• Richardson Garcia

Maresias - Capitulo 4

- Que horas vai para o Jaime? – Pergunto indo para casa.

- Vou só comer algo e já vou.

- Beleza, eu também.

Me troquei, tirando o uniforme, e almocei rápido, pois o dia estava lindo para caralho.

Quando sai de casa o caminhão já não estava na rua mais. Fui para a praia, o Jaime estava abrindo o quiosque com a ajuda do Rafael;

- Fala Jaime.

- E ai garoto!

- Quer que eu fique aqui no balcão, ou vá para a loja? – Pergunto ajudando ele.

- Fica na loja, tem que dar um trato naquelas pranchas.

- Beleza.

- Ótimo, Rafa me ajuda com o salão aqui.

Eu organizei a loja, que como havia dito a vocês, é onde ele aluga alguns equipamentos e pranchas, e faz vendas também.

Eu terminei por volta de umas três e meia da tarde, de organizar, ajudei o Rafa e Jaime liberou a gente em breve;

- Vão aproveitar, as ondas estão cada vez maiores. – Ele comenta de dentro do balcão.

- Estamos treinando para Torneio, é dessas grandes que precisamos. – Falo deixando as coisas.

Eu e Rafa nos trocamos e corremos para a agua.

E sim, era um dia peculiar, ondas gigantes, os salva vidas estavam supervisionando com jetskys e drones, pois poderia ter acidentes.

Para terem ideia, os banhistas estavam mais afastados, pela força da agua.

Eu e o Rafa aproximamos da agua e um deles veio falar com a gente;

- Meninos atenção redobrada hoje, tem relatos de ondas de 4 a 6 metros.

- Beleza.

Entramos na agua com muita dificuldade, era dia de pegar uma a duas ondas somente. Nosso colega que estava de salva vidas pegava a gente de Jet e levava até onde conseguíamos sair tranquilo. Rafa logo depois.

Poucas vezes no ano temos ondas assim, e eram maravilhosas. Rafael foi primeiro, como eu não tinha visão, fui o próximo. Mano que adrenalina da porra.

O tudo era imenso, com o fechar da agua a força com que ela se encontrava fazia um barulho muito alto, ainda mais de dentro dela. Isso acelera e muito nossa velocidade.

A primeira foi ok, e partimos para a segunda, outra carona e ficamos lá esperando o momento, pois havia alguns surfistas na agua.

E então o Rafael novamente saiu, mas fiquei meio assustado, pois a equipe de salva vidas entraram na agua, alguém havia se afogado.

De longe conseguíamos ver eles se mobilizando para o resgate, e como sei que não iriam deixar a gente voltar, aproveitei essa onda, mas foi por pouco, passei perto de ficar preso dentro dela, a força era tanta que quase chego na areia com a velocidade;

- Mano essa foi por pouco. – Falo chegando em Rafael que estava sentado na areia.

- Nossa estou morto Max, puta merda.

- Nem me fale. Viu que aconteceu ali? – Aponto para outra extremidade da praia.

- Algum banhista.

Para a gente era normal, alguém se afogar, mas poucas vezes tinham resgate na praia, como hoje, todos socorristas estavam em prontidão para ajudar. E em todas as praias temos nossos sinais de perigo, desde sinos, a apitos, sinais de luzes, e aqui era um sinalizador, como de embarcações.

Vimos ele cortar o ar. Isso significa todos fora da agua, pois, a ressaca estava grande.

Eu me levantei tirando a roupa, e o Rafa ainda sentado, comenta;

- Essa é das grandes, se liga mano. – Ele me cutuca.

- Nossa como eu queria estar lá.

Provavelmente a maior do dia, e vinha um surfista cortando ela, e ele fez o mais perigoso, ficou dentro do tubo até o fim, eu mesmo que sei como se faz fiquei apreensivo ali;

- Nossa, que aflição. – Rafa comenta.

- Cara é uma garota. – Falo com a aproximação.

- Eita porra, é mesmo.

- Mano ela mandou bem demais.

Seguimos para a loja deixar as pranchas e guardar as coisas, saindo a garota passa por nós, com um biquíni verde florescente maravilhoso;

- Como pode ser tão gostosa assim cara!

- É bonita mesmo.

- Olha essa barriguinha dela mano, eu caso na hora.

- E Luciana?

- Que Luciana o que! Rafael você parece ser gay, tem que aproveitar para pegar as que consegue até se casar, depois é a mesma todo dia.

- Sabe que não penso assim Max.

- É eu sei bem. Tu é meio sensível mesmo.

- Cala a boca. – Ele me empurra.

Em casa eu organizei a cozinha e meu quarto, antes de minha mãe chegar, sai na sua a tardezinha, mas não tinha ninguém, então vou na casa do Rafael.

Entrei pelo portão que estava aberto e vejo ele de fones de ouvido, meio que dormindo, na janela de seu quarto, dei um grito, rsrs. Mano ele deu um pulo na cama.

- Filho da puta. Que susto do caralho.

- Haha’ pensei que estava batendo uma.

Ele aponta o dedo, e sai para fora.

Com o sol mais baixo, minha mãe chega do trabalho e fica na porta de casa falando com a mãe de Rafael, eu e ele na rua meio que brincando de vôlei.

Estávamos conversando ali, juntos e vejo o tal garoto novo da rua na porta de casa;

- Bruno? – Escutamos um grito feminino.

Ele entra e depois sai com uma garota. Era a surfista de mais cedo, eu fui olhar para ela que estava na frente de sua casa com o garoto e deixei a bola cair duas vezes;

- Gostou mesmo em. – Rafa comenta.

- Nossa não tem ideia.

- Ele é bonitinho mesmo. – Ele diz, me zoando.

- Cala a boca.

- Tudo bem se chamarem eles para jogar?

- Chama aí.

Ele pega a bola, e se aproxima dos dois que estavam conversando;

- Oi, sou Rafael, esse é meu amigo Max, querem jogar?

- Oi, sou Bruno e minha irmã Sara.

- Vimos você surfar essa tarde. – Eu comento.

- Nossa estou apaixonada nas ondas desse lugar. – Ela sorri.

- Você também surfa? – Rafa pergunta ao garoto.

- Não, isso é só com minha irmã mesmo, mas eu afogo como uma pedra, rsrs.

A gente riu, e eles aproximaram para jogar, durante o jogo a conversa era das ondas, da praia, ouvimos um pouco eles também. O colégio nós contamos como era e tals.

Bruno tem o cabelo maior que e o meu e que o de Rafael, pouco mais magro, não é forte como a gente, e tem sardas no rosto, ele tem a cara de tímido, mas algo são os trejeitos, a voz, ele era também pouco afeminado, e a ideia de ele ser gay e eu taxar ele assim, já estava impregnada em minha cabeça.

Sara tem cabelo cor de mel, cintura grande, peitos também, bem bronzeada, com rosto sempre meio avermelhado, olhos cor de mel, e da nossa altura, tem uma boca muito linda também.

Minha mãe já tinha entrado, e a do Rafa o chamou para entrar, nos despedimos dos meninos, e fui com ele até sua casa, conversando sobre os irmãos;

- Eu to apaixonado, serio.

- Mano você não tem jeito, rsrs.

- Rafael como tenho jeito com uma garota daquela. – Falo entrando no seu quarto.

- Max vou na sua casa, e fala para o Rafael ir para o banho. – Sua mãe me diz saindo.

- Ouviu né.

- Sim. – Ele pega a toalha. – Quero só ver quando Luciana ver essa mina, vai surtar em saber que mora aqui perto de casa.

- Vai nada, vou ficar na minha! Ei te fala, aquele Bruno é gay né mano?

- Porque?

- Sei lá, cheio de mãos para lá, mãos para cá, todo delicado.

- Não sei.

- Aposto o que quiser...

- Porque vai pegar ele também? – Ele fala tirando a roupa.

- Não, deixo para você, delicado daquele jeito não vai me aguentar não.

- Aguentar o que Max, não disse que goza rápido?

- Transo duas, três vezes e gozo igual em ambas.

- Aham sei.

- Aqui para você. – Aponto o dedo para ele.

Rindo ele liga o chuveiro;

- Você eu comeria de boa.

- Cala a boca.

- To falando serio, está com uma bundinha gostosa Rafael.

- Achando que o gay aqui é você.

- Haha sou sim, chupa aqui, chupa. – Aperto meu volume.

Ele me joga agua, me fazendo sair;

- Viado, rsrs.

- Fecha a porta.

- Vou deixar você bater uma aí, vou embora.

- Me manda mensagem depois.

- Falou!

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