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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Maresias - Capitulo 3

Pessoal o sol apareceu no horizonte quando entrei no carro com o Rafael para ir embora. Fui saindo do estacionamento e ele colocando o cinto;

- Mano como pode?

- O que Max?

- Você passa o rodo em qualquer uma, puta merda.

- Hoje me superei.

- Porque?

- Sobrou até para você! – Ele diz rindo.

Fiquei sem graça, rindo também;

- Nunca pensei em comentar isso, mas a Sara não fica com Pedro porque não sabe beijar.

- Como assim? – Rafa até virar o corpo para mim.

- Foi muito estranho, tipo muito, que nojo, sei lá.

- E o meu? – Sua sobrancelha se levanta.

- Seu o que Rafael?

- Está falando mal do beijo do Pedro e o meu?

- Porra mano, mas tem que ficar nesse assunto?

- Fala logo.

- O seu foi melhor que o dele.

Ele riu, bem convencido e forçado, eu entrando na rua de casa, e paro o carro, e ele abre a porta dizendo;

- Para mim você foi igual o Pedro.

- O que? – Seguro em seu pulso. – Como assim igual?

- Estranho Max, sei lá, sem jeito, parece que estava machucado.

- Eu estava com vergonha na frente dos meninos.

- Beleza não importa.

- Importa sim, vem aqui. – Eu fecho a porta do carro. – Escuta eu não sou gay. – Aponto o dedo no seu rosto.

- Sim, e o que tem a ver com o assunto?

Avanço para cima das marchas do carro, sinto o freio de mão na perna e passo a mão na nuca de Rafael beijando ele.

Dei o meu melhor, de morder e chupar sua língua, segurando firme e conduzindo o beijo, sinto até sua mão em meu cabelo.

Afasto, coçando a garganta, me ajeito no banco;

- E então?

- Porque fez isso?

- Agora foi melhor ou pior que o Pedro?

Ele abre um sorriso, se ajeita no banco assim como eu;

- Não precisava fazer isso.

- Somos amigos, sei que não vai falar nada para ninguém, e também estamos meio bêbados. Foi melhor?

- Foi sim, bem melhor. – Ele diz meio aéreo.

- Está tudo bem Rafael, está diferente.

- Estou sim, vou nessa estou bem cansado.

- É acho que minha mãe também, deve estar por sair para o trabalho. Vou dormir, quando acordar te mando mensagem.

- Falou.

Fui entrando e guardando o carro, minha mãe estava abrindo a porta para ir trabalhar;

- Não vou dizer nada da hora. Tem café pronto.

- Vou tomar um banho e dormir.

- Come algo Max, depois vai dormir.

- Tudo bem.

Arrumei três pães para comer, abro a geladeira, colocando maionese, presunto, mussarela, umas carnes que estavam em uma vasilha de plástico, serio minha mãe ver eu nessa fome, fala anos na cabeça.

Tomei um banho, e quando deitei era por volta de nove da manhã, literalmente morri.

Meu domingo foi só de ressaca, nada demais que possa ressaltar a vocês, por isso seguimos para segunda-feira, aula, todo mundo falando da festa.

Como sabem nossa comunidade é bem pequena, e a escola fica próximo a nossa casa, tipo um quarteirão.

Todos os dias, eu espero o Rafa frente a minha casa, ele hoje estava de bermuda jeans, uniforme que é branco, e jaqueta de couro. Eu somente de uniforme, bermuda de surfista mesmo e chinelas;

- Está com frio? – Falo seguindo na rua.

- É estilo. – Ele soca meu braço.

- Eu chamo de frescura.

- Se prepare, na aula hoje, Pedro bêbado deu com a língua nos dentes, sobre o jogo.

- Que se foda ele.

Luciana estava com suas amigas, eu passo cumprimentando ela e entrando, pois, ela não gosta que eu fico de papo com elas.

Entrei com o Rafael seguindo para a aula, foi entrar e os meninos rindo, já enchendo o saco.

- Gente já estão gritando essas horas... – A professora entra deixando as coisas na mesa. – Max e Rafael mesa não é lugar de se sentar.

- A festa da Luciana rendeu né Max? – Pietro olha para trás.

Todo mundo sorri na classe, e a professora comenta;

- Hum festinha no fim de semana...

- Sim tia, Max passou o rodo.

- Como assim? – Ela se aproxima.

- Nem o Rafael escapou, pegou até ele, foi um surubão. – Os meninos da sala gritam rindo.

- Ai meu Deus, não dou conta de acompanhar essas modernidades, peguem os livros de vocês.

- Ele está assim tia, porque não foi convidado. Depois te dou de mamar no banheiro Pietro.

Ele olha apontando o dedo para trás;

- Já chega! Vamos cadê os livros?

Nossas duas últimas aulas eram de Educação Física, eu e o Rafael comemos no intervalo já indo para a quadra, somente depois o professor buscou a turma da sala.

Eu e Rafael deixamos nossas coisas com umas das meninas da sala para jogar, e o professor não tinha isso, se elas queriam jogar ele deixava.

Nessa segunda jogou quase todas as garotas, e os meninos, estávamos à beira do campo escolhendo os times, e quando o professor pergunta;

- Qual vai ser o sem camisa?

Umas cinco garotas que assistiam gritaram o time do Rafael, ele ficou sem graça tirando a camiseta em meio aos gritos eufóricos, até o professor apitar.

Algumas aulas do colégio terminaram no quarto horário e várias pessoas foram assistir, outros pediram para jogar. Só fomos embora, com o professor pegando a bola e liberando todos.

No caminho até o portão o Rafa estava a minha esquerda e a direita a Luciana.

Fui abraçar ela, mas desviou toda brava;

- Meu cabelo Max, está todo soado.

- Não reclamou na terça que transamos depois do jogo.

- Xiu, alguém pode ouvir.

- Desculpa. – Tento beijar o seu rosto.

- Sai fora.

- Que foi em?

- Vi você trocando olhares para aquela Eduarda, durante o jogo.

Saímos da escola e o Rafa meio que me aguardando;

- Não vou falar com você de novo sobre a Eduarda, já conversamos, ela aproximou porque curte o Rafael.

- Mas eles nunca ficaram.

- Ele não quer ela, e ela fica no meu pé por ser amigo dele ué, só isso.

- Espero que seja.

- Confia em mim. – Beijo sua boca.

E ouvimos uma buzina era seu pai;

- Tchau, ate Rafa.

- Tchau Luciana.

Os dois sem camisetas, eu de chinelas, ele de tênis e com a jaqueta amarrada na cintura e camisa de lado, seguindo para casa;

- Está ficando forte ne mano. – Olho para ele.

- Dieta né Max.

- Sim, mas enfiei o pé na jaca esse fim de semana, vou sofrer para voltar.

- Agora entendo porque tu sumiu aqueles dias depois da aula.

- Haha’ sim, tinha que aproveitar, quando ela não está menstruando.

- Max se ela descobrir que você come a Eduarda, ela te mata.

- Está maluco? Eu não faço isso não.

- Para mim você não consegue mentir mano.

- Haha’ e estava na seca, e cara sério, aquela mina é muito boa na cama, tem que provar.

- Não, depois ela não quer mais ficar com você.

- Ah convencido né irmão, “Tira a camisa Rafael. Time sem camisa” – Imito as meninas.

Ele me empurra, rindo, e vou zoando ele no caminho. Quando viramos a esquina de casa um caminhão e dois carros parados na rua, era uma mudança, alguém estava se mudando para nossa rua.

Passando em frente, eu e o Rafa olhando e entre as pessoas que estavam ajudando com as coisas havia um rapaz magro, de nossa altura, cabelo grande e bronzeado assim como nós.

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