• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 33

Dia da Viagem...

#Nicole

Meu pai queria sair de casa por volta das sete da manhã, para conseguir almoçar na fazenda.

Ele estava no carro arrumando as malas, e o Artur apressando a gente;

- Nicole, falta mais algo? – Artur diz na porta do meu quarto.

- Não, essa mochila eu desço.

- Filha está indo para fazenda, não precisa se arrumar tanto. – Ele diz ao me ver retocando os cachos do cabelo.

- Já vou.

- Wilker não esquece as escovas no banheiro. – Artur grita descendo.

O Daniel correndo na casa apressando todo mundo, ele estava impossível de ansiedade.

- Posso fechar querida? – Ana entra no quarto.

Ela vai em direção a janela.

- Sim, eu te ajudo. – Desligo o “babyliss”.

Eu e Ana fechamos tudo na casa, portas, janelas, tudo, conferindo tomadas, essas frescuras.

Essa manhã em que a brisa estava bem fria, e todos na casa estavam ansiosos pela viagem, uns como Daniel mal via a hora de sair, e Wilker mal via a hora de voltar.

Eu e Ana saímos encontramos eles, meu pai fechando o porta malas e Artur diz;

- Chama seu irmão, por favor.

Eu abro um sorriso e entro subindo as escadas, Wilker estava trancando a porta do seu quarto, de mochila nas costas, fones de ouvido e seu moletom;

- Não quer mesmo ir né? – Eu falo olhando ele, de cima dos degraus.

- Um lado meu só queria ficar aqui dentro. – Ele aponta para o quarto. – O outro não quer nem voltar.

Ele diz com um sorriso, eu correspondo brincando;

- Só não diz isso para o Daniel.

- Pois é.

Wilker tranca a porta principal, entregando a chave para o Artur, que guardava suas coisas;

- Pai porque está levando o equipamento do trabalho? – Wilker coloca a mochila no carro.

- Francisco pediu que eu levasse e fizesse umas consultas com os funcionários da fazenda.

No carro do meu pai, foi Daniel e Ana, e com Artur eu e Wilker. Decidimos separar por causa da quantidade de malas.

Saímos da capital por volta de sete e meia da manhã.

A fazenda do meu avô não fica muito longe de Goiânia, em Itaberaí é uma hora e meia de carro. Mais uns vinte e poucos minutos de estrada de chão, só que mais lento até porque os carros não eram boas opções para aquele tipo de estrada.

É sim uma viagem relativamente pequena, e rápida, mas esses momentos são assim para nos quanto para vocês, esfriar a cabeça.

O trabalho dos meus pais são muito estressantes, e ISSO é importante.

O melhor é aquela ansiedade de chegar, mas nada como os lugares a beira da estrada que fazemos paragens, o combinado era ir direto sem paragens.

Artur seguia na frente, com metros de segurança do meu pai, ele aciona a seta do carro quando se aproxima de um pequeno vilarejo, e reduz a velocidade, eu do seu lado questiono;

- Vamos parar?

- Sim, quero comprar algo pra beber. – Ele diz manobrando o carro.

Wilker que estava de fones de ouvido sem ouvir a gente, olha ao redor questionando;

- Chegamos? Pensei que era no fim do mundo, foi rápido.

- Há! Há! Engraçadinho. Artur vai comprar algo para beber. – Falo tirando o cinto.

Ele também desce do carro, os dois se espreguiçando do tempo sentados.

Meu pai encosta do nosso lado e já de janela aberta;

- Aconteceu algo?

- Não, vou comprar um energético, querem algo? – Artur diz na janela do carro.

Assim como nós todos descem. O lugar era literalmente beira de estrada, aqui em Goiás chamamos de GO, que seria as autoestradas para alguns.

Poucas casas, lanchonete, posto de gasolina e um pequeno hotel, havia alguns veículos parados, e como era próximo demais a estrada os carros passavam bem rápidos, junto a caminhões e motocicletas.

Comprei um suco, Wilker e Artur um energético, e Daniel um picolé, Ana e Marcos somente agua. E pegamos novamente a estrada.

Fazia muito, muito tempo que eu não visitava a fazenda do meu avô, pois a maioria das vezes ele que nos visitava. Wilker ficava perguntando como era e tals, junto com Daniel, mas eu não dava muitos exemplos, e Artur mandou eu ficar na minha também, rsrs.

Quando chegamos na cidade, que é pequena, tipo muito, o Wilker já ficou puta;

- Meu Deus do céu... To ficando com medo. – Ele diz.

- Está indo para o mato filho, acha o que. – Falo rindo.

- O que gira a economia da cidade é agropecuária filho, ela é um reflexo do seu povo. – Artur diz.

- Pai tem uma carroça do nosso lado! – Ele diz incrédulo.

Eu ria tanto, pois a cara dele era muito engraçada;

- Seu irmão Nicole aprece aqueles mimados de filmes sabe, que tem nojo de terra.

- Coitado quando souber que tem vaca, porco e galinha na fazenda, rsrs, nem vai sair da casa.

- Lá tem energia né? – Ele fala sério.

- Tem idiota.

Gente se esse garoto estava preocupado com a cidade que a estrada é de asfalto, imaginem a cara do meu irmão quando entramos pela terra, com o carro chacoalhando e buracos e mato, e mais mato.

Chegou a tirar os fones, olhando vidrado o que esperava ele.

Depois de uns minutos de paisagens do cerrado e montanhas, propriedades gigantes, iniciou as plantações.

- Wilker olha. – Artur chama atenção para placas na estrada.

“Fazenda Lustosa. Inicio de propriedade privada”

- Aqui já é a fazenda? – Ele pergunta.

- Aqui é o inicio dela.

Ele mostrava as placas de “Proibido Pesca”, Proibido Caça”, essas coisas.

O primeiro contato foi com a plantação de Soja, que é gigantesca.

- Puta que pariu, não vai chegar nunca?

Seguida “alqueires” das cabeças de gado e no horizonte, era possível ver a casa sede;

- Eles trabalham aqui. – Ele perguntava vendo algumas pessoas de cavalos.

- Sim. – Artur responde.

E finalmente, chegamos.

Com um espaço grande tpda cercava, para que os animais de criação não adentrassem a propriedade. Eu desci abri o portão, e os carros entram, pela pequena estrada com pinheiros gigantescos até o caminho da casa.

Um gramado muito bem cuidado a direita, e no fundo a casa, com coqueiros a frente, alguns veículos parados ao lado. Paramos sob um estilo de garagem com pedras, e descemos.

A entrada da casa como de costume uma área coberta que era envolta toda a residência de dois andares, eu desci e vejo meu avô sentado em sua poltrona ao lado da rede.

Ele se levanta, e eu vou correndo;

- Ah minha moça chegou. – Ele abre os braços.

Ai que delicia de abraço, de carinho, meu DEUS.

- Benção vô.

- Deus te abençoe filha.

Meu velho tem a altura do meu aí, forte, para não dizer gordinho, não tem costume de ter barba, uma sempre chapéu, camisa xadrez e calça com cinto com “canivete”. É o típico fazendeiro, com aquelas botas de salto.

- Pai.

Marcos chega abraçando ele com tanto amor, que chegou a derrubar o seu chapéu. Ficaram quase um minuto matando a saudade desse abraço.

Artur o abraça em seguida, e Wilker estica a mão para cumprimentar ele, mas o Senhor Francisco, meu avô puxa ele abraçando;

- Vem aqui rapaz! – Ele diz rindo.

Todos sorrimos, e Marcos diz;

- Pai essa é Ana, ela é.... – Antes de ele terminar de falar, é interrompido.

- Sou baba desse pequeno. – Ela fala de mãos dadas com o Daniel. – Prazer e muito obrigada por receber em sua casa senhor.

- Ah seja bem-vinda, você já é da família. – Ele a cumprimenta.

E então a principal razão dessa viagem, Daniel.

Meu avô coloca um joelho no chão, olhando fixo para ele, tirar o chapéu e Daniel tem a iniciativa;

- Benção!

Com um sorriso do tamanho do mundo ele fala;

- Deus te abençoe filho. – Ele se aproxima e abraça ele.

Eles conversavam por telefone, mas é diferente. Marcos ficou emocionado, tipo, muito.

- Ah meu DEUS, CHEGARAM. – Minha tia vem gritando.

Nossa eu grito mais alto ainda correndo para seu lado e pulo em seu colo;

- Meu Deus que mulherão, você está.

- Ai que saudade. – Falo ainda no abraço.

Ela vai cumprimentando todos e uma funcionária da casa chega fazendo o mesmo;

- Alzira cadê o Bento? Mas gente esse menino some toda hora. – Meu avô diz.

- Ele saiu cedo pai. – Ela responde.

Minha tia Alzira é apaixonada em Daniel, pois já tinha conhecido ele anteriormente.

Wilker vendo ela paparicando ele comenta;

- Até aqui ele vai ser o centro das atenções, você perdeu seu posto de neta viu. – Ele me fala.

- To vendo isso. – Digo com Meu Avô e minha tia conversando com ele.

- Parem de falar besteira, mas gente. – Artur briga.

- Me ajuda amor? – Marcos vai pegar as coisas no carro.

- Gente já tomaram café? Estou preparando o almoço, me atrasei toda hoje. – Minha tia segue conosco.

- Olha lá... Bento saiu no carro de novo, eu falei para aquele menino não ficar rodando por ai desse jeito. – Meu avô fala bravo.

Éramos crianças quando eu vi esse menino pela última vez, brincávamos nas arvores, e pique esconde, essas coisas.

Mas meu avô aponta para uma caminhonete Ford Ranger se aproximando, a poeira da terra vermelha subindo no seu caminho, confundindo a cor do veículo, que era um tipo de caramelo.

Ele para o carro ao lado do nosso e desce. Eu preciso de uma pausa só para descrever aquilo.

Ele é moreno, acho mais pelo sol, de calça jeans, sem camisa, e botas altas, chapéu. E forte por causa do serviço pesado da fazenda.

Ele não é alto, pouco mais que eu, e uns 4 centímetros mais baixo que Wilker.

Cabelo baixo, barba só por aparecer, sobrancelhas mais perfeitas que as minhas, isso sem fazer. Bento tem um sorriso carismático, feliz, aberto.

- Tio, benção. – Ele cumprimenta meu pai.

- Deus te abençoe rapaz..., mas está um homem.

- Sim... Nicole! - Ele grita me abraçando.

As pernas ficaram moles depois dessa “recepção”;

- Que saudades Bento.

- Sua também, mal via a hora de chegarem... Primo. – Ele pega na mão de Wilker o abraçando.

Assim com o Artur, Ana e Daniel, que amou o chapéu dele;

- (...) Quero sim, tem um?

- Vamos, vou pegar para você. – Bento leva o Daniel para dentro.

E volta o pequeno com um chapéu.

Tia Alzira sentou com todo mundo na mesa, conversando, e serviu café e umas coisas para esses mortos de fome da cidade grande.

Já imaginam né, encontro de família é gritaria, risadas e bagunça;

- Falei para você não pegar o carro sozinho. – Meu Vô fala com Bento.

- A Celeste pariu, cheguei bem na hora, o “potrinho” é igual o Garanhão Vô.

- Depois do almoço vou ver.

- Que é Potrinho? – Daniel pergunta.

- É um filhote de cavalo, rsrs. – Bento responde.

- Ah e nasceu hoje? – Ele questiona todo excitado.

- Sim, depois levo vocês lá, para conhecer. – Bento diz.

Arrumamos as coisas, separamos quartos e tudo mais, eu fiquei com a Ana, meus irmãos com meu primo, Artur e Marcos sozinhos.

Já me troquei e fui tirar umas fotos, do outro lado da casa havia uma piscina muito grande, que estavam enchendo.

- Não usamos, muito difícil, estamos enchendo por vocês. – Minha tia comenta com meu pai.

- Não precisava.

- É Bento aproveita muito no riacho. Ela é desnecessária aqui. – Ela aponta para a piscina.

- E o pai?

- Está ótimo graças a Deus, e o trabalho em? Direto vimos notícias da violência na capital.

- Alzira violência há em todo lugar, mas estamos bem graças a Deus...

Deixo eles conversando e vou seguindo para um estilo de pomar que havia perto.

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