• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 42

#Wilker

Descobri na fazenda algo melhor que os animais, que os rios e atividades que se há para fazer. Um armazém onde guardam os maquinários das plantações.

E são imensos, plantadeiras, colheitadeiras, sistemas de irrigação, tudo gigantesco, o que me chamou a atenção era a oficina onde também cuidava disso.

Eles morava, praticamente em uma cidade fechada, com tudo em mãos.

Fui com o Bento para encher os pneus da caminhonete, e logo retornar para casa, pois já estava escurecendo;

- (...) “American Pie” deve ser uns sete filmes, como nunca viu nenhum.

- Rsrs, estou dizendo primo, nenhum.

- Meu Deus, você realmente vive em um isolamento aqui. E seus amigos do colégio? – Seguro o portão para ele passar o cadeado.

- Moram todos pertos, fazendas aqui, ali... deste lado. – Bento vai mostrando.

- Então gostam da mesma coisa, cavalo e galinhas. – Eu digo rindo.

- Rsrs, pode zoar agora, mas você também gosta.

- Agora! Eu nunca imaginei tirar leite de vaca, te juro, andar a cavalo é uma coisa, agora isso, não. – Abro a porta entrando no carro. – Muito menos pilotar uma dessa.

- Fica me zoando, tirando com minha cara, mas e no seu colégio? Que você gosta de fazer?

Ligo o carro saindo, e manobrando de ré, enquanto respondo Bento;

- Mano, gosto muito de esportes, muito. Jogo basquete, pratico Muay Thai e...

- Muay o que?

- É uma luta, rsrs. Vamos muito a festas, e também jogo bastante online.

- Dá para ver que você pratica muito esporte. – Bento coloca a mão em minha coxa.

Ele passa a mão do joelho até metade do membro e aperta. Tiro sua mão, segurando pelo seu pulso;

- Isso é novo, novo até demais, e espero que não aconteça novamente. – Mesmo dirigindo, consigo falar olhando para ele.

- Tudo bem, é você que está dizendo, acredite, sei o que está falando, nunca fiz isso também.

Bento olha direto para minha cueca, e lá estava meu membro, de vida própria fazendo eu “pagar” língua, contraindo o que minha boca dizia.

Dou uma risada olhando para baixo, e ficando bem, mas bem sem graça.

- Não deveria ser assim, seus pais são...

Antes de ele terminar de falar, comento;

- Eu não tive que me assumir, meus pais não se assumiram para mim, não existe nada de estranho em mim. Eu já falei Bento, é novo, só isso.

Sem querer eu falo em um tom mais alto. E isso o intimida.

- Tudo bem, foi mal.

Percebo que havia magoado, quando ele faz uma pausa, os segundos em silencio, são quebrados por mim;

- Não quis ser mal educado mano, desculpa.

- Relaxa Wilker, é complicado para mim também, mas como você disse, relaxa, não vai acontecer novamente e ninguém precisa saber.

Ele confirma, tranquilamente.

Eu estacionei o carro, e quando descemos, dando a volta no escuro a Alzira aparece saindo da casa, com o telefone em mãos;

- Wilker é seu pai, no telefone. – Ela se aproxima, com passos rápidos.

Eu pego o aparelho entrando, tirando a botina suja;

- Oi.

- Wilker?

- Oi pai, benção.

- Deus te abençoe. Preciso que escute com atenção querido. – Escuto o barulho do trabalho dele.

- Pai está trabalhando? Não está de férias?

- Wilker me escuta. Falei com a Alzira, ela e o Bento vão levar você e seu irmão para a cidade. Vão pegar o próximo ônibus para Goiânia o mais rápido possível, está me ouvindo?

- Mas pai, vamos ficar aqui, mas alguns dias, esqueceu?

- Wilker preciso de você meu filho, por favor.

- Que aconteceu?

- É a Ana, ela vai fazer uma cirurgia em breve.

- O que?

- Não dá para explicar querido, por favor, faz o que eu peço.

- Tudo bem, já contou para ele?

- Não, seu irmão é muito inteligente, não sei dizer sem assustar ele.

- Tudo bem pai.

- Te amo, vem com Deus. Agora deixa eu falar com sua tia.

Eu entrego o telefone e o Daniel já sacando se aproxima;

- Que houve?

- Vai arrumar suas coisas, vamos embora.

- Mas eu quero ficar.

- Ana não está bem de saúde Daniel, vamos, por favor. – Falo me abaixando frente a ele.

- Que foi com ela.

- Papai ainda não sabe, mas achou melhor voltarmos para casa.

- Tabom.

- Não vão ficar até o fim da semana? – Bento questiona.

Antes de responder, confiro Daniel sair;

- Ana não está bem, meu pai quer que leve ele para ver ela, pode ser grave.

- Tudo bem, né, já que ela está assim.

Fui para o quarto arrumar as coisas, e ainda Alzira estava conversando com meu pai.

Daniel pegando suas coisas espalhadas pela casa o Bento entra no quarto. Ele entra e senta na cama;

- Acha que vai demorar voltar?

- Mano não sei, porque você não visita a gente?

- É complicado primo.

- Fala com sua mãe, ela também ir.

Ele meio que me ajudou a arrumar as coisas para ir embora.

Foi o seguinte despedi dele, de Alzira e de Francisco, assim como o Daniel.

Eles levaram a gente para a cidade e depois colocaram no ônibus, no caminho meu celular foi conectando a rede e ele travando de tantas mensagens. Aproveitei o caminho para responder e conversar com o pessoal.

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