• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 38

Atualizado: Set 8

#Wilker

Todas as carnes que consumiam vinham da fazenda, vacas, porcos e galinhas. Frutas e verduras vinham do pomar, de beterraba a rabanete, cenoura, alface, tudo. Eles não compravam nem óleo, pois usavam banha do próprio porco que matavam.

O que estou dizendo é os processos, eles faziam tudo, como a pamonha que buscamos os milho.

Acompanhei e ajudei todo o processo. Todos reunidos, tipo a família junta, descascando aquele monte de milho, depois eu, Marcos e Bento ralamos tudo.

Enquanto elas coavam, temperaram, e prepararam as palhas para embalar, e enfim cozinhar.

Espero que todos tenham a chance de comer uma pamonha “fresca” que acabará de ser feita, na minha opinião não há nada melhor. Eu nem almocei.

Meu pai puto com a gente, que estava comendo puxando o ar de tanta “gula”, rsrs.

Acho que de todos os dias na fazenda esse foi o que mais trabalhei, eles estavam vacinando o gado, e tipo, todo mundo ficou nessa, de vacas para um lado, e para o outro, que CARALHO, cansa demais ficar o dia todo sob o cavalo.

A noite como esfriou um pouco, depois de tomar um banho, uma galera da fazenda marcou de jogar cacheta e beber. Como foi em casa é claro que eu e Nicole aproveitamos a deixa né.

Mesmo com o frio montaram uma mesa ao lado de fora, e várias cadeiras, a maioria das mulheres estava próximo a cozinha, comendo e bebendo. Eu e Bento começamos jogando junto com todos, mas depois sentamos e ficamos bebendo com minha irmã e a Ana;

- Como alguém tem um iPhone e não usa. – Nicole fala para o Bento.

- Uso mais para a escola sabe, estudar, os grupos do colégio, mas a noite eu pego mais. – Ele gesticulava com o aparelho.

- Sei como usa. – Falo com cara de safado.

Elas riram e Nicole diz;

- Ana você morava na fazenda, e tinha escola perto?

- Não, menina, não tinha escola perto, era longe demais. E na minha época mulheres não podiam estudar, não, só meus irmãos foram para escola.

- Porque não podiam estudar? – Pergunto.

- Meu pai dizia que mulher tem que ficar em casa, ir para escola era coisa de mulher da vida, filha dele não estudava.

Gente, ficamos meio que sem reação, pois para nós isso é fora da realidade.

- Meu Deus, não vejo minha vida sem estudar. – Nicole comenta.

- Não era nada fácil, hoje vocês vivem no paraíso querida, conquistaram muitas coisas.

- Mas vocês ficavam só em casa. – Bento toca nela.

- Não a gente ia em casa de amigos e festas, mas não é como aqui. Se isso aqui fosse naquela época, mulher tinha que estar na cozinha, servindo os homens, e nada de entrar em assunto essas coisas. Criança como o Daniel já deveria estar na cama.

- Meu Deus. – Eu perplexo.

- Para ir em festa Wilker, a gente ia descalço, andando nessa terra aí. – Ela gesticula mostrando o terreiro. – Andando e com as chinelas nas mãos, quando chegada que a colocávamos. Eu conheci televisão pela primeira vez quando tinha dezoito anos Nicole.

- Era muito difícil as coisas antigamente. – Bento se ajoelha, para se levantar.

- A gente sofria muito filho, foi uma vida difícil sabe, mas é assim, a gente vai achando a felicidade em pequenos momentos, e aproveitando o máximo possível.

- Aceita mais um pouco Ana? – Marcos aparece com uma garrafa de cerveja.

- Sim, por favor.

Ele se abaixa e serve ela, como nós estávamos os quatro sentados no chão, meu copo, de Nicole e Bento era fácil de esconder.

Ele serve a Ana, e sai, em seguida Alzira entrega uma caipirinha para a gente dividir, ela quem estava “contrabandeando” as bebidas, rsrs.

- Não sei se eu conseguiria viver em um tempo assim.

- Filha, eu falo muito com o Daniel, e com seus pais também. Quando se tem um momento como esse voces tem que aproveitar o máximo, como seu irmão. Wilker querido. – Ela coloca a mão em minha coxa. – Está aproveitando ao máximo tudo isso aqui, andando de cavalo, tirando leite, até milho ele anda colhendo, rsrs.

- Ajudei a matar um porco, quando eu pensei que faria algo do tipo. – Eu falo rindo.

- Eu sei, eu vou aproveitar. – Ela fala.

- Não queria vir, a ideia então me deixou furioso. Mas se eu estivesse em Miami com meu pai, não estaria me divertindo nem a metade do que estou aqui.

- E não teria me conhecido. – Bento completa.

- Haha’ sim, ganhei até um primo.

- Sim, parece mais seu do que dela. – Ana comenta.

- Sou dos dois, rsrs.

A gente cai na risada e meu pai aproxima;

- Que felicidade é essa em?

- Estou curtindo minha juventude Artur, deixa a gente, o assunto aqui é delicado. – Ana gesticula com ele.

- Hum, tudo bem, vou me afastar.

Ficou tarde, dez horas da noite, rsrs. Tarde para quem acordou por volta das cinco da manhã.

Ainda havia gente jogando, uns no canto, poucos foram dormir, mas eu e o Bento estávamos já sim, bêbados, bem! Alterados seria o termo correto.

Fui para o quarto e deitei pegando o celular que estava de lado, eu estava dormindo com o Daniel no chão, e Bento em sua cama. Mas essa noite ele deitou comigo, ambos mais próximos da tomada.

Quase completando uma semana aqui na fazenda, e eu longe do celular, pegava ele a noite as vezes e no banho para colocar um pornô e bater uma. As vezes postar uma foto durante o dia, e mais nada.

Para retirar as notificações eu abria os aplicativos e olhava rápido. Em uma dessas olhadas vejo uma postagem de Hugo, mas tipo uma foto de sua cama, com os dois controles do vídeo game, pizza e duas garrafas de cerveja sob a mesa. E claro um coração ao meio da foto.

Filho da puta!

Que vontade de enviar mensagem, mas fiquei na minha, bem, na verdade fui direto para o perfil do Ícaro conferir se ele tinha postado a mesma coisa.

Mas não, pensei que filho da mãe, eu sumo por uma semana e ele já está de “amigo” novo. Fiquei com ciúmes, sim, mas de amizade.

Eu acho.

- Pode apagar a luz? – Bento volta do banheiro.

- Sim.

- Não sei como vai dormir com essa música. – Ele comenta.

- Do jeito que estou cansado, e ainda bebi, to caindo de sono.

Ele somente sorri. E percebo que ele deita do meu lado, a claridade da janela, entra no quarto, ambos com preguiça de levantar para puxar a cortina, ficamos assim.

Puto com o Hugo, pensando e tentando imaginar quem foi, e quem estaria ali com ele. Bocejei algumas vezes, Bento se movimenta na cama, e então, fico quieto, deitado de barriga para cima, olhos fechados e a mão esquerda debaixo do travesseiro, e a outra, próximo minha cocha.

Bento se movimenta novamente, mas dessa vez foi diferente, foi demorado, parou e continuou.

Sinto algo próximo meu rosto, pensei ser um bicho, mas era uma respiração, eu senti sua respiração, puxei todo o ar enchendo o pulmão, pois assustei, entendi que estava acontecendo.

Foi tão rápido que eu abri meus olhos ele fechou os dele. Bento me beijou.

Eu juro, que o primeiro impulso era empurrar ele, e sair dali. Eu me assustei, fiquei incomodado e retribui.

Movimentei os lábios, foi mover minha boca, sinto o seu corpo próximo do meu.

Ele é forte que eu, pouco mais baixo, porém mais forte.

Senti sua boca molhada e refrescante por causa da pasta dental, o toque do seu beijo me deixou excitado imediatamente. Isso me deixou constrangido, tipo, muito.

Bento se afasta, olhando eu todo assustado e pergunta;

- Já tinha feito isso antes? – Ele passa a mão na boca.

- Não.

Ele fica sem graça, os olhos correm rápido no quarto;

- E você?

- Também não. – Ele responde. – Mas quis experimentar. – Ele sorri.

Foi um momento estranho que soou engraçado, ele sorriu o que me fez fazer o mesmo.

Os dois caíram com a cabeça nos travesseiros, rindo. Sabe aquelas risadas leves e vazias, que logo se esvaem?

Eu olho para ele, que se vira fazendo o mesmo;

- Não vai dizer a ninguém né?

- Não, relaxa.

O foda de atitudes e fazer coisas assim, que você não pensa no momento, só FAZ.

Eu responde e ele se aproxima, Bento junta seu corpo no meu, eu fico meio estranho, e seu rosto também, dessa vez, aguardou que eu me aproximasse.

E eu aproximei!

Ele voltou a beijar e dessa vez, mais próximo, era estranho pois os dois não sabiam o que fazer ou como fazer. Ele trouxe a mão em minha cintura e apertou, forçando mais sua língua na minha boca. Nessa hora fiquei com muito tesão.

E foi então que ele enfia de uma vez a mão dentro da minha bermuda, eu me assustei para caralho.

- Mano! – Falo segurando sua mão.

- Que foi? – Ele pergunta, e no mesmo momento aperta meu membro.

Cheguei a respirar;

- Ficou maluco?

- Não tem ninguém. – Ele diz rindo.

Ok!

Bento literalmente “explode” minha mente, quando entra debaixo da coberta.

Ele passa a mão segurando minha cintura, eu tento desviar, serio estava com medo.

Ainda mais por estar sem sexo um tempo, aqui na fazenda nem tem como bater uma. Não há tempo.

Meu primo começa a me chupar, se vocês já passaram por “aventuras” desse tipo sabem e já sentiram o nível de adrenalina.

No início eu olhava para a porta com medo de alguém entrar ou algo do tipo, mas mano, que porra de boca era essa. Segundos depois, estava segurando sua cabeça e forçando para ele engolir, foi uma mudança de chave na mente que eu estava para gozar a qualquer momento.

Eu tinha dificuldade para respirar, estava ofegante, começando a soar, e com vontade de foder a boca dele de tão gostosa. O que ele faz melhor que chupar era a pegada, uma delícia, mãos firmes e segurada firme.

Bento se volta para o travesseiro, ainda segurando meu membro, e direto beija minha boca, foi diferente, mais gostoso, sua boca estava bem molhada.

Eu estava explodindo de tesão, e ele leva minha mão em seu membro, para não ficar sem graça apertei, assim como eu ele praticamente vira os olhos.

Coloquei a mão dentro da cueca e então ligaram as luzes do corredor.

Tirei a mão dali como se houvesse um bicho.

Ambos viram para um lado, e fingem dormir, porem demorou um pouco para a porta abrir, eu finge tão bem, que não sei quem entrou, pois logo saiu.

É obvio que não continuamos, depois de um tempo, revezamos, um indo no banheiro depois o outro, para bater uma, pois não era possível dormir daquele jeito.

Confesso me tocar pensando em uma garota, mas a memória de ele me chupando estava tão fresca, porque desperdiçar? Acho que nunca gozei tão rápido.

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