• @rgpatrickoficial

Louco Desejo - Capitulo 11

- Quem diria Matheus Feraz, ficando com um cara.

- Pois é.

Eu não irei entrar muito em detalhes, pois ele sim, queria saber de tudo. Depois de uma longa conversa, nós jogamos um pouco, e como ficou tarde o Bruno dormiu em um colchão, ao lado da minha cama mesmo.

No dia seguinte eu acordei com ele e minha mãe conversando na cozinha.

- Bom dia, bom dia. – Entro puxando a orelha do Bruno.

- Sai fora.

- Esse é seu celular? – Minha mãe aponta.

- Sim.

- Tocou um monte essa manhã.

Peguei o celular olhando, várias chamadas do Alexandre;

- Trabalho? – Bruno pergunta.

- Sim, vou tomar um banho e ir na agencia. Me dá uma carona Bruno?

- Sim, deixa eu terminar de comer. (...) Tia o prêmio do torneio é sempre em dinheiro, que arrecada dos patrocinadores.

Ele ficou conversando com minha mãe, e fui para o banho. Me arrumei, e sem ligar para Alexandre eu fui para o trabalho.

Cheguei tranquilo como sempre, falei com as meninas, entrei indo para o estúdio, ele estava trabalhando. Música alta e uma garota fotografando;

- Olá, bom dia, bom dia. – Vou passando e cumprimentando suas amigas que estavam assistindo. – Mano me ligou?

- Sim, Rosangela pediu.

- Ah beleza.

Cheguei na sala dela, bate na porta;

- Ah que bom que chegou, entra Matheus.

- Sim, mandou chamar?

- Sim, o seu novo contrato chegou essa manhã. – Ela deixa os papeis com a caneta na mesa.

Eu me sento, passo folha, por folha, ela esperando eu assinar;

- Três anos? – Questiono olhando o papel.

- Sim, como o último.

- Tudo bem, posso ter uma cópia?

- Porque?

- Gostaria de ler antes.

- Pode ler, fica à vontade.

- Quer saber, eu assino depois Rosangela, tenho que pensar.

- Pensar o que?

- Não sei se quero ficar mais três anos como modelo.

- Você tem salário e bonificações Matheus, vai virar as costas assim?

- Não estou, só quero ter um tempo para pensar.

- Tudo bem, você quem sabe. – Ela recolhe as folhas.

Eu sai da sala com uma vontade de voltar, e assinar aquilo, tirar isso da cabeça, mas por outro lado não queria passar pelo que passei na última campanha, foi extremamente chato.

No caminho para a loja, de cabeça quente, e com Debora enviando mensagens, cobrando atenção, que eu sumi, essas frescuras sabem.

Virei a esquina na avenida da loja, e vejo o carro de Bruno parado, tipo olhando algo, o que foi estranho, é que me aproximei e ele sumiu, saiu cantando pneu e tudo, fiquei com a pulga trás da orelha.

Entrei olhando, meio que “esperto”. Pedro estava arrumando as caixas, ele só me olhou e voltou a fazer o que estava ocupado;

- Viu carro de Bruno aqui? – Aponto para fora.

- Não.

- Estranho. – Olho novamente para a rua. – Minha mãe está nos fundos?

Aproximo deixando a mochila, e novamente um;

- Não.

Ríspido e seco. Eu olhei ele todo de cara fechada;

- Que foi com você? – Pergunto com Pedro passando do meu lado.

- Nada é só “Que se não beijasse ele não iria liberar”. – Ele passa em cima de mim com caixa e tudo.

Esbarrou que quase derrubei as coisas. Cheguei a coçar a cabeça;

- Você ouviu nossa conversa? Deu para me espionar agora?

- Ah se liga garoto, corta essa Matheus. – Ele já muda sua postura.

- O quanto ouviu?

- O suficiente, está bom para você!

- Foi mal Pedro, é que o Bruno fica colocando pilha e...

- Na boa Matheus acorda para a vida garoto, se liga! Até aquando acha que vai ficar nessa vida, de namora com a santinha e come o amigo gay! Acho que já chega né.

- Porra Pedro me escuta. – Seguro seu braço.

- Escuta o caralho! – Ele gritou comigo. – Escuta você! Seu falso, idiota, e mentiroso... A gente ficou naquela noite do acampamento... transamos aquela noite, e foi iniciativa sua... transamos em Miami, por iniciativa sua. Agora vem se gabar disso e daquilo... – Ele muda o tom de voz e continua. – O Burro aqui foi eu Matheus, de cair na sua conversa...

- Mano foi mal. – Tento segurar em suas mãos.

- Só não fala mais comigo beleza. – Ele sai para os fundos da loja.

Eu até cheguei na porta, mas escolhei deixar ele. Para completar minha mãe chegou em seguida, ela entrou e primeira coisa;

- Cadê o Pedro?

- Nos fundos.

A coitada foi até lá, e voltou em seguida, já me olhando com a cara torta;

- Que você fez? – Diz Dona Giza, com as mãos na cintura.

- Discutimos.

Ela fecha os olhos respirando fundo e então diz;

- Pedro vem aqui. – Ela intona a voz.

Ela aparece, todo bravo, de cabeça baixa e cara séria, estava extremamente nervoso;

- Pede desculpas. – Ela aponta para ele.

- Mãe...

- Pede Matheus.... Eu não sei o que aconteceu aqui, mas vocês trabalham juntos, agora anda, fala logo.

- Desculpa mano.

- O Nome dele não é mano.

Respiro eu sem paciência agora;

- Desculpa Pedro, foi mal.

Ele fez questão de me olhar nesse momento;

- Independente de quem seja, você não tem o direito de magoar ninguém, as pessoas têm sentimentos Matheus. Pedro é da nossa família já, tantos anos, e vocês cheios de brigas, sempre.... Isso tem que parar, e vocês crescerem. Eu estou cansada disso. Vocês dois são homens, então ajam como tal. – Ela pega as sacolas e sai resmungando. – Odeio começar o dia assim, meu Deus.

Ele voltou a fazer o que estava a fazer, mas sem falar comigo, e confesso, fiquei muito abalado, ela estava certa.

Fui um merda em relação a ele.

No almoço eu sai com minha mãe, e contei a ela sobre o trabalho;

- (...) Ela mandou eu assinar e eu recusei, simples assim.

- Você ama aquela agencia, como assim recusou?

- Não sei se é o que eu quero para mim mãe.

- Já passou da hora de descobrir Matheus, já passou da hora.

- É também acho.

- Olha, se não assinar com eles, pode ficar na loja, mas pensa bem ta filho.

- Tudo bem.

Para tentar esfriar minha cabeça e também distrair um pouco, fui para a academia, treinei, e também aproveitei a tarde de folga e pedalei.

Indo embora por volta de oito e cinquenta da noite. E no fim da trilha que fiz, o caminho mais perto eu passada próximo à rua de Bruno. Estava meio tarde e queria tomar um banho, então não desviei para sua casa, só passei na esquina, mas vejo movimentação no seu portão, parei a bike e preto atenção, vendo uma moto entrar... era o Alexandre. Praticamente nove da noite, na casa do Bruno.

Como assim?

Mano que estava acontecendo...

E para fechar minha noite, chegando em casa, vejo o Pedro, como nós moramos pertos, ele estava passando pelas proximidades de casa;

- Pedro. – Gritei.

Ele olhou, quando me identificou, não parou, continuou andando. De mochila e moletom, eu fui até ele, parei a bicicleta em sua frente;

- Pode pelo menos me ouvir.

Ele dá meia volta, me ignorando;

- Pedro já estou sem paciência. – Seguro seu braço.

Quando pego nele, deixo a bicicleta cair no chão;

- Vai me bater agora é Matheus.

- Podemos conversar? – Seguro seus pulsos.

- Não, não podemos, não tenho nada para conversar com você.

- Mas eu tenho. – Coloco ele contra o poste de luz. – Escuta, só me escuta, se não quiser falar nada, não fala, mas me ouve. – Falo olhando em seus olhos. – Foi mal, foi mal mesmo, eu fui idiota por ter falado aquilo... Mano eu gostei do que aconteceu... eu gostei. – Mudo o tom de voz com ele. - Estou me sentindo um merda depois de ontem, na boa. Não fiz por querer, me desculpa, mesmo Pedro.

Ele desce o olhar, sua mão vem em meu braço;

- Só me deixa ir para casa Matheus. Está tarde.

Solto ele, que sai ajeitando sua blusa e capuz. Olho com algumas pessoas na rua que assistiram à cena, que eu só me toquei depois que havia feito.

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