• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 39

Atualizado: Set 11

#Artur

Todo mundo exagerou na noite passada, então dormiram até tarde.

Eu acordei pouco cedo, escovei os dentes e fui para a área, onde a Alzira e Ana estava fazendo café.

Ajudei limpando a mesa, e colocando a louça para lavar, elas terminam um bolo, colocam umas frutas e queijo, doce na mesa.

Fui chamar o Marcos que estava até roncando de tão cansado.

Na cama ele estava todo enrolado nos cobertores, eu vou subindo e puxo, tirando seu cabelo do rosto, falando bem perto do seu rosto;

- Amor, bom dia. – Beijo seu cabelo.

Ele resmunga, eu repito e ele abre aqueles olhos claros;

- Eu estou de férias, me deixa dormir.

Já fechei a cara, cortando todo o clima;

- Vim te chamar para tomar café comigo, como um casal. Mas fica nessa cama, leva ela para Goiânia.

Ele me abraça, segurando forte;

- Vem aqui amor, briga comigo, briga.

Rindo abraço ele forte;

- Levanta vai! Vou chamar os meninos. – Eu me levanto.

- Te amo. – Ele diz puxando o cobertor, e se espreguiçando.

Sai do quarto encontrando com a Nicole, de cabelo igual uma vassoura, e toda torta;

- Bom dia! Não fala nada. – Ela abre a mão passando.

- To calado. – Começo a rir.

Nicole entra no banheiro e vou no quarto dos meninos, ao abrir a porta, Bento, Daniel e Wilker dormindo os três no chão.

Bento a esquerda, Daniel abraçado com o irmão que estava de moletom e bermuda.

Quando abro a porta meu pequeno me olha, passa a mãozinha no rosto e eu me ajoelho no colchão.

Daniel se senta eu puxo abraçando ele;

- Bom dia amor.

- Bom dia.

Quando ele responde, Bento acorda se esticando na cama. Wilker olha, e puxa o travesseiro cobrindo o rosto;

- Vamos escovar esses dentes? – Falo beijando o Daniel. – Café está pronto, levanta Bento.

- Já vou. – Ele responde se sentando, e bocejando.

- Café está na mesa filho, levanta. – Falo batendo na bunda do Wilker.

Consegui colocar todos na mesa, ninguém com coragem, todos mortos;

- (...) Menino poderia fazer na frente dele, que não iria ver. – Ana dá aquela gargalhada dela.

- Eu não vi que eles beberam, vou dar na cara de vocês. – Falo bravo.

- Eu, Nicole e Bento, acha porque estávamos daquele jeito ontem. – Wilker diz.

- Eu não posso falar, entrei no quarto errado, e estava os três dormindo no chão. – Marcos fala.

- Bento tomou meu lugar, eu deitei do lado do meu irmão. – Daniel nem termina de falar e todos começam a rir.

- Desculpa primo, eu nem sei onde deitei, estava meio alterado, rsrs.

- Ele fala assim, mas estava todo para frente ontem. – Marcos fala de mim.

- É deu para ouvir depois que deitaram. – Ana fala.

Fiquei da cor de um tomate, pois pronto, virou o assunto da mesa. O Marcos entrou na brincadeira deles e caramba;

- Tive que pedir um tempo para ele ontem, eu não sei como fazem essa cachaça aqui não, mas quero levar duas garrafas.

- Cala a boca Marcos. – Falo bravo.

Os meninos rindo, sem graça, mas rindo, rsrs.

Depois desse pequeno show no café da manhã, fui com o Wilker, Nicole, Bento e Marcos na cidade.

Eu fui, pois, iria comprar uns remédios que passei aos funcionários da fazenda, e os meninos iriam comprar balas/munição para uma arma que o Francisco usava para segurança da fazenda. Por isso Marcos o acompanhou, e Bento tinha umas coisas para resolver.

Depois que eu peguei os remédios, os meninos entraram em umas lojas, eu estava no carro respondendo minhas mensagens, aproveitando o “4G”, quando o Wilker aparece;

- PAI. PAI. – Ele grita do outro lado da rua.

Olha vocês sabem, eu ouvi meu filho sabia que algo de errado estava acontecendo. Desci correndo;

- Pai a Nicole, acho que é uma crise. – Ele fala assustado.

- Cadê ela? – Falo atravessando a rua.

Ele corre na frente e eu acompanho, entramos em uma loja de roupas, uma das vendedoras com o copo de agua nas mãos, o Bento abaixado frente a Nicole e ela aparentemente com dificuldade para respirar.

Cheguei já segurando na mão dela com força;

- Wilker tira todo mundo. – Encaro ele.

Ele pede com cuidado para os dois, que se afastam, assustados mais afastam.

- Ei, Ei, Ei querida to aqui. Respira comigo.

Falo fazendo ela olhar em meus olhos, e repetindo a todo momento “Respira comigo”, tentando acalmar ela, para não ter que chegar a ir em um hospital e trazer o mesmo trauma.

Eu fico muito próximo dela, a deixando em segurança;

- Artur eu to com a sensação que vou morrer, é muito estranha.

- Nicole, eu estou aqui, nada vai te acontecer, estou aqui te protegendo.

- Tem algo de errado comigo!

- Você está bem, olha, se lembra. Respira comigo. Inspira... expira...

Ela tremia, uma leva falta de ar que estava tentando controlar, e bem assustada.

Vejo o Marcos aparecer na loja e deixa a sacola com o Wilker que segura ele.

Meu marido desesperado tenta se soltar, e percebo de longe Wilker dando-lhe uma bronca;

“- Agora que ela se acalmou, não vai fazer merda. ”

Nicole só não vê, por estar com a cabeça em meu ombro, ele se aproxima, passa a mão no rosto, Marcos estava pálido.

Ele me olha e eu me levanto, ela olha, e respira fundo, querendo chorar;

- Marcos mostra para Nicole que ela está segura. – Falo com ele pegando na mão dela.

- Eu estou aqui, nada está errado, não vai te acontecer nada, porque eu estou com você meu amor. Nicole você é forte e você pode tudo minha vida. – Ele diz abraçado com ela.

Eu vou agradecer e pedir desculpas para a vendedora, que foi bem-educada e generosa.

Ela não se acalmou, mas seu pai passou a segurança necessária para Nicole conseguir sair de dentro do local;

- Isso sempre acontece? – Bento questiona próximo ao carro.

- Na verdade tem um tempo que não. – Wilker responde.

- Terminaram o que tinha que fazer? – Pergunto aos dois.

- Sim.

Ótimo, pois entramos e seguimos para a fazenda, ela precisava de um banho bem quente e comer um doce.

O Marcos foi calado, e tão concentrado na filha que deixou o Wilker dirigir.

Na fazenda, ele saiu com ela, e depois a colocou no quarto. Eu fiquei de fora conversando com todos e tals.

Ele sai com o telefone, estava falando com alguém. Marcos sai falando e se senta na mesa, deixando todo mundo em silencio, prestando atenção no que ele estava falando;

- Tudo bem, obrigado. – Ele desliga.

- E então amor? – Pergunto chegando apertando seu ombro.

- O doutor pediu que levasse ela, eu vou voltar hoje com ela. – Ele olha.

- Vou com vocês Marcos. – Eu me sento ao seu lado.

- Precisamos ir também? – Wilker pergunta.

- É pai, eu quero ficar. – Daniel completa.

- Podem ficar, ainda tem uns dias. – Marcos diz. – Né amor?

- Sim, podem sim. Ela está dormindo?

- Ficou no quarto, deitou com os fones de ouvido, vou ficar com ela, você arruma nossas coisas?

- Arrumo, pode ir.

- A última foi desse jeito? A última crise Wilker? – Marcos pergunta.

- Não, foi muito pior, ela se controlou dessa vez.

- Não foi a última amor, ela vem tendo várias, de menor magnitude, mas tem algumas.

Ele respira fundo e sai calado.

Todo mundo fica meio sem o que falar;

- Vamos comigo primo? Vou no estabulo. – Bento sai e Wilker acompanha ele.

- Artur tem um remédio de dor de cabeça aqui? – Ana pergunta.

- Sim, calma aí. – Falo levantando.

Vou com cuidado no quarto, e pego a bolsa saindo, Marcos estava abraçado com a filha, que estava de cobertor, toda encolhida e quieta.

Ao sair questiono a Ana;

- Tem um mais forte e um mais fraco, qual vai querer? – Mostro ambos.

- O mais forte.

- Mulher, rsrs. – Entrego o comprimido.

Ela pega um copo com agua e eu pego o estetoscópio, ela sorri quando eu coloco em suas costas. Depois confiro suas pupilas;

- Escuta você tem Glaucoma, ou algo do tipo?

- Pergunta o que eu não tenho filho.

- Senta Ana, por favor.

Faço um segundo teste, e vou conversando com ela;

- Escuta, vai embora com a gente ou vai ficar com os meninos? – Falo guardando as coisas.

- Eu quero ir, mas se preferir fico com o Daniel.

- Não, mulher, que bom, vamos fazer uns exames.

- Rsrs, não tem mais surpresas aqui não querido. – Ela se levanta.

- Espero.

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