• @rgpatrickoficial

Louco Desejo - Capitulo 7

- E não me lembro.... – Ele levanta os ombros. – Já falei com Rosangela, a qualquer momento ligam para você. – Ele segue para os fundos.

Que pulga atrás da orelha, não é possível! Ninguém esquece ou perde a memória com bebidas assim. E a todo momento Matheus se contradizendo, com tudo e todos, sobre a tal noite.

Então vamos para sábado de manhã, para o que todos estão esperando, a tal seção de fotos.

Era a minha primeira, então cheguei mais cedo, aproveitando que Alexandre dormiu na minha casa, chegamos juntos.

No estúdio, haviam algumas pessoas aspirando o chão, e arrumando as últimas coisas, eu não cheguei a entrar, passei, olhei e segui;

- Pedro, aqui, você pode tomar banho, caso queira, e deixe suas coisas aqui. – Ele mostra o armário.

- Eu tomei banho em casa. – Falo sem graça.

- Estou dizendo para você ficar à vontade, rsrs. Me escuta. – Ele coloca a mão em minha cintura. – Esse tipo de ensaio há muitas trocas de roupas, sugerimos que os modelos usem somente uma cueca, e vista esses roupões.

- Mas também vou trocar a cueca.

- Tem provadores no estúdio, fica tranquilo, suas mãos estão geladas. – Ele aperta.

- Estou ansioso, é isso!

- Olha tenho que ir, e apressar aquelas pessoas, começamos em vinte e nove minutos. – Ele olha no celular.

Alexandre me beija, um selinho e vira as costas. Eu olho ao redor, vou ao banheiro, confiro meu cabelo, e logo batem na porta;

- Oi. – Abro sem graça.

- Alexandre disse que já está pronto, pode me seguir para fazermos o cabelo? – Diz uma moça bem baixinha.

- Tudo bem, só um minuto.

Eu então tiro a roupa e visto o que ele mandou. Segui a garota para uma sala até que grande com uma bancada com espelho e muitas coisas de beleza, desde maquiagem a unha e cabelo.

Me sentei e ela começou a secar, tinha quatro fotos de lado para ele seguir entre os modelos dos penteados, de acordo com meu cabelo.

Logo ela terminou, pois era um tipo bem despojado, era secar, passar um fixador e pronto.

- Agora vamos começar com a maquiagem, olha... Pedro né?

- Sim.

Ela diz atrás, e eu respondendo ao reflexo no espelho;

-É uma base, blush nada demais, e pediram uma atenção na boca, mas olha. – Ela coloca a mão, em meu rosto, virando para um lado e para o outro. – Você tem uma boca pequena, mas lábios bonitos e avermelhados, o que não será problema, não iria fazer nada nela.... Ou melhor, vou tentar um brilho que só realça a cor e tiramos o excesso. Tudo bem?

- Sim, fique à vontade.

Eu me sentei como ela mostrou, me posicionando melhor, e escuto uma voz familiar, era o Matheus e ele estava acompanhado.

Então Bruno entra na sala;

- Aqui, ele está na maquiagem.

Levei até a mão no rosto quando vi ele;

- Que você está fazendo aqui?

- Acha que vou perder esse dia histórico, a primeira vez de vocês, fiquei sabendo que vai rolar um pornô hoje, rsrs.

- Cala a boca Bruno. – Empurro ele.

Na porta de pé, Matheus, ele estava encostado olhando com um sorriso no rosto;

- Oi Pedro. – Ele diz sério.

- Oi.

- Mas na real agora. Eu vim porque se ele arregar vou ter minha chance né.

Virei para ele, olhando puto;

- Ta gatinho em.

Abro um sorriso, pois não dá para ficar serio com ele no recinto.

- Já vi que será um dia daqueles.

Pedro saiu, mas o Bruno não, ficou me enchendo o saco, até a maquiadora caiu na conversa do louco.

Então chegou a hora, Alexandre veio e me chamou, com as pernas tremulas eu me levantei e fui até os estúdios, havia umas oito pessoas atrás dos equipamentos, câmeras e muitas luzes.

Havia três tipos de cenários, a direita o quarto, ao meio a cozinha e a esquerda uma sala, todos trabalhado com muito vermelho e cores vibrantes.

Atrás de nós as araras, com meu nome e de Matheus. Alexandre pega a câmera e então me diz;

- Pedro irei fazer umas fotos de Matheus sozinho, quero que veja para entender o que eles querem ok.

- Tudo bem. – Eu concordo.

Alguém coloca uma musa meio que alta, uma música eletrônica, e de um dos provadores o Matheus aparece, sem o roupão, e cueca box branca. Acho que as cores, deixavam suas coxas o dobro do tamanho;

- Mano já vira essa cadeira e senta com ela ao contrario próximo a mesa. – Alexandre aproxima do cenário da cozinha.

Matheus se senta, com os braços apoiados no encosto da cadeira;

- Desce um pouco a cueca. – Alexandre fala.

Tudo que ele faz, os movimentos é um clique. Matheus puxa tecido descendo um pouco e Alexandre tirando fotos.

O cara estava sensualizando, olhares, e posições, tudo.

- Delicia. – Gritava o Bruno as vezes.

Alexandre e ninguém impediu, pois Matheus abria uns sorrisos sinceros e era mais e mais fotos nesses momentos.

Rosangela entra meio que atrasada na sala, e vai sem dizer nada no computador, olhando o material que estava sendo capturado. Nesse tempo eu me troco, vestindo a outra peça, uma das cuecas, e uma bermuda, até aí nada demais.

- (...) Senta ai Matheus. – Alexandre me olha e desce o olhar. – Pode tirar a bermuda, vamos fazer umas de cueca tudo bem?

- Sim, sem problemas.

Eu tirei ali mesmo a bermuda, enquanto ele continuava;

- Tudo bem Pedro? – Rosangela pergunta.

- Sim. – Falo passando as mãos no braço por causa do ar condicionado.

- (...) Ok, me olha e coloca a mão na cueca, sabe o que fazer. – Alexandre fala.

Matheus foi descendo a mão, e pegou seu pacote, fazendo um volume na cueca, mas marcando somente seu punho. Nesse momento que os flashes estavam dominando na sala ele me olha, assim como eu estava, ele me encarou muito.

E então, algumas pessoas meio que disfarçaram, o Alexandre abaixou a câmera e Matheus fala;

- Preciso de um tempo.

- Sem problemas.

Ele ficou excitado, para mim ficou um climão na hora, serio mesmo. Rosangela então olha e diz;

- Quer continuar assim? – Ela pergunta.

- Não. – Ele responde seco.

- Pedro vamos, começo com você no quarto, pode ser Matheus? – Alexandre pergunta.

- Sim, vai lá.

Ele ficou sentado no sofá, e aparentemente de boa, eu fiquei com o “cú” na mão de ficar igual a ele, serio mesmo.

Alexandre me ajudou para caralho, fiquei tranquilo, consegui passar por todos os estúdios e terminei minhas fotos só tremendo de frio mesmo;

- Caralho tem que ser assim mesmo? – Pergunto aproximando de Alexandre.

- Rsrs, ajuda caso fique excitado, o que é normal nessas situações.

Duas das meninas que estavam acompanhando o ensaio, eram responsáveis do marketing do contratante, elas olharam as primeiras fotos e aprovaram;

- Certo, pessoal, peço que liberem o estúdio, vamos começar a brincar aqui. – Alexandre pede a todos.

- Ah, eu não falo nada não, fico de boa aqui. – Bruno fala se segurando no banco.

- Eles podem ficar intimidados, vai logo, depois você vê o resultado.

- Aff, só vou porque gostei da ruivinha. – Ele diz ao Matheus.

Todos saíram, ele trancou a porta, e veio até nós, Matheus estava sentado na mesa, e eu, fora do estúdio de pé;

- Escutem, vocês se conhecem, isso vai ser mais fácil que possam imaginar, vou fazer rápido, vocês nem vão perceber... Matheus quero que limpe sua mente sobre o que vamos fazer aqui... E Pedro, quero que se solte, fique mais à vontade, tudo bem... respira, respira.

- Ok.

Matheus confirma com a cabeça, somente.

- Vamos lá então... Pedro encosta na bancada, Matheus quero que chegue nele devagar...

- Para beijar? – Matheus pergunta.

- Não, vou testar a química de vocês primeiro e ver onde fica melhor.

- Beleza.

Juro a vocês eu respirava muito devagar, para tentar concentrar.

Matheus chegou devagar, aproximou, com a mão em minha cintura, e rosto perto um do outro.

Alexandre manda eu puxar e olhar dentro da cueca dele. Não sei dizer como, serio! Eu fiz isso, sem ficar excitado.

- Caramba. – Escuto do meu namorado. – Estou me sentindo um Vouyer.

A gente sorri, e ele olha as fotos, e então continua;

- Pedro pega um copo para beber agua, tem agua atrás, a torneira não funciona... – Eu fui fazendo o que ele disse, peguei uma garrafa enchi o copo. – Matheus chega encoxando ele na pia.

Quase joguei o copo de agua em mim, nessa hora não me segurei, aproveitando estar ali não falei nada;

- Beija as costas... Nuca... Cabelo.... Isso Pedro, isso mesmo. – Escuto quando torço um pouco o pescoço. – Segura ele Matheus.

Mano que força foi aquela, ele me apertou dos lados da cintura segurando com brutalidade;

- Calma mano. – Alexandre grita.

Ele soltou rapidamente e disse;

- Te machuquei?

- Não de boa.

Então a cena das cenas.

Deitei na cama, o Alexandre subiu em uma escada, que tinha visão de cima, como espelho de motel, rsrs. Ele tirou fotos minhas, naquele lençol vermelho “veludo”, depois de Matheus. E então diz;

- Vamos lá então... – Ele apoia os cotovelos falando. – Pedro pode deitar, e Matheus deita sobre você, quero que beije o pescoço dele e a outra mão embaixo do corpo de Pedro.

Nos dois olhando para cima, praticamente sem entender nada.

Eu me deitei, me ajeitei como o Alexandre mandou, Matheus estava de frente, apoiado nos joelhos olhando;

- Deita Matheus.

- Seu ficar incomodado você diz. – Ele me fala.

- Certo.

Ele deitou entra minhas pernas, eu me posicionei melhor, ele não deixou todo o peso sobre mim, a sua outra mão desceu atrás da minha cintura.

Fiquei de olhos fechados, com ele beijando meu pescoço, quase subi naquela escada com isso, agora sim estava praticamente sem respirar.

- Pedro coloca a mão dentro da cueca dele, segurando a bunda.

- OI? – Ambos gritamos.

- Isso mesmo.

Nesse momento, foi constrangedor, Matheus virou os olhos quando eu o fiz. Desci a mão e apertei, e então Alexandre desce das escadas, ele fica de joelhos de novo.

- São as últimas, já estamos no final. Matheus de pé frente a cama, vou explicar, para que fazemos uma vez. Você de pé, Pedro de joelhos no colchão, vai beijar sua barriga, acima do umbigo. – Ele me olha. – Segue até a boca, um... Dois... Três segundos, você vai levantando e Matheus pega ele, levantando em seu corpo.

- Pego ele?

- Pega, levanta, gira e pronto.

- Pego, giro e pronto? – Matheus repete.

- Tudo bem Pedro?

- Tudo.

- Matheus?

- Tudo, vamos?

Quando quiserem. – Alexandre dá a deixa.

De quatro na cama, eu aproximo beijando sua barriga, vou subindo e passo a língua, mais alguns beijos. Matheus segura minha nuca, com os dedos em meus cabelos.

Eram muitos cliques, muitos!

Lembro de me aproximar de sua boca e aquele beijo. Sentindo seu bigode passar em meu rosto, sua língua, os lábios leves, mas quentes. Uma saliva com sabor de bala de cereja.

Me perdi no tempo.

Ou melhor dizendo, no beijo.

- Matheus pega ele. – Alexandre diz.

Acho que não foi só eu que fiquei perdido, rsrs.

Me levantei e ele passou as mãos firmes, me segurando, corpo a corpo, e levantou, lentamente, eu ainda beijava sua boca. Ele me coloca no chão e ouvimos um;

- É isso, excelente.

Ambos estavam excitados. Matheus me olha, e passa os dedos nos cantos da boca, descendo até o meio dos lábios, não foi ofensivo, foi até educado da parte dele. Ele me olhava diferente, até eu estava diferente;

- Peguem. – Alexandre entrega os roupões.

Vestimos, e ele fala;

- Terminamos, ficaram excelentes. – Ele mostra na câmera. – Vou pedir a aprovação.

Ele sai da sala, e nós ficamos lá, calados.

FEITO.

Tínhamos conseguido.

#MATHEUS

Me trocando com o Bruno no meu pé, falando na minha cabeça;

- Como assim normal?

- Mano, beijo é beijo porra!

- E você aí todo cheio de frescura.... Não aconteceu nada.

- Vai ficar me enchendo? – Falo pegando a mochila.

- Foi mal.

Saímos nos corredores e o Pedro sai do estúdio se despedindo de Alexandre;

- Valeu mano. – Bruno cumprimenta ele. – Vai para a loja também?

- Sim. – Pedro responde.

- Vamos com a gente, vou deixar o Matheus lá também.

Graças a Deus ele não ficou no assunto do trabalho, Bruno estava todo apaixonado em uma mina da internet aí, e só falava dela, aproveitando o Pedro e pedindo concelhos.

Eu no celular esperando que...

- Eles pagaram. – Olho para Pedro.

- Serio, mas já?

Mostro o extrato do aplicativo do banco para ele, que confere;

- Quanto? – Bruno tenta pegar o celular.

- Sai fora... O que precisa saber que é muito.

Respondo rindo.

Quando chegamos, ele antes de entrar vai comprar algo para comer na esquina.

Minha mãe estava no balcão quando entramos;

- Como foi lá?

- Foi bem, o de sempre... – Respondo deixando a mochila atrás do balcão.

- E você Pedro, gostou?

- Sim, é estranho sabe Dona Giza, mas eu achei legal. – Ele fala me olhando.

- Escutem, queria mesmo falar com vocês juntos. – Ela segura em minha mão. – Você já foi quantas vezes buscar mercadorias? – Ela olha para Pedro.

- Nossa, perdi as contas.

- Quero que você vai com ele dessa vez filho.

- Só a gente? – Pergunto.

- Sim.... Já passou da hora de você saber como são as coisas lá.

- Mãe, não sei falar nada de inglês, e só vou atrapalhar.

- Estou pedindo Matheus.

- Dona Giza, tem certeza que conseguimos?

- Sim, eu confio em você Pedro, e Matheus está na hora de apreender mais sobre isso aqui. – Ela gesticula referindo a loja.

- Puta merda! – Falo surpreso.

38 visualizações1 comentário
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia