• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 56

Na hora de ir embora, o Artur me liga, em todos os plantões dele sempre conversávamos, meu pai ligava para mim, Marcos e Nicole, sempre, era só ter uns minutos livre;

- Está onde? – Ele pergunta quando eu bato a porta do carro.

- Vim comer sanduiche com o Hugo.

- Hum, com o Hugo?

- Sim, pai. – Eu coloco o cinto, abaixando o volume do celular, pois conheço a “peça”.

- Se acertaram é?

- Sim.

- Fico feliz por você filho.

- Obrigado.

- Podemos ir? – Ele liga o carro.

- Sim, mano de boa.

- Vai pra casa?

- Sim, pai.

- OK, Wilker ainda tem as camisinhas que eu te dei?

- Tchauuuuuu Paiiiiiiiii!

- Tenho na segunda gaveta do meu.... – Desliguei o telefone.

Ninguém merece, o Hugo nem tinha escuta e eu vermelho de novo.

Mas vocês conhecem o Doutor Schimmyth, enviou uma porrada de mensagens de onde ele colocava as camisinhas da casa caso precisasse, e pior.

Meu pai, escreveu a primordial mensagem dizendo onde ele tinha lubrificante lacrado caso eu precisasse. Acho eu nunca fiquei tão constrangido, a única mensagem que enviei;

“Vou bloquear o senhor”.

A resposta?

“Te amo”.

- Tudo bem? – Hugo pergunta.

- Sim, Artur enchendo o saco.

- Falou com o Dimitri sobre a facul?

- Ah mano, mais ou menos.... Ando procurando muito, mas não encontro nada, tipo vocação sabe, sempre dou de cara com o esporte.

- Faz educação física Wilker.

- Rsrs, Artur me coloca para fora e Dimitri me deserda.

- Falou com eles?

- Não.

- Pois fale mano, não custa nada.

- Para você né.

- Para mim nada, ainda não falei para o meu pai que sou gay.

- Eu não precisei falar, rsrs.

A gente cai na risada com a piada idiota que eu fiz, e questiono;

- A postagem não chegou nele? – Olho para Hugo.

- Não, não senti em nada aquilo que o Ícaro fez. Afetou você.

- E muito.

- Acho que na escola pode mudar algo, mas ele não viu, e também estava viajando.

- É boa sorte mano.

Ele chegou e eu fui correndo para o banheiro, estava muito apertado para mijar.

Quando sai do banheiro ele estava no meu quarto, eu apareci na porta e Hugo estava de joelhos do lado da cama;

- Que está fazendo?

- Colocando meu celular para carregar. – Ele diz mostrando o carregador.

- Procurei essa merda hoje e nada. – Falo tirando a camiseta.

- Deixei um aqui esqueceu?

- Esqueci onde coloquei o meu.

Ele se senta no chão, no tapete do lado da cama, e eu deito na cama, respondendo as mensagens;

- Rsrs, Mauricio ta puto porque não chamamos ele. – Falo olhando a conversa.

- Ninguém mandou tu postar me marcando.

- Foda-se.

- Que respondeu para ele?

- Que ele iria ficar de vela.

O Hugo sorri assim como eu, e continua ali no chão, ao meu lado.

Depois de acho que uns dois minutos, um mostrando meme, para o outro, eu digo;

- Hugo.

- Fala.

- Artur disse que eu tinha que conversar com você.

- Sobre?

- Sobre tudo.

Ele olha para trás, colocando o braço na cama;

- Wilker, relaxa, eu gosto de você mano, mas estou bem. Na verdade eu que tinha que pedir desculpas, se não fosse eu, não iria passar por tudo que...

- Ei, ei! Esquece, aconteceu, e você não tem culpa. Fui pau no cu com você também.

- Posso perguntar uma coisa Wilker?

- Fala.

Seus olhos fixam nos meus e ele fala;

- Sentiu algo o beijo?

- Não.

Hugo abaixa a cabeça, mas me surpreende dizendo;

- Eu também não.

Junto as sobrancelhas achando muito estranho;

- Meio que duvidei do que sentia sabe, depois daquele dia. – Ele completa. - De ter estragado tudo que restava entre a gente.

- Você continua sendo meu melhor amigo. Acho que isso não muda.

Hugo se vira e se levanta, ele senta na cama, com essa atitude faz que me acomode junto.

Quando eu sentei ele se aproximou um pouco, Ele traz o braço para meu pescoço.

Segurei ele dizendo;

- Hugo é melhor não.

- Eu só quero ter certeza. - E continuou se aproximando.

Nos beijamos pela segunda vez, foi sim melhor que a primeira, o toque a boca, ele se afasta;

- Então? - Pergunta me olhando.

- Nada. - Respondo rápido.

Ele volta a se aproximar, e outro beijo, esse com mãos e senti perfeitamente sua língua, ele sorriu que ainda mordeu meus lábios, quando se afastou pensando que iria parar desce com a boca em meu pescoço, segurando com os dedos meus cabelos, se me perguntasse eu diria que “FOI ÓTIMO”.

Segurei firme sua mão que estava em minha nuca, ele parou meio que assustado e empurrei Hugo o fazendo deitar na cama, de automático fui com o corpo para cima dele, que passou a perna, se encaixando perfeitamente.

Eu beijei seu pescoço, segurei ele beijando sua boca com muita sede, ele tinha uns lábios macios e grandes, que ficavam vermelhos cada vez mais, isso me instigava muito.

Cheguei a abraçar ele naquela posição de tanta vontade, que para mim, naquele momento se resumia em tesão.

Não sabia, mas ele tinha uns gemidos, uns morder de lábios que estava me atiçando mais e mais.

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