• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 36

#Wilker

Depois de todo o trampo de tirar leite, eles soltam as vacas em lotes, quatro a cinco na verdade. Isso não é algo rápido, tem seu tempo.

Depois descemos para tomar café da manhã, e foi algo diferente para mim, pois estávamos a mesa e o sol nascendo no horizonte, foi uma cena muito foda.

E tentei acompanhar meu primo o Bento para um dia de rotina dele.

Primo porque já me acostumei a ser chamado assim, rsrs.

Depois do café, segui com o Bento para alimentar, porcos, galinhas, e ver umas vacas no pasto, eles fazem um tipo de acompanhamento para as que estão “gravidas”.

Nesse tempo os funcionários haviam “apartando” as vacas para serem vacinadas, isso antes do almoço.

Cheguei em casa morto, logo pela manhã. A tarde com o sol mais baixo, saímos praticamente todos para pescar.

Havia o píer no açude, e ao lado esquerdo um local com sofá e cadeiras, onde o “Seu Francisco” ficou, meu pai e Marcos também estavam lá com a Alzira.

Eles até arrumaram varas, para pescar, mas ficaram mais bebendo. Ana e Bento estavam ajudando a gente com as varas, e iscas;

- Ai, meu Deus ela está vida... Coitada Ana. – Nicole fala vendo ela mostrar como colocar as minhocas no anzol.

- Que nojento. – Daniel fala rindo.

- É assim que se pesca, isso aqui é a melhor isca possível. – Ela mostra.

Bento havia me mostrando como se faz, ele estava sentado do meu lado, com sua vara, arrumando algo e eu amarrando o anzol, que coisa difícil, mas nada comparado a colocar a minhoca naquele anzol, puta merda. Estava reclamando quase igual a Nicole.

- ANA CUIDA DOS MEUS TESOUROS. Artur grita já bêbado do outro lado.

- Pode deixar. – Ela responde.

- Não se grita quando está pescando Artur. – Marcos puxa ele.

Por causa das canoas, separamos em eu e Bento, Ana, Daniel e Nicole.

Pegamos o remo e fui com ele guiando, até um ponto, não ao meio, bem mais afastado próximo a umas árvores que ficavam cobertas pela agua.

Ele parou sentou, mais na ponta da canoa, eu olhei para os meninos que estavam longe, mas ouvia a conversa de Ana explicando para eles, assim como meu Pai, bêbado.

- (...) Nem se como está aqui, muito tempo que não pesco. – Ele comenta se ajeitando.

- Pensei que faria sempre isso.

- Não. Levanta sua vara, e fica de olho na linha.

- Certo. Mas você só estuda?

- Sim.

- Bento, não vi vocês comentando, mas cara e sua avó? Ela não vem aqui?

- Não. Vejo pouco ela.

- É desde que meu pai está com o Marcos vi ela duas vezes.

- Meu avô não gosta que falamos dela.... Antes nem do tio Marcos, mas isso passou.

- Ele não aceitou muito bem o termino? – Falo me sentando em outra posição.

- Ele ainda ama ela, mas minha avó não queria essa vida. De cuidar de funcionários, de galinhas, porcos, ela tentou, mas é muita pressão e trabalho viver aqui.

- Não é o que parece.

- As coisas não são como você as vê primo.

- É sei bem como é.

- Pois é! Anos depois quem tomou a coragem foi meu tio Marcos. Assim como ela, não queria a vida de fazendeiro.

- É já ouvi essa história.

- Meu tio é o cara mais foda que eu conheço. – Ele diz olhando para longe e com um sorriso.

- Porque gosta tanto dele assim?

- Porque eu gosto, é um cara forte e que enfrentou tudo e todos para viver o que ele ama, e com quem ele ama.

- Não sei se ele é isso tudo, não.

- Ele já fez mal para você?

- Não diretamente.

- Então não tem o porquê ter raiva dele.

- Não é raiva.

- É o que então?

- Não sei explicar.

- Para mim isso é frescura.

- Cala a boca Bento. – Jogo agua nele.

- Olha ai seu burro. PUXA. – Ele grita.

Mas o peixe que estava puxando minha vara, isso sim, gente que força era aquela. Até pensei estarem me trolando, só pode.

Eu puxei como ele mostrou, mas Bento pegou a vara e tirou ele da agua, não era dos maiores, mas foi o primeiro do dia e de todos.

Com o sol baixo, Ana voltou para a margem levou a Nicole e voltou com meu irmão, assim aproximamos a canoa e então?

Daniel deu um show e humilhou todo mundo, isso porque nunca pescou.

Eles foram para dentro bem cedo, meu pai, Marcos e Alzira, foram cedo para dentro, quando escureceu tudo, que Ana foi para dentro. O Bento insistiu ficar um pouco e ainda pegou mais dois peixes, eu fiquei em uns 3.

O Açude por ser perto da casa e meio que fazer parte da decoração, tinha algumas luzes, mas nada demais, o suficiente para se pescar a noite.

Quando estávamos voltando, o Bento encosta o barco no píer, eu me levanto e ele do meu lado direito passa a mão me empurrando, o que ele não contava era eu segurar seu braço.

Os dois caíram na agua já rindo, não estava fria, mas também sentimos um pouco, pois estava ventando um pouco.

Ele foi na frente e subiu no píer, eu fui tentar seguir ele, mas não consegui;

- É alto? – Ele pergunta la de cima.

- Não, é escorregadio.

- Calma aí. – Bento pula de volta a agua. – Vem aqui. – Ele segura minha cintura.

- Que vai fazer? – Pergunto meio constrangido.

- Te dar impulso e você pula. Calma.

Ele mergulha, rapidamente e volta, mas Bento volta perto demais de mim, tipo, muito.

- Sobe essa perna. – Ele meio que pega em minha bunda pela direita.

Coloco o pé em suas mãos, e ele continua;

- Suas mãos em meu pescoço, vou fazer força no três.

Ele fala, coloco as mãos segurando e ficamos mais próximos;

- Entendeu?

Ele pergunta, e sinto o seu hálito quente de tão perto, fiquei meio sem graça nesse momento;

- Wilker?

- Entendi.

- 1, 2 e 3.

Pulei como ele disse e subi, depois ajudei Bento, o que não contava era;

- Que isso? – Ele aponta para mim rindo.

Mano eu estava excitado, com pau meia bomba!

Quem no frio fica excitado?

Quem?

Desci a blusa rindo, meio sem graça, e ele rindo de mim;

- Que isso em Primo.

- Fica na sua.

- Com certeza, vou ficar na minha. - Bento sai rindo.

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