• Richardson Garcia

Love is Love - Capitulo 21 - Desculpas a Marcelo

#Luan


Eu estava na sala, mudando de canal freneticamente sem parar, quando o interfone tocou;

- Boa Tarde senhor Borges, Thiago está na portaria, posso deixar subir?

- Sim, pode sim Francisco, obrigado.

No tempo de eu desligar e chegar até a porta;

- Boa tarde, posso entrar?

- Entra ai.

Me sentei com um pouco de dificuldade no sofá e ele do meu lado, estava de terno e mesmo com o ar-condicionado ligado, Thiago afrouxou a gravata;

- Que foi? Veio aproveitar que eu estou incapacitado e vai me matar?

- Não, e também não vou mais pagar o cara que te atirou, ele só poderia ser cego.

Algumas Risadas sem graça par descontrair,

- Está armado?

- Sim, a arma está debaixo da almofada.

- Ta falando serio?

-Não, Caio disse pra eu não pegar, acho que ele sabia que você viria.

- Não, ninguém sabe que estou aqui.

- Então para que veio?

- Ai Luan, é tão complicado.

- Então descomplica.

- Bem se prepare viu.

- Nasci pronto, vai La diga. - Não sou bom para falar isso, e não gosto de ficar enrolando. - Fala Thiago! - Eu tenho um tumor, bem aqui. Disse ele indicando a sua cabeça; - Você está morrendo? - Não. - Vai morrer? - É claro Luan... - Thiago não tem graça. - Todo mundo um dia vai morrer. - E você fica fazendo piada. - Cara, calma. - Quando descobriu isso? - Ah uns anos atrás eu sofri um acidente de carro com Cauã no banco de trás, não sofremos nada, minha sorte foi o atendimento de Marcelo aquela noite, com o acidente foram feitos uma bateria de exames e descoberto um pequeno tumor no meu cérebro. Que venho cuidando durante esse tempo. - Escondeu isso todo esse tempo? - Não tinha o que esconder, ou o que dizer, eu não estou morrendo, não sei. - Você foi cruel com Cauã Thiago! - Estou forçando a ele a assumir responsabilidade, Luan é uma empresa e ele agora tem uma família, não pode ficar sonhando com fadas e duendes por ai. - Esta certo, é Thiago e porque veio aqui falar isso pra mim? - Você apontou uma arma para mim Luan... - Foi engraçado sua cara naquele momento. Thiago me deu um para na tipoia onde levei o tiro. - AI. Viado. - Não sei porque vim te falar isso, só queria que soubesse. - Cauã já sabe? - Sim, ele ainda não esta sabendo como lidar com isso. - Nem eu. -  só quero que guarde segredo, você é a segunda pessoa que conto isso. - É por isso então que Marcelo te atura. - Haha’ que engraçado você. - Foi uma brincadeira Thiago, dá para ver em seus olhos o quanto ele te ama. - Eu também, tanto, mas tanto, sabe quando não tem como dizer Luan, a gente só consegue sentir. - Graças a Deus posso dizer o mesmo. - Ta agora chega, ta ficando estranho. - Thiago e isso não é perigoso? - De acordo com meu medico não, eu sou acompanhado todo mês, e não teve preocupações alarmantes. - Te conheço a pouco tempo, e respeito muito, mesmo nesse curto tempo confio em você e agradeço por ser tolerante comigo. - Sei que isso é brincadeira. - Sim, eu não me seguro, quando vi já falei. - Eu concordo, tenho que ir, colocar aquela revista em ordem. Disse ele se levantando e se despedindo; - Thiago. - Oi. - Desculpe pelo que eu falei aquele dia, foi da boca para fora, a gente pode julgar qualquer pessoa se não estamos vivendo na pele, é fácil. - Tranqüilo, sinceramente já ouvi coisas piores de pessoas que não valem nada pra mim. Até mais Luan. Disse ele saindo do apartamento, chamou o elevador e eu na porto apartamento disse em tom de voz baixa; - Sou seu fã. Ele riu e entrou no elevador. Que merda eu havia feito, me sentia pior que um lixo, pela minha atitudes perante a Thiago, eu estava com tanta vergonha que não tinha coragem de olhar para Marcelo, as palavras de Thiago rondaram minha cabeça por um bom tempo. #Marcelo - Doutor Liriato acabamos por aqui, até amanhã, vai para casa? - Não, vou guardar esta receita no meu consultório, depois passar na revista, Thiago voltou a ativa. - Vou nessa doutor, fique com Deus. Guardei minhas coisas e fechei minha sala, quando estava saindo, Luan estava na recepção; - Ei tudo bem? - Viu? Isso é atendimento. - Oi? - A senhora do batom vermelho não queria te chamar, disse que já havia ido embora, parece que não né colega. - Luan. - Que foi? - Está parecendo o Thiago. - Ai meu Deus, é mesmo. Podemos conversar? - Sim claro, vamos a praça de alimentação. Descemos eu pedi um café e ele um expresso; - Diz Luan o que te traz aqui? - Não precisa ser tão formal, já foi difícil para mim vir até aqui. - Me diga que não foi Thiago? - Sim, o próprio. - Pode falar. Disse eu tirando o jaleco e colocando na cadeira ao lado; - Thiago foi a minha casa e contou tudo, ele disse do acidente de quando te conheceu, e da doença. - Ele fez isso? - Sim. - Acredite isso não foi fácil para ele. - Mas eu vim por outra coisa. - O que então? - Pedir desculpas, acho que perdão, minha atitude nestes últimos dias desrespeito a família dele, isso inclui você, eu já me desculpei com ele e queria falar com você. - Tudo bem, fica tranqüilo Luan, te entendo. - Marcelo outra coisa, é grave? - Quer saber se ele vai morrer? - Sim? - Não Luan, o tumor de Thiago não tem nenhum risco a saúde dele, não até o momento, ele faz acompanhamento mensal, e exames e não houve nenhum risco até hoje. - Ele pode chegar a viver sem problema nenhum? - Sim, pode viver sem nenhum agravamento, claro sendo acompanhando por todo esse período de tempo. - Fico muito feliz por isso. - Eu também Luan eu também. #Beto Estava em uma apresentação de um novo empreendimento, Henrique estava na revista, Thiago o chamou e eu fui representá-lo nessa reunião, os engenheiros apresentaram um belo projeto e a diretoria iria fazer os questionamentos; - Bem acho que como podem ver, é maravilhoso, sinceramente se eu não morasse na Tijuca investiria no projeto, estão de parabéns. Bem perguntas? Adicionais? Me sentei ao lado dos dois engenheiros e a direção começou as perguntas; - Quantos metros de varanda? (Diretores). - Ela é integrada são 74 metros quadrados. (Engenheiro). - Poderia colocar um fogão de lenha ao lado da churrasqueira não? (Diretores). - Bem... (Engenheiro). - Não calma ai... (Risos). (Beto). Eu interrompi o engenheiro porque não consegui segurar a risada com a pergunta; - Quer vender um apartamento de um Milhão e setecentos mil, com um fogão de lenha? Só me falta me dizer que quer uma vaga de carro em cada andar? (Beto). - Ótima ideia, seu carro bem na sua sala de estar, já imaginaram? (Diretores). - OH’ Estão me zuando? (Beto). - Estamos falando sério. (Diretores). - Já chega é demais para mim. Vocês dois amanhã levam todo o projeto de construção para Henrique assinar...(Beto). - Não pode ser aprovado sem nossa concepção. (Diretores). - O dinheiro é da empresa, quem administra é ele, então fica na sua. (Beto). Sai da sala tirando a gravata, cara era muito difícil tudo ali dentro, cheguei em casa tomando um banho e Henrique chega em casa em seguida; - Boa Noite amor. - Boa noite Henrique. - Que cara é essa? - Entendi porque não tem cabeça para sexo, amor é muito difícil tudo aquilo, tem que deixar mais tranqüilo. - Calma Beto, isso é bom para ver o que eu passo. - O que Thiago queria? - Ele não vai voltar para a construtora, conversamos, ele disse que estará disponível quando eu precisar, e vai manter Caio nos auxiliando, caso precisássemos. - Vou a casa de Heloísa pegar Ayla, tudo bem. - Vou tomar um banho. Depois do banho sai e comprei algo para comermos, Henrique chegou com Ayla, jantamos assistimos um filme, e ele colocou ela para dormir e eu estava lendo um livro no quarto. - "Segredos de uma mente milionária"? - Esse livro fala de princípios de gestão, é uma ótima ferramenta. - Já li, surpreso de você preferir o livro do que a mim. - Isso é uma intimação? - Entenda como quiser. - Então venha aqui minha inspiração. Deixei o livro de lado beijando Henrique, passei minhas mão pegando ele e trazendo para cima de mim...

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