• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 37

#Marcos

A vida em fazenda não é fácil, acorda cedo, e trabalha até a hora tarde, e não são trabalhos comuns, é pegando peso, trabalhando no sol, essas coisas.

Eu nunca iria imaginar que Wilker seria uma das pessoas que acordaria as 04:00 da manhã para ir tirar leite, “apartar” as vacas, andar a cavalo, foi uma adaptação fácil e rápida. Bento ajudou e muito ele nessa questão.

Assim eu fico tranquilo pois, Artur não deixa as crianças, e Wilker tira muito, mas muito da atenção dele. Com o garoto ocupado o dia todo, e indo dormir por volta das oito e meia da noite, deixa ele mais “tranquilo”.

No dia pela manhã, depois de tomarmos café, Nicole e Daniel iam na cidade com a minha irmã a Alzira, eles comeram e estavam se trocando.

Ainda na mesa, o Wilker e Bento, conversando algo, eu e Artur, meu pai e Ana, terminando de comer.

Eu e o Artur terminamos de lavar a louça, do café, e a Ana se aproxima;

- Gente vamos ajudar os meninos? Eles vão buscar o milho.

- Milho? – Artur se vira secando as mãos.

- Para pamonha, Alzira falou com você ontem amor.

- Aí gente, esqueci. Vamos sim. – Ele confirma, secando as mãos.

- Ei, vão também? – Bento grita do outro lado da casa.

- Sim. – Ela responde saindo.

- Coloca uma calça e uma camiseta de manga longa Artur, vai sair todo se coçando. – Falo entrando com ele.

- Certo.

Fiz o mesmo, quando saímos o lindo do Wilker no volante da caminhonete;

- Sai fora. – Falo abrindo a porta.

- Porque?

- Não bebi ainda.

Ele sai rindo e senta atrás. O Bento foi mostrando o caminho até a plantação.

Andamos bastante para falar a verdade, por causa dos “ladrões de milho” era mais protegida, as cercas eram mais bem-feitas e a estrada era melhor, caso precisassem andar amis rápido, e tinha algumas casas de empregados próximo também.

- Olha aí. – Diminuo a velocidade para Bento ver as espigas.

Ele só de olhar fala;

- Pode continuar.... Estão pequenas essas, semana passada eu vi maiores.

Andamos mais alguns metros e então ele comenta;

- Aqui está bom.

Eu parei a caminhonete quase sob os pés de milho e descemos;

- Entram e tomem cuidado... – Eu estava falando e Artur me interrompe.

- Não tem bicho aí não né?

- Não amor, rsrs, você vem comigo. Os outros peguem os sacos, enchem e colocam na carroceria. Ana vem conosco?

- Vou com os meninos.

- Tudo bem.

Que cena!

Que cena!

- Formado na melhor universidade de medicina do estado de Goiás. Anos de Residência. Mestrado fora do pais, sou um cirurgião cardíaco de nome, colhendo milho. Milho....

- Quando foi que ficou soberbo?

- Nunca fui, estou te enchendo mesmo.

Ele estava na minha frente, todo delicado, e sem jeito, quebrando as espigas. Mas todo fofo;

- E com os funcionários? Como estão? – Pergunto, carregando o saco.

- Pressão alta, Diabetes batendo na porta, dores nas costas. Nada demais, coisas de rotina. – Ele vai jogando as espigas no saco.

- Wilker adaptou mais rápido que eu, até.

- Sim, Marcos ele está um fazendeiro nato, quando eu iria imaginar meu filho tirando leite de vaca.

- Quando iria imaginar, Wilker acordando essas horas.

- SIM. – Ele fala rindo.

- Eu estou ouvindo sabia. – Wilker grita.

A gente sorri e Artur grita;

- TE AMO AMOR.

- Falou com a Alexia?

- Sim, estão todos bem, algumas observações, mas passei os direcionamentos que ela precisa, nada demais.

- Ótimo, está aqui para descansar a cabeça Artur, pelo amor de Deus, para um pouco.

- São meus pacientes Marcos, eu tenho que preocupar.

- É trabalho, você mesmo diz.

Ele olha todo bravo para mim.

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