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Louco Desejo - Capitulo 2

Bruno foi embora logo depois que eu fiz ele perder mais duas partidas, recebi as fotos do Alexandre e estava olhando, ele liberou uma ou duas para eu postar.

As meninas da liga me ligaram, e por incrível que pareça ficamos um tempo ao telefone.

Hoje como era fim de mês e minha mãe trabalho até tarde, fazendo balanço para enviar ao contador, e também da mercadoria. Dona Giza não fez janta, eu fiquei muito tempo no quarto nem vi que eles estavam lá ainda, por volta de onze e quarenta da noite.

Sai do quarto e os dois arrumando as coisas;

- (...) Amanha só entregar... Viu Pedro muito melhor fazer assim querido, que não temos que fechar a loja para ver esses cadernos. – Minha mãe diz.

- Mãe a senhora não jantou ne? – Pergunto da porta do quarto.

- Não.

- Vou comer fora, quer que eu compro algo para a senhora?

- Não, não precisa, vou dormir Matheus, estou exausta.

- Eu já vou embora também. – Pedro pega sua mochila.

- Pedro vou comer ali na avenida, aquele “pit-dog” vamos? – O convido.

- Não, obrigado, tenho umas coisas do curso para fazer antes de dormir. – Ele responde com um sorriso.

- É ele está cansado querido, vai logo Pedro que esta tarde.

- Tudo bem. – Volto para o quarto.

Com isso de se arrumar, sair de casa, comer fora, levei quase duas horas. Fui dormir era por volta de duas da madrugada.

Acabei por acordar tarde demais no dia seguinte, me levanto indo direto a cozinha estava com uma sede estranha. A casa vazia, olhei no relógio, dez e meia da manhã.

Estava uma brisa muito boa entrando pela janela da cozinha, eu fui para o banheiro social mesmo, e sentei fazendo o “número 2”.

De porta aberta mesmo, ao terminar entro debaixo do chuveiro para tomar um banho, e escuto a porta de casa, e quem tem a chave são somente eu, minha mãe e o Pedro;

- Que isso Matheus? – Ele para frente ao banheiro.

- O que? – Tiro o excesso de agua do rosto.

- Não fecha a porta para tomar banho?

- Estou na minha casa.

Ele sai falando algo que não entendi, terminei meu banho e sigo para meu quarto, ouvindo ele pegar algo no quarto de minha mãe;

- Vai pra loja agora? – Pergunto.

- Sim, vim só pegar umas coisas para Dona Giza.

- Vou contigo.

- Ok.

Me troquei e como ele estava com o carro dela, nem me dei o trabalho de pegar chave para pilotar. Fui respondendo mensagens e conversando com o pessoal que comentou nas fotos postadas na noite anterior.

Na loja quando chegamos, minha mãe que estava no balcão comenta comigo e Pedro;

- Semana que vem busco mercadorias, já sabem né. Pedro é responsável e você eu vou ficar ligada. – Ela aponta o dedo para mim.

- Que foi Dona Giza, nem me viu hoje e já vem brigando. – Eu abraço ela.

- Mateus vai trabalhar, não tem ensaio hoje não?

- Vou para a academia não trabalho hoje, mãe preciso de uma grana, hoje tem a festa fantasia. E não peguei o pagamento com a Rosangela ainda.

- Não sabia que curtia esse tipo de festa. – Pedro comenta.

- Sim e você, vai? – Pergunto.

- Vou sim.

- Ótimo pelo menos alguém olha você lá. - Minha mãe falou com a mão nas costas do Pedro.

- Vou falar nada para vocês viu! Pedro vem comigo ue.

- Pode ser.

- As oito? – Digo pegando minha mochila de treino.

- As oito. – Ele responde.

Eu segui para academia, fazer meu treino tranquilo, sem pressa e mais focado. Onde eu treino tem um parque aquático ao lado, é aquele onde todos da sua cidade sempre vão.

Pois, eu sai da academia e aproveitei o sol para pegar uma cor, afinal estava esperando a tempos essa festa. Afinal tinha um foco na Joice, e queria por tudo que rolasse hoje!

Bem ao sair do clube passei na agencia, para pegar minha fantasia, pois uma colega havia conseguido preparar ela para mim, e depois direto para casa, depilar, dar um jeito na sobrancelha, barba, realmente ficar no jeito.

Coloquei a fantasia na cama e fiquei ali do lado, deitado teclando ao celular com os meninos do grupo, as meninas enviando fotos de suas roupas e tals.

Sai do Whatsapp e fui me arrumar, minha mãe que estava na cozinha fazendo o jantar me ajudou;

- Precisa do que mesmo? – Ela pergunta ajeitando as panelas.

- Vampiro, um delineado no olho, mancha vermelha do lado da boca, pouco de pó de arroz no rosto e acho que algo para deixar a boca vermelha.

- Pega meu estojo lá no meu quarto. – Ela aponta

La foi eu para a cozinha, sentar de lado e deitar em seu colo confiando e deixando ela.

Já a fantasia era composta por uma capa preta e vermelha, sem camisa com uma calça preta tecido leve um sinto vermelho um crucifixo no pescoço, uma pulseira de roqueiro e um tênis todo preto, os meninos do grupo que formavam nossa turma iria toda de vampiros e demônios.

Peguei o carro de minha mãe e passei na casa de Pedro que ficava na mesma rua a algumas quadras da nossa.

Enviei mensagem para ele que estava saindo de casa, por isso já me aguardava ao lado de fora de casa.

De algemas, coldre com uma arma de AirSoft, cassetete e boina, vestido de preto, com um distintivo no pescoço. De calça apertada e sem camisa, mas até o carro ele veio com um casaco.

- Que isso em. – Falo com ele entrando.

- Pensa em uma roupa desconfortável. – Pedro fecha a porta.

- Que roupa né. – Falo saindo com o carro.

Frente à casa de shows eu deixei ele em frente, pois fui procurar um estacionamento.

Os meninos me ligando perguntando onde estava, pois já aguardavam frente a entrada, depois de encontrar essa turma, eu não vi mais o Pedro.

Entramos e escolhemos um lugar onde as meninas poderiam dançar, e mais confortável para gente também é claro.

Bruno me ver e vem até a mim.

- Vem aqui! - Ele me puxa como se estivesse escondendo algo.

- Que isso mano? – Falo alto.

Mas não, ele queria me mostrar, pois nem ligou.

- Olha aquilo!

Bruno apontou o dedo para o camarote onde estava a Joice ficando com um cara, olhei ali e puto já de ver aquilo, pois eu estava procurando ela e nem tinha a visto, e já assim de cara. Aproximamos para tentar identificar o cara, mas então.

Era o Pedro.

Sim, “Pedro não era gay”?

- Que porra é aquela?

- É o Pedro? - Perguntei realmente sem entender.

- Até o cara gay pega a garota mais top da cidade e você ai na mão. - Bruno falou e começou a rir.

Voltei aos meninos com o Bruno contado o que tínhamos visto e a Tainá comenta ao ouvir;

- Aí gente para! O Pedro é gato, eu pegava se ele gostasse da fruta. – Ela sorri.

- Com aquela pegada quem vai dizer o contrário! - Bruno zoando novamente.

No fim da noite, eu não peguei ninguém, para mim foi uma merda de festa.

Fim da noite Pedro veio me chamando para ir embora e todos ovacionando ele pela proeza de pegar a Joice, e claro me zoando. Ele ficou meio sem graça da turma fazer isso. Pedro não percebeu que eu estava afim dela, mas sim que estavam zoando a gente. Despedimos de todos, e ainda mais piadas que “Ele pegou a Joice e iria me pegar”.

No caminho eu dirigindo e ele questiona;

- Não ficou bolado por hoje né?

Como eu queria responder ele, mas falei;

- Você não é gay?

- Sim, Matheus ela é uma amiga, e ficamos porque ela estava muito bêbada, mas não tem nada, foi para um cara da turma sair do pé, e deu certo. – Ele fala pouco alto, como se estivesse se defendendo, ou que interpretou minha pergunta com uma ameaça.

- Foi só uma pergunta, relaxa, não precisa justificar.

- Eu respondi na boa. – Ele sobe os ombros.

- Eu também.

- Ok. – Faço de desentendido.

- Eu fico aqui. – Ele mostra a rua.

- Deixo tu em casa!

- Não precisa.

- Beleza.

Deixei-o a duas quadras de casa e fui embora

Na manhã seguinte, não sei como mas acabei acordando cedo, com a conversa de Pedro e minha mãe tomando café. Apareço com a cara toda amassada;

- Mateus vou ao banco é preciso que fique na loja para o Pedro tirar sua hora de almoço.

- Tudo bem! Eu passo lá. – Sigo ao banheiro sem olhar eles.

Não voltei a dormir, me arrumei e direto para o estúdio, ficamos por olhar uns trabalhos, fazer orçamentos, e visitar clientes, sai com o Bruno me ligando;

- Mano já almoçou?

- To saindo da agencia agora, vou comer algo na rua mesmo.

- Vamos para o clube, comemos lá, pode ser? Te pego ai.

- Já é.

Almoçamos e passamos a tarde inteira lá, almoçamos, ficamos nas piscinas, e até jogar um vôlei, fui para casa mais a noitinha.

Quando entrei, minha mãe estava na cozinha, de pé, toda estressada;

- Você não muda não é mesmo? – Ela fala puta comigo.

- O que eu fiz?

- O que Não fez Mateus! O coitado do Pedro ficou a tarde inteira sem comer culpa sua, porque não avisou que eu não iria no banco Matheus.

- Puta que pariu, esqueci mãe.

- Esqueceu? Você sumiu, nem esse seu celular que você não sai de perto dele estava funcionando. Você não tem responsabilidade, não tem nada na cabeça.

- Mãe já entendi.

- Não, você vai me escutar, olha o Pedro garoto inteligente, responsável, porque não segue exemplo meu filho.

- Por que não sou o Pedro, eu não sou gay. – Gritei com ela.

- Pois eu preferiria um filho gay responsável do que um hétero sem nada na cabeça e sem responsabilidade como você. – E gritou novamente.

Fui para meu quarto, pois não queria responder isso, coloquei um fone de ouvidos deixando o volume no máximo.

Passei uns 2 dias sem muita comunicação com minha mãe, somente o necessário, ela busca as roupas da loja em um shopping em Miami de dois em dois meses, a viagem sempre dura uma semana, é obvio que eu apronto e muito nesse período.

Ela me passou umas coisas a seguir, em casa, e auxiliar na loja, essas coisas. Levei ela ao aeroporto, com o processo de embarque e tudo voltei era a tarde e Pedro estava fechando a loja;

- Entra ai! – Falo abrindo a porta do passageiro.

- Que foi está responsável agora?

- Vai ficar tirando agora? Vou chamar umas amigas e fazer uma festa la em casa esse fim de semana, E você vai me ajudar!

- Eu to fora! – Ele entra no carro. - Não me coloca nessas duas tretas.

- Você vai e vai gostar, rsrs.

Avisei Bruno que estava a caminho para ele aguardar ao lado de fora, ele já aguardando ao ver se aproximar, quase que não preciso estacionar, pois ele pulou;

- Vamos aonde? – Ele fala ofegante.

- Eu vou para casa! - Falou Pedro teclando no celular.

- O que acha de, mais uma festinha esse fim de semana? - Perguntei a Bruno.

- Já é! Sua mãe já embarcou?

- Casa liberada!

- Aê moleque. – Bruno bate em meu ombro. - Mano o Pedro consegue a gata para você!

- Que gata? - Pedro logo perguntou.

- Sabe não? Mateus está apaixonado pela Joice!

- A filha da Rosângela? – Ele olha surpreso.

- É, você poderia ser brother e arrumar ela para o nosso amigo. - Falou Bruno me cutucando eu com um sorriso no rosto.

- E o que eu ganho com isso? – Pedro diz debochando.

- Um Beijo do Mateus, na Boca! - Gritou Bruno.

- Não preciso da ajuda de vocês, pego quando eu quiser. – Falo para eles

- Aham sei, quero até ver. - Falou Pedro rindo para o Bruno.

Estacionei o carro frente ao cursinho do Bruno, ele desce e fala na janela do carro;

- Eu quero assistir. – Diz saindo.

- Estava zoando né? - Perguntei para o Pedro, enquanto saia com o carro.

- Sim, colocando pilha no Bruno! – Ele ajeita a mochila. - Mas vou chamar Joice para a festa.

- Serio?

- Sim, mas promete que não vai chamar muita gente, assim é mais fácil de sua mãe não descobrir.

- Valeu cara. – Dou-lhe um soco no ombro.

- Já vi que vou me arrepender disso. – Diz ele rindo.

Sabe quando vocês compram roupas, cortam o cabelo, fazem até sobrancelhas para uma festa ou evento que aguardavam muito?

No meu caso era ansiedade mesmo, na sexta feira, Bruno havia dormido aqui em casa para ajudar a arrumar as coisas.

Desde o pessoal da trilha, da agencia, da academia e amigos e conhecidos, cento e quatro pessoas na lista até então que tínhamos convidado, comparecendo metade disso, meu Deus, nem iria caber dentro de casa.

O Pedro saiu mais cedo da loja, chegou com suas roupas e sapato, tudo pronto só se trocar para a festa;

- Onde posso deixar isso? – Ele mostra a mochila.

- Mano fica no quarto da minha mãe, que eu vou usar o meu com a Joice.

- Ai sim, botei fé agora. – Bruno diz bebendo.

- Mas já estão bebendo? – Ele passa pela área.

- Estamos aquecendo. – Respondo. – Pega uma para você na geladeira ai.

- Não, valeu!

Pedro entra deixando as suas coisas no quarto de minha mãe, e depois ajuda com algumas coisas, mesas e cadeiras, esconder algumas coisas de valor, essas coisas.

E então chegou a hora... hora que eu me assustei, houve um ponto, que se eu não estivesse tão bêbado, contei um cento e cinquenta pessoas na minha casa. Onde você andava havia pessoas, a cozinha, para a área onde estava o som, era uma luta conseguir passar. O fundo do quintal parecia um baile funk, Bruno havia instalado um canhão de luz e outro globo, serio, que foi aquilo.

O som tocando MC Livinho, muita gente dançando, eu ainda na de cumprimentar a galera, nesse caso da academia, quando o Bruno pula em minhas costas, ele estava LOUCO;

- Olha quem chegou. – Ele aponta. – Ela está aí.

- Ela quem? Joice? – Procuro no meio da galera.

- Sim, cadê o Pedro? – Bruno fala exaltado.

- A última vez, que vi ele estava dançando. – Respondo.

Ele com o braço em minha nuca, bate dizendo;

- Fica ai, vou dar ideia nele.

Bruno estava mais animado que eu, depois de uns minutos Pedro se aproximou da galera que estava com ela, fiquei só vendo de longe. Parece até dom, já chegou abraçando e beijando, falando com todo mundo, ele tinha presença.

Eu viajando na sua atitude e quase perdi quando ele fez sinal com a cabeça pra mim ir, cheguei e ele me apresentou novamente, mentiu um pouco e fez a gente rir, colocando sempre os créditos a meu favor, quando ele chega na Joice e fala que eu estava a fim dela, tipo sem dar voltas, nem nada, chegou e PÁ. Assustei na hora, pensei que ambos levariam um toco, mas logo me aproximei dando ideia nela e tals. E depois de um tempo de chamego e dança beijei ela, dei uns pegas, mas sabe quando você quer muito uma coisa e quando consegue vê que aquilo não era tudo o que pensava, era umas 3 da manhã ela foi embora, daí fiquei com outra garota com intenção de dormir aqui em casa, tirar meu atraso. Mas gente que foi isso? Nada, nem uma nem outra, isso por volta das seis.

Mais bêbado que eu, era o Pedro, e nem vou falar do Bruno. Por falar nele, o Pedro chegou com uma garrafa de Tequila;

- Onde arrumou isso mano? – Pergunto com ele quase caindo em nós que estávamos sentados.

- Foi o... – Ele olha procurando a pessoa. – Eu não sei, mas vamos? – Ele se senta.

- Na hora.

Imaginem eu que já estava bêbado! Desculpem, mas o relato dessa festa acaba no segundo shot de Tequila, minha mente apagou.

Acordei no dia seguinte com um som, uma batida, um grave longe, e aumentando, e aumentando fazendo minha cabeça explodir.

A dor estava me matando. Vocês tinham que ver a cena, era literalmente um filme.

Levantei limpando a baba, passo a mão nos olhos, e estava com dores nas costas, mano eu dormi no sofá ao lado de fora da casa, o som alto, é porque a caixa estava do meu lado.

Desliguei olhando ao redor aquele tanto de lixo, entrei para ir ao banheiro, e o Bruno estava deitado na sala, no meu quarto o Pedro.

A casa toda aberta, luzes ligadas, fiquei boquiaberto por ter esquecido da noite anterior dessa forma.

Entrei no meu quarto para pegar minha toalha, e o Pedro havia dormido na minha cama, não entendi o porque ele estava de cueca e camiseta, mas nada me surpreendia, só de pensar na situação que eu estava.

Tomei um banho, para melhorar um pouco a cabeça, e voltei ao quarto para me vestir, coloquei uma cueca e bermuda, e vejo que o Pedro estava me olhando;

- Minha cabeça está explodindo. – Ele diz.

- Eu que o diga.

Ele se senta na cama, enquanto eu passo desodorante;

- Eu tranquei o quarto da sua mãe e não achei a chave. – Ele fala.

Então Bruno chega, com o cabelo todo alto, cara amassada;

- Você pegou a Joice. – Ele ri.

- Sim.

- Eu fiquei com a amiga dela... Juliana? Não me lembro.

- Maria Julia, Bruno. É o nome dela. – Pedro o corrige.

- Pagou o que prometeu para o Pedro?- Ele me encara.

- Vou ter que beijar ele para ver, se é melhor do que o beijo da Joice, Deus me livre. – Coloco a mão no rosto, piscando para ele.

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