• @rgpatrickoficial

Louco Desejo - Capitulo 14

#MATHEUS

Foi sim um belo de um vexame, ficamos meio que envergonhados, pelo que havia acabado de acontecer.

Meio que o clima se foi com o Alexandre, o Pedro também, ficou bem incomodado. Pagamos a conta e falei que iria levar ele em casa.

Pedro entrou no carro, e ajudei ele com o cinto de segurança, pegando e tocando em sua mão de proposito, ele desvia, mas sem olhar.

- (...) Pode me deixar aqui Matheus, moro do lado. – Ele fala frente minha casa.

Nem respondo, já vou manobrando para entrar na garagem. Paro o carro com o portão se abrindo e ele solta o cinto;

- Valeu por hoje. – Pedro diz puxando a “maçaneta” e abrindo a porta.

- Não quer entrar? – Viro meu corpo para ele.

Pedro olha e responde;

- Não, está tarde, eu vou para casa.

- Ei. – Coloco a mão em sua perna. – Eu fiz algo de mal para você?

- Não.

Ele sai do carro, e antes de fechar a porta, um carro vem em nossa direção, como meu carro estava atravessado entre a calçada e a rua, ele parou de farol alto em nossa frente, eu conhecia aquele ronco de motor;

- Ah peguei os dois no flagra. – Grita Bruno descendo do carro.

Pedro já bateu a porta do carro, eu desço, e ambos os carros ligados;

- Mano porque não me atende? – Ele diz me olhando. – Fala gatinho... – Bruno abre os braços em direção a Pedro.

Que joga sua mochila nele, e aproxima muito bravo;

- Seu falso do caralho, como ousa... – Pedro partiu para cima de Bruno.

Ele se defendia tentando segurar ele, que estava muito bravo. Eu seguro o Pedro afastando ele;

- Ficou doido? Que isso cara? – Ele questionava.

- Você e Alexandre, como fez isso comigo Bruno?

- Eu e quem? Ficou maluco Pedro?

- A gente viu mano, não precisa disfarçar. – Falo ainda segurando o Pedro.

- Viu o que?

- Você e Alexandre andando para cima e para baixo. Na sua casa, no carro...

- Estão malucos, só pode... Mano confia em mim... – Ele me olha gesticulando.

- Que estava fazendo com ele então cara?

- Meu Deus, Alexandre está tirando fotos da nossa casa, meu pai vai vender ela. Saímos para comprar umas decorações, sei lá, duas vezes! Você sabe que Alexandre faz esses Jobs, não culpa a mim...

- Porque sumiu? Não vem mais aqui em casa?

- Porque Pedro não sai daqui, e sabia que ele iria ficar louco com isso do Alexandre, só não sabia que seria assim.

- Vou embora. – Pedro sai sem olhar para o Bruno.

- Mano, tu me conhece, acredita em mim né cara? – Ele me questiona.

- Jurei que estava pegando o cara.

- Ele não faz meu tipo, se é que me entende, rsrs. Podemos conversar?

#PEDRO

Finalmente Dona Giza voltou de viagem, o que diminuía e muito meu tempo com o Matheus na loja. Porém ainda via ele todas as manhãs quando ela ia fazer os serviços de banco.

E depois da última noite, não sabia ao lado de quem ele estava, pois, mesmo conhecendo Bruno, eu ainda desconfiava.

Matheus estava diferente comigo, desde que dei um chega para lá, ele faz ao contrário, quer estar perto, e presente, isso me tirava do sério, às vezes.

- Bom dia.

- Bom dia. – Respondo me servindo de café.

- Ainda puto? – Ele aproxima ligando a cafeteira também.

- Não estou puto com ninguém Matheus.

- Você avançou no Bruno ontem.

- Deveria ter deixado eu marcar a cara dele.

- Você não confia, mas eles não têm nada.

- Como sabe?

- Bruno está namorando.

- Namorando quem?

- A Debora.

Puta merda!

- Mentira Matheus.

- Sim, por isso sumiu, por isso se afastou, e criou coragem, veio falar comigo ontem.

- A Debora.... Ela não é virgem?

- Nem de signo. – Ele sorri indo para a loja.

Pego meu café e vou atrás, logo Dona Giza chega;

- Bom dia meninos.

Respondemos, e ela vai ao banheiro, e logo volta, com um sorriso no rosto;

- Pedro chega aqui filho. – Ela diz no balcão. – Já contou a ele? – Giza pergunta ao filho.

- Não, deixei para a senhora. – Ele responde sorrindo.

- Filho, eu andei pensando muito esses dias, e com os últimos faturamentos decide algo... – Ela toca em minha mão. – Vamos mudar, reformar e aumentar a loja.

- Aí Dona Giza que ótimo, fico feliz pela senhora.

- E agora que cheguei de viagem o Matheus veio falar comigo, pois ainda tem o dinheiro da campanha que fizeram...

- Irei investir na loja, para ela usar como capital inicial. – Ele diz me olhando.

- Eu acho isso ótimo, parabéns, caramba que ideia excelente. – Falo abraçando ela.

- Aí obrigada filho.... Ai eu não aguento.... Vou contar. – Ela continua.

- MÃE. – Ele repreende.

- Quero você de gerente, mas agora com mais vendedores e tudo... Matheus teve a ideia.

- Serio? Eu!

- Entende mais disso aqui que eu e ela junto Pedro.

- Gente obrigado, mesmo.... Significa muito ouvir isso.

A partir dessa conversa, os três, passaram sonhando o restante do dia na loja, Matheus abriu um espaço para os clientes, perguntando que gostariam em uma nova loja e tals, essas coisas.

Fui saindo da loja, e seguindo pela avenida, Dona Giza ficou para fechar hoje, pois ela iria fazer balanço do estoque. Pela calçada percebo um carro parando ao meu lado, era o Bruno.

- Mano, quero falar contigo. – Ele diz me seguindo.

Não tinha o que fazer, parei e me virei, ele protegendo o rosto do sol;

- Vem, de dou uma carona.

Entrei no carro dele, que seguiu;

- Matheus falou com você? – Ele pergunta.

- Sim, contou sim.

- Desculpa Pedro, não tive a intenção, mas não vi outra forma de fazer isso... E sobre Alexandre...

- Não quero saber.

- Olha foi um trabalho, agora eu entendo, e compreendo sua raiva.

- Desculpa por ontem. – Falo olhando ele.

- Tudo bem. Ainda é meu melhor amigo.

Sorrindo pergunto;

- Não tinha outra não? A Debora Bruno?

- Ah meu Deus, você também... Ela transa bem, rsrs.

Ele solta uma gargalhada, pois...

- A fama era de virgem, rsrs.

- Sim. Mas rolou, temos uma química massa, ela é louca assim igual a mim.

- Fico feliz, se está gostando dela, segue em frente.

- Sim, fiquei com medo do Matheus, mas troquei ideia com ele e está tudo bem.

- Medo de que menino, ele não se importa com essas coisas.

- Olha eu não percebia isso antes, mas é verdade.... Se bem que ele está de olho em alguém, mas não quis me dizer.

- Como assim?

- Ah Pedro, você conhece ele, o cara é um galinha, fui falar com ele, e não está ficando com ninguém, todo na dele, academia, pedal... A última vez que ficou assim, namorou aquela garota da cidade vizinha. Sofreu para caralho, lembra?

- Haha’ e como eu lembro.

- É dessa vez está diferente, e muito.

- Ele precisa de tempo Bruno, só isso.

- E você?

- Que eu tem?

- Tudo bem com seu Ex?

- Nunca está bem. Ele disse que nunca foi atrás de ex dele, mas naquela noite me assustou, ele parece que estava drogado.

- É o Matheus contou que houve.

- Tenso.

#Matheus

Fechamos a loja em três semanas, foi quando minha mãe conseguiu comprar o estabelecimento do lado. Entramos em uma reforma grande, cheia de atrasos e estreses. O que nos deu abertura para planejar o retorno. Sem a agencia pude focar ao máximo.

Foi um período de dois meses e meio, extraordinário para nós, pudemos “descansar”, das rotinas e voltar mais dispostos.

Pedro fez alguns cursos durante esse tempo, pois agora iria gerir equipes e tudo mais, minha mãe estudando logística de estoque e mercadorias, e eu focado na reabertura.

Semana antes de abrirmos, estávamos em uma das últimas reuniões, na cozinha da minha casa, eu, Pedro e minha mãe;

- Então filho, será só a festa então?

- Não mãe, pensei em um desfile.... Que tal? Desfilamos com as peças da nova coleção.

- Eu gostei da ideia, que acha Pedro. – Ela diz tirando os óculos.

- Muito inteligente, mas quem iria desfilar?

- Eu, você, Bruno, tenho uns contatos da agencia, consigo uma galera...

- Gostei, acho que pode ser sim.

- Cuida disso então, Pedro vai fechar essa equipe então? – Ela pergunta.

- Sim, Dona Giza, vamos começar os treinamentos amanhã, e já pego todos os documentos para a senhora.

Como estava sentado de frente para ele, fiquei com a perna próxima, estava de bermuda então ele tocou em mim, acho que sem perceber, pois, ficou parado. Quando movi tocando mais nele, Pedro leva um baita susto;

- Que susto Matheus. – Ele fala alto.

- Que foi menino? – Minha mãe olha.

- Matheus encostou em mim por baixo da mesa, eu me assustei.

- Não, vi. – Respondo disfarçando.

- Terminamos por hoje então. – Minha mãe fecha a agenda.

Pedro fica escrevendo algo, eu me levanto, pegando minha toalha e tiro a camiseta para tomar um banho. Volto a cozinha para pegar meu celular na mesa, que havia mensagem de Bruno.


Respondi parado, ali frente. Digitando e bloqueio a tela do celular percebendo ele me olhar, imóvel ele me olha nos olhos, eu abro um sorriso, e vou para o banheiro, passando por Pedro, faço um pequeno carinho em sua nuca, passando os dedos nos seus fios de cabelo.

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