumas pessoas entraram na sala, pensando ser briga, separaram a gente e Júlio saiu gritando; - Seu covarde. Seu covarde de merda. Odeio você. Te odeio Hugo. – Ele gritava para todos ouvirem, a essa altura a sala estava cheia de gente. Júlio chega em Debora que estava vendo e a beija; - Olha bem... – Fala ele passando a mão dela no corpo dele. – É a última vez que toca nesse corpo... Deveria ter dado mais na sua cara vagabunda... Ela me deu no dia que bate nela. – A garota ficou pálida, eu sabia que ele faria mais merda. – Ta olhando o que Rita? Não sou mais amigo do Hugo, não tem como dar para nós dois juntos novamente. - Vai embora daqui desgraçado. – Grita ela batendo nele. Foram duas semanas sem Júlio, ele não estava nem na cidade, e podem estar pensando eu. Seguinte eu estava sofrendo por dentro, porra só perdendo para entender, eu estava sem dormir, não prestava atenção nas aulas, ficava só em casa o dia todo, sem fazer nada, sem sair, nem nada. Tive que ficar pensando nele acordava pensando, passava o dia pensando, dormia pensando e sonhava com ele, foi muito estranho. Levei um mês para fazer algo.  Fui até a casa dele e a empregada estava lavando a calçada; - Ou Rosa, Júlio está em casa? – Pergunto. - Julinho estava fora da cidade, agora está na fazenda filho. - Hum obrigado. Eu estava saindo e o pai dele vira a esquina, ele buzina me cumprimentando e eu grito; - Senhor Godoy, espere. – Falei voltando com a bike. – Vai para a fazenda hoje? - Sim filho, quer ir comigo? - Se importa? Deixei a bike na casa, dele e fui com ele, no caminho ele meio que agradeceu por sempre estar perto de Júlio, e pela amizade, pois ele precisava; - Sabe de alguma coisa Hugo, Julinho anda quieto e calado, não está falando com ninguém, fica o dia com aqueles cavalos. - Estou indo para conversar com ele senhor. - Júlio dá muito trabalho por causa de atenção, ele pode ser o que for, é meu único filho. Foi a conversa até a fazenda. Logo que chegamos, José pergunta um funcionário; - Cadê Júlio? - Pegou o Corcel e saiu senhor. - Quer esperar Hugo? – Pergunta ele. - Posso ir procura-lo? - Claro. Ei prepare um cavalo, vai lá... – Grita ele para o capataz. Pensem tem uns anos que andei de cavalo, o pai do Lucas preparou o cavalo me ajudou a subir. Bem havia uma cachoeira longe dali uns três quilômetros, eu cheguei soando e nada, olhei ao redor e não vi ele, o cavalo se aproximou da agua para beber, eu aguardei. Desci e joguei uma agua no rosto; - O que está fazendo aqui? – Disse Júlio. Saindo de um mato fechado, do outro lado do riacho, ele atravessa com o cavalo. Júlio estava sem camisa e de short de poliéster vermelho, o cavalo estava brilhando e muito mais lindo que eu tinha visto, estou falando do cavalo, Júlio estava mais corado de sol. Ele veio atravessando me olhando; - Vim conversar com você. – Falei limpando o rosto que estava molhado. Ele veio parou e desceu do cavalo, passou o “areio” na arvore prendendo ele. Seu sorriso estava de volta, ele veio em minha direção e me abraça por baixo dos braços me levantando, senti seu cheiro forte, e sua cabeça em meu ombro. Eu abaixei e beijei ele, mas a sede do tempo que passamos longe, ele me deu uma pegada; - Me desculpe, pelo que disse, foi mal, eu menti, menti sobre tudo...  amo você cara, e só percebi quando fiquei sem você... - Ei relaxe. Disse ele me apertando mais ainda. E beijando freneticamente. - Mas preciso te falar algo. – Ele afasta o rosto esperando eu dizer. – Não dá para sair de mãos dadas, namorar ou sermos visto assim na rua. - Hugo. - Escuta Júlio! Minha família não me deixa em paz, e tenho medo do que podem fazer, certo. - Está dizendo que vai ficar comigo, comigo Hugo? - Sim. - Tentei fugir, mas cara nunca senti isso por ninguém, olha isso, estou tremendo por causa de você, obrigado, obrigado. Ele voltou a me beijar, e meio que deitamos no gramado, como era bom sentir aquele corpo novamente, era gostoso demais. Júlio fez as últimas provas do colégio, para fechar o semestre, durante as últimas aulas ficávamos próximos demais, e carinhos, sem contar em sair. Mano houve uma semana que transamos todo os dias, estávamos saindo menos e curtindo mais, muito mais, o que ainda não tínhamos prestado atenção foi que não precisávamos de cerveja, maconha, ou “mulher” para estarmos bem. Eu precisava dele, e ele de mim.

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