• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 51

#Wilker

Mano como deixei passar a festa beneficente no asilo! Caramba!

Comigo entre os responsáveis, era inevitável minha presença. Sem contar minha família, e a galera do colégio.

Aberta para o público, e com convidados, iriamos angariar fundos para revitalização e ampliação do local, para melhor eles viverem.

Mais que meu irmão, e Marcos. Artur estava à frente de tudo, e com dedicação total, pois desde a nossa perda ele vem sofrendo bastante com o que aconteceu.

Marcada para o sábado, meu pai nos acordou logo cedo, por volta das oito da manhã a casa estava toda de pé.

Marcos, Artur e Daniel seguiram para o asilo. Nicole dormiu na casa da Viviane, iriam sair de lá. Eu e Bento seguimos para uma distribuidora, onde levaríamos os refrigerantes e agua, também tinha algumas coisas para levar.

Hugo ficou responsável por equipamentos.

Eu e ele ficamos responsáveis por convocar a galera do Olímpio. Marcos policiais da corporação, e meu pai parte do corpo de médicos do hospital. Amigos e conhecidos também ajudaram.

Com duração durante todo o dia, de atividades e visitas, e almoço, houve um fluxo gigantesco de pessoas, muito mesmo.

Intercalando DJ’s e cantores ao vivo, conseguimos manter praticamente nove horas de evento, com um fluxo relativamente grande de pessoas.

Aproximando da ultima hora, vou levar uma grana das bebidas ao meu pai, ele estava na cozinha;

- Wilker estava a tua procura. – Ele diz, logo que me vê.

- Estava pegando o caixa das bebidas, não estou deixando juntar muito dinheiro lá, não. – Falo entregando a bolsa.

- Certo, fica tranquilo filho, tem mais policia aqui do que na cidade, rsrs.

- É o Marcos foi quem mais trouxe gente, rsrs, parece um encontro de policiais, isso sim. Estava me procurando por?

- Hugo precisa de ajuda lá atrás, fiquei de ajudar ele mas não to conseguindo sair aqui.

- Tudo bem.

Lá atrás que ele disse era em uma das entradas, onde estávamos guardando algumas doações de alimentos. Com o tempo fechando era perigoso começar a chover e molhar tudo.

Dou a volta passando por todos, e vejo ele no fim, passando de um lado para o outro. Sem dizer nada eu cheguei ajudando.

Pegando as sacolas e levando para dentro das caixas, separando as coisas e organizando mais espaço.

Ele fazendo o mesmo do lado.

- Ana ficaria orgulhosa do que fizemos. Era algo que ela amava, festas e visitas.

Não responde e nem comentei, com o som do local eu fiquei na minha.

Eu ainda fazendo as coisas, Hugo para e fica me olhando e fala;

- Contei para ela o que sentia por você, na verdade ela percebeu.

Quando escuto isso eu olho;

- Ela disse que não iria rolar, nunca, porque somos iguais, e não dá certo. Acredita que ela falou isso. Falou que duas cabeças teimosas não se concertam juntas.

- Ela sabe das coisas. – Falo voltando a trabalhar.

- Foda-se! Foi o que responde ela deu aquela gargalhada e falou o que eu já sabia. “Você não vai desistir até conseguir”.

Jogo a última sacola e limpo as mãos dizendo.

- Sabe que acreditei em você por um momento, não sei explicar mas pensei que aconteceria algo. Mas descartei porque tínhamos uma amizade de muito tempo. Tínhamos.

- Nem que eu queria consigo me afastar Wilker, faça e fale o que quiser, eu vou estar aqui. E não é me humilhando não, é pelo que eu acredito. – Ele se aproxima.

- Você pode estar perdendo seu tempo.

- Tenho muito ainda para viver. – Hugo se aproxima mais.

Ciente de sua atitude, e sabendo o que ele faria, eu não hesitei, não afastei, não deixei rolar, mas aconteceu.

Hugo me beijou, aproximou o rosto, e os lábios, lembro de sentir pouco dos pelos sob o lábio superior, e sua língua encostando em minha boca. Ele ficou mais abalado que eu no momento, porque não sabia o que viria.

Me afasto e digo;

- Eu já fiz isso antes.

Ele logo saca do que se tratava. Seu olhar muda, eu vi a dor nos seus olhos, isso antes de virar o rosto e ver Icaro de pé assistindo a gente.

Quando meu rosto se virou ele teclava algo no celular. É obvio que ficamos assustados;

- Eu estou certo, sempre estive. – Ele diz.

- Que você viu? – Pergunto.

- Eu vi o que todos estão vendo agora Wilker.

- Filho da puta. – Hugo fala pálido.

Eu nem perguntei, ele só mostrou a tela do celular.

Icaro postou uma foto minha e de Hugo se beijando.

- Apaga isso. – Falo indo para cima dele.

- Já era mano. Não pode fazer nada. – Icaro fala.

Mal sabia ele da minha intenção. Na velocidade que fui para cima, Icaro desviou em cima da hora. O segurei torto e meio que fui para cima, tentando derrubar ele, mas caímos para trás.

O tombo levou uma porta de madeira abaixo, caímos os dois no chão e eu de murro em cima dele, que tentava pôr tudo se defender, mas consegui acertar dois a três socos em sua cara, e um em suas costelas.

Ele me vira caindo sobre mim, e acerta um em meu nariz, sem jeito, mas doeu a pancada. Chutei ele que caiu perto de umas caixas fazendo um barulho alto.

Toda essa cena no local principal do evento.

Me levantei pulando para cima dele, quando saltei, fui puxado para trás e segurado por policiais que me imobilizaram na hora.

Lembro de madeira no chão, minha roupa suja, e sangue, tinha bastante sangue.

Nada era mais estranho que a cara das pessoas me olhando, de susto e surpresa.

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