• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 9

#Marcos

Depois do jantar, estouramos pipoca e ficamos assistindo filme no meu quarto.

Eu, Artur, Nicole e Daniel.

Dormimos os quatro na cama, não poderia nem se mover, mas dormimos todos juntos, acho que pelo cansaço dos últimos dias.

Como de costume eu acordo uma hora e meia antes de todos, tomo meu banho, e preparo o café para essa galera.

Wilker, frutas, cereais sem gordura, e ovos, por causa dos seus treinos ele meio que tenta seguir uma dieta, mas a respeita somente no café da manhã, na maioria das vezes.

Nicole é panqueca, com mel e suco de alguma fruta, ela é a viciada em doces na casa.

Artur, somente algumas torradas com geleia de frutas, bem fresco.

E Daniel por causa de suas restrições de intolerância a lactose, é cereais sem nada, café, as vezes frutas, assim como eu.

Por isso eu digo, que preciso de todo esse tempo para o café.

Artur desce, vindo me ajudar;

- Bom dia. – Ele me abraça por trás, beijando minha nuca.

- Bom dia amor.

- Ela vai para aula hoje?

- Não, mais um dia de atestado.

- Ótimo.

Terminamos o café, eu saio antes deles e Artur ficou de levar os pequenos no colégio hoje.

Na corporação, quando cheguei, estava me trocando, e o Fausto atrasado, então vou até o estacionamento, que também é onde entramos e falo com o porteiro;

- (...) Sim, já chegou, os novatos estão com o capitão.

- Ah, beleza, valeu.

Voltei ficando com os meninos que também aguardavam, e então a supresa.

Os cinco descem felizes e animados, Fausto vem em minha direção, todo emocionado;

- Obrigado meu amigo, de coração, obrigado.

- Haha’ que houve?

- Reconhecimento. – Ele mostra a medalha.

É como um rito de passagem, mostrando que eles já estavam mais que prontos.

- Foi bom trabalhar com você Marcos, é um ótimo cara, e um excelente policial, olha sou suspeito em falar, mas todos deveriam ser assim como você.

- Obrigado Fausto, mas como assim, não vamos trabalhar mais juntos?

- Não, achei que soubesse. Estou agora com os dois. – Ele aponta.

- Não, eu não sabia.

Em menos de três meses Fausto entrou como novato e subiu de cargo, eu com todos esses anos, na mesma.

Parabenizei ele e fui até a sala do capitão, ao bater para entrar ele sabia do que se tratava.

- Entra Sargento.

Me apresento com continência e ele diz;

- A vontade. Já sei do que veio tratar Marcos.

- Senhor, não irei mais trabalhar com o Fausto?

- Não. – Ele deixa a caneta, e se levanta. – Tenho algo para você.

- Sim.

- Estou com um novato transferido de uma cidade vizinha, ótimas estatísticas e conquistas, resolveram mandar ele aqui para a central.

- E quer que eu?

- Treine ele, assim como fez com o Fausto.

- E se eu recusar?

- Bem, aí irá tenho vagas aqui no escritório Marcos. É sua escolha.

Mano que raiva;

- Posso fazer uma pergunta?

- Claro.

- Porque não tenho minha equipe assim como todos da minha turma? Porque continuo treinando policiais? Não entrei na corporação para ficar atrás de uma mesa senhor, com todo respeito, entrei para ajudar as pessoas.

- Você é bom demais no que faz, não posso perder você.

- Senhor me disse isso a um ano atrás, quando me prometeu o cargo de Segundo Tenente.

- Sim..., mas as coisas não funcionam assim Marcos, preciso de você.

Engoli seco para falar umas verdades, mas não podia;

- Isso tem a ver com eu ser gay?

- De forma alguma Marcos, não me interprete assim, eu nunca faria isso.

- É o que parece senhor, um tipo de perseguição profissional.

- Treine esse garoto em campo, no fim de quatro meses consigo a patente de Segundo Tenente. Palavra. – Ele estica a mão.

Sem responder, eu presto a continência e me retiro. Ele sabia que eu não tinha escolha, eu sabia que não tinha escolha.

Quando desci, contei ao Artur por mensagens, mas ele desesperado demais, ligou puto, comigo, com o capitão.

- Artur, preciso que leve a Nicole hoje.

- Amor, estou com cirurgias marcadas a tarde toda, não dá.

- Tudo bem, eu dou um jeito.

- Certo, me liga qualquer coisa.

- Ok.

Ao elevador abrir e sair, havia um rapaz, aparentemente de uns 27 anos sentado na recepção vestido a rigor, e com uma mala de lado. Ao me ver ele se levanta;

- Marcos Lustosa?

- Sargento Marcos.

- Desculpe senhor. – Ele responde com uma continência.

- A vontade.

- Sou Matheus, vim de Anápolis, e...

- Certo, certo. Vem comigo.

Já o chamo impaciente e ao sair, o porteiro me chama;

- Sargento.

- Sim.

- Capitão disponibilizou a viatura nova para você e o novato. – Ele fala com as chaves em mãos.

- Ótimo, valei.

Levei o Matheus no vestiário, e ele preencheu as coisas pegando um dos armários e sua farda da divisão da capital, ele assim como eu, era Sargento, só percebi quando peguei sua ficha.

Ele se trocava a frente, enquanto eu peguei os papeis para assinar, descubro mais sobre sua ficha.

Mano eu estava bravo, com raiva, e nem tinha dado importância ao garoto.

Era lindo, olhos claros, cabelo penteado, boca grande, e bem forte, com um olhar misterioso, interessante o garoto. A primeira coisa que pensei, Artur vai me matar.

Era novato, em uma capital, meninos de cidade pequena, tudo para ele era novo, desde o trabalho, a cidade, tudo, então ele era puro entusiasmo.

Como saímos por último da corporação, pegamos uma ronda perigosa. Aproveitei para dar uma “amaciada” com o carro novo e mostrar algumas coisas a ele também, como Goiânia funcionava.

- Já estive aqui algumas vezes, mas claro não cheguei nas quebradas sabe.

- É complicado, aqui mais ainda, temos que saber onde vamos.

“- Unidades próximas do Hospital Geral, perseguição de motocicleta...”

A Central informa pedindo reforços, saímos dando meia volta, como a posição era próxima, seguimos para auxilio.

Era roubo seguido de morte, então era uma prisão importante, como tinham outros policiais a frente somente demos apoio na prisão.

Depois do almoço, eu tinha que levar a Nicole para uma consulta, e fui com Matheus.

- (...) Quando você precisar fazer algo, que seja particular ou não me avise.

- Claro, sem problemas. Mas ela está bem?

- Sim, sim.

Para não atrasar meu lado e nem o dele, avisei que ela aguardasse ao lado de fora de casa.

- Pai.

- Coloca o cinto.

- Olá. – Ele estende a mão para ela.

- Nicole esse é o Matheus, vai trabalhar comigo a partir de hoje.

- Prazer. E o Fausto?

- Ele está com outra equipe.

- Ata... Artur já sabe?

Eu dou uma risada e digo;

- Não.

- Artur é eu filho? – Ele pergunta.

- Meu marido.

- Poxa que legal, ele tem sorte, é uma bela família.

- Não temos intimidade ainda para isso, beleza Matheus.

- Desculpe.

- Pai!

Ela me repreende, mas eu só olho no retrovisor, Deus me livre dar abertura para ele agora, era assinar uma carta de briga diária com Artur.

Cheguei no hospital, e para não obstruir passagem, até porque se tratava de ambulâncias, coloquei o carro na calçada.

Adivinhem?

Artur e Alexia ao lado de fora. Eu parei o carro, Matheus desceu, ficando do lado de fora, e então desço com Nicole;

- Já volto. – Falo seguindo com ela.

- Fica a vontade.

Ele fica de “guarda” ali parado, gente, Artur só não veio porque o garoto estava com arma em mãos.

Eu me aproximei com ela e ele estava me olhando com uma cara, mas uma cara, sobrancelha cerrada, testa enrugada, e olhar sério;

- Não foi só o Fausto que ganhou um cargo hoje.... Você virou baba?

- Amor, para.

- Meu Deus, Marcos me fala que é solteiro, e hétero. – Alexia diz rindo.

- Não, sei, conhecemos hoje.

- De carro? Dia inteiro com esse cara no carro Marcos? – Ele fala de braços cruzados.

- Amor, para, é um novato, transferido de Anápolis, e vou treinar o garoto.

- Ele é gay!

- Não sei.

- Estou afirmando Marcos.

- Artur para.

- Amigo acho que não, olha aquelas pernas... E bunda.

- Gente, por favor. – Falo olhando para a Nicole.

- Vem querida, antes que eu vou cometer um crime aqui. – Alexia puxa ela.

- Vai para casa com Artur viu. – Falo.

- Tudo bem.

Ele ainda de braços cruzados;

- Vai chegar na corporação e entregar essa criança para seu capitão, Marcos ele parece seu filho.

- Para Artur, deixa o garoto, e também eu só preciso treinar ele, e pronto, tenho minha patente.

- Você terá uma briga e das boas se.... – Ele estava falando e Matheus se aproxima.

- Oi, desculpa, sou Matheus. Você deve ser o Artur? – Ele estende a mão.

- Sim, prazer.

- Olha tem um banheiro aqui, próximo a recepção mesmo que eu possa usar?

- Claro, ao lado da recepção, só pedir a chave.

- Obrigado.

Artur age, sereno, e educado, até ele virar as costas;

- Viu isso?

- O que amor?

- Ele veio afrontar... Marcos parece que tiraram esse menino de uma revista da G Magazine. É gay.

- Pelo amor de Deus, deixa o cara... Você não tinha cirurgia o dia todo?

- Um reagendamento.

- Quando ela sair me avisa.

- Fale com o Capitão.

- Artur... – O rádio da central chama pela a gente.

Matheus vem de dentro do hospital correndo;

“- Unidade do sargento, agressão próximo a lotérica frente à praça central, na escuta. ”

- Na escuta, deslocando Central. – Respondo o rádio.

Beijei Artur saindo, pouco rápido.

Para me ajudar saímos do trabalho duas horas depois, isso Artur havia ligado um milhão de vezes.

Cheguei em casa oito da noite, Nicole estava com Daniel na cozinha;

- Boa noite, como estão? - Chego abraçando o Daniel.

- Bem pai.

- Como foi hoje Nicole?

- Foi excelente, amei.

- Fico feliz, pronta para ir a aula amanhã?

- Sim pai.

- Certo, e Artur e Wilker?

- Wilker está na casa do Hugo, e meu pai lá em cima. - Daniel responde.

Como o jantar estava pronto, eu subi para tomar um banho.

Gente quando abro a porta do quarto, Artur sentado a cama com seu computador;

- Oi amor.

- Estava te esperando. - Ele fecha o notebook.

- Artur fiquei preenchendo papéis até agora e nada mais. - Vou falando descendo a mochila das costas.

Ele se levanta de cueca, e vem me abraçando;

- Que foi em? - Pergunto correspondendo seus beijos

- Nada.

- Vou tomar um banho. - Abro os botões da farda.

- Poderia esperar um pouco né? - Ele desce a mão para dentro da minha calça.

- Eu estou soado amor.

- Qual problema? - Artur me vira.

Caímos na cama, e ele vem me beijando, ajudando a tirar a roupa. Entre mordidas no pescoço, maravilhas com a boca, e mãos soltas junto a corpos quentes, a melhor transa dos últimos meses.

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