• @rgpatrickoficial

Louco Desejo - Capitulo 8

#MATHEUS


Olhei para Pedro que trocou olhares, assim como eu surpreso pela atitude dela. Ficamos assim pois sempre ouvi tanto dessas viagens, meu Deus. Sim já fui aos EUA, mas para terem ideia eu nem sabia onde eles iam fazer as compras, eu fiquei para um lado e eles para outro. Isso também foi no início.

Com o campeonato de ciclismo da região chegando eu estava treinando bastante, e agora a viagem.

Com a grana da agencia eu poderia ficar um bom tempo sem ficar até tarde na loja, e estava mais tranquilo, pois tinha um bom dinheiro sobrando. E seria bem usado na viagem, rsrs.

Depois de um domingo de trilha, o Bruno estava questionando no caminho para sua casa;

- (...) E seu visto? – Ele estava pedalando ao meu lado.

Estávamos devagar, e seguindo já cansados para casa com o sol baixo;

- Eu já fui uma vez né, então o processo é mais rápido. Pedro e minha mãe se quiserem viajar na próxima semana eles vão, deixam tudo certo.

- Se eu quiser ir, será que o processo demora?

- Vai querer ir conosco?

- Sim.

- Mano acho que não, mas precisa tipo dar entrada logo sabe. Deixar tudo pronto.

- Vou falar com meu pai então.

- Já é.

Bruno ficou em casa e eu segui para minha casa, a bicicleta sempre guardo nos fundos, então entrei pela porta da cozinha, quando a empurro acho que acerto alguém;

- Hey, calma aí. – Grita o Pedro.

Ele se afasta e eu entro;

- Que estão fazendo? – Falo tirando o capacete.

- Estamos conversando sobre algumas coisas da viagem. – Minha mãe tira os óculos.

- Ela me ensina depois te passo. – Ele me olha.

- Beleza... Ah e Bruno quer ir com a gente. – Falo frente a Pedro abaixando e tirando a sapatilha.

- Não.

- Eu não perguntei, só avisei. – Falo olhando para ele e minha mãe.

- Ele não vai atrapalhar não ne Matheus? – Ela me olha.

- Não, ele nem vai nas compras, isso quem fará somos nós. – Me levanto saindo.

Pedro fica chacoalhando a cabeça, negativamente. Não disse nada, pois eu não entendia o Pedro, o cara é o melhor amigo dele, e fica cheio de frescura para o lado do Bruno, na verdade não tinha paciência.

Tomei meu banho, me envolvi na toalha para colocar a roupa da trilha para lavar. Eles ainda estavam na cozinha.

- Vou fazer um sanduiche para mim, aceitam? – Pergunto abrindo a geladeira.

- Fecha isso, acabou de tomar banho e abre isso. – Minha mãe briga.

Eles recusam e eu preparo as coisas, os dois conversando atrás, e eu com celular na bancada teclando e cozinhando.

Quando terminei, minha mãe pegou uma das peças que os dois estavam brigando igual louco e me entrega;

- (...) Dona Giza não serve.

- Serve sim, Pedro... Matheus veste essa calça lá.

Peguei e entrei no meu quarto, coloquei uma cueca, mas quem disse que a calça me vestia, de forma alguma. Fui na cozinha com ela um palmo abaixo da cueca;

- Viu, eu falei.

- Você engordou Matheus? – Ela me olha.

- Não vou responder a senhora.

Me abaixo ali mesmo tirando a calça e entregando a eles;

- Vou comer agora.

- (...) Gente você conhece melhor meu filho que eu. – Dona Giza dobra a calça falando com Pedro.

Durante os dias que antecederam a viagem foi pedalar, academia e loja para ajudar eles.

Dia do embarque, minha mãe não veio ao aeroporto pois ele fica na capital, e moramos no interior. O pai de Bruno que nos deu carona, e também iria fazer um trabalho na cidade.

Check-in feito, despacho de bagagens, e nos acomodamos no voo. Bruno na janela, eu ao meio e Pedro ao lado do corredor.

- Eu já contei para vocês que tenho medo de avião né? – Bruno diz apertando muito o cinto.

- E fala isso em um voo de nove horas? – Pedro olha bravo.

Ele nem responde, por estar literalmente grudado na poltrona. Bem o avião começa a taxiar e preparar para decolar. Então as turbinas em força máxima, e aquele frio na barriga, as rodas saíram do chão, Bruno literalmente grita;

- SOCORRO!

Pedro leva a mão no rosto, e eu ria tanto, mas tanto, logo que o sinal dos cintos se apagou eu fui no banheiro. A aeromoça veio na poltrona, rsrs, ver se estava tudo bem com ele.

Gente, dormimos durante a madrugada e Bruno nem sequer tirou o cinto, ele ficou todo desconfortável.

Já tocando nesse assunto, como é bem desconfortável as posições, ao me mover eu acordo dormindo nos ombros de Pedro. Agora não me perguntem como.

Mas não posso falar muito, pois é seguida foi eu. Acordei quase que babando encostado nele, “coitado”.

Alfandega, imigração e pronto, seguimos exaustos para o hotel em Miami.

Vou dar uma rápida explicação a vocês, a loja possui muitos clientes, e com isso minha mãe consegue oferecer desde roupas mais caras, que são mais exclusivas como essas que buscamos. Quanto mais baratas. Sua logística possui um imenso deposito, quando ela não viaja tem a pessoa aqui que envia. Então nós compramos os modelos que são tipo, “vetor” e depois essa pessoa faz as compras seguindo esses ‘vetores”.

No hotel eu estaria dividindo o quarto com o Pedro, pois como quem iria pagar a hospedagem seria a “loja”, e Bruno em um quarto separado.

E eu pensando que chegaria e iria dormir sabe, mas Pedro já me puxou para sair e começar, afinal de contas tínhamos o tempo apertado.

Bruno dormindo e eu andando atrás de Pedro com sacolas e também ligando para minha mãe. Aquela magia de vida americana, nem tive tempo para ver.

Confesso que até via algumas coisas que me interessava, mas estava com preguiça de parar com aquelas sacolas e olhar, quem dirá pagar.

Chegamos no hotel, eu não tive capacidade de tomar banho, só cai na cama.

Sai seguinte, acordamos cedo, dessa vez Bruno ativo conosco, me enchendo por não sair com ele na noite passada, mas ok.

Gente eu estava por trocar o nome de Pedro para Dona Giza, CARALHO. Que cara chato, e anda para cá, anda para lá, compra isso, experimenta aquilo. Em uma das vezes que paramos, eu e o Bruno ao lado de fora da loja, comenta comigo;

- Está parecendo marido dela sabia.

- Eu sei, olha isso. – Mostro as sacolas.

- Pronto. – Ele sai com mais duas sacolas.

- Para qual loja agora? – Bruno se levanta.

- Não, acabou, terminamos.

- Tudo? – Pergunto.

- Sim, vocês têm essa noite e o dia de amanhã livres.

- Aí eu te amo. – Bruno abraça ele.

- Por favor vamos para o hotel deixar essas ultimas. – Eu me levanto.

No caminho no UBER, os dois esquematizando o que fazer a noite;

- (...) Não dá Bruno, tenho que arrumar essas roupas nas malas, não posso sair para beber.

- Pedro mas andamos desde ontem sem parar...

- Nós andamos ne, você estava dormindo. – Corrijo ele.

- Não Bruno.

- E se for no hotel? A gente nem precisa sair.

Ele não responde, e Bruno já comemora;

- Vou passar na recepção e perguntar, pois, eu vi uma morena, sentada quando descemos, ver se consigo saber se está hospedada aqui. – Ele vai comentando.

Quando você quer aprontar, e fazer o que não pode, sempre irá conseguir encontrar.

Pedro estava arrumando as roupas no chão do quarto, e eu havia acabado de tomar banho, e Bruno entra;

- Você não se arrumou ainda? – Ele olha.

- É só descer aqui nas piscinas não?

- Sim, mas vai assim?

- Sim, porque? – Ele se olha.

- Fala com ele Matheus. – Bruno me empurra.

- Deixa o cara, e vamos logo.

Depois do jantar, havia um tipo de luau nas piscinas do hotel, nós começamos a beber comendo.

Ao descer, todo mundo meio que sentado, de boa, uma música lenta, pessoas bebendo vinho, eu olhei para os meninos que ficaram rindo das pessoas.

Pedimos as bebidas e sentamos, eu, Bruno e Pedro, sentados um do lado do outro fazia mais barulho conversando do que todo mundo naquele local. Logo começou a chamar a atenção, e algumas pessoas se aproximaram, em instantes estávamos com uma roda gigante de pessoas, Bruno em cima de um tipo de mesa, contando uma história, eu e Pedro bebendo.

Até então não havia ninguém “comível”, foi escurecendo e até com o DJ o Bruno fez amizade, pegaram o celular do Pedro e começou a tocar funk no hotel.

Nunca irei esquecer o que vive naquele dia, que FODA.

Tínhamos velhos, homens e mulheres dançando, eles nem sabiam o que dizia a letra, mas tentavam uns passos. Eu e Pedro estávamos rindo tanto, mas tanto de todos;

- Está bebendo o que? – Bruno aproxima.

- Não sei. – Eu colho no copo. – Mas tem álcool.

- Pega isso, mano deve ter Viagra, que deu um calor aqui. – Ele tira a camiseta.

Bruno sai pulando no meio das pessoas

Terminei a bebida de seu copo e continuei com a minha, o Bruno de conversa com duas senhoras no canto, e eu me sentindo em um asilo, rsrs.

Por volta de duas da madrugada o som parou, e mandaram a gente subir, e claro que Bruno iria aprontar.

Ele se jogou na piscina para não subir, iriamos receber uma multa, mas... Cara que raiva, entramos na agua e tiramos ele, estava frio, porra!

- Eu vou comer alguém hoje. – Ele repetia, bêbado.

- Cala a boca Bruno, você está péssimo, vai dormir, isso sim. – Pedro diz.

- Matheus eu não quero dormir. – Ele começa a chorar no meu ombro.

- Mano já chega por hoje né.

Entramos em seu quarto e tirei a sua roupa, como estava muito frio ele tinha que tomar quente, e o filho da mãe do Pedro fugiu também, me deixou sozinho.

Bruno tomou uma ducha e coloquei ele na cama, carreguei na verdade, pois a agua caiu e ele desmaiou.

Minha roupa estava gelada, minhas mãos congelando, eu corri para meu quarto para tomar um banho.

Já cheguei tirando a roupa, e a porta aberta, o chuveiro ligado. Peguei a toalha envolvi no corpo e entrei, para dentro fechando a porta por causa do vapor;

- MATHEUS. - Pedro grita.

- Foda-se, fiquei com o Bruno e tu correu, eu estou congelando.

- Já vou sair.

- Não desliga esse chuveiro. – Já falo bravo.

A divisória de vidro não completava até a parede, e sim até a metade, mesmo com ele embasado por causa do vapor, as vezes em uns movimentos eu via a bunda de Pedro, e que bunda viu, pois vale o comentário viu.

Ele fica do meu lado esquerdo, parado com as mãos frente seu pau, como tapa sexo;

- Pega para mim? – Ele olha para a toalha.

A agua ainda escorria em seu rosto. Eu puxei ela e entreguei. Ele se secou o máximo, para não fazer bagunça, e deu um passo para fora;

- Entra logo.

Por causa do espaço eu e ele ficamos de lado, frente a frente um com outro. Eu parei encostado na parede e ele de cabeça baixa chega em mim, esperando eu avançar, para assim ele poder sair.

No dia eu disse que não conseguia me mover, não soube explicar, hoje sei que eu não queria.

Dois segundos parados, ele olha com aquela carinha lerda;

- Matheus!

- Oi. – Digo concentrado em sua boca.

Os olhos dele descem olhando meu corpo e volta, com a força de trazer sua boca até a minha. Pedro me beija.

O toque da boca dele me fez tremer, e ter um aperto no coração, foi uma sensação estranha para porra.

- Para. – Eu afasto ele.

Minha respiração já muda, imediatamente, ficando muito ofegante. Engoli seco, e Pedro avança novamente. Era mais forte que ele, que eu.

Dessa vez ele encostou seu corpo no meu, suas mãos em minha barriga e sua língua na minha, eu fiquei mole na hora.

Eu estava consciente na hora, sabia o que fazia, sabia o que estava fazendo.

Segurei em seus braços e afastei ele, assim como eu, seu peito estava mostrando sua respiração, não tenho palavras aqui para descrever como Pedro me olhava.

Virei colocando ele contra a parede, com a mão em seu peito, mantendo ele afastado.

Eu lutava contra algo muito mais forte que eu, palavras não saiam da minha boca, meu corpo não me respondia.

Ele me olhou, trouxe sua mão em meu rosto, e eu me entrego, eu me canso de lutar. Deixei rolar.

Com a mão em seu peito eu o beijei, dessa vez de língua, beijo de tirar o folego, sentindo sua boca macia, e língua doce na minha. Acho que deve ser como experimentar uma droga, eu sai do meu corpo.

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