• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 24

#Marcos

Com Nicole na rua, demorei pegar no sono, e confesso que dormir mal nessa noite!

Na manhã, estávamos tomando café, eu mostrando algumas coisas ao Daniel e Artur no celular.

- (...) Vai falar com ela sobre detalhes, esses que te expliquei. São as pessoas com as características que me passou.

- Tudo bem pai, vou falar com o Hugo hoje na escola, para ele me levar lá.

- Certo, e me liguem qualquer coisa... Artur, chamou eles? Vão se atrasar.

- Chamei, mas chegaram de madrugada, ouviu?

- Não.

- Bom dia. – Nicole diz entrando na cozinha.

- Bom dia. – Wilker em seguida.

Eu, Artur e Daniel olhando, para eles;

- Bom dia. – João entra com os meninos.

De olhos arregalados pergunto;

- Você dormiu aqui?

- Dormiu comigo, relaxa. – Wilker responde.

- O quanto beberam ontem? – Artur pergunta.

- Não bebemos. – Nicole responde.

- Pouco! – Wilker completa.

- Qual foi a nossa conversa? – Artur diz.

- Pai, quanto senhor achou que iriamos cumprir?

- Wilker, sua irmã é menor de idade.

- Ela ficou com um copo a noite toda, foi o suficiente, e João ficou com ela. Eu nem bebi, pois só tinha batidas naquele lugar.

- Ele deve que bebeu pouco, para não achar o caminho de casa. – Respondo olhando para ele.

- Pai tem que ligar para os pais dele, explicar que ele dormiu aqui. – Nicole pede.

- Vai ficar esperando, não vou acobertar esse tipo de atitude.

- Eu ligo, vão se arrumar. Daniel sobe. – Artur vai despachando eles.

Pego minha mochila, pois o Matheus logo estaria frente em casa, antes de sair, beijo meu marido comentando;

- Está muito bonzinho com eles, quero ver quando falar que não terão férias.

- Vou esperar o Dimitri estar fora da cidade, assim Wilker não tem para onde fugir. – Ele diz sorrindo.

Sai de casa, esperando o Matheus, e quando ele para o carro, me recordo;

- Calma aí, deixei minhas chaves. – Coloco a mochila no carro e entro correndo.

Subo as escadas e lembro de ter deixado na cozinha, quando desci, escuto o Artur falando ao telefone, olho para fora, nos fundos da casa, e não acredito no que estava vendo. Abro a porta, mas ele não vê;

- (...) Ótimo fechamos então em vinte mil à vista e o carro... Posso levar para o senhor ver hoje Senhor Antunes! Sim, sim eu agradeço, como disse falei porque é aqui do lado de casa...

- ARTUR! – Grito com ele.

Ele me olha até tossindo, Artur estava fumando;

- Você não foi trabalhar?

- E você voltou a fumar? – Falo puto com ele.

- Não, voltei não Marcos. – Ele joga no chão e apaga o cigarro. – Já te ligo Antunes.

- Me fala por favor que não é o Senhor Antunes o dono do lote? – Fecho os olhos falando com ele.

- Marcos, ele fez um desconto e eu não me segurei.

Encho o peito de ar, respiro fundo e digo;

- Desde quando voltou a fumar?

- Desde o começo do tratamento do amigo do Daniel.

- Como assim?

- Eu estou sobe pressão. E tenho quase certeza que não vou conseguir ajudar ele. Tem ideia de como o Daniel vai ficar?

- Artur, escuta...

Quando eu falo o Matheus buzina lá de fora;

- (...) depois a gente conversa, tenho que trabalhar agora.

- Marcos espera.

- Depois Artur por favor.... – Saio puto.

Meu Deus que inicio de dia!

Entrei no carro batendo a porta;

- Tudo bem? – Matheus pergunta ligando o carro.

- Não, nada bem, sai daqui logo, e não fala comigo.

- Sim, senhor.

Passei uns cinco minutos, de olhos fechados, tentando focar no que havia acabado de presenciar.

Artur era fumante antes de nos conhecermos, ele usava como válvula de escape, pelo menos foi o que me disse. Parou logo que começamos a sair.

Chegamos na corporação, e depois de assinamos uns papeis, e abastecer o carro para sair, o rádio chama;

- “Viaturas próximo a Fórum da cidade, perseguição em alta velocidade...”

Foi o que consegui ouvir;

- “Atualizando, Rua Castilho de Moraes, individuo, em moto modelo XRE, de camiseta azul e bermuda preta, possivelmente armado”.

- Então? – Matheus pergunta.

- Rápido. – Grito entrando no carro.

Estávamos do lado praticamente, saímos de sirene já ligada. a viatura entrou na rua e o suspeito passa, seguido de duas motos da PM e mais um carro.

Já entramos como apoio, o problema era horário de pico, por volta de oito e meia nove horas.

Ele então segue para um bairro mais afastado, então o que fizemos é se dividir em possíveis vias, eu e o Matheus ficamos sozinhos atrás.

Dois colegas na moto fazem um estilo de barreira e então ele dá meia volta, nesse momento eu estava com metade do corpo para fora do veículo, procedimento errado, mas para tentar parar o cara.

Ele volta fazendo a gente de idiota, eu desço pegando uma das motos;

- Vai com Matheus.

Acho que nunca fiz uma merda tão grande, consegui proximidade, até conversava com o cara, mandando parar e ameaçando, mas nada.

Não posso derrubar ele, por causa da minha própria integridade e dos amigos, que estavam perto.

Mas então ele entra na comunidade, aqui em Goiânia não é como Rio e São Paulo, mas são tão perigosas quanto.

Esse tipo de perseguição é normal, infelizmente.

Estava em alta velocidade, passando entre carros, e vielas, toda uma equipe atrás, mas ele procurou abrigo no lugar certo, estava tão rápido que a cada esquina buzinada com medo.

Em uma das ladeiras onde os dois perdem velocidade, populares na rua, jogaram pedras e madeira e objetos contra mim, e contra o carro atrás;

- Eu vou parar. Se liga, eu vou parar. – Ameaçava, apontando para eles.

Ao olhar para trás, no retrovisor vejo que atrás dos policiais tinham várias motos de pessoas, seguindo o aparato da perseguição;

- Tenente não vale a pena, abortar a perseguição. – Escuto no rádio.

Sem responder, a voz ecoava em meu rádio.

Eles estavam certos, eu estava muito dentro da comunidade, em um lugar perigoso, mas acredite, sempre pegamos.

Outra ladeira, cruzamento movimentado, ele bate com outra moto.

A colisão faz ele cair sobre as outras pessoas, do seu lado dois carros parados no semáforo.

Como ele bateu e se levantou fui com tudo ne moto o derrubando novamente, mas não sei como ele se levanta, para dar fuga.

Segurei ele, indo para cima do carro, o derrubando, e outro policial de moto chega, ajudando a imobilizar o cara.

Infelizmente eu estava precisando tanto de descontar raiva que ele foi o felizardo;

- DEITA. DEITA. – Eu gritava segurando ele. – Algema, pode algemar. – Falo ao colega.

As motos no chão, e a aglomeração de pessoas, nesses pontos de comunidades a população fica “folgada”.

Muita gente gritando com a gente e se aproximando, dizendo que a gente estava errado;

- Matheus cadê você? – Falo no rádio.

- Chegando.

- Populares exaltados. – Repito duas vezes.

- Afasta. Afasta porra! – Abro um pouco de espaço.

Matheus chega com reforço, finalmente;

- Qual é a fita? – Pergunto ao colega.

- Roubo à mão armada. Ele jogou a arma no início da perseguição.

- Entendi.... Deu trabalho em filhão. – Falo para o cara.

Ele não diz nada. Mas tivemos que tirar o cara com escolta, fazendo quase uma carreata para sair daquele lugar.

Chegando na corporação eu ainda levei um puta de um sermão, afinal desrespeitei uma ordem direta, mas a gratificação de ter feito o que fiz, compensava.

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