• @rgpatrickoficial

Louco Desejo - Capitulo 15

#MATHEUS


Que loucura para conseguir as pessoas, para o desfile, pois Rosangela havia feito a cabeça da metade da cidade contra mim. E acabei me afastando do pessoal, para focar na loja, afinal de contas, eu coloquei o que tinha e o que não tinha de economias naquele lugar.

Somente dois dias antes da inauguração eu consegui fechar todas as pessoas. Com isso já tínhamos o palco montado, minha mãe correndo com os novos vendedores para preparar estoque e tudo, para ficar prontos. Ensaiamos durante as manhãs, e passávamos as tardes ajudando nos detalhes.

Eu, Dona Giza e Pedro estávamos saindo de madrugada daquele lugar.

Na manhã do Grande Dia, estava tomando café com minha mãe, me levanto para pegar um café e falo;

- Mãe, o que fazer quando você percebe estar gostando da pessoa errada? – Falo de costas para ela, frente a pia, onde estava a cafeteira.

- Matheus pelo amor de Deus, não me diz que está enrolado com mulher casada? – Ela solta a xicara rápido.

- Não, mãe, não é isso.

- Namorando? Comprometida?

- MÃE, dá para ajudar? – Gesticulo voltando a mesa.

- O normal Matheus é que sempre começa com paixão, e paixão passa, mas depende muito, tempo, intensidade...

Eu fico de cabeça baixa ouvindo ela falar, e explicar;

- Tem muito tempo filho que gosta dela?

- Acho que sim, não sei quando e como começou.

- E porque é errado?

- Eu não aceito.

- Não aceita ser feliz filho?

- Acho que é isso. Sei lá, o sentimento que tenho é que não mereço.

- E ela? Gosta de você? – Minha mãe, toca minha mão.

- Não sei, as vezes demonstra que sim, outras que não. Eu também fui um idiota no começo.

- Matheus olha para mim. – Giza segura minhas mãos, olhando em meus olhos. – Não importa a resposta, mas filho, se você gosta, vai atrás, não desista de nada sem pelo menos tentar, se você gosta, se faz sentir frio na barriga, ou arrepios quando estão pertos, fala para ela. Coloca para fora.

- Eu vou fazer isso.

- Promete?

- Prometo

Ela se levanta para me abraçar, eu aperto ela que derrama lagrimas em meu abraço;

- Mãe, tudo bem? – Passo a mão em seu rosto.

- Matheus me promete que sempre vai correr atrás dos seus objetivos, será um garoto responsável, e pensar mais nos outros filhos...

- Prometo. – Falo de sobrancelha alta. – Mas porque esse assunto hoje mãe?

- Só queria te falar isso.... Tudo o que eu faço e estou fazendo é por você, a loja, a reforma, tudo.

- Eu sei mãe. – Volto a abraçar ela. – Te amo tá.

- Também te amo filho, você é tudo para mim.

Essa conversa, essa atitude me deixou bem, mas bem comovido.

Mas vamos ao que interessa no dia. Chegamos por volta de sete horas na loja, minha mãe, coloca as chaves na porta e Pedro aponta na esquina;

- Precisamos varrer essa porta. – Ela olha.

- Bom dia Dona Giza, Matheus. – Ele diz próximo.

- Bom dia.... Ajuda? - Pego uma das suas sacolas.

- Valeu... Está difícil ai dona Giza? – Ele olha ela.

- Sim, mas gente, ontem consegui tranquila.

- Eu abro mãe.

Ajudo ela com a porta, precisando forçar um pouco mais. Entramos, e a divisão foi o seguinte. Pedro foi conferir sistema de vendas, etiquetas, nada poderia dar errado. O bife de “Finger Foods” chegou e minha mãe estava gerenciando, pois era uma grande quantidade, iria ficar disponível o dia inteiro, tinha uns garçons, e caramba, era muita coisa.

Eu conferi as roupas, passarela, iluminação.

A loja cresceu uns duzentos por cento. Toda trabalhada em branco gelo e dourado, bem contemporâneo. Pilastras em meio ao local, chão em mármore, paredes com papeis de paredes bem detalhados, e muitos, muitos espelhos por toda a loja. Ao lado de fora, pequenos toldos pretos, com detalhes em madeira nas vitrines que estavam muito, mas muito bem iluminadas.

Minutos antes de abrir, tínhamos eu e Bruno conferindo as músicas, amigos e amigas que iriam desfilar, já na loja, os vendedores já aguardando, praticamente tudo, tudo ok. O foco do evento era além de mostrar a nova loja, apresentar ela para os antigos clientes, e também toda a nova coleção de uma parceira que minha mãe conseguiu.

Com um movimento na loja, eu no caixa, e as vezes ajudando as pessoas, o Bruno que estava de DJ, se aproxima;

- Mano já está na hora, e aí, vamos?

- Sim, deixa eu fechar aqui...

Fui com os meninos para os fundos, no estoque, onde iriamos usar para as trocas de roupas, homens de um lado e mulheres de outro. As peças que estávamos colocando, estaria com preços mais caros na loja, e estariam disponíveis somente após o desfile. Sem uma equipe e tudo mais, improvisamos tudo, e tudo foi ensaiado, para assim não der nada errado.

Pedro foi o último a descer, ele já veio tirando a camiseta;

- Caramba, não sabia que seria esse movimento todo. – Ele fala já pegando sua roupa.

- Sim, Matheus vai pagar uma hoje. – Bruno fala.

- Pago até duas manos, rsrs. Vamos? – Falo saindo.

Bruno me acompanha, e como estava durante o dia, a passarela estava seguindo a lateral a direita da loja, desde o fundo, seguido próximo as arraras e até nas vitrines, para assim não ocupar espaço, e todos terem visão. Luzes de led ascenderam no chão de onde iriamos passar. E luzes no teto mostravam o caminho, luzes coloridas, e a música também aumentava nesse momento.

Eu fui o primeiro, ainda todos olhando sem entender o jogo de luzes, vou seguindo passando e Bruno atrás, logo os meninos, como atrasou, Pedro por último.

Assim as meninas, pequenos intervalos, para trocas de roupas. Minha mãe não sabia mas coloquei um retroprojetor em um dos cantos, e na parede mostrava um vídeo, mostrando desde o nosso início, as viagens, o Pedro, a reforma, e a nova coleção. Conseguimos fazer umas imagens com as roupas para ajudar nos destaques.

#PEDRO

Confesso ter amado tudo isso de desfilar, serio, melhor coisa. Matheus marcou dois desfiles, um pela manhã e outro à tarde. Mas houve um imprevisto, dos bons no caso, todas as peças da coleção foram vendidas antes do almoço, o que não necessitou de outro desfile.

Hoje foi o dia que mais trabalhei na vida, o que mais fiquei cansado e exausto da loja. Conseguimos fechar por volta de seis horas da tarde;

- (...) Sim Matheus vou colocar isso tudo no cofre, mas vamos ter que tirar esse dinheiro daqui, é muito para ficar na loja. – Giza conversa com o filho.

- Mãe, é sexta-feira, vai ser complicado depositar tudo isso.

- Vamos colocar no cofre lá em casa e deixar aqui também.

- Dona Giza, vou descer com essas últimas peças. – Falo com umas roupas.

- Ok.

A loja foi fechada esse horário, vendedores dispensados, a equipe estava desmontando a passarela que Matheus mandou fazer, e somente a gente arrumando as últimas coisas.

Coloquei as coisas e organizei o pouco que consegui do estoque, e escuto Matheus me chamar;

- Pedro... Pedro.

- Oi. – Respondo aproximando da porta.

- Viu meu tênis? Coloquei esse para desfilar e acabei ficando. – Ele diz puxando as peças do desfile.

- Não está ai Matheus, já arrumei elas e não vi nada. – Falo aproximando.

- Mas gente, perdi isso aqui dentro. – Ele coloca as mãos na cintura.

- Ou algum dos meninos calçou e foi embora né. – Eu falo rindo.

- Não acredito. Você tem razão.

- Só não olhei naquele canto. – Mostro a estante das calças.

Ele vai olhando por baixo das coisas, e movendo, eu termino de colocar as roupas que peguei na prateleira.

Foi então que ouvi um barulho, o Matheus derrubou um monte de coisa no chão, outras caixas sobre ele;

- Porra Pedro, ajuda aqui!

- Meu Deus, como conseguiu derrubar isso Matheus. – Falo correndo para perto.

Ajudo a tirar as peças de cima de sua perna, e ele se afasta, e também olhando a bagunça, foram cinco prateleiras que caiu, todas as peças;

- Que colocou isso? – Ele fala sério.

- Não sei. – Falo rindo.

Ele abre um sorriso também, meio sem graça, se levantando. E abaixamos arrumando um pouco da bagunça;

- Que barulho foi esse? – Giza aparece na porta.

- Olha o que eu fiz. – Matheus responde.

- Ai meu filho... Olha não precisa arrumar isso, só abre espaço para passar. Vou subir os meninos estão levando as coisas da passarela. – Ela diz subindo.

- Caramba. – Ele diz puxando as coisas.

Ajudo ele, a tirar as embalagens do caminho, e ele comenta;

- Foi um excelente dia.

- Sim, nunca trabalhei tanto.

- É digo o mesmo.

Levantamos, e eu falo;

- Acho que alguém levou seu tênis.

- É vou falar no grupo.

- Vou subir, para ajudar sua mãe a fechar, para irmos embora. – Falo dando uns passos para a saída.

- É eu vou...

Ele faz o mesmo, então ficamos naquele impasse de um passa o outro passa, ele segura em meus braços e passa por mim, mas...

Odeio aproximar demais de Matheus. Sempre uma tensão, e mistura de sentimentos dentro de mim. Ele abre aquele sorriso, me olhando no fundo dos olhos;

- Posso pedir algo?

- Fala. – Respondo ainda mostrando os dentes. – Você vai arrumar isso, não eu.

- Não, não é isso. – Ele volta e pega em minha mão.

Então percebo, e fico já olhando;

- Vamos sair qualquer dia desses?

- Sair?

- É jantar, fazer algo.

- Tudo bem... – Respondo meio que desconfiado.

Ele brinca com seus dedos entre os meus, e aproxima de mim, tipo, muito. Matheus olha para nossas mãos juntas e diz;

- Sabia que não deito uma noite mais sem pensar na sua boca.

Seus olhos se encontram com os meus, e ele me beija, seus lábios tocaram os meus, sinto a sua mão na cintura, e então interrompo o beijo.

- Matheus não. – Falo engolindo seco.

- Por favor Pedro.... Não consigo mais ficar longe. – Sinto sua respiração, com seu rosto no meu.

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