• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 22

#Artur

Entro no quarto com o Marcos se preparando para dormir;

- Parabéns amor, seu apagão trouxe essa família para a luz.

Ele puxa o cobertor;

- Meu apagão mostrou que não conheço minha família.

- Artur todos temos problemas, e na maioria das vezes não os compartilhamos.

- Aí pensei que seria uma ótima noite, iriamos sorrir, conversar e brincar. Estou péssimo. – Falo me deitando.

- Vem aqui.

Marcos me abraça, sem dizer mais nada, só fazendo carinho, para me ajudar a pegar no sono.

No dia seguinte eu cheguei cedo no hospital, iriamos ter o resultado de um último exame do Luigi.

Eu nem fui ao meu consultório, subi direto para o laboratório, ao pegar com a recepcionista, fico ali no balcão com os papeis em mãos;

- Bom dia Artur. – Alexia chega do meu lado.

- Bom dia.

- Que cara é essa em?

- Luigi, terei que falar com o Chefe para colocar ele a frente na fila de transplante. – Entrego os papeis para ela ver.

- Agora sim, você tem todos os exames, faça isso.

Subimos juntos para os consultórios, e tomar um café, descemos com uma das secretarias para o quiosque dentro do hospital.

Nos serviços e sentamos;

- Essa cara não parece ser só sobre o exame do Luigi. – Alexia fala.

- Ai! – Me espreguiço. – Ontem fiz um belo jantar e desliguei a chave geral de casa para forçar todo mundo sentar a mesa...

Quando falo as duas começam a rir;

- Me escuta é serio...

- Nicole deve ter te matado.

- Não, até foi de boa essa parte. Ao sentar com aquelas pessoas descobri que não conheço minha família... Gente estou péssimo por não poder ajudar mais...

- Como assim Artur?

- Nicole teve outra crise, e não disse nada. O meu marido está envolvido com uma máfia. O melhor amigo do meu filho é gay, e a estrela da casa, quer me matar do coração.

- Rsrs, que o Daniel quer?

- Ele vai atrás da família da Ana, a senhora do asilo que te contei.

- Ai, não brinca! Gente amo esse garoto. – Ela fala cutucando a secretaria. – Que tem demais nisso?

- Nisto? Nada. Mas não quero que ele se decepcione com essa busca, pois estou com medo pelo seu amigo.

- Sem essa Artur, confia, é o seu trabalho, e vai conseguir ajudar o garoto.

- Ai amiga, eu espero viu. Mas vamos mudar de assunto, e você e o boy?

- Gente vou subir, tenho que trabalhar. – A secretaria se levanta.

- Não existe mais eu e o boy, vou ser assexuada a partir de agora.

- Que aconteceu Alexia?

- Amigo, ou eu sou ruim de cama. Ou fizeram uma macumba para mim. Ou eu fui uma tremenda Filha da Puta na encarnação passada. Porque é só começar a gostar do homem a desgraça some.

- Como assim?

- Acho que o Alisson era casado, só pode. Um dia está me trazendo café na cama, transando o dia todo, amor isso, amor aquilo. No outro some do nada.

- Amiga homens na maioria das vezes não querem relacionamentos.

- Eu também não quero Artur. Mas não é bom sair falando isso por aí. Com aquele outro filho da mãe lá... nossa esqueci até o nome. É a mesma coisa, vem passa semanas amando e prometendo o céu, depois desaparece.

- Amiga hoje em dia, tudo está muito fácil, quer transar entra em um app. Quer sair, entra em um app. E as pessoas não se apegam mais como antes, não querem mais esse tipo de coisa. O que posso falar é para aproveitar ao máximo sabe.

- Estou velha Artur, já passei dos trinta e preciso de alguém, não quero ficar velha sozinha.

- Aff, para de falar besteira.

- É verdade, a tia solteira da família vou ser.

- Não tem problema algum nisso. Você está ficando mais seletiva, e está certa. Amiga você não tem que aceitar qualquer um não, tem sim que ser um homem da porra para conseguir sua atenção. Se você não se valorizar ninguém vai.

- Mas não fico com ninguém amigo.

- Problema deles, eles quem estão perdendo, foda-se esse bando de macho escroto.

- Obrigada. – Ela pega em minha mão.

- Por nada, está precisando sair, beber e esfriar a cabeça, tirar um tempo para você.

- Concordo viu.

Durante o dia de trabalho o Marcos avisou que estava indo ao asilo para conversar com a Ana, e ver se tinha algo que possa ajudá-lo na tal busca.

Peguei a Nicole no colégio e levei ao psicólogo. Ainda procurei o Hugo no colégio, mas nada, queria mesmo falar com ele.

Em casa a tarde, quando eu cheguei com ela, a pequena subiu para tomar um banho e fazer o dever. Eu estava tirando as comprar das sacolas quando batem na porta.

Cheguei para abrir e gente, era um cara de macacão, todo alto e forte, muito lindo;

- Boa tarde, senhor.

- Boa tarde.

- Estamos fazendo a troca de interfones do condomínio. – Ele aponta para o carro ao lado de fora. – Posso? – E depois olha o interfone na parede.

- Sim, claro.

Ele entrou e a Nicole desceu para a cozinha, graças a Deus, para não me deixar sozinho com aquele cara.

- Porque vão trocar? – Pergunto, com minhas compras.

- Acho que vão retirar o porteiro, pois esses aqui são eletrônicos, com câmeras e alarmes, completo.

- Que ótimo aquele velho já não faz nada, colocar câmeras e controles internos vai pagar ele para dormir.

Me sentei com a Nicole, pegando meu celular no carregador;

- Que isso em? – Ela fala olhando de lado.

- Para garota, seu pai me mata.

- Rsrsrs, não concorda?

- Quando eu morava sozinho vinham arrumar a casa um gordo, forte e grande, chamado João, igual seu namorado. Essas coisas não apareciam. – Aponto para o garoto de joelhos contra a parede.

- Haha’.

- Conta para o seu pai, que pego você.

- Rsrs, não vou.

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