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Louco Desejo - Capitulo 17

#Matheus

Domingo a tardezinha, cheguei do pedal, com minha mãe tirando o carro da garagem, parei a bike ao lado e ela abaixa o vidro;

- Demorou hoje em filho.

- Ufa! Estávamos mais fazendo um passeio agora após o almoço.... Vai onde? A igreja? - Falo olhando dentro do carro.

- Não, vou para casa da sua tia, e vou dormir lá. Já falei com Pedro ele vai abrir a loja amanhã, vê se o ajuda em.

- Pode deixar.

- Fecha o portão para mim filho.

- Vai com Deus. – Desço da bicicleta puxando o portão, enquanto ela vai saindo.

Eu tomei um banho, e fui comer algo, minha mãe deixou o almoço na geladeira, eu peguei algumas coisas e esquentei.

Sentado na cozinha, escuto um carro buzinando, como minha mãe havia saído ah alguns minutos, deixei meu prato, e fui me limpando até o portão. Era o Bruno, ele sai do carro que fica ligado, e vem até mim;

- Fala mano! – Ele estende a mão.

- Estou com as mãos sujas de gordura, estou almoçando mano. – Falo por não cumprimentar ele.

- Almoçando agora?

- Acabei de chegar do pedal da Serra, você faltou. – Toco em seu ombro.

- Fui ao clube.... Ou te fala, vamos na boate hoje?

- Boate mano. – Coço atrás da cabeça.

- Sim porra, ganhei um camarote do amigo do meu pai, vamos mano, tem um tempo que não saímos e curtimos juntos.

- Beleza, vou sim.

- Ótimo, vou deixar você almoçar.... As dez?

- As dez.

Ele me cumprimenta, e volto para meu “almoço” que era mais jantar. Então meus planos era comer e dormir, pois, ficar até de madrugada na balada e trabalhar no dia seguinte não seria tão legal.

Terminei de comer, e achei duas cervejas perdidas nos fundos da geladeira, abri uma e liguei meu vídeo game para ir bebendo. Eu fiquei jogando até as dez horas da noite.

Bruno estava me ligando enquanto eu me arrumava para sair.

Calça jeans e camisa social, a que achei limpa e um tênis! Eu solicitei um UBER, e esperando ao lado de fora, o Bruno manda mensagem dizendo também se atrasar.

Como já tinha pedido o motorista, segui para a boate, que era até perto da loja. Frente o local havia a fila grande como sempre, uma cadeira com a promoter frente a porta, os seguranças. E do lado direito sempre ficava as pessoas aguardando outras, ou ali mesmo de bobeira. Ao descer do carro, escuto a batida da música ao lado de fora.

Eu desci e a primeira coisa que vi, minha amiga de agencia como promoter, ela estava com um terninho, e fazendo a entrada de algumas pessoas. Ao me ver ela sorri e acena. Eu me aproximo, beijando seu rosto, e abraçando ela;

- Quem é vivo sempre aparece, estava sentindo sua falta aqui gato. – Ela diz se ajeitando no banco.

- Trabalhando muito né, já viu.

- Menino eu fui na loja.... Fala com sua mãe vamos fechar umas parcerias.... Serio vou adorar.

- Fabiana vou falar com ela, é uma ótima ideia.

- Fala e me manda mensagem que eu vou na loja conversar direitinho... Hey vai ficar no camarote do Bruno hoje?

- Sim, ele está atrasado. – Falo olhando os carros passando.

- Pega, é vodka. – Ela oferece seu copo.

Eu bebo um gole e devolvo;

- Não, pode ficar, eu pego outro lá dentro.... Olha fala com ele, para não demorar, o DJ da noite entra a meia noite.

- Certo, obrigado. – Levanto o copo agradecendo.

Ando pouco na calçada, e passa um Voyage tocando um funk muito alto, tipo funk pesadão, olhando eu só via garotas, o carro estava até movimentando com elas meio que “Dançando” la dentro.

Elas encontram uma vaga, bem na minha frente, estacionam o carro e então desce a motorista, a carona e do banco de trás mais duas garotas, Lucio e Pedro. Seis pessoas dentro do carro. E aquela música ainda alta, todo mundo na fila olhando. Elas abaixaram um pouco, mas ficaram ali, bebendo e dançando, o primeiro a vir até mim foi o Lucio, como estava na minha frente;

- E ai gatinho! – Ele me cumprimenta.

- Fala mano. – Pego em sua mão.

- Bruno chamou você também? – Ele questiona.

- Sim, vejo que vocês também. – Falo apontando para elas.

- Sim.

Eu não conhecia as meninas, ele mesmo o Lucio que tomou atitude de ir me apresentando, de uma por uma. Era a prima dele e amigas.

- Essa é minha prima puta, a Bruna. – Ele fala rindo.

- Prazer Bruna, sou Matheus. – Pego em sua mão beijando seu rosto.

- Prazer só mais tarde amor... Puta é seu passado Lucio. – Ela diz rindo.

Pedro estava com seu inseparável moletom, calça preta, tênis branco, e aquele cabelo meio bagunçado.

Cumprimento ele coisa rápida pois ele estava meio que dançando com as meninas. Sim, dançando funk, frente a boate. Bruna e Lucio ficaram conversando comigo, eu até divide meu copo com ela, até Bruno chegar.

Eu já estava meio que sem graça com elas dançando aqui, mas em seguida chega o Bruno na camionete do seu pai. Puta merda.

Ele veio tocando RAP, os graves do carro tremendo tudo ao redor, ele nem gosta de aparecer. Pois além do som, para o carro no meio da rua, e desce, dançando com Pedro e as meninas, ele já tinha bebido mais cedo, era perceptível.

- Mano e aí.... Está gatão em Matheus. – Ele pega em minha mão.

- E aí mano... cara o que você bebeu?

- Uma dose de catuaba. – Ele diz com o braço em meu ombro.

- Uma dose ou uma garrafa?

Ele começa a rir e eu percebo seu hálito. Carros buzinam atrás do seu carro, mas o louco vai para a portaria, ao invés de mover o veículo;

- Matheus tira lá, ele está louco. – Fala o Pedro.

Eu vou correndo, pedindo desculpas aos motoristas que estavam putos e com razão, entro tirando o carro dele do meio da rua.

O louco do Bruno entrou na frente de todos, e deixou, carteira, chaves, e as entradas da boate no carro. Peguei suas coisas e levei, falei com os meninos para podermos entrar, como a Fabiana conhecia a gente de datas, deixou o louco entrar sem nada;

- Amigo, coloca isso nele lá dentro por favor. – Ela diz enquanto fecha minha pulseira.

- Pode deixar.

- Aqui os cartões. – Ela me entrega.

Quando entrei, fui até o acesso aos camarotes, e o segurança me mostra qual deles era de Bruno. Deixei as coisas e as meninas ficaram lá, enquanto fui procurar ele.

Achei ele dançando com uma turma, já havia feito amigos e tudo mais. Ele me só concordou em ir comigo, depois de passar no bar e comprar algo para beber. Subimos e deixei ele lá com as meninas.

Depois de beber algumas cervejas e dançar com as meninas, eu me sentei com ele. Bruno estava conversando com um cara do camarote do lado. Eu sento abrindo alguns botões da camiseta pelo calor, e le se vira para mim dizendo;

- A loira, a Bruna está te dando mole cara. – Ele acerta meu peito, apontando.

- Não faz meu tipo não mano.

- Porque?

- Muito atirada.

- Haha’ quer uma difícil?

- Não é isso.

Ele estava meio que deitado no sofá, e se ajeita, passando o braço em meu ombro;

- Que está acontecendo com você Matheus? A gente tinha que brigar para você deixar alguma mina para mim. Qual é o problema?

- Quer saber? – Falo virando um gole da “Skol Beats”.

- Quero.

- Ali, de moletom azul, esse é meu problema. – Aponto com a mão que estava a cerveja.

Pedro dançando com as meninas, nem percebeu eu estar olhando.

Bruno fica me olhando, desce o olhar e procurando o que dizer, ele finalmente;

- Interessante... Pensei que essa “Vibe” – Ele tenta fazer aspas com as mãos”.- Já tinha passado, que foi só uma fase.

- Não consigo mais ficar com uma mina, não sinto mais nada, nada mano.

- Mas olha, você não tem tesão nela.... – Ele vira meu rosto. – Olha que delicia de rebolada.

- Tesão? Sim, ela é muito gostosa, mas Desejo? Não.

- Uh, entendi.... – Ele concorda. – Na verdade ainda to confuso.

Eu começo a rir e ele bate em meu peito;

- Não sei o que está passando ai nessa cabeça mano, não queria estar no seu lugar, mas Matheus, quer saber minha opinião? Só vai mano. – Ele aponta.

- Valeu.... Eu te amo cara, muito. – Aperto ele.

- Eu também, tu é meu irmão.

Ficamos pouco em silencio, enquanto eu trocava as garrafas, e ao entregar para ele, Bruno comenta;

- É estranho eu ficar olhando para ele rebolando e não para ela? – Ele aponta para o Lucio.

- Não, até porque, ele dança mais que qualquer uma delas. – Falo bebendo.

- Isso você tem razão.

Rindo juntos eu vejo que o Pedro estava me olhando comentar algo deles, mano como pode uma coisa dessa eu fico desconfortável com seus olhares em mim.

Eu desci com o Bruno para pegar outro balde de bebidas, e demos de cara com o Alexandre na pista de dança, o primeiro comentário do Bruno;

- Eita que o elenco da globo está completo essa noite. – Ele fala para o Alexandre.

- Cala a boca idiota. - Falo puxando ele pela camisa.

- Acha que consegue bater nele mano? – Bruno pergunta quando chegamos no balcão.

- Não sei. – Me viro olhando ele de longe. – É grande sabe, seria uns “fights” até massa.

Estava de costas olhando para ele na pista, e o Bruno do meu lado;

- É tão grande que está flertando com o Pedro lá em cima.

- Não tem vergonha esse ai.

- Na verdade vocês que não tem ne mano?

Eu olhei para o Bruno meio confuso;

- O que acabou de me dizer la em cima? Se for isso que eu quero ir com tudo?

- Eu disse isso? Estou bêbado, não julga.

- Sei que o que fizemos foi errado, não me orgulho, mas não se escolhe essas coisas né.

- Puta merda, você está mesmo na dele.

- Sim.

- Senhores? – O barman, entrega as bebidas.

Pegamos o tal balde, e subimos, eu abri uma garrafa para a Bruna, outra para o Bruno, e entrego uma para o Pedro;

- Não vai abrir? – Ele diz me encarando.

Eu pego minha camiseta, coloco sobre a tampa e giro, ele estica a mão para pegar e eu desvio;

- Um beijo?

Ele meio que olha para os lados, pois estávamos no parapeito dos camarotes, frente a boate;

- Na frente de todo mundo? – Ele diz rindo.

- Sim.

- Matheus! Você... – Ele ia continuar a falar.

Eu passo a mão com a cerveja em sua cintura puxando seu corpo para o meu, ele fica muito assustado, aproximo e dou um selinho em sua boca, ele sorri;

- Matheus você é maluco?

- Por você. – Falo em seu ouvido.

- Eita que tem nessa cerveja? – Bruna brinca rindo com as meninas.

Beijo sua boca, sentindo sua língua, apertando seu corpo no meu, ele estava estranhamente feliz. Eu sentia no beijo seus sorrisos. Afasto olhando ele que diz;

- Posso? – Pedro aponta para a garrafa.

- Ah, só quis me usar né? – Eu abro um sorriso.

- Não idiota.

Eu pego uma garrafa para mim, e Bruno estava sentado grita me olhando;

- Tem ideia que a cidade inteira viu né?

- Eles já falam sem eu fazer anda, agora eles têm assunto.

- A gente tem que comemorar. – Ele se levanta me abraçando.

- Comemorar o que mano?

- A quantidade de mulher que vai sobrar para mim.

- Haha’ mereço mesmo ter que ouvir isso!

Com a loja para ser aberta por mim e o Pedro no dia seguinte, saímos da boate as quatro horas da manhã. Eu fui dirigindo, levei o Bruno para casa e como o Pedro morava perto da minha casa, pegamos um UBER até lá.

Quando descemos, ele se aproxima me beija, sendo um selinho dizendo;

- Até daqui a pouco. – Ele se vira para sair.

Eu seguro em seus dedos;

- Não vai, dorme aqui.

- Matheus se eu ficar não vamos dormir. – Ele abre um sorriso.

- Exatamente isso que eu quero. – Puxo seu pulso ao abraçando novamente. – Estou sozinho, e a gente fica tranquilo, vamos? – Abraçado com o Pedro, vou puxando ele para dentro.

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