• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 65

#Marcos

Em toda essa mudança em nossas vidas, na minha em questão, aqui no trabalho, e também em casa.

O capitão estava por sair, e eu pegando suas funções e trabalhos aos poucos, para não me sentir perdido quando ele partir.

Mas de qualquer forma hoje foi a volta do Matheus a corporação. Depois de tudo que havia passado.

Eu mais no escritório que na rua, quando ele chegou após o almoço, Capitão me dispensou, estávamos em sua sala, depois de comer, e ele mesmo diz;

- Seu parceiro voltou, vai e faça uma última rota com ele.

- É difícil pensar que será. Mas obrigado. – Me levanto saindo.

Desço para os vestiários, e tive então meu primeiro contato com parte da turma da corporação como capitão.

Horário de troca de turno e alguns chegando, outros saindo, então tinha uma grande turma ali.

Eu entrei, e foi de imediato, descendo as escadas, os que estavam sentados, levantaram, outros que estavam sem calça ou camisa se cobriram, mas todos bateram continência.

Confesso me assustar um pouco, olhei meio que sem graça, e até entender e compreender, correspondo, colocando eles para “descansar”.

E vou seguindo, até o Matheus.

Ele se sentou colocando o coturno, eu ao seu lado;

- Capitão Lustosa, que isso em! – Ele diz olhando.

- Quem diria né, finalmente. – Comento olhando os outros. – Se arrume irei dar a chance de fazer minha última rota, rsrs, como Tenente.

Ele olha meio que de sobrancelha alta e diz;

- Mas ainda não é capitão?

- Não.

- Todo mundo acha que sim.

- Deixa eles, é muito legal isso. – Aponto me referindo ao respeito.

Ele sorri, e se levanta;

- Você não muda. E vamos onde CAPITÃO. – Matheus grita.

- Tenho uma missão superperigosa para você, não se se vai conseguir concluir com essa perna, como está? – Falo sério.

- Bem, não consigo correr, mas consigo dirigir, e bem.

- Igual a moto que estava? – Pergunto tirando com a cara dele.

- HÁ, há que engraçado. Qual é a fita?

Eu me aproximo de seu ouvido e falo;

- Vamos levar uma encomenda para um contato.

- Quem?

- Levar uns papeis que a Nicole pediu para a festa da escola.

Ele começa a rir e me empurra;

- Pensei que era sério.

- É sério, eu comprei eles errados, já imagino ela gritando comigo, isso porque eu to armado, ela está ficando muito com o Artur.

- Vamos, logo, rsrs.

- Vamos.

Minha filha ficou no pé para levar essas coisas para ela, e aproveitei que o Matheus não poderia fazer esforço ou correr risco logo de início.

Seguimos conversando no caminho;

- (...) Mas Artur logo volta ao normal, tem que arrumar algo para ocupar a cabeça dele agora Marcos.

- Sim, ele vai sentir muito a falta do filho, mas estou pensando.

- Adota outro.

- Matheus! Não é assim que as coisas funcionam.

- Rsrs, foi só uma ideia.

- E você? Está ficando com alguém?

- Sim, estou saindo sim.

- Hum, quem é?

- Não posso falar.

- Corta essa Matheus.

- É o Jeferson, o terceiro tenente.

- Quem?

- Sim, ele mesmo.

- Mano ele namora.

- Eu sei.

- Matheus calma, ele namora uma garota.

- Eu sei Marcos.

- E porque está com ele?

- Ele disse que vão terminar e vamos ficar juntos.

Eu parei olhando para ele, nem disse nada;

- Que foi?

- Você caiu nessa?

- Eu gosto dele.

- Por favor, pensa bem, no que está fazendo, pensa bem! Se ele está fazendo isso com ela, o que impede de fazer com você quando estiverem namorando.

- É não pensei nisso.

- Pois pense.

- É que ele é tão fofo, e... ai é perfeito Marcos.

- Eita, está apaixonado, se liga viu, se não é sofrer por besteira.

- Vou parar aqui na porta... – Ele sobe o carro na calçada.

- Não vai entrar?

- Não, vai continuar falando na minha cabeça.

- Vem logo.

Peguei as sacolas no porta malas, e seguimos para dentro, horário de aula após o intervalo a diretora, recebe a gente e já direciona;

- Marcos, só seguir no fim do corredor, estão lá desde cedo.... Não vou acompanhar vocês porque estou com uma família aqui.

- Sem problemas.

Matheus me ajuda e seguimos na direção da quadra de basquete do colégio.

Eu abro a porta e havia alguns alunos arrumando umas coisas, professores, tinha uma galera no local.

Nicole estava no alto da arquibancada, quando me olha;

- Não acredito PAI! – Ela já grita la do alto.

- Eu falei. – Digo ao Matheus.

- Que eu falei, pai eu mandei a foto do nome na mensagem. – Ela vem se aproximando.

- Não tinha o que queria Nicole, esse era o mais parecido.

- Pai, eu pedi azul isso é roxo.

- Azulado.

- Não acredito.

- Que tal agradecer? – Falo sério.

- Obrigada pai. Comprou tudo errado. VIVIANE vem aqui. – Ela grita com a amiga.

- Gente é o Artur de cabelo cumprido. – Matheus fala.

Ela saiu com as sacolas, falando com a amiga, e eu olho ao redor;

- Olha eles estão se esforçando, ficou muito foda.

- Festa de que mesmo?

- Fim do ano, e despedida do time de basquete.

- Que foda, quero vir.

- Depois te passo o convite, tenho na mochila na corporação. Vamos porque agora, temos sim que trabalhar. – Falo saindo.

Gritei despedindo da Nicole, mas ela resmungou algo no fundo.

Ao sair do ginásio, o Matheus foi no banheiro e depois seguimos, com isso sem saber passei frente a sala de aula do Daniel, gente foi um grito que esse garoto deu, eu levei um susto;

- PAI.

Eu parei na hora e olhei ao redor, Matheus rindo e vejo uma cabecinha do lado de fora da sala atrás, era o Luigi;

- Oi Marcos.

- Oi campeão. – Volto cumprimentando ele.

Cheguei na porta da sala de aula, a professora sentada corrigindo uns cadernos, e falo;

- Desculpe e com licença.

- Sem problemas.... Vai abraçar seu Pai Daniel, você não chamou ele.

Eu abaixei e cumprimentei o Luigi, então estava de joelhos quando Daniel se aproximou me abraçando.

- Sem vergonha, você grita e fica todo tímido né. – Falo apertando ele.

- O Senhor já prendeu muito bandido? – Escuto uma vozinha no fundo.

Me levanto, segurando a mão do meu filho e digo;

- Já, muitas pessoas.

- Cadê sua arma? – Luigi pergunta.

- Temos uma política de não entrar armados dentro dos colégios Luigi, por segurança de vocês e nossa também.

Matheus fica de pé na porta, e eu do seu lado, segurando a mão do Daniel, e todo mundo levantando a mão e perguntando algo, foi engraçado na verdade;

- Meu pai é policial, talvez o senhor conheça ele. – Uma garotinha fala.

- Qual nome do seu pai querida?

- Alberto.

- Olha não me lembro, mas temos muitas policias aqui na cidade, pode ser que ele seja de outra corporação.

- O senhor é policial?

- Comecei como policial, hoje Capitão.

- Tem que ter alguma faculdade?

- São curiosos ne. – Falo rindo para a professora.

- Sim, muito.

- Olha eu sou formado em educação física, e isso me ajudou a chegar onde estou, quando mais se estuda mais alto chega.

- É verdade que o senhor é gay?

Adorei a pergunta vinda de um garotinho mais “diferente” dos outros, de óculos e meia colorida;

- Qual seu nome? – Pergunto.

- Jimi.

- Jimi, eu sou gay, sou casado com outro homem, Daniel tem dois pais. Tenho mais dois filhos, Nicole e Wilker, que estudam aqui.

- Seu marido é ele? – Uma garota aponta para o Matheus.

Rindo eu digo;

- Não, ele se chama Artur e é Cirurgião, é médico que cuida do coração das pessoas.

- Foi o pai do Daniel que cuidou do meu coração. – Luigi diz em sua cadeira.

- Sim, sim.... Olha agora vou dar licença da aula e deixar vocês estudarem. Wilker vai levar vocês. – Falo beijando o Daniel.

- Mas não seria o senhor?

- Vou buscar o Bento na rodoviária filho, ele chega hoje.

- Ah tudo bem.

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