• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 58

#Marcos

Todo mundo calado se olhando, tipo, Wilker e o Hugo ali, eu desconfiei quando cheguei, mas agora;

- Não acredito que estão namorando. – Nicole diz.

- Fica na sua garota. – Wilker diz.

- Não, Nicole, não aconteceu nada. – Hugo responde.

- Vocês dois dormiram aqui sozinhos, sem ninguém em casa e não rolou nada? – Bento coloca lenha na fogueira.

- Você é novo, então fica na sua. – Hugo aponta o dedo para ele que estava rindo demais.

- AMO! Só para calar a boca daquele bando de fofoqueiros. – Nicole pega seu prato e copo, e se levanta. – Os dois caras mais lindos do Olimpo namorando, e um deles é meu irmão.

- São corajosos isso sim. – Bento completa.

- Corajoso ou não, eu não sei! E você cuida da sua prima para mim, pois não conheço esse tal Mauricio. – Falo para o Bento.

- Pode deixar, eu já vi ele lá, é um cara de boa. – Bento responde.

- Você não tem que gostar dele, é seu papel.

- Não vai mais me mandar cuidar dela? – Wilker pergunta.

- Não, você não executou bem o ultimo serviço. – Falo brincando com ele.

- Fala comigo só quando lhe convém mesmo né. – Ele é Irônico.

Me olhando daquele jeito que Wilker faz, bem ignorante;

- Bento terminou de comer? – Pergunto.

- Sim.

- Sobe com sua prima, e você Hugo me dá licença por favor, preciso conversar com Wilker a sós.

- Não tenho nada para falar com você. – Ele fala no mesmo tom.

- Não estou pedindo. – Respondo.

Os três subiram, todos bem rápido. Ele sentado na bancada da cozinha estava, lá ficou;

- Sabe que não tenho medo de você né, Marcos?

- Não quero que tenha medo, só respeito mesmo, é pedir muito? – Falo cruzando os braços.

- Vindo de você sim.

- Já passou tempo demais, e você nunca disse, sempre ficou dando voltas, mas parece que agora que é um homem, pode me dizer o porquê não gosta de mim?

Ele deixa o copo, me olha;

- Eu até que gosto de você, porque o Artur gosta. Só não te respeito, porque você não me respeita.

- Como assim?

- Para mim tudo isso aí é uma farsa Marcos, nos dois sabemos disso. – Ele aponta para mim.

- Ok, agora está me ofendendo Wilker.

- Que está acontecendo aqui? – Artur aparece nas escadas.

- Nada só estamos conversando. – Eu falo.

- É que o Marcos não aceita que eu não respeite ele, e está tirando satisfações. – Ele diz a seu pai.

- Não gostei desse tom de voz garoto, e você tem obrigação de respeitar ele, não é opção! – Artur aponta o dedo para ele.

- Não te respeito porque sei que vocês traíram o Dimitri. Eu sei que ficavam ainda quando meus pais eram casados. Você é a razão pela qual eles se separaram, então não espere respeito de minha parte, porque você tem que se respeitar primeiro. – Ele diz saindo.

Respirei fundo, e fiquei calado. Artur fez o mesmo. Wilker sabia de algo que pensávamos estar em segredo.

Wilker conseguiu em uma declaração, calar a minha boca e a de seu pai.

Os nervos estavam muito aflorados para ir até ele falar, eu abracei o Artur que ficou muito abalado;

- Ei, calma, depois falamos com ele.

Ele me aperta, com a cabeça em meu peito;

- Agora que eu pensei que as coisas estavam bem.

- Agora sabemos o porquê ele me trata assim, e também o que fazer.

- É o Wilker, Marcos. Cabeça dura como o pai, nunca vai entender.

- Relaxa Artur, relaxa.

No tempo de eu subir e me arrumar para o trabalho, eles, os meninos saíram para a aula.

Fui para o trabalho, de cabeça quente já no início do dia, e isso nunca é algo bom.

Dia de evento aqui na capital, tínhamos muito trabalho, mas a única coisa que eu conseguiria pensar era em Artur. Ele muito mais do que eu sofria com esse tipo de coisa.

Evento musical que se iniciava a tarde, então havia alguns bloqueios nas entradas da cidade, e o policiamento reforçado, os ladrões fazem a festa nesses períodos. E para a população é como se não houvesse policiamento.

Arrumei minha arma, e o Matheus fazendo o procedimento no carro;

- Não está muito bem senhor, que cara é essa? – Ele pergunta fechando a porta do carro.

- Lembra que falei que iria confrontar o Wilker? – Digo colocando as coisas no carro.

- Sim, e então?

- Ele resistiu e com razão.

- Que foi? – Matheus para olhando.

- Quando conheci o Artur ele era casado, e acabou que ficamos nesse período. Wilker julga como se esse fosse o fim do casamento dos seus pais.

- E não foi?

- De certa forma não.

- Bom dia senhores. Tenente você e o Tenente Matheus vão ficar com a zona do shopping, ok? - Diz o Capitão com o papel da rota.

- Sim, senhor. – Respondo desanimado.

Entramos no carro, já seguindo para o posto de gasolina, e depois para a rota.

Com transito pouco devagar, acompanhamos alguns suspeitos, nada demais, nem revistas fizemos hoje.

Mas sim muita merda por todo o caminho, um deles foi dois caras viraram a esquina pilotando uma moto sem os capacetes.

Matheus sem perguntas os seguiu, colocou o carro do lado esquerdo deles, eu apontando a arma, sem dizer nada eles param a moto.

- Não fode né porra, pelo amor de Deus. – Falo descendo do carro.

- Foi mal senhor.

- Coloca essa merda e vaza. – Grito com eles.

Entro no carro fechando a porta e Matheus me olhando;

- Que foi?

- Está puto mesmo em?

- Tem coisas que não tenho paciência.

Ele liga o carro e na esquina da frente, um garoto ao ver a gente volta correndo, os dois literalmente saltam do veículo correndo atrás do garoto.

Isso sim é gastar energia.

- Parado! Parado. – Grita Matheus apontando a arma.

Do outro lado da rua tinha um bar e havia algumas pessoas. O garoto parou muito assustado.

Uns três caras vieram em nossa direção, gritando;

- Ele não é bandido.

- Ele é um garoto de bem.

- Ele não tem nada.

Matheus imobiliza o garoto e eu fico protegendo, coloco a mão na arma estendendo a mão;

- Parado ai os três! – Grito com eles.

- O garoto não fez nada, ele não deve. – Um deles mais alterado fala.

- Se não deve não corre, agora os três afastem. – Falo mais alto.

Matheus tirou ele da rua levando para a parede e disse;

- Quer ir buscar o carro? – Ele estava segurando o garoto e olhando para mim.

- Acho melhor não, estão meio alterados. – Me refiro à população.

- Vai la relaxa. – Ele insiste.

Vou correndo até a esquina pego o carro, e quando retorno, tem tipo o triplo de pessoas;

- Central solicito ajuda, abordagem de suspeito com resistência da população.

- Copiado Tenente.

Paro o carro, e pego o spray de pimenta por segurança, porque tinha mulheres no meio, e crianças olhando de longe;

- Ele é meu primo, não fez nada. – Gritava uma garota.

Outras mulheres chamando ele de inocente, e xingando a gente.

- Chamou reforço? – Matheus pergunta.

- Estão vindo. PARA TRAS está surdo?

Matheus não conseguiu nem revistar o garoto que estava imóvel enquanto aguardávamos ajuda, e galera quando mais tempo ficávamos mais pessoas chegavam, uns filmando outros gritando, e então jogaram um pedaço de madeira na parede, acho que o pedaço de uma porta.

Eu só olhei para o Matheus e disparei o spray de pimenta contra eles, isso os fez afastar, foram três disparos, até começarem a jogar pedras. Se me lembro bem, vi duas ou três passando pela gente.

Fiquei com muito medo, pois não tínhamos mais defesa, foi então que um carro vira a esquina de sirene ligada, com reforço de mais quatro motos.

No trabalho de dispersar os rebeldes fizemos a prisão de mais dois que se exaltaram, a rua que estávamos só tinha polícia.

Ah e o garoto era foragido da justiça, pensão alimentícia. Essa foi a razão de ter fugido ao nos ver. Burro da parte dele né.

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