• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 53

#Wilker

Chegamos em casa e era como eu estar no lugar errado. Minha cabeça uma única coisa, arrependimento de não ter batido mais em Ícaro.

Logo que entramos eu sublinhar tomar um banho, acho que o mais demorado de toda minha vida.

Sai do banheiro com aquela cortina de fumaça. Bento estava no corredor, ao lado da porta do meu quarto;

- Está melhor? – Ele olha.

- Sim.

Eu vesti uma bermuda e meio que ficamos calados, para prestar atenção em Daniel que gritava algo com meus pais;

- Então é aquele o cara que faz seu coração bater mais forte? - Bento pergunta sorrindo.

- Ninguém faz isso comigo. Ele é meu melhor amigo, veio ampliação tempo dizer que é gay, não sei... estava confuso.

- Assim como me defendeu hoje, amanhã eu cuido de você.

- Como assim?

- No Olimpo!

- Haha não preciso que me defendem mano, relaxa.

- Você é um cara foda Wilker. - Bento socarei braço. - Foda.

Dia seguinte não seria fácil assim, ele me defender e eu estaria imune de tudo que poderia me afetar.

Graças a Deus, o café da manhã foi normal, minha irmã brigando por causa do banheiro, Daniel querendo atrasar todos para continuar comendo, eu brigando para que meu pai deixasse eu dirigindo.

O que não seria e não for normal, foi o colégio, tínhamos um treino logo cedo com o time, mano eu teria logo de cara que enfrentar os meus amigos, olhar nos olhos deles, estar ali, junto.

Meus irmãos foram para suas classes, me recusei passar na sala de aula para ganhar presença, fui ao vestiário me troquei, e levei as coisas para a quadra, bolas, e equipamentos.

Os meninos foram chegando aos poucos e se trocando, eu na quadra, sozinho treinando umas cestas.

Então escuto um burburinho, junto a passos. Eles saíram do vestiário juntos, olho e entre eles, o Hugo não estava.

- Galera vamos começar com aquecimento... - Eu mal terminei de falar e fui interrompido.

Um louco gritando, o Marcelo;

- Acha mesmo que depois do que aconteceu ontem, que a escola toda viu. Vamos receber ordens suas. Não queremos um casal gay comandando o time de basquete do Olimpo.

Marcelo veio cheio de si, me encarando, frente ao time.

- Ficou maluco? - Maurício diz.

- Vai aceitar? Vem dizer que vai continuar puxando saco desse pau no cu? - Ele encara Maurício.

- Não tem a ver com o Wilker, é o time! O cara é o melhor cestinha da cidade, foda se o que faz e com quem faz, deixa o cara. O que importo é aqui em quadra, o time, o Olimpo.

- Mas o que vão dizer de nós, vamos virar chacota no campeonato! - Um dos garotos diz.

- Quer virar chacota com o troféu? Ou virar chacota de ser o primeiro time do Olimpo a perder uma final dos campeonatos regionais? - Maurício diz. - Wilker sempre esteve com a gente quando precisamos. Você Rodrigo, ele ajudou quando perdeu sua avó, até Cauã para conseguir grana para o intercâmbio, ele que tomou iniciativa para conseguir o dinheiro. Somos uma família e isso nem deveria estar em discussão...

- Valeu mano, mas sei me defender. - Seguro o ombro de Maurício.

Aproximo de Marcelo, encarando ele, torcendo para o cara ao menos levantar a mão para mim;

- Meus pais são gays, um deles o cirurgião cardíaco mais respeitado do estado. O outro o cirurgião plástico mais conhecido do pais. E nem vou falar do meu padrasto que é tenente da polícia. Todos gays, e são excelentes profissionais. Sua sexualidade não interfere em nada no trabalho que exercem. – Me viro encarando o time com a mesma raiva que falo com o Marcelo. – Se alguém aqui tem algo contra mim, não é bem-vindo nesse time.

- Estou contigo e não abro mão. – Mauricio bate em meu peito ficando do meu lado.

- Valeu. Os incomodados, estão convidados a fazer companhia para o Marcelo, que está oficialmente fora do time de basquete.

- Qual é maluco? Não pode fazer isso. – Ele veio para cima e os meninos separam a gente.

- Só vem irmão, te mando para o mesmo lugar de onde o Ícaro conseguiu sair, só que no seu caso vai ficar por lá.

- Você não pode me tirar do time.

- Não posso como você está fora, deixe a camisa, e fora da quadra. O treino é fechado para jogadores.

- Foda-se, você e esse time de baitolas. – Ele tira a camiseta jogando no chão.

Colocar Marcelo fora do time, calou todos, e também mostrou melhor que o Wilker, o capitão do time de basquete era o mesmo.

Depois dos treinos, seguimos para o vestiário, e banho e então intervalo. Fiquei com minha irmã e sua amiga, Bento, Mauricio trocando ideias no intervalo.

Como chegamos no fim do tempo, só comemos algo e seguimos para a sala de aula, percebi que realmente o Hugo não tinha ido.

Mas a questão aqui era ver meus amigos. Quando cheguei com Mauricio na porta da sala, todo mundo calou e me olhou, todo mundo.

O que eu não contava era o Ícaro, mano a desgraça estava no canto da sala no seu lugar, e quando eu entrei já começou a rir.

Respirei indo para minha cadeira, mas ele é muito filho da puta;

- Qual é, deixou a mulher em casa hoje? – Ele grita.

A sala inteira cai na risada.

Eu só deixei a mochila no chão, voltando no corredor;

- Wilker não se atreva. – Fala o professor.

Ele fica no meio do caminho, e Bento já me segura;

- Relaxa mano.

- Calma, calma Wilker, deixa esse pau no cu. – Mauricio me abraça.

- Para a diretoria agora Wilker. – O professor meio que se desespera e fala gritando.

- Isso é um animal, não é à toa que já tem ficha suja. – Ícaro continua.

Eu voltei, mas não consegui chegar nem perto, pulei em cima dos meninos, mas tinha mais gente ajudando, que raiva do caralho.

- ESTÃO OS DOIS SUSPENSOS. Tirem ele daqui. – Gritava o professor.

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