• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 61

Foi estranhamente bom. Me senti mais livre, e pouco diferente na verdade.

Toda aquela excitação de título, de conquista, meus pais levaram a gente para almoçar em uma das churrascarias que mais curto aqui em Goiânia.

Eu, Hugo, Nicole, Viviane, Daniel, Marcos, Dimitri, Artur, Bento e Mauricio. Uma mesa gigantesca, todo mundo rindo, e conversando alto.

- Você é o Mauricio que o Bento falou? – Marcos grita no final na ponta da mesa.

Todo mundo olha para o Mauricio que fica vermelho, o Daniel obviamente abre a boca;

- Ele quer namorar a Nicole.

Galera minha irmã pega o guardanapo colocando ele no rosto e abaixando a cabeça;

- Vamos ter uma conversinha antes de sair daqui garoto, te pego na saída. – Marcos fala em um tom de brincadeira.

Todo mundo rindo, e Mauricio do meu lado, me olha dizendo;

- Me ajuda mano.

- Fica na boa. – Toco em seu braço. – Ele é da PM, não faz muito mal não.

- Haha’ isso ajuda muito sabia.

- Meu irmão está precisando de limites sabia, os dois. – Nicole aponta para Daniel e depois para mim.

- Eu estou calado, não falei nada. – Falo encarando ela.

- Gente pelo amor de Deus, isso aqui está parecendo Casos de Família, faltou a Christina Rocha. – Artur interrompe a gente.

- Eles são sempre assim? – Mauricio pergunta.

- Tem que ver lá em casa mano. – Respondo cutucando Hugo.

- São sempre assim cara, alegres, brigando e gritando. – Ele responde.

- Já se acostumou? – Mauricio pergunta.

- Queria viver com eles, amo muito todo mundo aqui... menos a Nicole. – Ele diz para ela ouvir.

Sem responder ela olha fazendo careta para ele.

- E então Mauricio não vai aproveitar que está aqui e falar nada para ela não? – Artur deixa ele mega sem graça.

Nossa a gente riu demais do coitado, e Bento era gargalhadas altas vendo a cena, mal sabia ele que;

- Está rindo do que? Você está caidinho pela Viviane e fica aí, fazendo “Doce”.

Mano todo mundo calou, eu mesmo, olhei para ele;

- Que papo é esse?

- Nada mano. – Ele me olha.

- Como assim, você também? – Marcos olha... – Ela é como uma filha viu Bento.

Pronto as atenções mudaram, eles começaram a encher o saco dele, e fazendo assim, Viviane ficar da cor de um tomate, rsrs.

Hugo se aproximou de mim, no caso, puxou sua cadeira para mais perto, e encostou em meu braço;

- Ei, acho que vou falar hoje com meus pais. – Ele diz, próximo ao meu ouvido.

Eu olho, e respiro fundo, antes de dizer algo, afinal de contas é algo importante demais.

- Assim do nada? – Respondo no mesmo tom.

- Não é do nada Wilker, já deveria ter falado.

- É você está certo, mas está pronto?

- Sim, conversei bastante com Marcos sobre.

- Marcos? – Questiono.

Eu falo e olho para ele que estava ao lado do meu pai, Marcos olhava para nós dois conversando baixo;

- Sim, ele me ajudou.

- Sobre.

- Ai Wilker, conversando coisas ué.

- Meu filho posso falar com você? – Dimitri chega atrás de mim.

- Ah! Pode. – Respondo me levantando.

Eu achei estranho, pois Artur se levantou junto, ele seguiu na frente e meu pai do meu lado;

- Que foi? – Pergunto.

Antes de Artur responder, Dimitri chega na área de espera da churrascaria. Havia um homem sentado, muito bem vestido, ele se levantou pegou na mão dos meus pais e se apresentou;

- Olá, sou Alex, é um prazer te conhecer Wilker. – Ele fala com um sotaque diferente.

- Prazer. – Respondo meio perdido.

Meu pai então fica ao seu lado, com a mão em sua cintura, meio ansioso Dimitri fala;

- Filho eu e Alex estamos saindo ah alguns meses, se conhecendo melhor né? – Ele confirma com o cara. – E estava esperando a hora certa para lhe apresentar ele.

- Legal Alex, fico feliz por vocês... Mas porque não chamou ele para sentar e comer com a gente? – Questiono.

Dimitri olha para o Artur e diz;

- Bem, queria que conhecesse primeiro, pois ele tem algo a dizer.

- Wilker eu trabalho na Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos...

- Ah isso explica o sotaque. – Eu falo.

- Sim.... Sou membro do concelho, e ouvi muito seu pai dizer sobre você... na verdade Dimitri fala de você o dia inteiro, rsrs. Bem hoje eu vi o jogo do seu time, e quero dizer que você joga muito bem.

- Obrigado, que bom que gostou.

- Bem e venho te fazer a posposta de uma bolsa de estudos em nossa universidade. Seria uma bolsa de esportes, então você faria parte do time de basquete, e tem a opção de ingressar em qualquer curso disponível na grade curricular...

A partir do momento que ele falou esportes, minha mente não compreendia ao certo o que ele falava. Alex entregou uma pasta gigante com muitas coisas, documentos, revistas, jornais, e informativos. Eu olhei tudo aquilo em minha mão, os olhos vão de encontro com meu pai o Artur que estava do lado e eu olho perguntando;

- Está fazendo isso porque namora meu pai? Se está tentando me impressionar, não é assim que vai conseguir. – Falo entregando as coisas.

- Eu disse a mesma coisa. – Artur responde.

Dimitri arregalou os olhos, do tipo, que você está falando;

- De forma alguma, tanto que pedi para ver um jogo seu primeiro. Wilker tenho e-mails e mensagens provando que estou no Brasil em busca de alunos para o colégio. Eu vim, e estou aqui por você, não pelo seus pais. – Ele abaixa me encarando.

- Eu... eu preciso pensar. – Falo passando a mão no cabelo.

- Sem problema, no seu tempo, fica a vontade. – Ele diz. – Mas Wilker, é uma oportunidade de ouro, senta com seus pais, eles vão saber te falar melhor.

- Tudo bem, obrigado.

#Marcos

- (...) Meu filho, vai comer só frango? – Limpo a boca de Daniel.

- É que está tão bom.

- Rsrs, tudo bem então, se é o que quer. – Ajeito o guardanapo em sua roupa.

Artur volta com o Wilker, e se sentam, normalmente, eu olho e pergunto baixo;

- E então?

- Ele fez a mesma pergunta, rsrs. – Artur sorri. – Esse não nega o sangue, é meu filho.

- Cara dele fazer isso... Que acha?

- Não sei amor... Daniel meu filho... Marcos viu isso, gente que sujeira. – Ele olha de lado.

- O que pai?

- Deixa o garoto se sujar Artur.

- Marcos, na hora de ir embora, vai ter que pedir para embalar o Daniel para viagem, no meu carro ele não vai entrar assim.

- Deixa ele pai. – Wilker grita concordando comigo.

- Sua camisa também está suja. – Daniel aponta para Artur.

Sem responder a gente começa a rir, e pouco antes de pedirmos a conta, vejo a Nicole de sorrisos para o lado do garoto novato;

- HEY, porque está feliz? Não é para ficar feliz não. Eu to de olho em você. – Falo olhando o tal Mauricio.

Ele ouvia minha voz e ficava todo reprimido, eu estava deixando o garoto com medo de verdade;

- Ele é um cara de boa Marcos, pode confiar. – Hugo fala do fim da mesa.

- Aham, sei, o ultimo também.

- Mas a culpa foi do Wilker. – Ele diz.

Wilker mastigando algo, só olha para a gente, e fala;

- Quem tem má gosto é a Nicole, não eu.

Ela que não perde uma começou a brigar com o irmão. Meu deus.

No meio da discussão meu celular chama, foi pegar o telefone e Artur já olha de lado;

- Alô.

- Tenente, é o Giovani.

- Oi.

- Precisamos de você na corporação agora.

- Giovani estou de folga, não trabalho hoje.

- Senhor é o Matheus.

- Que foi com ele? – Falo tampando um dos ouvidos.

- Sofreu um acidente de moto, está na emergência.

- Moto?

- Sim, em uma perseguição.

- Já estou indo, ele está em qual hospital? – Quando eu digo, Artur olha.

- Hospital das clinicas.

- Estou chegando.

Nem deliguei a chamada meu marido olha;

- Quem está no hospital? – Ele segura meu braço.

- Matheus, sofreu um acidente de moto, em uma perseguição.

- Como ele está?

- Não sei – Digo me levantando.

- Quer que eu vá com você?

- Não.

- Posso ajudar Marcos. – Quando ele fala todo mundo fica em silencio olhando.

- Amor fica e curte com os meninos, quando eu souber de algo ligo para você.

- Tudo bem.

- Vai onde pai? – Nicole pergunta.

- Tenho uma emergência do trabalho.... Desculpem gente.... Desculpem meninos. – Falo olhando a Wilker, Hugo e Mauricio.

- Tudo bem. – Eles respondem.

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