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Louco Desejo - Capitulo 3

- Ela beija mal? - Perguntou Bruno chegando perto.

- Mal é pouco, se eu beijar uma parede sinto mais tesão. - Falei rindo e Pedro só ouvindo.

- Heteros são podres sabia, você conseguiu ficar com a menina e está falando mal dela. - Disse ele procurando a bermuda.

- Podre, mas os gays se derretem por um hétero não é não? - Bruno falou piscando para ele.

- Não é falar mal é deixar os amigos cientes do produto. - Rimos e Bruno e eu fizemos um comprimento de mãos.

- Tem o acampamento amanhã nas trilhas, vamos ficar tri louco, vamos Pedro?

- Não Bruno, acho melhor não! Nem abri a loja hoje, e fizemos uma festa que vão falar anos, tinha tanta gente aqui, não sei como a policia não apareceu.

- Apareceu. – Bruno confirma.

- O que?

- Relaxa Matheus, eram amigos do meu pai, conversei com eles, foi de boa, mas e então Pedro, vai ser legal, 2 dias fora de casa pedalando pela cachoeira.

- Sua mãe falou para não ir Mateus. – Ele me olha.

- Está aí vai e aproveita olha o Mateus, para não se meter em encrenca.

- Parem de falar como se eu não estivesse aqui. - Falei jogando a toalha em Pedro.

- E mais o Pedro vai sim, vai ter que arrumar outra gata para mim, ficou foi é me devendo. – Falo para Bruno.

- Vou deixar as moças e vou para casa. Meu pai vai viajar e vou levar ele até o aeroporto para pegar a caminhonete, volto depois para ajudar aqui mano. – Bruno sai do quarto.

- Vai fugir não filho da mãe. – Falo seguindo ele para fora.

- Falou Pedro. – Ele grita.

Pedro sai do quarto olhando a bagunça da casa;

- Meu Deus, vamos levar dias para arrumar isso.

- Sim, faz assim, você começa pegando o lixo, e limpando a casa, eu vou descansar mais. – Falo indo para a cozinha.

- Ah infeliz! – Ele me empurra.

Pegamos tanto lixo, mas tanto, que usamos três sacos de lixo de cem litros e mesmo assim não deu.

A casa latinha, ou garrafa era lembrando da noite passada, ela vinha em flash.

- Vamos na trilha mano, vai curtir. – Falo quando ele estava lavando a louça.

- Não sei Mateus.

- Tu já foi ué. Sabe como é, e você curte essas paradas, o pior você tem que é a bike.

Terminamos de arrumar a casa por volta das duas da tarde. Sai com o Pedro para comer fora, e depois fui para casa descansar.

Deitei era umas cinco e meia da tarde e mano, acordei no domingo.

Passei o dia com o Bruno, compramos as coisas para a trilha, pegamos as suas coisas e passamos na minha casa. Mas Pedro foi o que demorou para aceitar o convite. Só no último minuto, tanto que não tinha nada arrumado, ficamos na frente de sua casa com ele preparando tudo.

Enquanto ele fazia as malas, eu e o Bruno colocávamos as bikes no carro.

A tal cachoeira não era tão longe, cerca de cento e trinta quilômetros, era até possível ir pedalando, mas como o local era uma serra já cheia de trilhas por todos os lados, decidimos ir como a galera, de carro mesmo, havia mais espaço para levar as coisas e mais confortável, deixando o pedal somente pela natureza, e claro, havia o perigo da estrada.

Depois que chegamos, uma galera já estavam prontos para sair, para vocês terem ideia nem arrumamos nossas coisas, descemos as bicicletas, e nos vestimos, para sair e pegar essa primeira trilha.

Já era o fim do dia, mas quem se importava, com o sol se pondo nos estávamos subindo trilha a dentro. E vocês devem estar se perguntando e Pedro? Pedro estava logo a minha frente, com uma cara ótima e bem descontraído.

#Pedro

Eu não era e nem sou viciado em pedal, como os meninos, mas é algo que me deixa feliz, esse contato com a natureza é simplesmente incrível, e de tempos em tempos eu me dou esse luxo de me “desligar” por completo.

Essa primeira trilha eles chamavam de passeio, mas olhem, não foi dos mais fáceis, eu tinha uns dias sem pedalar e tive dificuldades, houve um riacho que passamos com aguas na cintura, e bicicletas nos braços. Outro que você descia pois a subida tão íngreme que corria muito risco de queda. Já de cara 3 horas de pedal.

Eu desconfiava que eles estavam bem animados, mas isso para o primeiro dia me surpreendeu. Tu também tinha um incentivo, rsrs. Um garoto que estava na nossa turma, ele estava acompanhado do pai.

Sabem aqueles novinhos com cara de homem, pois então um moreno, de sobrancelhas fortes e boca carnuda, com as pernas grosas por causa do pedal, ele tinha um olhar profundo. Elias era seu nome, ele me ajudou em uns momentos também, o que me deixou mais louco no garoto.

Fiquei toda a trilha conferindo e tentando saber se ele curtia ou não, rsrs.

Volta para o acampamento, o Bruno foi tomar um banho e Matheus me ajudou com minha barraca;

- Vou deixar a minha aqui.... Puxa desse lado. – Ele fala ajudando.

- Acho que essa parte é para cima. – Digo perdido.

- Cabeção está certo.... Aqui, deixa assim... Porra Pedro para quantos é essa barraca? – Ele pergunta quando conseguimos abri-la por completo.

- Quatro pessoas, era a única que achei em casa.

- Caralho, nem precisava ter trazido a minha. – Ele comenta.

- Gente que casa é essa? – Bruno chega secando o cabelo. – Sua Pedro? Poderia ter falado que eu nem iria trazer a minha.

- Falei o mesmo para ele. – Matheus responde.

- Folgados... Vamos Matheus vou te ajudar, que preciso de um banho e rápido.

Abrimos o tecido, e montamos ela deixando de pé. A barraca de Matheus era aberta por cima, então tinha outra peça para cobrir, e procuramos em todo lugar, no carro, nas mochilas;

- Tem certeza que trouxe? – Falo procurando com a lanterna.

- Sim, estava junto... Bruno chega aí. – Ele chama. – Quando pegou a barraca lá em casa trouxe o tecido que estava em cima?

- Não, peguei a sua bolsa, mochila e a barraca, estava mais preocupado com as bebidas.

- Mano que merda olha isso. – Matheus mostra.

- Eita porra, agora vai ter que acordar mais cedo.

- Vou pegar sua barraca isso sim.

- Fica na do Pedro ele vai dormir com o Elias mesmo.

- Fala baixo filho da mãe. – Eu jogo peças da barraca nele. – O garoto ali.

- Hum já arrumou um macho foi? – Matheus fala guardando suas coisas de volta na mochila.

- To querendo, rsrs. – Falo rindo.

- Coloca nossas coisas aqui então, deixa os colchões dentro da sua barraca. – Ele fala.

- Beleza.

Colocamos as malas dentro da barraca dele e arrumamos as duas camas na minha barraca. Meu colchão de casal e o dele de solteiro, por causa do tamanho ficou na verdade uma cama imensa.

Antes de tomar meu banho ajudei o Elias e o pai dele com a fogueira, e tinha umas moças que iriam preparar algo para a gente comer. O Matheus ajudou na cozinha, o Bruno sumiu por um bom tempo, e eu então fui tomar meu banho.

Vocês podem estar se perguntando sobre essa nossa amizade, vou abrir um breve parêntese para vocês. Eu conheço o Bruno desde a creche que fazíamos juntos, isso crianças. É um cara de coração imenso, ele quem me defendia no colégio, sempre foi meu melhor amigo e esteve comigo, e vice e versa, o que sempre pude ajudar e fazer algo por ele, estava lá. Bruno é o cara da turma brincalhão, o palhaço, e bem safado, mas claro dentre seus limites, comigo ele sempre foi muito para frente, mas nunca dei abertura até porque nossa amizade estava em primeiro lugar.

Ele é um cara bonito, na minha opinião, voz máscula, não vai a academia mas tem um corpo legal, parece muito aqueles nerds que ficam o tempo todo em casa jogando, no caso dele um nerd bem safadinho, rsrs.

Já o Matheus... O que dizer desse homem. Sim mesmo da minha idade ele é tem o corpo mais definido mais barba, e pelos, voz mais grossa, essas coisas. Matheus era da outra turma no colégio, dos engraçadinhos e que ficavam de fora da classe. Tanto que Bruno era seu maior inimigo no colégio, nem me lembro quando se tornaram melhores amigos, e perceberam que possuem muito em comum.

Ele faz a média do garoto Rebelde. Com uma mãe que sofre por ter o criado sozinho ele até tenta correr atrás “do seu”, mas fica preso as regalias da mãe coruja. Modelo e conhecido aqui em nossa pequena cidade, Matheus tem um olhar que lê sua alma, ele é o tipo de cara que você olha em qualquer lugar e já julga ser gay. Mas pelo contrário, para mim até então é o cara hétero toxico, de piadinhas e brincadeiras chatas.

Mas que culpa tenho em de ter um crush nele? Não escolhemos esse tipo de coisa, simplesmente acontece, o que podemos fazer é alimentar ou seguir em frente.

Agora como seguir em frente vendo o cara todo santo dia, com cenas dele pelado e falando besteiras a todo momento! Você alimenta essas esperanças até involuntariamente.

Então, vamos voltar a realidade aqui? A minha realidade...

No acampamento no total tinhas quase vinte pessoas, famílias e amigos, uma turma fechada do pedal. Agora já sabem ne, o que não faltaria em um lugar como esse... bebidas.

Bruno estava sentado ao lado da caixa de isopor, e ao seu lado, Elias, claro que eu fui junto.

Os mais velhos contaram umas histórias de terror, outras engraçadas, de cantar a ficar só rindo sem razão alguma nós fazíamos. E então o Elias foi dormir, sem nenhuma esperança, e nada.

Eu então fiquei com os meninos, o Bruno e Matheus, tinha mais uns homens lá conversando e nós três, ainda bebendo.

Eu já sentia o chão todo se movendo, sabia que estava exagerando, mas qual problema, afinal de contas iria dormir ali mesmo.

- Eu amo demais esse cara.... Casaria com você se gostasse da fruta... – Bruno fala me abraçando.

- E quem disse que eu casaria com você? – Falo para ele.

Bêbado, para me olhando, e rindo fala;

- Falando assim machuca Pedro.

- Haha’ eu também te amo Bruno, mas se fosse gay, iria ficar com o Matheus que gosta mais dele do que de mim.

Matheus olha rindo e mais ruim que eu fica dando gargalhadas apontando para o Bruno;

- Eu ia casar com você Pedro, ele seria minha amante. – Bruno ainda me abraçando.

Matheus só levanta o dedo do meio para o Bruno, e quando ele faz isso cai de lado de seu banco, derramando toda a bebida. Mano a gente ria tanto, mas tanto que eu corri para mijar, pois iria fazer na roupa.

Quando me levantei fiz o mesmo, quase cai direto no gramado, estava muito ruim. Eu mijei e bebi bastante agua, para não ficar tão ruim no dia seguinte.

Quando voltei aos meninos eles estavam juntos, Matheus em meu lugar ouvindo o Bruno falar algo em seu ouvido e ambos me olhando;

- Mano quase caí no chão, to muito ruim. – Falo sentando.

- Mano você comeria o Pedro se sobrasse só vocês dois na terra? – Bruno fala a Matheus.

- Não, que conversa é essa.

- Responde ué.

- Não, não comeria não. E você?

- Eu comeria agora se ele quisesse..., mas estou de olho naquela morena ali que não para de olhar para mim.

- Primeiro eu que não ficaria com você se sobrasse só a gente Matheus. – Falo apontando o dedo. – Segundo... A escolha não cabe só a vocês Bruno, eu também tenho opinião. – Falo bêbado.

- Ficaria comigo ou ele então? – Matheus pergunta.

- Mil vezes o Bruno. – Respondo olhando em seus olhos.

- Toma, vai.... – Bruno empurra ele que fica mega sem graça.

- Você não aguentaria no fim do mundo, ter eu e ele e dar só para ele.... Para você é mais fácil tem desejo em homem, a gente não é em mulher...

- Tenho desejo em homens Matheus, não quer dizer que você seja um deles. – Ah eu não perdi a oportunidade.

- Para que está ficando feio, rsrs. – Bruno fala.

- Eu to brincando. – Me levanto abraçando o Mateus de lado. – Você é meu amigo eu não ficaria com você por causa da nossa amizade.

Ele bêbado me empurra;

- Não quero saber. No fim do mundo vou lembrar do que você falou. – Ele diz apontando o dedo para mim.

- Mano ela está olhando demais, vai lá dar ideia para mim... – Bruno me fala.

Eu olho a garota, e sem dizer nada me levanto, me aproximo, ela estava com uma amiga mais velha, me abaixo me apresentando e falando das trilhas, e dizendo do Bruno, e tals, mas me surpreendi, quando ela falou;

- Gostei de você. – Ela me encara.

Eu abro um sorriso e falo que sou gay, mas se fosse hétero pegava ela na hora, e então ela veio falando;

- E o outro de barba e olho claro. – Ela fala rindo.

- É gay. – Falo sem pensar.

Depois que me levantei e pensei no que havia falado, fiquei com medo, mas na hora saiu sem gaguejar, convenci ela e tals, e voltei para os meninos;

- Agora é com você, vai lá. – Falo a Bruno.

- Vou abater a presa. – Ele levanta tropeçando.

- Ela é bem gostosa. – Matheus diz bebendo.

- Queria ficar comigo. – Falo rindo.

- Não brinca?

- Sim, não conta para ele.

- Haha’ como elas não percebem que você é gay.

- Às vezes percebem e só querem alguém que não vai comer elas e deixar na mão.

- Isso foi uma indireta?

- Não, mas se achou ruim, é porque a carapuça serviu.

- Algumas só querem dar e pronto Pedro. Assim como vocês.

- Também temos sentimentos, somos homens e gostamos de sexo, é nosso ponto fraco, mas também gostamos de um carinho, de uma mensagem de bom dia.... Na mesma forma que curtimos um bom sexo.

Ele não diz nada, termina a sua bebida e olha para o Bruno saindo com a garota;

- Olha que sortudo, rsrs.

- Esse é viu. – Concordo.

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