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Laços - Capitulo 7

#Wilker

Dia seguinte no colégio, Marcos deixou a gente segui direto para a quadra, era dia de jogo.

Me troquei, e como costume, dei uma volta na quadra conferindo tudo, enquanto os alunos iam subindo na arquibancada.

- Está de boa mano? – Hugo vem ao meu encontro.

- Sim, tranquilo.

Na arquibancada vejo a Nicole chegar junto a uma garota, elas sobem alguns bancos e então o tal João estava frente a grade, conversando com uns caras.

Ela olha lá de cima e desce para falar com ele. Quando Nicole se aproxima eu vou ao encontro deles. Saio pela lateral esquerda, passando pelas pessoas;

- Bom jogo Wilker.

- Boa sorte hoje mano. – As pessoas iam dizendo ao passar por elas.

- Valeu.

Quando eu cheguei ela estava de cabeça baixa, ele afastou dos amigos que olhavam eles conversarem;

- Nicole! – Chego do seu lado.

- Oi... – Ela olha surpresa.

O garoto fica serio na hora, tipo olhos arregalados;

- E aí mano, beleza? – Ele estica a mão.

- É Wilker.... Está tudo bem aqui? – Falo olhando para ele.

- Sim, tudo ótimo. – Ele responde rápido.

- Vim falar com ele por causa do trabalho, e falar sobre o que aconteceu. – Nicole responde.

- Não precisa falar do que aconteceu, já passou, não vale a pena ficar voltando nesse assunto. Não é mesmo João?

- Sim, com certeza. – Ele faz que sim com a cabeça várias vezes.

- Vou voltar para a quadra. Bom falar com você cara. – Acerto um murro em seu peito.

Foi forte, o fez levar a mão no local, e sim, era para soar como um aviso.

Os dois desejam um bom jogo e volto para a quadra, colocando o time completo para aquecer.

- Defesa fraca, mas eles têm o melhor cestinha da temporada até agora, então, temos que marcar o cara, atacando ao mesmo tempo. – Hugo explica sobre o time adversário.

Jogo quente, torcida animada, o treinador puto, porque estávamos errando demais, e o placar acirrado;

- Tempo! – Grita o Juiz.

Reunimos, cansados e com raiva;

- Não quero saber que está acontecendo! Nunca perdemos para eles, e não vai ser hoje, limpem para o Wilker, a defesa está péssima, aberta, sem ação, Hugo, passe rápido de bola, vocês têm a jogada, façam...

Ele ia falando e eu olhando a plateia, todos conversando, olhando, uns apontando, e Ícaro atrás do professor, me encarando, e ao mesmo tempo prestando atenção no professor.

O juiz apita a volta à quadra, Hugo pisca para mim, e a torcida grita, incentivando a gente.

A bola volta, e cruzo a quadra empurrando um dos caras, jogo a bola para Hugo que marca;

- Vamo porra! – Grito abraçando ele.

Foi voltar e o time adversário marca uma cesta de três pontos, e não seguramos mais duas vezes. E apitam o fim do jogo;

- Visitantes vencem. – Grita o Juiz.

Fui puto para o vestiário, técnico gritando, todo mundo de cabeça baixa, que raiva.

Tomamos um banho e nos trocamos, indo para o refeitório, era a o intervalo, os alunos ainda tiveram uma aula após do jogo.

Bem eu me servi e sentei na mesa com o Hugo, olha ele estava ainda pegando algo, somente suas coisas estavam na mesa. Abri o refrigerante e envio mensagem para a Isabela que estava sumida tinha uns dois dias;

- Posso? – Ícaro chega a minha direita.

Ele empurra a mochila do Hugo e se senta;

- Adianta se eu falar não?

- Ótimo jogo hoje, foram demais.

- Perdemos, Ótimo seria se tivéssemos ganhado.

- O que vale não é o resultado, e sim o desempenho que tiveram.

- Não penso assim.

- Eu acompanhei todos os treinos, e hoje vocês não ganharam por causa do seu amigo.

- Como?

- Hugo não estava concentrado como deveria, ele foi o culpado.

- Veio atrapalhar eu comer e ainda falar do meu melhor amigo?

- Só estou dizendo que ele foi quem mais errou passes e receptações de bola.

- Não pedi sua opinião.

- Já saquei. – Ele se levanta piscando. – Fala para o seu pai que as seções no psicólogo da Nicole estão surtindo efeito.

Hugo chega se sentando, e claro olha questionando;

- Qual é a dele em?

- Veio zombar por termos perdido.

- Não vejo a hora de estar livre desse maluco.

- Nem me fala cara... Isabela não me responde, viu ela por aqui? – Falo olhando ao redor.

- Vi no jogo mais cedo, estava com aquela amiga.

Não há vejo no refeitório, e deixo o celular de lado, pego meu sanduiche e olho para Hugo que digitava no seu celular;

- Tudo bem?

Ele para, me olha e diz;

- Sim.... Porque?

- Só perguntando.

Ele sorri e volta para o celular. Depois de comer, sai procurando a Isabela, antes que a próxima aula iniciasse.

A encontro no corredor dos armários, cheguei, pegando em seu braço;

- Preciso falar com você. – A puxo para a sala do lado.

- Que isso Wilker.

Fecho a porta;

- Talvez assim, você me responde, ou fala comigo!

- Aí dramático.

- Isabela você não me responde tem dias, e não da notícias.

- Andei ocupada Wilker.

- Beleza, e te custa algo me responder, dizer estar ocupada, sei lá.

- Não queria te magoar.

- Magoar como assim?

- Wilker... não acho que devíamos continuar ficando.

Cheguei a afastar, ao ouvir;

- Está terminando comigo?

- É mais um tempo.

- Tempo de cú é rola Isabela, se liga.

- Não estou pronta para relacionamento e...

- Cria vergonha nessa cara garota, se “toca”. Desculpinha idiota essa sua, fala qual é!

- Estou conhecendo outro cara, é isso que queria ouvir.

Fiquei imóvel, olhando ela. Meu Deus, nunca cheguei tão perto de cometer uma idiotice;

- Eu conheço?

- Sim.

Já mordo os lábios, e o sangue sobe para a cabeça;

- Quem é?

- O Marcelo.

- Rsrsrs, não fode comigo Isabela. Está zoando?

- To falando sério, ele é fofo e....

- Me trocar por aquele cara, não tinha coisa melhor, pelo amor de Deus, que isso garota. – Viro as costas deixando ela sozinha.

Ao sair no corredor, vou seguindo para minha sala, e ela aparece na porta gritando;

- Wilker espera!

- Me esquece Maria chuteira. Vai atrás de outro do time, já que é o que faz de melhor. – Respondo gritando da mesma forma.

O corredor cheio, todo mundo olhando para ela.

FODA-SE!

Puta merda que dia!

A sirene toca indicando início da quarta aula, e os alunos vão para as salas.

Vou subindo as escadas e escuto alguém gritar meu nome, cara se fosse a Isabela ela iria levar uns murros, eu já me controlei demais;

- WILKER. WILKER. – Era a Viviane, amiga da Nicole. – Corre é a Nicole. – Ela fala muito desesperada.

- Que foi?

- Eu não sei, ela estava brava com as meninas e começou a chorar, vem logo...

Ela me puxa quase me derrubando dos degraus, sigo correndo meio assustado para o andar de baixo.

Quando cheguei, ouvi uns gritos da Nicole, o que me deixaram desesperado, vejo também um dos professores correndo para o banheiro feminino, entrei com a Viviane e o Ícaro estava junto dela.

Nicole estava no chão ao lado da pia, encolhida e chorando, com as mãos nos ouvidos. Ícaro do seu lado, segurando em seu ombro e tentando acalmar ela, o professor de pé e a Viviane atrás.

Fico meio que em pânico ao ver ela assim. Me abaixo segurando em suas mãos;

- Nicole que aconteceu?

Quando pergunto ela me olha, com os olhos molhados, e maquiagem borrada, cabelo no rosto, e tremula, muito.

- Não to conseguindo respirar, dói no meu peito. Me ajuda!

- Calma.

Peguei o celular tremendo, procurando o número do meu pai.

Todo mundo meio que parado sem ação atrás de mim, o telefone chamou duas vezes;

- (...) Me espera Alexia... Oi Wilker.

- Pai é a Nicole. – Falo ofegante.

- Que houve?

- Eu não sei, ela está tremendo e com falta de ar.

- Meu filho calma, que ela está sentindo?

- Dor no peito.

- Manda uma ambulância para o Colégio olimpo AGORA. Wilker fica com ela, pede para tentar se acalmar ao máximo possível. Pede para ela respirar fundo e devagar. Enquanto isso conta os batimentos por minuto.

- Tabom.

- Não desliga, estão chegando.

- Nicole a ajuda está vindo, calma, respira comigo, devagar. – Falo segurando suas mãos.

- Dói Wilker, dói muito.

- Calma. Pai está com certeza mais de cem batimentos por minutos.

- É taquicardia, ela levou algum susto?

- Alguém assustou ela, ou algo do tipo? – Pergunto a Viviane.

- Não.

- PAI que eu faço?

- Não sai de perto da sua irmã.

Fico repetindo o que ele mandou, respirando fundo, ela tentava, mas era meio que sem sucesso, e então ela desmaiou, foi estranho como se dormisse ali na minha frente.

Foi uma das piores sensações que tive na vida, bem assustadora. Coloquei ela no meu colo;

- Pai ela apagou.

- Sente a respiração dela meu filho, e confira e monitora os batimentos.

- Certo.

Ele havia me ensinado isso, eu conseguia fazer. Mas com meu pai era diferente, não era minha irmã nos meus braços.

No mesmo momento que ouvimos a sirene de ambulância, eles entraram, já deitaram ela eu falei o que sabia, e coloquei meu pai no viva voz explicando.

Foi rápido sabe, eles levaram ela, na ambulância que ela foi acordar, mas quieta e serena, como se tivesse sido dopada.

No hospital quando chegamos, ao abrir as portas da ambulância meu pai estava do lado de fora, com uma junta de médicos.

Já desceram ela subindo para exames, sem perda de tempo. Eu fui para o banheiro vomitar! Caralho que pressão da porra.

Voltei ficando na sala de espera, ao sentar meu pai envia mensagem dizendo que ela estava bem, e que estavam nos exames.

Eu estava até cansado, mas meu desespero nem chegou perto do de Marcos ao entrar correndo no hospital.

- Cadê ela?

- Nos exames, meu pai disse que ela está bem.

- Ai meu Deus. – Ele respira bem fundo, dá uma volta, quase que segurando o choro. – Que aconteceu?

Explico para ela o que eu presenciei, e então meu pai aparece no corredor, o Marcos corre em sua direção e eu me levanto;

- Calma... Calma Marcos, ela está bem. Ela está bem meu filho.

- Que houve? – Pergunto.

- Não dá para saber, estamos fazendo todos exames possíveis, temos que aguardar. Orgulhoso de você viu. – Ele aperta meu ombro.

- Obrigado. – Marcos me abraça.

Mano!

Mano o cara me abraçou.

Isso sim é desespero. Eu meio que correspondo, com meu pai me olhando.

- Tenho que voltar, e já atualizo vocês.

Bem, ficamos um bom tempo por ali viu, até que meu pai aparece novamente;

- Marcos, entra. – Ele fala meio que estranho. – Você também.

Entramos e seguimos nos corredores, até o final, em uma sala estava dois homens, e a Alexia, o local era onde eles faziam alguns exames eu acho;

- Marcos esse é o Psicólogo da Nicole o Elias. E este é o Sergio, Psiquiatra aqui do hospital.

- Os exames da Nicole não apontam nada, absolutamente nada, quando é assim vamos investigando, e como o corpo de profissionais que acompanham ela trabalham aqui, nos reunimos, para tentar discutir uma possível explicação para o episódio. – Alexia diz.

- O mais provável é que Nicole teve uma crise de ansiedade aguda essa manhã. – O Elias fala. – Eu não posso abrir o conteúdo das consultas, mas o quadro indica que sua filha é uma candidata a esse tipo de crise.

- O que está acontecendo? Ela é menor de idade, eu sou o pai, sou responsável lega, tenho direito de saber o que acontece nessas consultas. – Marcos fala bravo.

- Minha paciência é sua filha, não o senhor, só posso e devo divulgar assuntos das consultas quando isso fere a integridade física dela e de terceiros. Bem... o caso agora será acompanhado também pelo Doutor Sergio, para chegarmos juntos a um resultado.

- Isso pode acontecer novamente? – Marcos pergunta.

- Sim, mas preciso que tenha calma, todos vocês, Nicole agora precisa da família dela. Irei medicar ela e vamos trabalhar juntos para que ela tenha uma vida normal.

Meu pai pediu que eu me retirasse, para que eles possam conversar melhor e a sós.

Pessoal depois de aproximadamente uma hora fomos embora, para casa.

Quando chegamos ela foi para o quarto, pois tomou alguns calmantes, e meu pai sentou comigo e Daniel e conversou mais sobre.

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