• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 55

#Wilker

- (...) Estou sim pai...

- Tem certeza? Se aquele garoto encostar de novo em você meu filho.

- Pai, estou bem, já falei com meu pai Artur, só não quero ter que estudar com ele na mesma sala.

Dimitri respira no telefone;

- Wilker se formar no Olimpo é um caminho para qualquer universidade que queira, faz um esforço.

- Não, não vou mais fazer as coisas assim pai, eu não estudo com aquele cara.

- Vou cancelar minha viagem e vou até o colégio amanhã.

- Tudo bem.

Desligo o telefone com o Artur me olhando da mesa da cozinha;

- Ele ficou muito bravo?

- Vai ter que cancelar viagem para ir ao colégio. – Entrego o celular dele.

- Dimitri só quer criticar e me culpar. Ele tem que participar, tem que ir lá na escola para ver como é encarar aquele povo.

Peguei umas bolachas no armário, e o meu pai atende seu celular;

- Gente hoje é dia! – Ele reclama antes de atender. – Oi amor! .... Em casa. – Ele faz uma pausa, e depois continua. – Tenho plantão hoje, vai ficar o Daniel e o Wilker então.... Tudo bem te espero.

- Vou ficar de baba de novo? – Falo abrindo o pacote.

- Vai, tenho plantão, e o Marcos vai com Nicole e Bento para a cidade vizinha, Bento tem um jogo do colégio, e eles vão acompanhar, porque não vai com seu irmão.

- Não estou de boa de viagens. Vou para o meu quarto.

Eu subi, joguei um pouco e acabei pegando no sono, acho que sou feito de preguiça, caralho como gosto de dormir.

Acordei no início da tarde, com o sol já se pondo, fui ao banheiro e desci, a casa em um silencio. Cheguei na cozinha peguei um leite, coloquei no copo e em seguida micro-ondas.

Olhei na bancada nenhuma chave de carro, abro a porta saindo para olhar, a garagem vazia, pensei.

O Meu irmão.

Entrei gritando ele e nada, subi até seu quarto, de lá olhei o quintal e o coração começou a acelerar.

Peguei meu celular ligando para o meu pai, e seguindo para o parque do condomínio, de bermuda sem camisa, com aquele clima frio já preocupado, foram três ligações para Artur atender;

- Oi... Quem morreu Wilker? Estou atendendo.

- Pai cadê o Daniel.

- Ai garoto! Está na casa do Luigi, vai dormir lá.

- Meu Deus, pai, porque não avisa.

- Esqueci meu filho, sai atrasado, e esqueci.

- Tudo bem, Marcos e Nicole já pegaram a estrada? – Digo voltando para casa.

- Sim, Wilker vou trabalhar, depois a gente conversa.

- Beijo.

Casa liberada o que a gente pensa?

Festa.

Mas não, rsrs, estava sem dinheiro e sem carro, e também sem nenhum contatinho para ficar de boa.

Comi um monte de besteira jogando quase que a noite toda, isso por volta de umas oito e quarenta da noite, eu iria sair do jogo para tomar um banho.

Bem jogo muito o Call Of Duty, o Mobile. Sempre foi eu, Hugo, Mauricio e Marcelo. Mas nas circunstâncias estava jogando só eu e Mauricio, os dois viciados.

Ele se despediu;

- (...) Falou então mano, vou sair aqui. – Ele diz.

- Até cara, também vou tomar um banho.

Ele desliga, e recebo a notificação que Hugo estava online, olhei a janelinha e em seguida um convite de partida, eu aceitei;

- Ei... ué... Mauricio saiu? – Ele fala.

- Oi. – Digo pausadamente.

Ele mudou o tom;

- Oi Wilker.

- Estávamos jogando, Mauricio saiu.

- Ah tudo bem, e você?

- Iria tomar um banho.

- Tranquilo, vai lá. – Ele diz.

- Como você está Hugo?

- Estou bem.

- Não foi na aula hoje!

- É pensei que faltar hoje a poeira iria abaixar, mas pelo que fiquei sabendo.

Eu sorri, e ele ouvindo fez o mesmo;

- Enquanto trombar aquele cara no Olimpo não tem poeira que abaixe.

- Nossa tem que parar de ser cabeça dura Wilker.

- Foda-se.

- Raiva de você....

- A culpa não é minha.

Ele começa a rir, tipo do nada, pensei estar zoando da minha cara;

- Que foi mano?

- Você, eu. Brigando de novo. Saudade disso.

- Ah vai se foder Hugo!

- Onde você está? – Ele pergunta.

- Em casa, porque?

- Está silencio.

- Artur de plantão, Nicole, Bento e Marcos viajando, por causa daquele jogo da escola, e Daniel na casa do Luigi. E você?

- Aqui é sempre silencio né.

- Não idiota.

- Que foi.

- Está com quem aí?

- Sozinho, meus pais saíram para jantar... Calma, na verdade eles ainda vão sair estão se arrumando, cola aqui!

- Estou sem carro, não rola. Vem você aqui.

- Beleza.

- Falou.

Tomei meu banho, e me troquei, descendo procurando meu carregador.

Serio tinha que ter um localizador para ele e não para o iphone, perco mais o carregador do que o celular.

Na bancada tinha uns anúncios daqueles de pizzas, eu estava olhando quando me dei conta do que estava fazendo.

Cara era um encontro.

Tipo eu convidei ele para minha casa. Fiquei meio que parado olhando e lembrando da conversa, que foi realmente de amigos, então estava tentando ficar de boa.

Acho que fiquei em transe ali, pois nem vi o tempo passar, só o farol do veículo passando frente em casa e estacionando.

De dentro da cozinha, escuto ele puxar o freio de mão.

Hugo é de casa, ele já chega entrando. De bermuda branca como sempre, camiseta de manga curta e listrada era sua marca;

- E ai. – Ele se aproxima na cozinha.

- Fala mano!

Cumprimento ele com um soco na mão. Ele deixa a chave, carteira e celular na bancada perguntando;

- Wilker que tem de comer aqui?

- Nada cara.

- Vamos sair e comer um sanduiche? Só almocei hoje. – Ele da a volta no balcão.

- Vamos, vou colocar uma roupa beleza. – Falo saindo.

- Já é. – Ele diz tomando agua.

Troquei a bermuda e coloquei uma camiseta preta e boné, e nada de achar a carteira. Desci as escadas e ele pega suas coisas;

- Não achei a minha carteira, tu paga depois te passo.

- Beleza. – Ele diz saindo.

No caminho estávamos falando do colégio, do que houve;

- (...) Aquele pau no cu estava me achando com cara de idiota... No meio de todo o time falando aquilo, serio que vontade de dar na cara dele mano.

- Sabia que o Marcelo fazia merda, mas não tanta assim.

- Ah Hugo, ele é um traíra do caralho. Agora perdi mais um do time.

- Coloca o seu primo ué.

- Não temos tempo para treinar o Bento para os jogos, vou ter que me virar com o que temos.

Nós paramos em um desses lugares que fazem hambúrgueres no meio da cidade mesmo, sabe aquele bem servido, pois então.

Depois de fazer os pedidos, ele comenta;

- Ei se liga, vou te contar, mas fica só entre a gente em. – Hugo fala baixo.

- Que foi?

- Mauricio pediu ajuda com a Nicole.

Só cruzei os braços;

- Que Nicole?

- Sua irmã. – Hugo fala rindo muito.

Mano fiquei puto;

- Ele está me achando com cara de que?

- Relaxa Wilker, diz ai, ela curte ele?

- E eu vou saber? Aquela menina é louca. Eu sabia que essa história de ela com o João não iria dar certo... Mauricio é mais velho que ela.

- Deixa de ciúmes, meu Deus, você tem ciúmes de todo mundo.

- Tenho ciúmes de quem eu amo.

Ele sorriu, abaixou a cabeça;

- Que foi? – Pergunto sem graça.

Hugo olha, com aquele sorriso mostrando os dentes;

- Você tem ciúmes de mim.

- Há é que você é diferente. – Eu bato a mão na mesa quando digo isso.

Derrubo os guardanapos e o vidro de sal, quebrando a porra. Hugo caiu na risada de eu ter esbarrado, e claro, fiquei mais e mais sem graça ainda.

O garçom veio pegar as coisas do chão, outro ajudar a limpar, eu vermelho, e Hugo rindo muito;

- Cala a boca porra. – Chuto ele. – Mano foi mal, desculpa. – Falo com os caras que limpavam o chão.

- Não, tudo bem, sem problemas. – Eles repetiam.

Eu quase peguei o sanduiche para comer no carro, pois tinha gente de todos os lados e viu a bagunça que eu fiz.

Ok.

Os pedidos chegaram e a gente sempre teve muitos assuntos e falamos de tudo, afinal são anos de amizade, o que mais falávamos era do basquete, nesse caso do time. Foi o assunto enquanto a gente comia.

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