• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo Final

#Wilker

Em casa, no Colégio, entre amigos, tudo, era vibe de despedida, de “Nossa é a última vez que fazemos isso juntos”.

Ultimo dia em que eu iria na aula, despedi de todos os professores e do técnico.

Com Bento de volta na cidade também, Nicole não dormiu em casa, ficou até tarde no Colégio, e dormiu na casa da Viviane, ela estava tratando disso como um casamento.

Ultimo dia dormindo em casa, na minha cama, com minha família.

Depois do jantar, ficamos na sala conversando e falando besteiras, eu no sofá com o Daniel, Marcos e Artur no chão e Bento na poltrona, com Nicole dormindo fora né.

- (...) Meu pai contava que como eles mudavam muito antigamente, tinham muitas, muitas histórias de terror, vividas por eles sabem. – Marcos com seus “contos”.

Faltava a pipoca para ouvir ele;

- (...) Como não tinham um lugar fixo para morar, eles iam de fazenda a fazenda... Uma das suas histórias que me marcou foi de uma que tinha todo o pasto, o gramado verde ao redor da residência. Ele disse que era lindo de ver durante o dia, como foto de calendário. Mas durante a noite, sempre por volta de meia noite, ele disse que o gramado pegava fogo, seu pai abria a porta com uma espingarda e toda a grama estava em chamar vermelhas, que era possível sentir o calor no rosto, que era apavorante dormir daquele jeito, pois até jogando agua não se apagava.

- E ele mudou? – Daniel pergunta com medo.

- Sim. Em outra ele disse que havia um riacho muito lindo, e do outro lado uma arvore, com um balanço de cipó, perfeito, e que sempre brincava com seus irmãos no lugar. Mas as vezes quando estavam se divertindo e fazendo muito barulho, sentiam pancadas nas costelas e cabeça. Como murros, mas ao olhar seus irmãos estavam longe, e sempre era no balanço, era subir e gritar.

- Pai eu to com medo. – Daniel diz.

- Para Marcos, vão para cama, amanhã temos muito que fazer. – Meu pai se levanta.

Todo mundo caladinho, quietos, saem, vão aos banheiros, e para seus quartos.

Eu deitei e deixei a porta aberta, depois de responder as mensagens, e deixar o celular de lado, me acomodo na cama e escuto um barulho.

Juro que fiquei ligado, olhando ao redor e tals, e então quase morri do coração com o Daniel passando no escuro no corredor dos quartos.

Me levantei e fui divagar olhar onde ele iria. Daniel entra no quarto dos meus pais, e eu sigo ele.

O pequeno sobe na cama e deita no meio deles, Marcos me vê e diz;

- Pode vir também.

Eu olho o corredor escuro e entro.

Deito na cama, me ajeitando, e Daniel fala baixo;

- Também está com medo Wilker?

- Não, só quero aproveitar vocês ao máximo.

Meu pai, passa o braço e me abraça, sorte a cama deles ser gigantesca, caso contrário seria uma conchinha coletiva.

Foi a melhor noite de sono que eu já tive na vida, faltava a Nicole? Faltava, mas foi o suficiente.

Acordei com o Daniel me abraçando e babando em minha camisa, Marcos todo torto e Artur de pé. Na porta o Bento;

- Ontem não fiquei com medo pois já ouvi essas histórias antes, mas quando acordei e o quarto de vocês estavam vazios e ninguém na cozinha eu fiquei com o cu na mão. – Ele fala rindo.

Arrumei minhas ultimas coisas, deixando tudo pronto, depois do almoço fui com o Daniel e Marcos cortar o cabelo, fiz a sobrancelha, afinal de contas parte da festa era minha.

Nicole chegou a tarde, e já foi se arrumar, eu e todo o time comprometemos irmos vestidos de uniforme, como se fossemos jogar mesmo.

Algo estranho foi que eu estava sem falar com o Hugo durante todo o dia, ele havia olhado mensagens no dia anterior e nada mais. Porem Nicole comentou de ter visto ele no colégio hoje pela manhã.

Hora da festa

Cheguei na hora, pois minha irmã estava o capeta, meu Deus.

Eu fui com os meninos para a sala dos professores, pois tínhamos que esperar a hora para entrar, rsrs. É Nicole pensou até nisso.

O foda era ficar ouvindo a música, gritos e tals, e ficar esperando;

- Sua irmã é louca, a festa é nossa e temos que esperar aqui.

- Aí Mauricio até eu estou já puto.

Ela abre a porta todo mundo se levanta, ansioso, e Nicole coloca o Hugo para dentro;

- É o último, se preparem já venho buscar vocês.

Ele entra cumprimenta todo mundo e veio todo alegre para o meu lado;

- Que cara é essa? – Pergunto.

Ele vem beijando meu pescoço e apertando, dizendo;

- Adivinha.

- Fala.

- Meu pai foi na casa da minha tia hoje.

- E ai? – Já pergunto preocupado.

- Bem não pediu desculpas, mas pediu que eu voltasse para casa, que não me aceita, mas eu sou o filho dele, e não consegue ficar longe e tals, que minha mãe estava sofrendo e ele disse que vai melhorar.

- Serio?

- Sim!

- Galera, vamos? – Bento abre a porta.

- FINALMENTE.- Grita os meninos.

Fui com o Hugo, e ele disse;

- Depois te conto os detalhes, agora vamos curtir, porque a noite é nossa.

Eu não sabia quem era o DJ, mas a música eletrônica estava alta.

A porta se abriu e as luzes piscando, e todo mundo gritando, o corredor que estávamos passando seguia até o palco, uma gritaria, eu levei tapas nas costas e apertos de mãos, de uma galera.

O combinado que Nicole me contou depois era que ficássemos na frente do palco e tals, e não em cima como os meninos subiram.

Subimos.

O Dj mudou a música e a gente lá em cima pulando, como uns loucos, que VIBE.

Eu desci procurando meus familiares, e todo mundo querendo foto, cumprimentando e abraçando, despedindo, que energia boa.

Daniel estava em um canto com o Bento, em uma mesa, no canto direito, um lugar separado as mesas, era alto e afastado da pista de dança que estava lotado, aquilo parecia uma boate, eu juro;

- Cadê meu pai? – Falo com eles.

- Não sei. – Daniel responde.

- Mano eles estão dançando. Ele e o Marcos. – Bento fala.

- Meu pai, Artur? – Falo surpreso.

- Sim.

- Que estão bebendo? – Pergunto, pegando o copo de Daniel.

- Coca. – Ele responde.

- E você e o Hugo, estão bem? – Bento olha.

- Sim, ótimo.

- É dá pra ver. – Ele aponta para o palco.

Mano o Hugo estava com o Mauricio no palco do DJ. Hugo em cima da bancada do cara e o Mauricio abraçado com ele, naquela vibe dançando e pulando. Hugo estava com o microfone e tipo, íntimo do cara, comandando a festa.

Desci e fui na mesa de bebidas, pegando algo para tomar, e vejo a Alexia;

- Oi filho, viu seu pai? – Ela me abraça.

- Não, estou procurando ele também.

- Menino estávamos dançando na pista e me perdi deles.

- Rsrs, gente que estão bebendo? – Pergunto rindo.

- Energético né, porque depois de um plantão uma festa dessa não rola sem nada.

- É você está certa, olha se achar eles, diga que estou procurando.

- Tudo bem.

Voltei ao palco e de baixo chamo o Hugo, ele não desce pelas escadas e sim meio que pula la de cima;

- Que está bebendo? – Ele pega o copo.

- Estou bebendo refri, mano viu meu pai?

- Não.

- Digo la de cima.

- Não... Ai adoro essa música. – Ele me beija dançando.

Decidi então curtir um pouco, depois eu achava eles. Eu e Hugo ficamos dançando juntos, depois se juntou a nós a Nicole e Viviane.

Bento veio depois e formamos uma roda e então a surpresa que eu preferiria não ter recebido.

O DJ faz uma pequena pausa pedindo a atenção de todo e diz seriamente;

- Por favor pessoal, uma pausa para uma informação seria, os pais de Wilker.... O que? – Ele olha para o lado. Wilker Schimmyth. Atenção Wilker seus pais estão aqui do lado do palco, quem souber de Wilker avisem por favor. Obrigado.

Todo mundo me conhece, todo mundo do meu lado começou a rir, e apontaram, gritando estar onde eu estava, e então eu vi meu pai, Artur louco. LOUCO. Mais do que ele é, veio gritando de longe.

Eu fiquei vermelho, mesmo com a música de volta todo mundo estava prestando atenção e rindo.

Ele veio me abraçando;

- Onde estava? Eu te vi no palco e sumiu? – Ele pergunta todo soado.

- Eu digo o mesmo, não achei vocês, e olha que eu procurei e muito. – Falo cumprimentando o Marcos.

Ok, então o cara tocou “Calvin Harris – Summer” sei que é antiga, mas todo mundo gritou e começou a danças, inclusive meus pais.

A cena, era Marcos, Artur, Alexia, Nicole, eu Hugo, Viviane, Bento, Daniel, todo mundo, todo mundo curtindo, dançando e aproveitando.

Acho que se alguém tivesse me contato isso assim, eu duvidaria se não estivesse presente.

- Quanto tempo não vou em uma boate. – Artur diz.

- Amor isso é uma escola.

- Será que podemos ir comprar umas tequilas? – Ele pergunta a Alexia.

- Poder pode amigo, mas vai ser preso antes de entrar, rsrs.

- Ei olha a conversa, vocês dois. – Marcos fala.

Hugo me contou sobre tudo que rolou, tudo, e ele estava muito bem nessa noite, ele sim curtiu mais que todos nessa roda.

Vamos tentar um resumo, Marcos teve que levar meu pai carregado para o carro, pois estava com os pés o Matando, como ele mesmo disse.

Daniel dormiu no carro rsrsrs.

Bento ficou com a Viviane praticamente a noite toda.

Quando Marcos voltou para me pedir para cuidar da Nicole, eu só mostrei ela e Mauricio ficando ao canto.

Ele ainda foi falar com os dois, falou uns trinta minutos na cabeça dos meninos, rsrs, depois foi embora e nada mudou.

- E você em? – Hugo diz me beijando.

- O que tem eu?

- Temos que ter uma última vez antes da viagem não?

Ele morde meus lábios;

- Haha’ temos sim, quer ir para casa?

- Sim, quero sim. Mas que acha de antes fazermos aqui? Ele fala com uma cara lerda.

- Aqui onde Hugo? – Pergunto de orelha em pé.

- Vem comigo. – Ele me puxa.

Mano seguimos para o lado dos vestiários, onde tinha um pano cobrindo a entrada, então subimos parte da arquibancada e pulamos para dentro. Na porta eu coloquei a mão e estava trancada;

- Não rola.

- Me respeita Wilker Schimmyth. – Ele tira as chaves do bolso.

- Está zoando comigo, você bolou isso.

Entramos com ele trancando a porta e corremos pelos corredores com as lanternas do celular para não chamar a atenção e procurando a sala de materiais.

Onde tinha os colchonetes de treino e tals.

Entramos na pequena sala, ele passa a mão derrubando aquela parede de colchões. De pé mesmo se beijando, e dando uns pegas gostosos, vou tirando sua camiseta do time, e ele com a mão dentro da minha bermuda de basquete.

A música de fundo, e aquela adrenalina, o beijo o toque, deitamos naqueles colchões, com ele em cima de mim, todo empinado e beijando pescoço e orelha, mordendo queixo, eu já louco. Aproveitando e curtindo gostosamente nossa última noite juntos.

É transamos no colégio nesta festa. E em casa depois que chegamos, foi nosso sexo de despedida.

Dia seguinte quando acordei estava sozinho na cama, me levantei, tomei um banho, arrumando e tals olhei as malas de canto, respirei fundo e desci para tomar café.

Depois das escadas, o Artur estava na mesa, Marcos, Bento e Nicole cozinhando algo e Daniel no celular na mesa com Hugo;

- Tudo bem? – Pergunto meu pai.

- Sim, cabeça doendo.

- Acredita que eles levaram bebida escondida? – Nicole diz brava.

- Eles não, foi o Matheus, e o seu pai e Alexia entraram na cachaça. – Marcos diz.

- Tudo pronto filho? – Artur pergunta.

- Sim, é tomar café e seguir para o aeroporto.

- Ai eu prometi não chorar hoje. – Ele diz respirando fundo.

Eu beijo sua testa e vou até os meninos na cozinha;

- Amei minha festa, todo mundo elogiou, e gostou, tenho até encomenda de aniversários já.... Acho que achei minha vocação. – Nicole comenta ao celular.

- Faltou álcool. – Hugo diz.

- É verdade. – Bento concorda do fogão.

E Artur diz;

- Continua sem Nicole, meu Deus, eu bebi um gole e estou morrendo. – Meu pai fala tomando café.

Foi o café da manhã em família mais longo da minha vida. Ficamos horas e horas naquela mesa. Conversando e fofocando da noite anterior é claro.

Mas quando chegou a hora de sair, o coração apertou, e muito.

Então vamos lá, seguimos para o aeroporto em dois carros, fui com meus pais e os meninos com o Hugo atrás.

Cheguei e fui despachar as malas e fazer o check-in. Dimitri estava por lá com o Alex.

Quando voltei onde estávamos, Matheus e Alexia havia chegado, parte do time de basquete.

Porra fiquei mal nesse momento.

Falei com todos, e então veio o primeiro chamado do voo;

- Filho, precisamos ir. – Dimitri fala.

Ele começa a despedir de todos, e eu então faço o mesmo.

Cumprimento o Mauricio, abraçando ele com força;

- Não preciso dizer para cuidar da minha irmã né?

- De forma alguma mano. – Ele limpa a lagrima.

- Porra assim vou chorar com todo mundo. – Falo afastando dele. – Obrigado por estar sempre do meu lado irmão. – Beijo sua testa.

- Vai brilhar irmão, tu merece o melhor. – Ele fala com a mão nos rosto, limpando as lagrimas.

Cumprimento a Alexia e Matheus que desejaram sorte, abracei o Bento com força;

- Obrigado mano por tudo, pode achar que não, mas tu marcou minha vida cara, foram poucos dias que eu recebi praticamente aulas darias de humildade suas. – Falo baixo para ele.

- Eu quem apreendi com você, eu que agradeço cara.

Volto a abraçar ele, que fica meio com emocionado.

Do seu lado, eu me abaixo ficando de olho a olho com Daniel. De mãos cruzadas na frente do corpo, bico fechado e cara triste;

- Não vai não Wilker. – Ele diz.

- Nunca estive tão perto de recusar Daniel.

Abraço ele, que me aperta, e não solta;

- Ei. – Falo tentando levantar.

- Vou com você.

Tive que levantar, com o Daniel grudado em meu pescoço. Ele passa as pernas ficando preso em mim.

Rindo eu pego na mão de Marcos, com Daniel em mim.

Ele vem e abraça a gente, Marcos segura meu rosto dizendo;

- Obrigado por ser esse homem forte que você é. Obrigado por tudo, você não tem meu sangue, mas é meu filho, eu te amo tanto garoto.

Fico muito emocionado, meu Deus, que difícil falar com ele então faço o mesmo, segurando ele pela nuca;

- Cuida deles por favor, Nicole, Daniel e do meu pai, por favor.

Abraço Marcos que é mais um a chorar;

- Me perdoa por tudo que eu falei que te machucou ou te ofendeu, e minhas atitudes de um adolescente idiota. – Falo em seu ouvido.

- Você não tem que se desculpar de nada. Eu vou cuidar de todos, e vão estar bem e em segurança quando você voltar.

Ele pega o Daniel no colo e eu falo no ouvido dele;

- Pode ficar com meu quarto, mas só se prometer que vai cuidar do nosso vídeo game?

- Eu prometo. – Ele diz triste.

Isso todos estavam em uma roda, Dimitri e Alex se despedem de todo mundo e eu estava falando com cada um. E então veio a vez de Hugo.

Ele pegou em minha mão;

- Olha para mim. – Ele limpa meu rosto. – Não quero que fique triste, que seja sim, forte como sempre foi. Logo, logo eu estarei por lá. Então segura a barra até eu chegar. Enquanto isso vou cuidando de sua família aqui. – Ele passa o braço em Artur.

- Antes de ser meu namorado, rsrs. Nem sei ao certo o que somos, pois ainda não conversamos sobre, você é meu amigo, e antes de tudo que rolou entre a gente, você faz parte da minha família, meu confidente perfeito. – Beijo sua mão.

Abraço ele beijando sua boca, e um abraço, Hugo diz;

- Eu te amo.

- Eu também cara. – Correspondo no mesmo tom.

Meu Deus!

Artur!!!

- Pai. – Eu olho em seus olhos e ele já aos prantos.

Ele chorava muito, me abraçou, colocando seus braços em mim;

- Quando fui escolher seu nome, seu pai queria Pedro. Mas eu não achava um nome forte, queria algo que marcasse e que todos lembrassem, então encontrei Wilker, o significado: “Determinado e Brilhante”. E então veio o desafio, dois gays terem um filho de sangue. A gente sofreu, muito, mas você está aqui. Meu filho, indo para a faculdade. Tenho umas coisas... umas coisas para falar... – Ele limpa o rosto. – Sou gay, tenho orgulho disso querido, luto todo dia para ser reconhecido, além da cor que represento, minha profissão também. Defendo minha família com unhas e dentes, pois depois dos desafios diários é a vocês que eu vou recorrer. Quero dizer Wilker que nada daqui para frente será fácil, nada para nós é fácil. Ver você ir me deixa coberto de medo, mas é um orgulho gigantesco filho, ver que você cresceu e vai seguir seus passos, sua vida. Eu te amo mais que tudo, e não sei como vou voltar para aquela casa sem você para tirar o lixo, ou ocupar o banheiro da Nicole.

Eu estava com dificuldades de para em pé;

- Obrigado por ser o gay, o médico o meu pai, o que grita o que discute e o que chora.... Enfrentamos muitas coisas juntas, mas acho que está na hora de ambos fazer isso sozinhos, temos que fingir ser adultos. – Falo baixo, tirando sorriso de todos. – Estar com o senhor me traz paz, me carrega as energias, e essa distância será combustível para nós. Obrigado por ser o melhor pai do mundo, o melhor amigo gay que alguém poderia ter. O senhor é minha vida, é o resumo de tudo que eu tenho.

Eu não queria ir, doeu tanto, mas tanto ver as pessoas que eu amo chorar, que a saudade que eu nem senti ainda, já estava apertando meu coração.

Ver pessoas como Marcos e Nicole que para mim eram rochas de tão fortes, chorar e expressar isso com palavras.

Ver que meu pai, o cara que esteve comigo em todos os momentos, bons e ruins, o que sente o amor mais puro e o mais intenso. A pessoa que não consigo imaginar estar sem, chorando, e sofrendo por eu estar partindo.

O sentimento era de orgulho, de alegria, mas saber que está doendo, que está apertando a garganta minha viagem dói. Dói muito fazer alguém que tem seu sangue sofrer, dói ir embora. Dói partir. Mesmo sabendo que vou voltar, que não é definitivo, o coração não tem fita métrica, ele não calcula distancia, só a dor.

Apoiar a cabeça no peito do meu pai Dimitri e passar por aquele portão, vendo minha família chorando me colocou uma dúvida e um dever na cabeça.

Será que vale a pena? A distância? A saudade de ver só por vídeo e fotos?

O dever é quase que obrigação, um mantra, seguido diariamente. Tenho que fazer valer a pena, tem que valer a pena, esse é o preço que vou pagar.

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